História Meu tutor pervertido - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kuroko Tetsuya, Murasakibara Atsushi
Tags Akashi Seijuro, Himuro Tatsuya, Kuroko No Basket, Kuroko No Basuke, Muraaka, Murahimu, Muramuro, Murasakibara, Yaoi
Exibições 240
Palavras 6.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Esporte, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nossa, há quanto tempo não posto um capítulo, não é mesmo? Sério, acho que preciso parar de demorar tanto com atualização. Mas, não sei se todos estavam sabendo, fiquei quatro meses em OFF, então não estava digitando nem nada, todas as fanfic’s ficaram paradas. Há pouco tempo, talvez um mês, voltei ao site e retomei os trabalhos. Bom, eu sei que aqui não é o melhor lugar para ficar fazendo agradecimentos e tudo mais, mas quero mesmo agradecer, então, se não for pedir muito, podem ler isso?

Pessoal, quero agradecer de TODO meu coração a participação de vocês nessa fanfic. Agradecer pelos favoritos que têm chegado e, mais que isso, aos comentários que não param de aumentar, não só em quantidade, mas também em tamanho. Nada poderia me deixar mais feliz e motivada a continuar com esse trabalho. Mesmo passando por algumas crises, sempre venho aqui para ler os comentários... é um jeito de renovar minhas forças, isso me anima muito! Por isso, muito obrigada por estarem me dando tamanha emoção, eu amo vocês! Quando comecei com essa fanfic, na verdade, pensei que ela fosse dar muito errado, sei lá, sou doente por murahimu, mas como devem saber, não sou confiante. Então, quando a fanfic alcançou 100 favoritos, nossa, eu fiquei muito feliz e pensei que: NOSSA, ACHO QUE ISSO PODE DAR CERTO. Bom, já falei um monte, nas notas finais vou dar uma notícia pra vocês, muito boa, por sinal.
PS: Falei "nossa" um monte de vezes. Desculpem.

Bom, espero que gostem do capítulo, sem mais: BOA LEITURA, MINNA-SAN!

Capítulo 9 - Obsessivo desejo


Fanfic / Fanfiction Meu tutor pervertido - Capítulo 9 - Obsessivo desejo

Akashi Seijuro

5h56min – corredor do segundo andar da propriedade de Murasakibara.

 

Seria errado dizer que o amo? Não, definitivamente não seria. Posso recordar, facilmente, de quando nos conhecemos no time de basquete da Teiko. Confesso, inicialmente fiquei um pouco irritado com a altura, afinal, ele só tinha 16 anos e já era desse tamanho, 208 cm não são pouca coisa, não mesmo. Aquele olhar violeta me sugava. Um jovem que, não importa de onde olhasse, estava emanando talento.  Aquela foi a primeira vez que encarei alguém tão assustador. Estava tudo ali, todo o talento, concentrado, mas ao mesmo tempo perfeitamente distribuído em 208 malditos centímetros de altura. Magnífico. O cabelo longo chamou minha atenção, é tão raro encontrar garotos com esse estilo, despojado, mas a meu ver, ele era algo como descuidado ou preguiçoso. Mesmo tendo um corpo bem definido não parecia o tipo regrado, muito pelo contrário, o gigante estava comendo um pacote de batatinhas fritas. Mesmo achando patético, aquilo foi interessante, era como se pouco importasse, aquilo não atrapalharia em nada, eu gostei e não pude deixar de sorrir vendo aquilo. Sim, ele sempre foi assim, descuidado. No entanto, quando se trata de algo que o interessa, aquele olhar calmo e tedioso, a expressão vazia e engraçada são substituídas por um prodígio emanando poder e era essa a expressão que me excitava. Quando jogamos juntos pela primeira vez e aquele homem foi desafiado por outro pivô, Kyoshi Teppei, foi quando Murasakibara Atsushi mostrou metade de todo seu poder e foi, também, naquele jogo que me apaixonei. Um verdadeiro monstro. Um verdadeiro prodígio. Um verdadeiro pecado. Uma única ambição: torna-lo meu. Sim, nunca vou esquecer aquela sensação, meu coração batendo forte, o desejo de fazer passes perfeitos e tirar o seu melhor, a sensação de abrir caminho para ele ou obriga-lo a abrir com sua força, jamais poderei esquecer o quão excitado aquele jogo me deixou. Era ele. Murasakibara Atsushi, o desejava. Foi a primeira vez que um rapaz bonito não me pareceu patético. Afinal, já tinha descoberto sobre minha sexualidade há muito tempo, no entanto, ainda não havia conseguido encontrar algum homem que me fizesse sentir isso, desejo. Não demorou muito até que estivéssemos juntos e meu corpo pudesse ser corrompido por esse obsessivo desejo, aquele homem me mostrou o paraíso, sensação melhor que a de estar em seu colo e ser F.O.D.I.D.O por ele, definitivamente, não existe. Essa é a melhor. Depois da primeira vez, sexo com ele se tornou um vício e tornou-se, também, parte de nossa rotina, todos os dias. Não importava o quanto fizéssemos aquilo, meu desejo nunca diminuía, nunca deixei de deseja-lo, nunca. E é por isso que não consigo entender essa situação, não vou abrir mão de você, idiota.

- Não ferra comigo, Atsushi. – Disse baixo, sentindo meus olhos lacrimejarem. – Você, aliás, aquilo... o que aquilo fez com você?

- Aquilo? Espero que não esteja falando do meu pupilo. Caso esteja, permita-me relembrar seu nome. Himuro Tatsuya, 1°semestre em Literatura Clássica na Universidade Yosen. Não se esqueça. – Disse sem me encarar diretamente, patético.

