História Meus amigos não me amam como você. - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Armin, Maegi
Exibições 47
Palavras 1.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem!!

Capítulo 20 - Sherlock Holmes? É voce?


Fanfic / Fanfiction Meus amigos não me amam como você. - Capítulo 20 - Sherlock Holmes? É voce?

P.O.V: Armin.

Sábado, 8h.

Será que tudo aquilo foi um sonho? Sentir o corpo da Maegi embaixo do meu foi como se eu tivesse no paraíso, cada centímetro do corpo dela é perfeito, tenho certeza que foi tudo um sonho, um sonho pelo qual me sinto culpado, pois eu sei que não deveria estar me sentindo assim, sei que estou “meio que a enganando”, meio não… Eu estou enganando-a… Eu sei que não deveria fazer isso, mas tudo que eu sinto não é mentira, tudo que ela me faz sentir, a pessoa nova que ela me fez ser, digo isso porque estou mais estudioso depois de conhecê-la, toda essa mistura de sensações quando estou perto dela, tudo isso, nada é mentira. Eu jamais me senti tão verdadeiro em um sentimento quanto agora.

Me mexi na cama, senti um peso em cima de mim, abri os olhos e me deparei com uma linda imagem da Maegi dormindo nos meus braços. Então quer dizer que não foi um sonho? Ela dorme como um anjo, um lindo anjo.

Consigo levantar sem acordá-la, pego minha mochila e sigo pro banheiro. Tiro meu short e entro no chuveiro, deixo as águas tocarem minhas costas enquanto encosto minha testa na parede. Eu sei que tô errado, eu sei que tô sendo egoísta, eu sei que se ela descobrir tudo eu vou me dar mal, sei que corro o risco de perdê-la. Mas o que eu poderia fazer, antes disso tudo começar eu não contava que podia me apaixonar por ela, eu só queria poder encontrar meus pais biológicos, lembro exatamente de quando Dake me propôs tudo isso.

[...]

Alexy e eu estudávamos na mesma escola que o Dake, lá ele era o mais popular, filho único de donos de uma gravadora, rico pra caramba, se achava o rei da escola e tinha todas as garotas aos pés dele, apesar de que eu ouvi falar que teve uma garota que o humilhou na frente de todos, mas ele ameaçava todos que sabiam da história para não espalharem.

Ele entrou em contato comigo pelo facebook, disse que sabia que minha família mudaria de cidade, para a cidade dela e queria me propor um acordo. De algum jeito ele soube que eu estava atrás de informações sobre meus pais biológicos e então me fez a proposta.

- Então, o nome dela é Maegi. Ela estuda em Sweet Amoris, aqui tem uma foto atual dela - e me mostrou a foto de uma menina morena, com roupa de super herói. - Quero que a conquiste.

- Por que? O que essa menina tem de tão interessante assim pra você me pagar pra conquistá-la? - perguntei olhando a foto.

- Eu apenas quero vingança. - ele olhou a foto com ódio. - Se você fizer tudo que eu mandar, eu financio sua busca pelos seus pais biológicos. Feito? - estendeu a mão pra mim.

- Feito. - estendi minha mão e apertei a dele, firmando um trato.

Desde esse dia fiz uma pesquisa sobre ela, vi quais eram seus amigos, vi que ela gostava de videogames, shows de rock, séries de heróis… Pude notar que ela era a garota perfeita, que todo garoto como eu iria querer alguém como ela.

Quando chegamos na escola Sweet Amoris, eu estava com a foto dela no meu bolso. Fui com Alexy até a sala do grêmio estudantil, confirmar nossas matrículas e lá estava Maegi, conversando com o representante. Nem acreditei quando a vi, ela era muito mais bonita pessoalmente, e muito simpática também. Depois de tudo isso, eu não contava que iria me apaixonar pela minha “isca”. A isca mais bonita do mundo.

[...]

- Armin, você ta ai? - ouvi a voz da Maegi me chamar atrás da porta, dando batidas.

- Oi, to aqui sim! - gritei respondendo.

Terminei meu banho, me enxuguei, me vesti e escovei os dentes. Sai do banheiro e vi Maegi arrumando sua mochila.

- Bom dia. - falei dando um beijo na testa dela.

- Bom dia. - ela respondeu, parecia corada, envergonhada. - Armin, sobre ontem…

- Anjo, não se preocupe com isso, ontem foi perfeito. - a interrompi e beijei a ponta do seu nariz.

Ela entrou no banheiro e eu coloquei meu tênis e fiquei esperando-a sair. Ela saiu e estava linda com um short jeans e uma blusa rosa. Ela caminhou até onde estava a mochila e guardou o pijama dentro, enquanto isso fiquei apenas a observando.

- Aconteceu alguma coisa? - ela me olhou preocupada. - Você ta estranho.

- Não, não houve nada. - mentira, houve sim, ah Maegi, se você soubesse… - Vamos tomar café, anjo? - coloquei minhas mãos na cintura dela.

- Vai me chamar assim agora? - ela riu e enlaçou os braços em volta do meu pescoço.

- Vou, você é o meu anjo. - ela sorriu mais ainda e eu a beijei ternamente.

