História Meu Último Desejo - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Tragedia
Exibições 25
Palavras 1.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


BUENAAAS NOTCXEEEEE :)

tô aqui de voltaaaaa, espero que gostem do capítulo ♥

Capítulo 16 - First Love, First Disappointment


Fanfic / Fanfiction Meu Último Desejo - Capítulo 16 - First Love, First Disappointment

Capítulo 16 - First Love, First Disappointment

 

 

   Lágrimas caíam do meu rosto e eu não conseguia controlar a minha vontade de chorar. Os soluços ficaram frequentes por um tempo.

   Depois de um tempo, comecei a me acalmar. Respirei fundo e comecei a dizer:

   - Olha meu amor, entenda uma coisa... Não importa o quanto eu quero que você fique, o que importa é a tua vontade de ficar.

   - Me diga, o que está acontecendo com você? – perguntou e ouvimos algo tocando, era o celular de Cameron. – Desculpe, é minha mãe – disse vendo o visor -, ela pode esperar.

   - É o seguinte. Lembra daquela... – comecei, mas fui interrompida, celular de Cameron tocava novamente. – Atenda meu amor, deve ser coisa importante – falei angustiada.

   - Oi, mãe? – ouvi ele dizer, ido até a janela de meu quarto, olhando para a rua deserta que estava.

   Ainda estava sentada na beirada da minha cama. E, a cada segundo que passava, mais tensa eu ficava. Meu corpo estava consumido pelo nervosismo e eu balançava minha perna frequentemente, como sempre fazia quando me sentia assim.

   - Okay mãe, já estou indo – falou, desligando o celular.

   Cameron olhou para mim como se estivesse pedindo ajuda. Seu olhar estava distante e ele estava completamente com medo.

   Segui até onde ele estava. O abracei forte e o mesmo desabou em meu ombro.

   - O que houve meu amor? – perguntei.

   - Eu preciso ir – disse, saindo do conforto do meu abraço. – Aconteceu alguma coisa com meu pai, e agora ele está... – a voz dele falhou – no hospital.

   - Vou com você.

   - Não, você vai ficar e descansar, amanhã a gente se fala – indagou limpando as lágrimas que caíam de seu rosto.

   Depositou um beijo em minha testa e se virou para sair. Entretanto, antes que ele seguisse até a porta, o segurei pelo braço e debati:

   - Eu vou! Não importa se você queira ou não. Assim como tem vezes que eu preciso de você, agora você precisa de mim – falei séria.

   - Como eu amo você... – e sorriu, um sorriso forçado, mas sincero. – Venha.

   Enquanto ele pegava as chaves de seu carro, me direcionei a porta do quarto de Liam e abri sem pedir licença. Ele falava com alguém no celular e chorava, por isso nem percebeu a minha presença. Bati de leve na porta e então Liam se virou para ver quem era.

   - Vou ao hospital com Cameron, não sei que horas estarei de volta, não se preocupe – ele assentiu, mas não questionou nada.

   Fechei as portas e desci as escadas correndo. Cameron estava sentado no sofá, tenso e impaciente. Ele me viu e sorriu, se levantando. Pedi desculpas e justifiquei o motivo do meu atraso, mas logo ignorou. Dirigimo-nos ao seu carro – um Porsche Macan da cor branca – e adentramos.

   Percorremos o caminho em completo silêncio. Não queria dizer nada, pois sabia que passava muitas coisas na cabeça de Cameron e ele sempre preferiu o silêncio quando estava mal, o que me deixava angustiada, de vez em quando.

   De repente, comecei a pensar no meu passado com Cameron. Em como o conheci e nos tornamos melhores amigos. Cada detalhe de nossa amizade. Conversas, risadas, sorrisos, desentendimentos, brigas, ciúmes...

   Eu poderia não pensar na gente passando o resto de nossas vidas juntos, mas de qualquer forma, eu o amava. Sempre amei. Não me importava se éramos apenas amigos, o que me importava, é que eu sempre tive Cameron na minha vida.

   Lembrava de quando comecei a ter sentimentos por ele, eu tinha apenas 12 anos de idade. Escrevia o nome dele em meus cadernos. O olhava brincando, lendo ou o que estivesse fazendo, sempre com um sorriso de orelha a orelha no rosto. Meu coração acelerava todas as vezes que ele falava comigo. Sentia borboletas em meu estômago.

   Primeiro amor, primeira decepção...

   O mesmo, quando descobriu que eu sentia algo a mais por ele, me dissera que sentia o mesmo e que estava apaixonado por mim. Mas, nada se passara de uma típica brincadeira de mal gosto de meninos.

   Ficara isolada por meses. Na época, eu me trancava em meu quarto, não queria vê-lo, doía tanto... Passava meus intervalos na biblioteca com Emily, foi assim que eu aprendi a gostar tanto de ler, lia para fugir dos meus problemas, Cameron, no caso. Chorava todas as noites com saudades do meu melhor amigo, lembrando exatamente de suas palavras que me machucara.

