História Meu verdadeiro eu - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charli, Charlotte, ChiNoMimi, Cotton, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Giles, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lynn, Lysandre, Manon, Melody, Nathaniel, Nette, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Thomas, Viktor Chavalier, Violette, Wenka, Willi
Tags Bullying, Casnath, Crossdressing
Visualizações 333
Palavras 980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá leitores lindos 😘
Estou aqui para uma nova Fanfic, não sei se está legal... Afinal é um tema um tanto complicado
Espero que gostem dessa nova Fanfic
Boa leitura ( ´ ▽ ` )

Capítulo 1 - Minha liberdade


Finalmente a liberdade. Depois de anos e anos sofrendo nas mãos daquele desgraçado que nem merecia ser chamado de pai, eu finalmente estava livre. Poderia ser quem eu realmente sou. O mundo veria o meu verdadeiro eu.

Quando cheguei na escola, todos os olhares se voltaram em minha direção, olhares alguns de surpresa, outros de desprezo e puro nojo. Não me importaria com o que os outros pensam de mim, não mais.

Entrei no grêmio, que pelo que eu já estava por esperar não estaria mais aqui por muito tempo, isso até o tempo que desse para a velh… diretora chegar aqui. Mas como todos sabemos, fofoca se espalha mais rápido do que um tiro demoraria para chegar em sua vítima.

E como eu previ, não demorou nem 5 minutos que a porta da sala havia sido aberta com uma força extremamente desnecessária. Olhei em direção a mesma e não me surpreendi em ver a diretora com um semblante espantado.

– Bom dia diretora. – falei educado como sempre. – Precisa de algo? Parece estar meio apressada.

– Então é verdade. – dizia ela incrédula. – Nathaniel o que aconteceu?

A encarei por alguns segundos pensando o porquê tanta surpresa. Sorri gentilmente e ela ficou meio estática.

– Você fala disso? – sorri mais abertamente apontando para a roupa que eu estava usando. Que no caso era uma saia com um tom rosa claro, uma camisa branca de mangas curtas parecida com a que eu usava só que um pouco mais justa, uma meia 7/8 também branca e um sapato com um salto pequeno rosa do mesmo tom da saia. De acessório estava usando um colar prata de coração e duas pulseiras também pratas no pulso direito. Também estava com uma peruca comprida loira da cor dos meus cabelos originais – Você não gostou?

Ela ficou chocada, parecia não acreditar que eu estava falando sério.

– Isso é uma piada? – perguntou com a boca entreaberta. – Você está falando sério Nathaniel?

– Não, por que faria uma piada desse tipo? – olhei meio confuso para ela. Por que o espanto? – Nunca falei tão sério na minha vida senhora, não teria o porque mentir para você.

– Não posso acreditar no que estou vendo. – ela disse séria.

– Pois acredite, afinal esse é quem eu sou. – tomei um olhar sério no rosto. – É assim que eu me sinto bem, é assim que eu me vejo… e eu não preciso da sua aprovação, muito menos a de ninguém, é o meu corpo. Sua opinião não me importa.

Ela me olha brava, podia ver o desprezo em seu olhar, o mesmo que eu vi no olhar dos demais alunos dessa escola.

– Você me aparece assim. – ela aponta para minha roupa. – Me falta com respeito e ainda quer continuar como se nada tivesse acontecido? – responde ela elevando a voz. – Saia dessa sala imediatamente, você não é mais o representante.

– Ok, não é como se isso fosse uma surpresa. – falei saindo da sala.

Como eu disse eu já esperava por isso, agora eu vou poder ser quem eu quero ser. Não importa o que os outros digam. Eu vou ser forte, não vou me deixar abalar por uma velha que esqueceu que para ter respeito ela tem que dar respeito também. Eu já tinha visto desde a hora que ela entrou naquela sala que ela não havia gostado e muito menos aceitado a maneira que eu estava vestido.

Na hora que sai da sala esbarrei em alguém e quando levantei o rosto para ver quem era me surpreendi em encontrar um certo ruivo.

– Não sabe ver por onde anda? – falou bravo olhando para mim, quando notou que era eu se surpreendeu, só estava esperando pelos xingamentos. – N-nathaniel?

Vi que ele perdeu um pouco de sua compostura. Logo ele voltou a falar de novo.

– Finalmente decidiu mostrar a bicha que você é? – disse rindo.

– É sim! Com licença. – apenas respondi seco e saí deixando o ruivo de boca aberta.

Algo estava estranho, quando imaginei o que Castiel iria falar, imaginei um monte de xingamentos e insultos horrendos. Mas pela primeira vez não foi exatamente isso que aconteceu. Ele disse, mas não vi sinceridade quando ele falou aquilo, era como se algo estivesse forçando ele a dizer.

Desde que entrei na escola essa manhã eu não recebi sequer um olhar bondoso, todos de puro nojo, Castiel foi o único que não tinha esse olhar, o dele era como se fosse surpresa e encanto, talvez estivesse enganado, talvez depois de tanto tempo treinando para esconder seus verdadeiros sentimentos finalmente estivesse dando resultado. Por dentro ele poderia estar com o mesmo pensamento que os outros, mas não demonstrava.

Bom, isso não importa agora e nem nunca vai importar, fui caminhando em direção a sala que teria a primeira aula hoje e por alguma ironia do destino era a mesma que a do ruivo mal humorado.

Assim que pus os pés dentro da sala, como na hora que entrei na escola, todos os olhares se direcionaram à mim. Alguns garotos demoraram um pouco para raciocinar quem realmente era alí em sua frente, uns assobiaram para mim em forma de piada.

Eu odiava ser o centro das atenções, mas não havia maneira de evitar tal ato, talvez se eu voltasse a ser o antigo Nathaniel, aquele que só chamava a atenção quando os professores o elogiava por suas altas notas. Mas nunca iria querer voltar a ser aquele antigo eu, aquele que fazia tudo para agradar o pai, mas que nunca foi agradecido corretamente, a única coisa que recebia em troca eram tapas, socos entre outras violências. A minha liberdade mesmo que pouco, só havia dentro do meu quarto, onde podia ser o verdadeiro Nathaniel que ninguém conhecia além de mim mesmo.

Aquele Nathaniel hoje está morto e nunca voltará a viver.

Esses olhares de hoje não me incomoda nem 1% do que os olhares de desprezo do meu pai me doíam no fundo da minha pobre alma sofrida, esses olhares mesmo que ruins me fazer sentir bem, extremamente bem. Irônico não?

Continua?


Notas Finais


Pra quem lê "A Troca dos Armin's" quero avisar que eu n desisti da Fanfic, só que essa ideia me deixou extremamente tentada a escrever... Como eu já disse eu só tô esperando uma grande luz para o próximo capítulo... Obrigada por serem pacientes comigo (o^▽^o)
Quero agradecer a todos os favoritos que tiveram na ATDA's e muito obrigada mesmo por comentem...
Obrigada por lerem essa nova Fanfic e eu espero muito que vcs gostem dela


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