História Meu Vizinho É Um Vampiro! - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Hoseok!top, Yoongi!bottom, Yoonseok
Visualizações 73
Palavras 1.356
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - 18


15 de Agosto de 2000, Gwangju, Coreia do Sul

- Seu merdinha! - Mais um soco foi dado no rosto de Yoongi, que continuava impassível diante a fúria de seu pai, um poderoso e respeitado vampiro na cidade e na Coreia do Sul inteira. Bom, ao menos era, mas tudo foi por água abaixo graças à burrice do Min mais novo, que agora apanhava calado enquanto sua mãe chorava horrorizada nos braços de seu irmão mais velho. - Apanhou de um humano caçador de monstros, você é uma vergonha pra nossa família, o que os outros vão pensar de nós quando souberem que o filho do vampiro mais poderoso de toda a Coreia apanhou pra comida?!

- Eu não ligo pro que acham, appa. - O mais novo cuspiu uma enxurrada de sangue no chão, encarando o pai com os lábios entreabertos e os olhos carregados de ódio. - Eu não sou como você que tenta limpar com graxa uma imagem suja com petróleo, nossa família só tem fama de matar descontroladamente e é por isso que todos fazem tudo o que você manda como um bando de cachorrinhos, ninguém te respeita nessa sociedade, só te temem.

- Yoongi, pare! - A voz chorosa de sua omma o parou. - Por favor, não discuta com o seu pai, precisamos beber sangue, precisamos! Eu sei que não gosta da ideia de assassinar humanos ou animais mas é a nossa únicas esperança pra sobrevivermos!

- Omma...

- Calado! - Tomou mais um soco de seu progenitor, arrancando um grito doloroso de sua mãe. - Saia desta casa e só volte mais tarde, quando eu chegar do trabalho. Se eu souber que você esteve aqui antes faço você se arrepender, seu lixo estúpido.

- Certo, appa. - Sorriu debochado, a boca lavada com o próprio sangue. - Eu volto, sim, pode deixar que eu volto pra jogar glitter em cima da reputação de merda dos Min.

E antes que morresse espancado, Yoongi fugiu pelas ruas.

Apertando mais a jaqueta contra seu corpo e ajeitando os óculos escuros, Min abriu seu guarda-chuva e saiu andando pelas ruas da calma cidade, a atmosfera era tão adorável e seus pais preferiam endeusar a noite escura e aterrorizante, chegava a ser ridículo a total devoção que eles tinham a essa parte do dia.

O sangue ainda escorria de seu rosto em quantidades absurdas e todos que passavam perto de si se assustavam e perguntavam se ele estava bem mas ele somente respondia que sim, sorria e continuava seu caminho todo alegre, sair de casa lhe deixava feliz e tirava um pouco de sentimento de ser aprisionado em sua moradia.

Até que ele bateu em alguém.

- Aigoo, eu não sei aonde está sua grana, não me bata mais, Seokmin hyung! - A pessoa que Yoongi derrubou choramingou como um bebê, se encolhendo em uma bolinha. O garoto de cabelos verdes revirou os olhos antes de estender a mão para o menor, que aceitou, relutante. - Mas você não vai me bater?

- Não sou o Seokmin, sou o irmão dele, Yoongi. - Min crispou os lábios, olhando para o joelho gordinho do mais novo e vendo um machucado mediano nele. - Puts, vem comigo, vou cuidar do seu machucado.

Os dois caminharam de mãos dadas até uma mureta, onde Min pode limpar o sangue da perna do garoto com a manga de seu casaco. O menino gemeu e resmungou pedindo que o mais velho parasse mas enfim teve seu machucado limpo o suficiente para não desencadear algo pior.

- Obrigada, hyung. - Hoseok sorriu. - Ah, eu nem me apresentei, sou Hoseok! Por que seu rosto está sangrando?

- Levei uma surra fodida do meu pai porque apanhei de um putinho qualquer. - Jung se chocou tanto com o palavreado chulo quanto por seu hyung apanhar de seu pai, o senhor Jung jamais havia erguido um dedo para si em nenhuma vez em toda sua vida. - Foi o merda do Wooseok, vou quebrar aquele franguinho todo amanhã.