   “Você acha que eu sinto mesmo algo por você, Maya?” disse. “Você não passa de uma simples amiga minha, nada mais.”

   Por um tempo fiquei sem falar com ele. Até o momento em que o mesmo veio me pedir desculpas, dizendo que estava arrependido de tudo que fizera para mim, das palavras ditas. No começo não acreditei, por mais que eu quisesse.

   O tempo passou e nossa amizade voltara ao normal. Meus sentimentos por ele ainda estavam ali, mas já não demonstrava tanto assim, com receios de que ele fizesse a mesma coisa. No entanto, ao longo dos dias que se passava, o amor que eu sentia por Cameron, se transformava em algo recíproco.

   Cameron quebrou a cara muitas vezes, e na maioria delas, comigo. Passou alguns meses e começamos a namorar, éramos o tipo de casal imperfeito, mas todos nos apoiavam.

   Estávamos indo tão bem, até o momento em que os boatos vieram. Os boatos de que eu havia traído Cameron com James, um dos meus melhores amigos. Não era verdade, mas ele preferiu acreditar e decidiu ir embora, indo para Europa, me deixando sozinha.

   Sonhava todos os dias com Cameron voltando. Os dias se passavam e a saudade que eu sentia dele não diminuía e isso me causava um aperto tão grande no coração.

   Ficara com vários outros meninos e experimentara meninas. Mas, ninguém, em algum momento, preenchera o vazio de Cameron deixara em mim.

   - Em que está pensando? – perguntou Cameron, me tirando dos devaneios. Sua voz saiu triste e falhada.

   - Em tudo que já passamos. Na nossa infância. Na nossa história... – respondi com minha cabeça apoiada a janela do carro.

   - Você se arrepende de algo?

   - De nada, e você? – indaguei com um olhar preocupado.

   Cameron prestava atenção na rodovia em que passávamos, indo ao hospital.

   - Só de quando eu fui embora e fiquei sem você – estávamos no sinal vermelho, então ele pegou em minha mão desocupada. – Eu te amo e quero passar o resto da minha vida com você.

   Após alguns minutos, chegamos ao hospital, que estava meio vazio, por ser bem tarde da noite.

   Cameron estacionou o carro em uma vaga vazia e desceu, indo me encontrar. Ele estava tenso e com medo. O mesmo pegou em minha mão, entrelaçando seus dedos ao meu. Subimos ao terceiro andar e nos direcionamos a sala de espera, onde provavelmente estaria a família Reyes.

   - O que aconteceu mãe? – perguntou Cameron assim que a avistamos.

   - Seu pai... – tentou falando, mas sua voz falhou e então desabou em lágrimas, voltando a se sentar.

   Cameron tinha sua família por parte de pai morando na Europa. Já na Califórnia, tinha apenas a parte da mãe.

   Estavam ali seus avós, dando apoio para Vanessa, mãe de Cameron. Seu irmão mais velho Jackson e sua irmã mais nova Aline.

   Senti uma mão pequena e delicada pegar na minha, me virei para ver quem era e me deparei com uma Aline com os olhos inchados e vermelhos de tanto chorar.

   - Oi minha pequena – falei me agachando e ela me abraçou, desabando em lágrimas. A peguei no colo e a mesma deitou sua cabeça em meu ombro.

   - Como você sabe, seu pai tem problemas no coração e ele teve um infarto – disse a vó de Cameron, tentando acalmar Vanessa. – Os médicos estão vendo o que podem fazer e enquanto isso iremos ter que esperar. É caso de vida ou morte.

   Naquele instante, tudo ao redor de Cameron parecia se desestabilizar. Ele se sentou na cadeira ao lado da mãe dele e se apoiou na mesma, se permitindo desabar em lágrimas.

 

[X]

 

   O tempo passou e não tínhamos nenhuma notícia do Sr. Reyes. A família já começara a ficar sem paciência e a cada minuto que se passava, mais preocupados ficavam.

   Jackson havia ido para casa impaciente e decidira esperar por notícias de seu pai por lá. Cameron e Aline dormiam em meu colo, um sono sereno e tranquilo, como se não estivessem preocupados com nada, era tão lindo de ver.

   Andrew e Cameron sempre tiveram uma conexão de pai e filho forte, o que me deixava enciumada por saber que meu próprio pai nunca tinha tempo para seus filhos, ou seja, eu e Liam.

   Já eram 04:09hrs da madrugada quando avistei o médico que atendera pai de Cameron. Vi Vanessa e sua mãe se levantar indo em direção ao médico.

   Cutuquei Cameron na intenção de acordá-lo, e o mesmo abriu os olhos e se sentou no sofá em que dormia, ainda sonolento. Peguei Aline em meu colo enquanto a mesma dormia e fomos em direção ao médico.

   Conseguia ver pela expressão da família Reyes, o quanto preocupado estavam.

   Teria, Andrew, aguentado o infarto? Perguntei a mim mesma.



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