História Meu Verdadeiro Amor. - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 12
Palavras 1.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 20 - Adeus.


P.O. V de Brendan.

Após Franklin ter nós pegado no flagra ele decidiu levar eu a Ashley de volta para Newerlands no dia seguinte para relatar a diretora o ocorrido, mesmo eu tendo quase implorado para ele não faze-lo, porém fora tudo em vão.

Estávamos sendo levados no mesmo ônibus que viemos, porém apenas eu, Ashley e Franklin e o motorista. Ashley estava sentada ao meu lado tremendo de medo, eu podia perceber pela sua feição que ela queria chorar, porém não derramava uma lagrima eu peguei em uma de suas mãos e ela olhou para mim.

― Fique tranquila! ― eu sussurrei.

Os lábios dela começaram a tremer e as lagrimas a escorrerem por seu rosto, e ela apenas assentiu com a cabeça. Ver ela naquele estado me deixava com o coração apertado.

― Eu nunca esperei isso de você professor Brendan, você um homem de virtude e de intelecto se aproveitando de uma aluna... ― eu o interrompi.

― Eu não me aproveitei dela! ― eu disse em um tom mais grosseiro ― Professor Franklin o senhor não sabe nada sobre a nossa história, então se não quis cooperar não contando a ninguém pelo menos não diga asneiras.

― Você é doentio. ― ele negava com a cabeça.

Eu simplesmente não disse mais nada, não estou em condição de ficar discutindo com ele, se eu continuar discutindo eu iriei me irritar e isso é a ultima coisa de que preciso.

[...]

Estávamos nos aproximando da escola e eu percebi que os tremores da Ashley só pioravam, sua respiração estava um pouco ofegante. Assim o ônibus estacionou em frente à escola e nós três descemos, eram oito e meia da manhã e ainda haviam alguns alunos do primeiro e segundo ano perambulando pelos corredores e seus olhares curiosos se dirigiram a nós três. Quando chegamos à sala do diretor Franklin abriu a porta e meu coração gelou na hora que eu vi John e Angel sentados a frente da diretora. Eles se viraram para nos olhar, John se levantou cadeira e caminhou até mim e Angel também se levantou e caminhou ao lado dele. John parecia estar muito irritado.

― Quero uma explicação para isto tudo. ― ele disse com a voz um pouco elevada.

Eu fiquei calado, o que eu poderia dizer?

― Você tocou na minha filha? Você... Sobre beijá-la neste acampamento isto é verdade?

Eu assenti com a cabeça e disse:

― Eu e a Ashley estamos juntos!

Neste momento senti um forte soco que havia sido disferido por John, depois e agarrou pela gola de minha camiseta.

― Pai para com isso! ― Ashley pediu completamente assustada.

― Como você pode fazer isso? ― ele perguntou furioso ― Eu te criei como um filho, e você ousa a tocar na minha filha com segundas intenções.

― Eu amo a Ashley, você até pode não acreditar nisso...

― E você tem razão eu não acredito! ― ele alterou o tom de voz.

Franklin e a diretora ficaram impressionados com o acontecido, porém não interviram e ficaram apenas olhando com os olhos arregalados.

― Pai nós nos amamos... ― falou Ashley que foi interrompida por John.

― E você sabe o que sabe sobre amor? Você é só uma criança Ashley que se deixou levar por ele... ― Ele soltou a gola de minha camisa e diminuiu o tom de voz ― Eu não vou lhe processar por pedofilia, apesar de tudo não quero te ver na cadeia, mas você vai se afastar da minha filha.

― Não pai, não faz isso! ― ela começara a chorar ― Eu o amo pai.

Ela foi me abraçar, porém John a afastou de mim. Ele saiu da sala levando Ashley pelo braços, Angel se desculpou com a diretora pela cena e se retirou seguindo o marido. Eu dei um suspiro e comecei a passar a mão aonde eu havia sido socado.

― Senhor Miller! ― disse a diretora ― O senhor é um ótimo professor, e ótimo como pessoa, porém esse incidente ultrapassou todos os limites aceitáveis. Então eu sinto muito, porém não poderá mais trabalhar neste colégio ― ela me entregou um envelope ― tem suas documentações, e seu ultimo salario será entregue em dez dias.

Eu peguei o envelope e sai da sala completamente cabisbaixo, não dava para acreditar, eu e a Ashley estávamos bem juntos e tudo agora já desmoronou. Não estou nem mal pela minha demissão, claro eu tinha muito carinho pelos meus alunos, mas sinto que terei de me afastar da Ashley e não quero isso.