Saímos do quarto, fomos até a área gourmet e tomamos o café da manhã. Paguei a pernoite da pousada e seguimos até o meu carro, peguei o endereço do orfanato que estava na minha carteira e seguimos por algumas ruas até achá-lo.

Era uma casa grande, bem colorida, pude ver crianças brincando no mini parque que havia na frente da casa, estacionei o carro e entramos na casa. Assim como do lado de fora, a recepção é bastante colorida, cheia de desenhos infantis. Eu tenho flashs de memória sobre esse lugar, mas nada muito claro, afinal, fiquei apenas um ano aqui. Notei que Maegi olhava curiosa para todos os cantos, observando os desenhos, até que uma senhora nos cumprimentou.

- Bom dia, em que posso ajudá-los? - ela nos perguntou.

- Bom dia, eu queria informações sobre duas crianças. - falei.

- Nossa, mas vocês são tão jovens… - ela parecia confusa.

- Não, não é isso! - Maegi falou envergonhada e eu entendi o que a senhora quis dizer.

- Uma das crianças sou eu. - falei - A outra é meu irmão gêmeo. - ela me olhou compreensiva e nos indicou um corredor onde ficava a secretaria do orfanato, onde haviam as informações sobre as crianças que já passaram por lá.

Sentamos e esperamos a mesma senhora nos chamar. Estou muito ansioso, não paro de balançar minhas pernas, minhas mãos estão suando, eu não consigo pensar em nada. Maegi pegou nas minhas mãos, apertou e isso foi como se uma onda de calmaria tivesse me atravessando o corpo, olhei pra ela e a vi sorrir.

- Podem entrar. - a senhora nos apontou a porta e entramos na secreteria. Nos deparamos com uma outra senhora, elegante, que nos esperava sentada.

- Bom dia, me chamo Rose Futton. - ela estendeu a mão para mim.

- Bom dia, sou Armin Soft. - apertei suas mãos - Esta é Maegi Hills. - elas apertaram as mãos também.

- Bem, Armin, em que posso te ajudar? Sentem-se. - ela nos apontou as cadeiras que estavam em frente a mesa.

- Senhora Futton, eu já fui uma criança daqui. Fui adotado com um ano de idade, junto do meu irmão gêmeo Alexy. Depois de muito tempo, resolvemos buscar informações sobre nossos pais biológicos, então eu descobri que o orfanato que estávamos era este. Gostaria de saber quais informações vocês têm sobre nós.

- Bem, Armin… Posso tentar verificar, mas não posso dar a certeza de que teremos todas as informações que precisam. - ela levantou foi até um gaveteiro onde haviam vários papeis. - qual a sua idade?

- 17. - respondi.

- Ok. Então está no arquivo de 1999. - ela mexeu nos papéis que haviam lá dentro. - Qual a data do seu aniversário?

- 17 de outubro. - respondi.

- Ok, mês de outubro. Aqui está. - ela sentou novamente em frente a nós com uma pilha de papéis agrupados. Começou a procurar e achou um papel - Bem, aqui está o registro de irmãos gêmeos, o único do mês de outubro de 1999. - ela me mostrou o papel. Eu o peguei e li, apenas dizia que chegamos lá com 3 dias de vida, e que foi uma adolescente que havia nos deixado ali na companhia da mãe. Lá também dizia o nome dela, Louise, nada de sobrenome, apenas o primeiro nome. Coisa que não me ajudaria muito.

- Bem, aqui tem apenas o nome dela, vocês não possuem mais nenhuma informação? - perguntei devolvendo o papel a ela.

- Não, eu sinto muito. Tudo o que temos sobre nossas crianças ficam nesses papéis arquivados.

- Tudo bem, senhora Futton. - me levantei. - Muito obrigada pelo seu tempo. - apertei sua mão novamente e segui até a saída junto com Maegi.

Entramos no carro, encostei minha cabeça no volante, estou com vontade de chorar, pus todas as minhas expectativas nessa visita e no final saí com tanta informação quanto quando cheguei. Suspirei e senti uma lágrima escorrer na minha bochecha, desde então não consegui controlar e chorei ali mesmo, sequer olhei pra Maegi pra ver sua reação. Apenas expus minha frustração. Senti a mão dela nas minhas costas, senti seus braços me abraçando de lado e suas bochechas encostando em meu ombro. Ficamos ali por alguns minutos, depois consertei minha postura, olhei para ela, que estava lagrimando, e me joguei em seu colo, buscando conforto pra tentar seguir em frente. Senti suas mãos acariciando meu cabelo e beijei suas coxas e consertei a postura novamente. Dessa vez enxuguei minhas lágrimas e enxuguei as dela. Ficamos uns segundos em silêncio.

- E agora? O que você vai fazer? - ela perguntou.

- Não sei, mas eu vou descobrir quem é Louise.

- E como faremos isso?

- Elementar, minha cara Watson. - olhei pra ela e ri. - Vou dar meu jeito.

- Ora ora, parece que temos um Sherlock Holmes aqui. - ela disse rindo. Rimos e eu a beijei antes de colocarmos os cintos.

- Obrigada por estar aqui. - agradeci e ela sorriu.
Almoçamos em uma lanchonete e depois pegamos a estrada para voltar para a nossa realidade.


Notas Finais




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