- Hyung! - Exclamou Hoseok. - Ele é meu irmão!

- E? Meu irmão te mete a porrada mas nem por isso ele vai parar só pelo fato de nos conhecermos agora. Provavelmente você vai continuar apanhando e eu também.

Um silêncio desconfortável instalou-se entre os dois, então Yoongi se levantou para ir embora. Tamanha foi sua surpresa quando ouviu os passinhos e a respiração ofegante de um apressado Hoseok que queria acompanhá-lo. De início Min tentou enxotar o garoto com a desculpa de que estava indo pra casa e que se ele pisasse em sua residência levaria porrada de seu irmão mais velho e seu appa, mas Hoseok nem ligou.

Naquele dia, o hyung se rendeu aos encantos de seu dongsaeng, os dois se divertiram juntos e prometeram se encontrar novamente mas nada foi o mesmo pra Yoongi desde o dia que seu irmão foi assassinado por um caçador de vampiros mirim desconhecido.

 13 de Fevereiro de 2015, Santiago, Chile

- Me soltem, por favor! - O garotinho se debatia na maca, desesperado. - Appa! Appa! Hyung! Alguém me tira daqui, eu imploro!

- Calem-no! 

Seguindo as ordens do médico, vários enfermeiros seguraram o garoto, preso numa camisa de força e atado no lugar, e um puxou os cabelos castanhos, liberando o pescoço para que outro injetasse um calmante ali. Assim que a agulha perfurou a veia o menino começou a gritar como se sua circulação borbulhasse em ácido e se debater feito um peixe fora d'água.

- Céus, qual o problema desse garoto?! - Uma enfermeira comentou consigo. - Desde que chegou só tem dado problemas, vive dando surtos, ataca outros pacientes... Puta merda.

- Ele e a família são um verdadeiro câncer na sociedade, querida. - Outra se intrometeu no monólogo enquanto fumava um cigarro. - A mãe se matou numa das alas, o irmão mais novo fez tratamento mas ficou mudo e o mais velho é um revoltadinho de merda, são todos loucos e doentes da cabeça.

- Enfermeira! - Uma voz grossa gritou do lado de fora e todos se prepararam. Um homem vestido de preto entrou, erguendo a mão aberta. - A ficha do paciente.

Ninguém ousou dar um pio enquanto uma das moças corria para a gaveta de documentos, revirando as fichas até encontrar ao garoto, que agora gemia de dor se remexendo lentamente como um pequeno verme. Roubando o cigarro de uma das funcionários ali dentro, o homem começou a ler a ficha do paciente.

Nome: Min Namjoon

Idade: 11

Data de nascimento: 12/09/03

Diagnóstico: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, Transtorno Obsessivo Compulsivo

Anotações: O paciente tem se mostrado muito hostil e agressivo com os profissionais, outros pacientes e até mesmo com os próprios parentes apesar de ser jovem, ele já atacou mais de 20 pessoas em apenas três semanas de internação. Ele se recusa a ver pessoas que não sejam seu pai, seus irmãos e poucos amigos. Necessita de dosagem diária de calmantes e sedativos além de monitoramento intenso e uso de camisa de força, caso aja algum imprevisto e o paciente se solte os seguranças estão liberados para atirar.

29 de Junho de 2015, Santiago, Chile

O garoto dava passos lentos em direção a recepção do manicômio, os pés e a camisa de força estavam manchados de sangue assim como sua boca, Namjoon nunca havia comido tão bem já que a gororoba nojenta e os remédios que tomava toda hora não lhe alimentavam direito. Ele havia demorado muito pra matar, despistar e enfeitiçar as pessoas mas havia conseguido, finalmente iria escapar.

- Não tão rápido, garoto.

Ouviu um barulho atrás de si, se virando. Era o doutor Seokmin, com certeza o mais desgraçado de todos. Ele quem havia lido sua ficha há meses e agido de forma tão antiprofissional, Namjoon daria de tudo pra poder quebrar aquele pescocinho magrelo e branco depois beber todo aquele sangue quentinho.

- Eu é que o digo, cuzão. - Um barulho de tiro foi ouvido e o corpo de Seokmin caiu no chão. - Olho por olho, dente por dente.

Yoongi não costumava deixar as coisas baratas.



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