História Meu Último Desejo - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Romance, Tragedia
Exibições 9
Palavras 1.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OLHA EU FINALMENTE DE VOLTAAAA
sentiram minha falta? Não? okay, eu senti as suas :)
espero que gostem desse maravilhoso capítulo

Capítulo 17 - A news cause reactions


Fanfic / Fanfiction Meu Último Desejo - Capítulo 17 - A news cause reactions

Capítulo 17 – A news cause reactions

 

 

 

    - Me perdoem por fazer vocês esperarem – disse o médico assim que chegou. Ao ver ele, senti algo estranho percorrer meu corpo, eu o conhecia de algum lugar, só não conseguia me lembrar da onde.

   Percebi que o mesmo me olhou com uma dúvida nos olhos. Confesso que me senti incomodada com aquele olhar sobre mim, então desviei a minha atenção para Cameron que estava aflito com a possível morte de seu pai.

   - Doutor Harrison, ele está bem? – perguntou Vanessa.

  E, ao ouvir ela pronunciar aquele nome, a dúvida tomou conta de mim. Harrison. Da onde eu conhecia esse nome? E por que eu não conseguia me lembrar?

   - O Sr. Reyes está... – ia dizendo mas foi interrompido pelo toque do meu celular. Pedi licença e me distanciei para atender.

   Aline ainda dormia em meu colo. Ela era tão leve para uma garotinha de apenas 6 anos de idade e conseguia carrega-la sem nenhuma preocupação.

   Naquele instante, me lembrei da notícia que daria para Cameron mais cedo. Sentia tontura e um mal-estar, coloquei Aline em uma das cadeiras que tinha ali e me apoiei na parede para recuperar o equilíbrio.

   Meu celular ainda tocava. Olhei no visor e vi que era um número desconhecido e o mesmo estava bloqueado.

   - Alô? – falei assim que atendi.

   - Oi Maya... – falou a voz do outro lado da linha. Era uma voz masculina e senti que ela estava pesada, por chorar. – Olha, você pode simplesmente gritar comigo, mas me deixa explicar tudo, por favor. Eu sinto tanto sua falta.

   - Mas... – não terminei de falar e Cameron chegou. Percebi que o mesmo estava mais calmo e aliviado. – Tudo bem meu amor? – perguntei e entreguei Aline, ele a pegou no colo e disse:

   - Estou sim – sorriu fraco. – Venha, vou te levar para casa, você deve estar cansada.

   - Claro, eu já vou.

   Cameron assentiu e então me deixou sozinha com a pessoa da ligação. Eu realmente não sabia quem era, aquela voz era conhecida, mas eu duvidava de minhas intuições. Eu sentia calafrios só de pensar em tudo oque já tenhamos passado e por uma brincadeira boba, tudo tenha ido por água abaixo.

   - Vocês voltaram, certo? – voltou a dizer a voz do telefone.

   - Tá legal, quem é que está falando? – perguntei, sem paciência.

   - Dois anos atrás... Sinceramente, sei que está tarde para você aceitar minhas desculpas, mas é que eu não aguento mais.

   - Não pode ser... É você mesmo? – falei e senti as lágrimas escorrendo.

   - Sim, sou eu mesmo Maya.

   - James – sussurrei e a ligação caiu.

   Confesso que a todo segundo eu imaginava como seria quando eu voltasse a amizade com aquele garoto. James nunca foi o tipo de pedir desculpas para alguém, mas aquela noite, ele definitivamente me surpreendera de uma maneira que eu não saberia como explicar.

   Tudo a minha volta me fazia lembrar de nós. Em como éramos grudados. Em como nossa amizade consistia em tudo entre a gente. Era como se eu estivesse em uma expectativa de vida, mas ao mesmo tempo, tudo que acontecia era mentira.

   Decidi ir até onde Cameron estava. Ele se encontrava em seu carro, me esperando. Adentrei no mesmo e olhei para trás, me deparando com a coisa mais fofa do mundo: uma Aline encolhida na cadeirinha e com um cobertor do Ursinho Pooh.

   Cameron ligou o carro e seguiu caminho até minha casa. O mesmo permanecia calado e então eu quebrei todo aquele silêncio:

   - Seu pai está bem? – perguntei.