- Nee, Atsushi. Para ser sincero, estou surpreso. Não, mais que isso, diria que estou assustado. – Fiquei de joelhos encarando a marca que deixou em meus pulsos – Certamente, não posso deixar de reconhecer esse menino, Himuro Tatsuya, sim? É interessante como um rapaz tão simples possa ter lhe chamado a atenção, certamente, deve ter algo ali. Bom, talvez o fato de ser simples seja o que realmente lhe atraiu, não é mesmo? – Sorri o encarando. – No entanto, me desculpe, Atsushi, mesmo entendendo isso, realmente, me desculpe, mas não posso.

- ... – O maior me encarou um tanto quanto perdido.

- Mesmo sendo desprezado. – Levantei com um pouco de dificuldade, pois aquele golpe feriu mais meu orgulho que o corpo em si, ser rejeitado desse jeito me faz parecer um verdadeiro lixo rastejando e implorando por atenção, acho que é a primeira vez que me sinto dessa forma, patético. Vergonhoso. Humilhante. No entanto, mesmo que essa seja a única forma que consiga pensar nesse momento, não me importa, farei tudo que estiver ao meu alcance. – Mesmo que não me queira perto, desculpe, – o abracei mesmo não tendo o gesto retribuído pelo maior – mas não posso desistir de você assim.

- Aka-chin... – Resmungou baixo. Sim, Atsushi, é assim que deve ser, não Seijuro, não Akashi, tão pouco Akashi-kun ou Akashicchi, mas.... Aka-chin. Não deixe de me chamar assim, eu imploro. Encarei o mesmo com olhos lacrimejantes, o quero. Não me permito perde-lo. Jamais! – eu te esperei por três longos anos, mas você nunca voltou. Isso foi doloroso, sabe? – O encarei desesperado, mas me arrependi de tê-lo feito, pois, nada me machuca mais que os olhos violeta tristes de Atsushi, sua mão acariciou meu rosto num gesto gentil e quente, sim, esse calor aconchegante me ganha, quero sentir mais, mais de você, Atsushi. – Todos os dias eu só queria que a porta fosse aberta e você dissesse “tadaima, Atsushi.” Com o mesmo sorriso de sempre, com a mesma sacola de doces de sempre. Mas, você não voltou. Foi... doloroso passar três anos sozinho. – Sorriu – Mas, está tudo bem, não precisa se preocupar, pois, esses três malditos anos foram curados com, apenas, sete dias. Então, por que você não aproveita e volta para casa? Sua presença já não é mais necessária. – Rapidamente, sua mão já não mais me tocava.

- A-Atsushi? – Eu devo ter me enganado, sim? Ele não pode ter dito algo assim, certo? Não, isso, certamente, é impossível. Ele não diria isso, sim, claro que não. Ele diz que devo visitar minha família?

- Ah! Mas não se preocupe, pode ficar com as chaves, essa semana irei trocar todas as trancas da casa, então, mesmo que as tenha já não lhe servirão para nada. – Sorriu.

- I-Impossível. Você deve estar brincando, não é? Atsushi, isso não foi engraçado, sabe?

- Por favor, se apresse e saia da minha casa. – Friamente, Atsushi repetiu suas palavras.

De todas as pessoas que me julgaram na vida, de todas as pessoas que me menosprezaram, todas as pessoas que tentaram me humilhar e rebaixar, você foi o único que não o fez. Claro, tivemos nosso pequeno desentendimento como jogadores, mas aquilo foi algo banal, até porque, você, assim como Shintarou, sempre me respeitou. Sim, sempre foi assim. Nós somos um casal. Sim, eu o amo. Então, o que é isso? É claro que errei, três anos é muito tempo, eu entendo. Mas não foi só você quem sofreu por todo esse tempo, por que apenas eu estou sendo julgado? Você não consegue nem entender o porquê de ter me afastado? Por favor, não faça isso comigo, conosco!

- Atsushi? Você ficou louco? Eu entendo que esses três anos foram difíceis, mas não entenda errado, não foi só você quem sofreu! – Berrei o prensando contra a porta do banheiro – Que merda você está pensando? Foi você quem disse que esse seria nosso lar! Nosso! Então, o que é tudo isso? Eu estou aqui, Atsushi! Estou aqui com você! Não percebe? Eu até entendo se você me pedir um tempo, sim, afinal eu cheguei sem te avisar e deve ter sido uma surpresa e tanto, não é? Agora, me expulsar? Não entendo. Eu estou aqui por você, Atsushi.

- Você é idiota, Aka-chin? Enquanto eu estava sofrendo sozinho, chorando... – Me encurralou contra a outra parede, minhas costas chocaram contra o concreto e tive que cerrar os punhos para não gritar de dor – você estava fodendo bastante, não é? Estava sendo bem fodido pelo Mido-chin, não estava?

- O ... quê?

- Não precisa tentar esconder, eu sabia de tudo. Então, não venha com essa conversa fiada de “voltei por você” ou “estou aqui”. Isso já não importa mais, por isso, se apresse e saia, sua presença é incômoda.

- Atsushi, eu não sei do que está falando, por favor, pare com isso.

- Não ferra comigo, Akashi! – Socou a parede com ambas as mãos, sim, o concreto trincou e a mesma ficou com dois amassados enormes.– Três anos fodidos! Três anos sozinho! – Socou o mesmo local mais uma vez, o barulho do cimento trincando me faz estremecer, estou com medo, mas... mais que medo... – Enquanto isso onde você esteve? Não atendeu minhas ligações, não enviou um e-mail qualquer ou carta, simplesmente, desapareceu. Mas, não se engane, não demorou para que soubesse que você estava em Nova Iorque com Midorima em apartamento tríplex num bairro de alta. Sim, isso mesmo, eu sabia! Sabia que a pessoa que eu amava estava nos braços de outro, dormindo com outro, transando com outro, comendo com outro, então, por favor, – Senti suas lágrimas caírem em meu rosto, molhando a borda de meus olhos, assustador. Mesmo que seus olhos estivessem transbordando em ódio, mesmo vendo suas presas enquanto rosna feito fera, seus olhos não puderam evitar o sentimento doloroso que sufocava em seu peito e toda essa dor veio até mim, sim, foram suas lágrimas; suas doces, sinceras e dolorosas lágrimas caíram em meu rosto como água benta no corpo de satã – não me machuque mais. Se apresse e saia da minha casa, Akashi. Eu... já não te quero mais.