P.O. V. Brendan.             

P.O. V Ashley.

Eu estava em meu quarto debruçada na cama e chorando, eu chorava de soluçar, como isso foi acontecer? Como pudemos ser tão imprudentes? Droga! Meu pai disse que nunca mais vai deixar que o Brendan se aproximar de mim. Eu podia ouvir ele e minha mãe discutindo no andar de baixo por minha causa, já que ele havia descoberto que minha mãe sabia de tudo sobre mim e Brendan.

― Como você deixa que algo assim aconteça? ― disse meu pai em voz alta.

― Ela o ama e ele também a ama. Qual é o problema? John desde que ela começou a namora-lo eu nunca vi aquela menina tão feliz.

― Você está louca! Tudo bem eu até entendo a Ashley deixar se levar por esse namoro sem fundamento, aliais ela é uma adolescente. Agora você é uma adulta, você sabe que este tipo de coisa é completamente sem cabimento. Ele cresceu como irmão dela...

― Eles não são irmãos! Apenas você vê as coisas assim, quer saber ficar falando com você não adiantara nada. ― eu pude ouvir minha mãe subindo e indo para o quarto de meu pai e batendo a porta.

Eu não queria que eles ficassem brigando por minha causa já que eles estão se dando bem agora. Droga! Mil vezes droga! Está dando tudo errado, o falta mais para dar errado?

[...]

São sete e meia da noite, eu passei o dia todo chorando e deprimida no quarto, dormir um pouco entre seis e sete horas eu estava muito cansada. Agora já não estou mais chorando mais estou muito abalada, quero ver o Brendan. Quero ouvi-lo dizer que vai ficar tudo bem e que iremos ficar juntos... Neste momento meu celular começou a tocar, era o Jack. Eu não queria atender, eu não estou para conversar agora, mas atendi.

― Oi! ― eu disse desanimada.

― Ashley sinto muito pelo que aconteceu sobre você e o professor, você está bem? ― ele perguntou com uma voz preocupada.

― Como você soube?

― Todos no acampamento e na escola estão sabendo, parece que um dos alunos do terceiro D ficou sabendo pelo professor Franklin e agora todos sabem. Só queria saber como você está, eu e a Jane estamos preocupados.

― Eu vou ficar bem! ― eu disse com a voz completamente sem emoção ― Obrigada pela preocupação, Jack se não se importa eu vou desligar.

― Ok! Sei que não deve estar bem é normal querer ficar sozinha, mas se precisar conversar ligue para mim ou a Jane. ― ele desligou o celular.

Eles são ótimas pessoas se preocupando comigo... Quando eu iria me levantar meu celular tocou novamente, mas desta vez não era Jack e sim Brendan, meu coração acelerou e eu atendi o celular rapidamente.

― Brendan!

― É muito bom ouvir sua voz, como você está? ― ele perguntou.

― Péssima, Brendan eu quero te ver...

― Ashley me escute e por favor me entenda. Eu fiquei a tarde toda pensando e cheguei a uma decisão... Eu vou morar em Nova York...

― O que? Como assim Nova York?

― Eu preciso de trabalho, logo meu dinheiro vai acabar e eu acredito que seja o melhor para nós dois nos separarmos. Isso nunca vai dar certo. ― ele falou aquilo com voz tremula.

― Você está sendo precipitado, não faz isso. Se for para Nova York me leve com você.

― Ashley você não entende? Seu pai é totalmente contra isso, ele me ligou a pouco dizendo que irá te mandar para um colégio interno se eu não for embora. Eu não quero isso, não quero você presa em um colégio por minha causa... Você sabe que eu amo muito você, muito!

Eu comecei a chorar em quanto estava com o celular em minhas mãos.

― Não chore! ― ele falou com uma voz calma e serena ― Isso é o melhor para nós dois, nunca iria dar certo, então... Sinto muito por te fazer passar por isso! ― ele desligou o celular

Eu desmoronei, comecei a chorar novamente. Eu chorava e soluçava em quanto eu abraçava o meu travesseiro, porque ele tinha que decidir algo assim tão extremo? Porque meu pai tinha que ameaça-lo. Merda de vida! Eu o amo tanto, não quero que as coisas terminem assim.


Notas Finais


Mais um ep da fic :D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...