   - Na medida do possível – disse. – O médico disse que ele sofreu um mini infarto e que por pouco ele conseguiu sobreviver.

   Dr. Harrison. Aquele nome não saia de minha cabeça e nem a imagem daquele médico.

   Chegamos em casa, Cameron estacionou o carro e eu desci. Dirigi-me até a porta de trás abri a porta, tirando o cinto em torno de Aline e a pegando no colo.

   Aline era o tipo de menina que aonde quer que esteja, transmitia uma positividade para as pessoas. Aqueles olhos castanhos esverdeados. Aquele sorriso que se estendia em alguns buraquinhos. Aquelas mãozinhas pequenas. Tudo nela era perfeito, ela era tão pura. Eu amava tanto ela.

   Assim que estramos dentro de casa, a mesma estava escura e silenciosa, todos já deveriam ter ido dormir. Subimos a escada e fomos direto ao meu quarto. Coloquei Aline, que dormia tranquilamente, na cama e a cobri.

   A fria noite de janeiro se espalhava pela cidade, então me despi e coloquei uma roupa quente e confortável.

   Enquanto me vestia, Cameron me olhava de cima abaixo com um sorriso expandido no rosto. Ele via todos os defeitos de meu corpo e não se importava. Eu sabia que ele me amava de qualquer maneira.

   - Quem foi que te ligou àquela hora no hospital? – perguntou, quebrando o silêncio que predominava no quarto.

   - James – respondi e vi o sorrido dele se desmanchando em uma cara fechada.

   - Você sabe que eu não gosto dele, né?

   - E você sabe que eu não me importo, né? – disse e ele me olhou incrédulo, com ódio em seu olhar. – O que eu quero dizer é que ele já foi meu melhor amigo e está se sentindo culpado com aquele lance que aconteceu.

   - Depois de dois anos? Ah, por favor! – falou se levantando da cama.

   - Você não vai começar com ciuminho, né?

   Cameron cruzou os braços e me olhou com uma cara desagradável.

   - Você está parecendo uma mulherzinha com essa postura e uma criancinha com essas suas atitudes, então menos! – debati contra ele, raivosa, revirando os olhos.

   O mesmo iria continuar a briga, mas percebeu que já estava derrotado com as minhas palavras. Normalmente tenho esse dom de saber o que falar na hora certa.

   Cameron andou até mim e desfez sua cara de irritado, me abraçou dizendo:

   - Eu só não quero te perder de novo por causa desse idiota babaca – acariciou minha bochecha.

   - Você não vai, nunca.

   - Eu te amo!

   - Eu também amo você! – falei, suspirando.

   E então me beijou. Senti a suavidade dos seus lábios aos meus, sua boca de encaixando a minha e nossas línguas se cruzando em um ritmo perfeito.

   Cameron era tudo o que eu sabia sobre o amor. Ele era tudo o que me restava desse sentimento.

   Eu poderia dizer que meu coração gritava o nome dele sem parar, fazendo meu corpo entrar em uma adrenalina constante. Queria dizer que, com ele eu me sentia completa e que por um descuido meu, eu acabei me apaixonando por ele.

   A única coisa que eu sabia, era que eu sempre precisei dele. Do seu abraço. Da sua risada. Da sua loucura. Do seu jeito tão sem jeito. Da sua companhia. Do seu carinho. E do seu amor.

   Eu não sabia o que deu em mim, que desde que ele chegara, meu mundo ficara fora de si. Sentia algo inexplicável por ele desde a primeira troca de olhares que demos. Eu sempre quis entender o que ele fizera comigo, mas cada vez que eu o via, era pergunta atrás de pergunta, e isso me consumia, tomava conta de mim.

   Ainda colado sua testa com a minha, separamos o beijo pela falta de ar. Depositou um beijo em minha testa e voltou a se deitar ao lado de sua irmã. Direcionei-me ao banheiro e escovei os dentes. Assim que voltei, me deitei ao outro lado de Aline.

   Cameron tinha sua respiração tranquila, mas ainda não tinha pego no sono. Enquanto sua irmã dormia serenamente e provavelmente deveria estar sonhando.

   - Eu estou grávida – disse confiante


Notas Finais


espero que tenham gostado e comentem oque acharam, plissss :)


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