 

Ever wonder ‘bout what he’s doin’

Você já se perguntou o que ele está fazendo?

How it all turned to lies

Como tudo virou mentiras?

Sometimes I think that it’s better

Às vezes acho que é melhor

To never ask why

Nunca perguntar por quê

 

Where there is desire there is gonna be a flame

Onde há desejo, haverá uma chama

Where there is a flame someone’s bound to get burned

Onde há uma chama alguém está sujeito a se queimar

But just because it burns doesn’t mean you’re gonna die

Mas só porque queima não significa que você vai morrer

You gotta get up and try, and try, and try

Você tem que se levantar e tentar, e tentar, e tentar

 

Funny how the heart can be deceiving

Engraçado como o coração pode iludir

More than just a couple times

Mais do que apenas algumas vezes

Why do we fall in love so easy

Por que nos apaixonamos tão fácil?

Even when it’s not right

Mesmo quando isso não é certo

 

Ever worry that it might be ruined

Já ficou preocupado por isso poder ser arruinado?

Does it make you wanna cry

Isso faz você querer chorar?

When you’re out there doin’ what you’re doin’

Quando você está por aí fazendo o que você está fazendo

Are you just getting by

Você está apenas sobrevivendo?

Tell me are you just getting by, by, by

Diga-me você está apenas sobrevivendo

 

É estranho como nosso coração pode nos pregar peças, não é? Nos fazendo tão vulneráveis; digo, seria fácil lhe empurrar e dizer quem precisa de um idiota viciado em doces e pervertido como você? Sim, seria fácil, o machucaria e me faria sentir bem pisando em cima de seus sentimentos, certamente é a melhor escolha para alguém como eu. Alguém como eu, hum? Mesmo assim, não é tão simples separar os sentimentos da razão... ou o contrário. Mesmo sendo um idiota viciado em doces e pervertido, você sempre foi o MEU idiota viciado em doces e pervertido. Esse lado obsceno era APENAS de MEU conhecimento, então, me diga, Atsushi, quando você começou a mostrar para outras pessoas? Foram três anos, de fato, você se tornou um grande escritor, querido. Seus romances me emocionavam de forma tão intensa, sempre me perguntei o porquê disso, sabia? Mas a verdade é que já tinha a resposta: culpa. Simples assim, é a verdade nua e crua. Cruel. Dolorosa. Acusatória. Correta. Insensível. Justa. Culpa pelos motivos bobos que me fizeram fugir. Perdão, Atsushi, eu realmente não lhe mereço, sou um grande e orgulhoso idiota. Mas, mesmo assim, mais uma vez, me perdoe, pois jamais serei capaz de desistir de você, afinal... você é e sempre será meu único e verdadeiro obsessivo desejo.

- Nee, Atsushi, gomen. – Segurei em seu rosto com ambas as mãos, sentindo-as ficarem úmidas pelas lágrimas que escorriam de seus doces olhos, o gigante me encarou como uma criança, não pude evitar e sorri, se você soubesse o quanto te amo, com certeza, teria ódio de mim. Assistir esse homem derramar essas doces e, ao mesmo tempo, dolorosas lágrimas me faz sofrer como jamais antes, talvez seja a culpa que carrego comigo, foi inevitável e deixei as minhas rolarem também, sem deixar de observar os olhos violeta. – Mas não posso desistir tão fácil, afinal, você é e sempre será meu único e verdadeiro obsessivo desejo. – Sorri entre lágrimas vendo-o fechar os olhos. Não sei se estava concordando ou descordando, não sei se estava mentalmente se preparando ou, até mesmo, me desafiando. – Diga ao jovem Himuro para estar preparado, pois não pretendo perder. – Sorri e capturei seus doces lábios em um último beijo, calmo, sincero e melancólico, mesmo assim, doce como Atsushi, sim, doce como só ele é. Uma pena que durou pouco demais para tanto sentimento reprimido. O maior desviou o olhar e se afastou um pouco. Fui ao nosso quarto, peguei um terno, meu celular, carteira, óculos e chaves. Quando saí o gigante estava no mesmo lugar, mas a mim direcionou seu olhar e assustou-se ao perceber que não tinha nada em mãos. – Pode se livrar das coisas que estão aqui, afinal, são só algumas roupas e nada mais. Bem, está quase na hora de Himuro levantar, então, estou indo. Até mais, Atsushi.

A passos lentos, Akashi Seijuro desceu os degraus de vidro, desfilando como um verdadeiro Imperador, passos firmes e cheios de si. Galante. Obstinado. Encantador. Mas, até mesmo alguém tão perfeito tem seus defeitos e precisa conviver com isso, tentando todo dia consertar cada falha até que esteja completo. Akashi Seijuro sentia dentro de seu peito o sentimento doloroso de uma perda, uma grande e temerosa perda: Murasakibara Atsushi. Mesmo não querendo abrir mão do sentimento e a história que viveram juntos, bem no fundo de seu coração o ruivo já tinha compreendido que o havia perdido há alguns anos. O homem que faz seu coração bater forte está no segundo andar com suas mãos cobertas de sangue que escorre das feridas feitas pelos golpes na parede. Ele estaria chorando? Talvez. Mas, diferente de Akashi, Murasakibara tinha alguém para consolá-lo. Alguém que estava disposto a ficar ao seu lado todos os dias e todas as noites, cozinhar, lavar e passar. Alguém que só queria o mimar e amar. Poderia ele vencer alguém que não deseja Atsushi dominar? Talvez não.

