História Meu velho relógio. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ficção, Misticismo, Natal, Novela, Romance
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Palavras 358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Acerte seu relógio, Elise!


Domingo, 18 de Dezembro de 2016.
- Vá dormir Elise, não se esqueça que seu exame será logo às 7h!
- Já vou pai, só mais um minuto... O senhor deveria descansar também, ao invés de ficar aqui me enchendo.
- Como se isso fosse aceitável, Elise! Que falta de disciplina! Só estou pensando no seu futuro, querida. Em como ele será glorioso na carreira militar! Eles vão todos dizer "olhem lá, se não é a maravilhosa filha do Coronel?!"
- Uhum, claro que vão pai... Claro que vão...
- Poderia pelo menos fingir que está prestando atenção em mim, Ana Elise Dantas! O que tanto você olha pra esse computador? Deixe-me ver!
 - O que?! N-não é nada, pai! E eu não gosto que me chame pelo nome completo.
- Não me diga que é aquela porcaria de faculdade de jornalismo de novo, "Elise"...
- Pai, eu não sou a mamãe.
- ... Boa noite Ana Elise. 
- Perdão...
- ... A cada dia você se parece mais com ela Elise... Não adianta fugir disso.
- Não fujo, mas não acho que eu deva seguir a mesma carreira, pai.
- Ana se orgulharia disso. Eu, me orgulharia disso... Você sabe que não foi o exército que matou sua mãe Elise.
- Sei que foi o Afeganistão, pai. E ela só estava lá por causa do trabalho.
- Não foi bem assim Ana Elise.
- Não tem conversa né?
- Boa noite Elise. Acerte seu relógio.

23:57. Já era quase segunda-feira. Um combo de ódio: Segunda-feira e exame do exército.
Peguei o velho relógio de minha avó, que minha mãe acabou herdando e agora eu acabei herdando. 23:58. 
Ele estava certo, não tinha o que regular, talvez os segundos não fossem precisos, mas isso não faria diferença.
Tudo o que eu queria era ir para o futuro naquela hora, um futuro em que o exército não estivesse há sete horas de mim. 23:59.
Só queria poder viver algo a mais, me descobrir de verdade e sem meu pai. Me corroía pensar que em menos de um minuto, eu entraria no dia em que me tornaria minha mãe.

00:00.



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