 

Himuro Tatsuya

Terça-feira – 6h23min

Quando acordei, percebi que estava alguns minutos atrasado. Todo meu corpo estava dolorido. Infelizmente, não tinha ninguém ao meu lado. Mas, estranhamente, a cadeira que costumo sentar para estudar estava parada ao lado da cama... como se alguém tivesse me fazendo companhia. Mas isso, com certeza, é só minha imaginação tomando a liberdade de criar novas fantasias. Calmamente levantei e ajeitei minha cama. Essa noite tive um sonho, um sonho lindo... aonde Atsushi-sensei dizia “eu vejo você, Muro-chin.” Certamente foi um sonho, mesmo assim, não deixa de ser um sonho bom, talvez, seja até um sinal? Por alguma razão estou um pouco feliz. Quando abri a porta, caminhando rumo ao banheiro, tudo que estava em minhas mãos... caiu. Como se aquilo estivesse acontecendo em câmera lenta e meu coração batendo tão alto que era como se estivesse surdo, corri em direção ao gigante que estava sentado no chão, com as costas apoiadas na parede e cotovelos estendidos sobre os joelhos encarando no alto da parede à sua frente dois buracos que quebraram o concreto.

- Sensei! – Caí de joelhos entre suas pernas. – Sensei! O que aconteceu? Você está bem? – Quando percebo que seus dedos estavam sangrando. Suas belas e gentis mãos estavam cobertas de sangue. – S-Sensei... – Senti meus olhos encherem de água, o que aconteceu aqui? – eu vou buscar o kit de primeiros socorros, espere só um momento. – Mas antes que pudesse me levantar fui puxado pelo gigante, mesmo suas mãos estando machucadas, jamais poderei esquecer o quão forte foi aquele aperto em meu pulso. Sem dizer qualquer palavra, sentei entre suas pernas, na verdade, ficando de joelhos e o encarando sem entender. Até que o mesmo ergueu o olhar, seus olhos estavam vermelhos e úmidos... poderia ser que estivesse chorando? Mas, por quê? O que aconteceu? Meu peito dói. Calmamente sua mão esquerda veio até meu rosto, onde se permitiu carinhosamente alisar; foi tão gentil que me fez querer chorar, quente. Suas mãos são tão quentes, não consigo parar de desejar ser tocado cada vez mais por essas mãos  gentis que tanto amo. – Sensei... – O chamei baixo, levando minha mão ao seu rosto e retribuindo o gesto, quero tocá-lo. Quero explorar com carinho esse belo rosto. O amo. O desejo. Mas, posso tê-lo?

- Tatsuya, eu vejo você. – Sorriu, mas... dessa vez, está diferente, talvez, mais leve? Não compreendo, mas... mesmo assim... isso não é um sonho, certo? Ele disse isso, não disse? Então... – Eu vejo você, Tatsuya e mais ninguém. Você aceitaria isso? – É a primeira vez que o vejo falando tão sério, meu coração está batendo tão alto, por favor, por favor, coração, se acalme! – Eu quero que seus olhos só possam me refletir. É um pedido egoísta e infantil, mas se você aceitar, então, eu prometo que farei o meu melhor. – Encostou sua testa na minha fazendo com que a pontinha de seu nariz fizesse um carinho gentil no meu, fofo. – Então, qual é a sua resposta?

Mesmo que tivesse ouvido tudo, minha voz não saía. Meu coração está batendo realmente alto, tão alto que o sensei será capaz de ouvir se continuar assim. Não quero que ouça, estou muito envergonhado, mas, mesmo assim, acho que não poderia estar mais feliz do que estou. Isso não é um sonho, não pode ser um sonho, mas, mesmo que seja, eu não quero acordar, quero viver esse sonho para sempre. Minha voz... eu... preciso... dar minha resposta, mas... minha voz... minha voz.... eu... quero... dizer, mas... mas... mas....

- Sensei... – Minhas lágrimas foram mais rápidas que meus lábios e desceram sem qualquer controle ou resistência. – eu te amo. Eu te amo muito.

E entre as grossas lágrimas de Tatsuya, Atsushi o beijou sorrindo. Mesmo que fosse impossível, pois o moreno chorava como uma criança, mesmo tendo toda essa idade, Atsushi não conseguia achar aquilo mais que lindo ou perfeito e se permitiu admirar aquele pequeno rapaz que chorava como nunca antes. Suas mãos nem mesmo estavam doendo, pois enquanto admirava aquela formosa criatura sentia como se seu corpo estivesse ficando mais e mais leve, como se um grande peso tivesse sido retirado de suas costas, como quem encontra uma luz após estar tanto tempo submerso na escuridão, era assim que se sentia, sabia muito bem disso, não só seu coração, mas seu corpo e mente, sabia o quão perdido em toda aquela treva estava, mas como um raio de Sol intruso, Tatsuya o mostrou um novo caminho, um caminho o qual ele estava disposto a seguir em busca de sua felicidade. Poderia ele amar mais uma vez? Talvez já tivesse desistido, mas se fosse por esse rapaz, certamente o faria. Estava disposto a lhe entregar todo seu corpo e alma, mesmo que isso o matasse, não guardaria nada, entregaria tudo nas mãos gentis e frias de Himuro Tatsuya.

- Nee, Muro-chin, não chore. – Com um leve toque secou meu rosto. Agora que vejo, sua mão está ferida...

- Isso não é um sonho, Sensei? – Perguntei perdido enquanto o maior secava meu rosto. Silenciosamente, Atsushi se aproximou e me beijou. Seus lábios pressionavam o meu carinhosamente, quente, macio, doce. Esse é o beijo do Sensei. Esse calor que ele me trás... esse calor não pode ser sentido em um mero sonho, então... se isso é mesmo real. Segurei em seus ombros e eliminei a distância que nos separava, quero estar em seus braços, quero estar perto o suficiente para ouvir seu coração e sentir sua respiração em meu rosto; o quero; o desejo, o amo. E, aos poucos, o beijo que começou como um pequeno contato de nossos lábios foi tomando forma, iniciando uma dança que nunca fora, outra vez, coreografada, uma dança em que nossos lábios sedentamente estavam criando, uma dança luxuosa e excitante... um beijo possesso de amor e desejo, um beijo que se tornaria, em breve, meu vício. Minha cabeça já começava a apagar, seus beijos sempre, de alguma maneira, sugam todas as minhas forças... – Sensei... – Gemi manhoso sentindo o maior me puxar para mais perto e morder meu queixo, sinto como se estivesse sendo hipnotizado, mesmo assim, meu corpo está tão quente...

- Isso não é um sonho. – Mordeu meu pescoço carinhosamente. – Você e eu estamos aqui nesse corredor... juntos, aos beijos, saboreando nosso amor. – Chupou o local que, certamente, ficaria marcado mais tarde. – Eu quero fazer amor com você, Muro-chin. Mas se começarmos isso, certamente, não vou conseguir parar, pelo menos, não hoje. – Disse num tom provocador enquanto distribuía beijos molhados em todo meu pescoço, ombro e clavícula. – O que tem a dizer?

- O que... o senhor quer comer no café da manhã? – Questionei com a consciência que me restava. Obviamente o compreendo, também sei que se começarmos isso não irá terminar tão cedo, mesmo assim, não compreendi bem o que aconteceu, é estranho que Akashi-san não esteja aqui, além disso, hoje tenho aula de filosofia e, estranhamente, estou com um mau pressentimento sobre aula, por isso, gostaria de chegar um pouco mais cedo e olhar meu caderno. Mesmo assim, me pergunto se irei conseguir me concentrar nas aulas... gostaria de provar mais do desejo de Atsushi-sensei.

- Tatsuya num banho de espumas aromáticas. – Sussurrou sedutor fazendo todo meu corpo esquentar, se isso continuar sinto que não poderei aguentar, me sinto febril.

- Então, permita-me uma sugestão. – Sorri – Essa noite lhe darei essa refeição, mas, por hora, me deixe cuidar de suas mãos e preparar algo para comermos.

- É uma promessa? – Questionou com um olhar luxuoso.

- O senhor poderá comer até que não reste mais nada. Essa é uma promessa. – Sussurrei frente aos lábios perigosos que desenharam em seu rosto sedutor um sorriso avassalador.

- Esperarei ansioso pelo jantar.

 

Universidade Yosen – 8h15min – Aula de Filosofia

- Ohayo, classe. – Midorima-sensei estava um tanto quanto sério, mas, estranhamente, era como se quisesse sorrir.

- Ohayo, Midorima-sensei. – Respondemos em coro. Não é como se a turma não gostasse dele, muito pelo contrário, embora alguns, incialmente, tenham julgado mal sua disciplina, Midorima-sensei mostrou o quão importante a mesma é. Acredito que conquistou o respeito e admiração de todos.

- Himuro, acho que alguma coisa vai acontecer. – Kiyoshi sussurrou.

- Eh? Como assim?

- Classe, por favor, guardem os materiais e deixem sobre a bancada, apenas, caneta azul, lápis e/ou lapiseira e borracha. Hoje teremos um teste. – O demônio de olhos verdes anunciou.

- O quê? Como assim, Midorima-sensei? – Um veterano do meu curso perguntou.

- Vocês nunca ouviram falar de teste surpresa? Humf! Rápido, vocês têm três minutos. Quanto mais demorarem, menos tempo terão para fazer.

- Kiyoshi-senpai, você sabia disso? – Questionei incrédulo.

- Não, mas conheço aquela expressão, por isso, desconfiei que alguma coisa ruim iria acontecer. Bom, que seja, é melhor nos prepararmos. Bom teste, Himuro.

 

Momoi Satsuki

9h00min – Editora

 

Murasakibara: Momo-chin, ohayo.

Eu: Mu-kun, ohayo. Aconteceu alguma coisa?

Murasakibara: Eu terminei o manuscrito do novo romance, pelo menos os quatro primeiros capítulos e fiz os esboços da capa com tinta, mas quero mostrar eles para alguém antes, então só dê uma olhada aqui em casa. Estou ligando para avisar. Você pode vir buscar se quiser.

Eu: Mu-kun! Isso é ótimo! Não esperava menos do maior romancista do século, Murasakibara Atsushi. Mas, desculpe a pergunta. Aconteceu alguma coisa, não é?

Murasakibara: Você poderia me fazer um favor?

Eu: Claro, o que quiser, diga.

Murasakibara: Por favor, faça as malas de Aka-chin.

Eu: Mu-kun?

Murasakibara: Nós terminamos.

Eu: Bolo de limão ou chocolate com café?

Murasakibara: Chocolate com café.

Eu: Chegarei em trinta minutos, por favor, me espere.

Murasakibara: Obrigado, Momo-chin. Jaa ne.

 

Kazunari Takao

Universidade Yosen – 10h06min

Aquele cretino maldito. Quem ele pensa que é? Teste surpresa? Não fode comigo, Midorima Shintarou-kun. Certo, eu não tenho nem seis faltas ainda, mas se esse filho de uma mãe continuar dando testes surpresa, mesmo sem reprovar por falta, ficarei de prova final e isso é imperdoável. Uma prova final é tudo que eu não preciso nesse momento, meu TCC está quase finalizado e não quero vir às aulas para fazer uma prova de filosofia. A porta da sala estava fechada, mas tenho certeza de que já está aqui, pelo que soube, hoje ele só tinha uma aula, então vai ficar de plantão.

- Shitsureishimashita. – Disse abrindo a porta e encarando Midorima-sensei que estava sentado no sofá de couro preto, sem seus óculos, o cabelo penteado para trás, a camisa social branca estava com os primeiros botões abertos deixando uma parte de seu abdômen à mostra, sedutor, a calça jeans um pouco apertada. Esse homem não se cansa de seduzir?

- Takao? – Perguntou abaixando seu livro.

- Atrapalho? – Questionei segurando a porta antes de fechá-la, pois, mesmo que esteja ardendo de ódio, não posso esquecer que sou aluno e ele professor. Estamos em níveis diferentes e não posso mudar isso.

- Não, entre. – Assim que fechei a mesma atrás de mim, Midorima abaixou seu livro repousando o mesmo sobre sua coxa. – Então, o que deseja? – Estranho, muito estranho, ele sabe o que tenho para falar, não sabe? Mesmo assim, o que é esse comportamento frio? Embora não seja como se esperasse por um tratamento especial vindo dele. Mas, quando você é sério assim, Shin-chan, me deixa muito excitado e não consigo evitar lembrar da nossa primeira vez no banheiro. Sim, primeira, pois tenho total intenção de fazer novamente.

- Eu quero fazer o teste. – Disse me aproximando e o encarando de cima.

- Teste?

- O teste surpresa da aula de hoje.

- Que pena, isso é impossível. Como sabe, o teste já passou e você levou falta, não tenho como lhe dar outro, pois é impossível que um aluno ausente faça a atividade dada em aula.

- Não ferra comigo, Shin-chan! Que merda você está pensando? Rápido, me dê logo uma folha, posso fazer aqui mesmo, não vai demorar.

- Takao, já disse, é impossível. Desista. – Sorriu pegando o livro novamente e retomando sua leitura como se eu não estivesse aqui. Esse desgraçado.

- Que porra você tá fazendo? – Com a mão esquerda dei um tapa no livro que voou longe. – Estou falando com você, desgraçado. Eu não vou ficar de final por conta dos seus testes surpresa. Já disse, se apresse e me dê uma folha. – Midorima me encarou com um sorriso provocador, esse cretino, droga. – Se você não me der a folha eu...

- Você? – Questionou com safiras afiadas.

- Eu... – Que merda eu tô falando? Não tem nada que eu possa fazer para pressioná-lo, isso é besteira. Takao, idiota! O que você pode fazer? Nada.

- Você não pode me obrigar, Takao. – Sorriu vitorioso, esse desgraçado. – Mas, me pergunto que tipo de aluno você é. Para ser sincero, é a primeira vez que conheço alguém que mal consegue controlar seu corpo.

- Hã? Que merda você... – Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Shin-chan se aproximou, selando nossa distância e parando frente a frente, céus, esse homem. Sua mão tocou meu pênis e foi quando me dei conta da situação. – ah... – Gemi manhoso sentindo sua mão me provocar. – Eu... tô mesmo duro, não é? – Sorri envergonhado.

- Acredito que possa melhorar. – Sorriu. – Você parece um cachorro, sabia? Está no cio? Se esse é caso, tudo bem. Façamos um acordo.

- Um acordo?

- Sim. Na minha gaveta tem uma coleira. Você pode colocá-la e ser meu cachorro pelos próximos sessenta minutos. – Sentou-se novamente no sofá preto. – E então, qual sua resposta?

- O que eu ganho sendo seu cachorro por uma hora?

- Meia hora para fazer seu teste hoje depois do almoço.

- Meia hora? Isso é ridículo, em sala seriam duas horas! Você pode melhorar isso.

- Não sabia que estava em posição de reclamar.

Na verdade, ele não está errado. Eu não estou mesmo em posição de reclamar. Não é como se tivesse a obrigação de me dar o teste, na verdade, ele não deveria nem mesmo estar me dando atenção, qualquer outro professor já teria me colocado para fora da sala sem mesmo hesitar. No entanto, Shin-chan está se mostrando muito compreensivo, não? O que seria isso? Talvez Shin-chan estivesse planejando isso? Bastardo! Bem, que seja, não é como se fosse uma situação incômoda, não é? Eu só preciso ser seu cachorrinho e levantar o rabo para você comer até não aguentar mais e depois posso fazer o teste. Nada mal, Shin-chan.

- Que seja. Qual a gaveta? – Questionei indo até a mesa.

- Última. – Ui, que frio. De fato, tinha uma coleira na última gaveta, me pergunto que homem guarda uma coleira? Shin-chan, você é bem estranho. Acho que é a primeira vez que passo por algo parecido.

- O que quer que eu faça agora? Ela é bem bonita. – Era preta com umas pontas afiadas, meio punk, gostei.

- Coloque. – Assim o fiz, coloquei e posso jurar que o acessório ficou perfeito em mim. Shin-chan observava atento, de alguma forma isso excita um pouco. – Agora, tire suas roupas. Cachorros não usam isso. – Sorriu descruzando as pernas e me encarando divertido. Esse pervertido de merda, está se divertindo com isso, não é? – Oh, você parece estar gostando mesmo disso. Agora, venha até aqui. De quatro. – Cruel. Assim o fiz, como um cachorro, fui até meu dono que esperava ansioso por isso. Enquanto me aproximava, Shin-chan abriu seu jeans revelando sua ereção. Então ele ficou duro vendo isso? Mesmo que nesse momento quisesse dizer mil cosias sobre ele, não consigo, não quando sua ereção está diante dos meus olhos, minha boca está salivando de ansiedade como um cachorro que observa seu dono oferecendo um osso, patético, sim, patético, mesmo assim, é tão grande e quente... – Bom menino. – Sorriu fazendo carinho em meu cabelo quando me coloquei entre suas pernas.

- Shin-chan... – Droga, me sinto patético, sei disso, mas mais importante que qualquer coisa, quero saber por que você me excita tanto? O que você faz comigo não é normal, é assustador a maneira como... somos parecidos.

- Você o quer? – Questionou me puxando pela corda da coleira e roubando um beijo safado.

- Quero... – Respondi manhoso vendo escorrer seu pré gozo, desejo muito isso. Shin-chan se aproximou para sussurrar...

- Bom menino. Vá em frente, é todo seu. – Sussurrou mordendo minha orelha. Não pense que está em vantagem aqui, filho da puta. Só porque seu pau é maior e mais grosso? Francamente. O gigante não dizia nada, apenas observava atento, sem demora, tratei de engolir tudo até a garganta, é impressão minha ou ele tá mais duro que a última vez? Esse joguinho agrada mesmo, não é, Midorima Shintarou-kun. Engolindo e voltando, usando minha língua para umedecer todo seu membro pude observar Shin-chan morder o lábio. Deixei o mesmo fora da boca vendo-o manter-se ereto, apontando para mim. Com a língua para fora, feito um cachorro, de fato, lambi toda sua extensão, indo dos testículos à cabeça, vendo Shin-chan rosnar baixinho. – Você é mesmo um bom cachorro... – Alisou meu cabelo, colocando a franja atrás da orelha. – Use mais a língua na cabeça e faça um pouco de pressão com os lábios. – Disse calmo, isso é um pouco inesperado, não pensei que fosse ensinar o jeito como gosta. – Isso... ah... bom, bom... ah... – Fechou os olhos enquanto fazia como ensinou, não que seja complicado, muito pelo contrário, se continuar gemendo assim, Shin-chan, vai ser impossível me segurar. – Takao, – me afastou de seu membro puxando a coleira – abre a boca e coloca a língua para fora. – Não entendo bem o que quer fazer, mas sem protesto o fiz, colocando a língua para fora – Bom menino, vou apoiar na sua língua, deixe acumular saliva. – E logo colocou, penetrando minha boca lentamente, céus, ele não vai gozar? – Você precisa engolir um pouco mais. – Dito isso, puxou-me pela coleira, fazendo seu membro entrar até a goela, doeu, meus olhos lacrimejaram, mas Shin-chan parece tão excitado que não me incomodo com essa dor. – Vou gozar! – Num movimento rápido retirou-se e jogou tudo na minha cara, foi tão rápido que não consegui entender, o maior me encarava um pouco assustado, talvez não quisesse gozar na minha garganta para evitar engasgar, mas também não pretendia na minha cara... ele... está preocupado? – Por que um homem parece tão sexy? – Segurou-me pelo queixo e com um lenço limpou meu rosto.

- Shin-chan...

- Você fez um ótimo trabalho. Merece uma recompensa. – Sorriu me beijando, ah, esse beijo, sim, esses lábios perigosos, Shin-chan, eu não compreendo bem o porquê, mas sei que temos algo em comum, quando você me segura com essas mãos quentes... eu posso sentir... algo em você parece estar me chamando. – Takao, fica de quatro na mesa. – Ordenou sério.

- Hai... – Corei, pois estou nu e me colocar de quatro... é meio embaraçoso. – A-Assim?

- Abra mais as pernas, abaixa o tórax e com as duas mãos, abra tudo aí atrás, me mostra o quanto quer isso. – Como sua camisa estava folgada, não consegui ver se estava ereto, mesmo assim, o quão pervertido você pode ser, Shin-chan? Isso é um pouco demais... mesmo assim... ah... droga. – Você está mesmo no cio, Takao. – Sussurrou alisando minha coxa direita, me fazendo arrepiar. – Seu cu está contraindo bastante e, incrivelmente, está molhado. Além disso, posso saber como é que um homem pode ter um rabo tão feminino? – Estapeou minha bunda do lado esquerdo.

- Ah! – Gritei sentindo minha pele queimar. Droga, mesmo doendo, se ele continuar assim vou acabar gozando. – Shin-chan... – Gemi numa última tentativa de que possa entender minha situação e, logo, senti algo fresco em minha entrada, Shin-chan despejava uma quantia exagerada de lubrificante e sem demora, dois de seus dedos entrarem, delicioso, sem falar que esse lubrificante de menta deixa tudo mais fresco. – Ah... Shin...chan...

- Dói? – Perguntou diminuindo o fluxo.

- N-Não... é... bom.... Shin-chan, rápido, eu preciso disso.... – Pedi num fio de voz, abrindo minha bunda, ainda mais. Eu só quero ele aqui dentro... é tão simples, se apresse e me foda, Shin-chan.

- Takao, você ainda não pode gozar. – Disse autoritário subindo na mesa e pressionando a glande na entrada, delicioso, esfregando seu pau na minha entrada e às vezes dando umas batidinhas com ele... ah...

- Shin-chan, rápido! – E antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, senti aquilo entrando com todo vigor e acertando em cheio meu ponto sensível. – Ah! Shin-chan...

- Então é aqui? – Continuou entrando e saindo, acertando ali com força, não tem como conseguir falar com um fluxo insano desse. Incrível. – Takao, segura mais um pouco. – Sussurrou tocando meu membro e mordendo meu ombro.

- Shin-chan... não... eu... preciso... ah... me... deixa gozar, por favor! – Pedi choroso, meu pênis dói, quero gozar, por favor, me deixe gozar.

- tcs! – Num movimento ridículo de tão incrível, Midorima me puxou segurando em minhas pernas e me expondo, minhas costas foram acomodadas por seu abdômen e peitoral, enquanto seu membro me rasgava insanamente. – Não aperta assim, vou acabar gozando. – Disse rouco metendo mais forte, de propósito, contraí ainda mais, sentindo cada movimento, perfeito! Intenso! Maravilhoso, desse jeito, bem assim, Midorima Shintarou-kun, desse jeito, me foda, me foda... eu... quero isso!

- Ah! Ah! Shin-chan, não... posso segurar! – Gozei. Forte, minha cabeça já começava a apagar. Não demorou e senti Shin-chan gozando dentro. O maior me colocou sobre a mesa, mais uma vez.

- Vira pra mim, Takao. – Disse sério, quando o fiz, o maior abriu minhas pernas bruscamente e seu líquido escorreu molhando a mesa. – Por quê? – Perguntou colocando seu membro dentro novamente, sem essa! Ele ficou duro muito rápido. – Por quê? – Perguntava metendo aquilo tudo dentro, muito forte.

- Shin-chan, devagar, dói, Shin-chan! – Segurei em seus ombros tentando, inutilmente, o fazer diminuir a velocidade.

- Por quê? Você gosta assim, não é? Quando eu meto com força. Não se faça de vítima, Takao. – Continuava metendo forte o suficiente para mover a mesa. Mas, a verdade é que ele está certo, eu gosto.

- E você... gosta... disso, não é? Quando abro as pernas pra você. Confessa, Shin-chan, você adora me foder. – O puxei para um beijo afoito, molhado, selvagem, assim como o que fazemos agora, mesmo ardendo um pouco, essa sensação que ele me dá, sério, é muito boa. Quando esse homem me encara com esses olhos verdes de predador, sinto como se fosse ser devorado vivo, mas, mesmo assim, não sinto medo ou vontade de fugir, muito pelo contrário, quero que me deseje mais e fique louco a ponto de me fazer seu refém. É isso, esse sentimento... desejo.

- É, eu gosto. – Enfiou tudo, e me fez arquear as costas, está sendo bruto demais. – Por quê? Um mero aluno como você...

- Você e eu, ambos estamos quebrados. Ambos procuramos pelo mesmo. – O empurrei, fazendo o maior cair no chão. Com certa dificuldade desci da mesa e me sentei nele, sim, bem lento, sentindo essa coisa enorme entrar. – Ah... quebrados, entende? Procurando por alguém que tenha aquilo que queremos: um obsessivo desejo. – Comecei a quicar, ah, é bom, muito bom. – Entende o motivo, Shin-chan? – Questionei sufocando seu membro.

- Ah... entendo. Se esse é o caso, farei com que deseje isso ainda mais, Takao.

Depois disso, eu já não sabia mais onde estava ou o que estava acontecendo, enquanto eu e Shin-chan estávamos dentro daquela sala, os sessenta minutos passaram como se fossem segundos. Não sei quantas vezes gozamos, quantas mordidas e chupões trocamos, a única coisa que consigo recordar era aquela expressão, sim, aqueles olhos transbordando em desejo. Como pensei, nós dois estamos quebrados, tudo o que queremos é ser desejados com toda a alma, isso mesmo, uma busca sedenta por desejo.

 

- No almoço, vá até a biblioteca. – Disse sério como se nada tivesse acontecido.

- Caneta azul? – Questionei também sério.

- Por favor.

- Quanto tempo?

- Humf – Sorriu ajeitando os óculos, sexy. – Sessenta minutos. Aproveite bem seu tempo. – Sorriu de canto.

- Muito obrigado, Midorima-sensei. – Saí da sala.

Na verdade, gostaria de conversar apropriadamente com ele, mas... ainda não encontrei o momento certo. Até porque, todas as vezes que nos encontramos acabamos excitados. Talvez deva conversar enquanto transamos. Bom, que seja.

- Não sabia que gostava de ouvir essas coisas, sua majestade. – Sorri para figura que estava sentada no sofá do corredor, esse que ficava de frente para sala de Midorima-sensei. – Desculpe roubá-lo por todo esse tempo, mas alguém precisava saciá-lo por completo. De qualquer forma, faça bom proveito, Akashi Seijuro-sama. – Sorri saindo.

Você não vai mais conseguir pegá-lo, Imperador.

 

~continua...


Notas Finais


~Anexos:
Música citada no capítulo: https://www.vagalume.com.br/pink/try.html
Kiyoshi {muita gente está confundindo esse personagem, então olhem quem é}: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/62/c5/23/62c523daa5c6e140c07d2e0596f6198e.jpg

~Sobre o capítulo:
Essa música da Pink vai virar tema mesmo. Então, Akashi e Murasakibara, um confronto. Gostaram? Vimos ali uma revelação bombástica: MIDORIMA E AKASHI TIVERAM UM CASO?
Produção: Essa informação procede, Belith?
Belith: Sim, é isso mesmo.

Pois é, meu povo e minha pova. Amores e Amoras, é Midoaka. Mas, mas.... nós vimos mais coisas, não vimos? MURAHIMU TÁ FIXO? Meu Deus. Como assim, Brasil? É isso mesmo, isso mesmo. Os dois vão ficar juntos. Momoi-san vai lá dar um help... ah sim, prestem atenção na chamada telefônica, ali foi uma pista de um novo personagem que vai aparecer na fanfic >< quero colocar ele logo.
Então... no final, mas NUNCA menos importante: MidoTaka.
Lacrando.
Sambando.
Divando.
Trepando e gozando.
Eles mesmos. Lindos e maravilhosos.
Capa do capítulo só deles >/////////< é que pintei o cabelo de verde, sabem? Então tô el love com Mido-chin {podem olhar meu perfil, minha fotinha de cosplay do Mido-chin está lá.}
No finalzinho, uma meio que declaração entre Midorima e Takao... e... e... e...e......
AKASHI SEIJURO ESPERANDO PARA FALAR COM MIDORIMA.
MAS O QUÊ?
Não me perguntem, não direi nada.
Isso mesmo, descubram.

Hehehehehehe, pois é, capítulo que chega ao fim.
Fanfic que também não vai demorar, né?
QUAL ERA MESMO A NOTÍCIA QUE EU IA DAR?
ATA. ATA, LEMBREI.
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Estou preparando outra fanfic MURAHIMU. Isso mesmo.
Não só isso, vai ter uma nova AOKISE, minha gente.
Isso mesmo.
Antes de me aposentar vou escrever uns bons lemons para vocês.
Para além disso, por hora, lancei uma KAGAKURO oneshot, interessados? Acessem aqui: https://spiritfanfics.com/historia/open-bar-7023379

Bom, sem mais, é isso.
Espero que tenham gostado. Estarei esperando... comentários ><
Beijokas, nos vemos no próximo capítulo.
Boa noite.


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