História Meus cinquenta por cento de certeza - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Confusão, Drama, Romance
Exibições 57
Palavras 1.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu gostaria de agradecer a todos os comentários e todos os favoritos até agora, vocês não tem noção do quanto são importantes pra mim e eu espero nunca decepciona-los.

Capítulo 2 - Ponto de partida


Fanfic / Fanfiction Meus cinquenta por cento de certeza - Capítulo 2 - Ponto de partida

Acredito que um ótimo ponto de partida para esta história seria começar contando sobre o final do ano passado, onde uma professora passou uma redação para a turma em que eu estava e o que tínhamos que fazer era discorrer sobre o que queríamos para o nosso futuro e mesmo sabendo que talvez isso não pareça um bom inicio, vou arriscar, pois se pegarem o texto que eu escrevi nesta época e o novo que eu tive que fazer no início das aulas, todos poderão ver o quanto alguém pode mudar de opinião em pouco tempo e que nada na vida é 100% certo, então não importa o que você ache que quer no momento, geralmente sempre mudamos de idéia ou duvidamos de coisas que sempre pensamos ter certeza.

2015:

– Cassidy, você sabe que você não vai morrer sem casar, não é? Isso é impossível.

– Por que não? Eu só preciso de mim mesma para ser feliz, já te disse isso milhões de vezes, Duda. Aliás, minto – pausei – como está escrito ai, preciso dos meus amigos também, pois o amor da minha vida não se resume a um menino em si e sim, às pessoas que sempre estiveram do meu lado quando precisei, ou seja, meus amigos e minha família. Se eu tiver isso, o resto realmente não me importa.

– Essa eu pago pra ver, espero que ainda sejamos amigos no futuro para que eu esfregue na sua cara tudo isso que está dizendo agora. – e depois de dizer isso, Matheus simplesmente riu da minha cara.

Eu realmente não sabia qual era o problema dessas pessoas que precisam, de qualquer maneira, de alguém pra dividir o brigadeiro numa tarde chuvosa de domingo, isso era completamente sem sentido pra mim e além do mais, eu nem tinha escrito besteiras, tudo o que eu disse foi:

“A verdade é que perguntar sobre o futuro para algumas pessoas pode ser perda de tempo, já que decidir sobre ele é muito difícil e muita gente ainda ou não faz a mínima ideia ou está confuso entre algumas opções, mas eu não.

Imagino-me daqui uns 20 anos já formada em medicina e fazendo a diferença na vida das pessoas que precisam de ajuda, sem contar que em 2018 estarei acabando meu curso de inglês e finalmente estarei fluente.  O que significa que poderei viajar para lugares como: Flórida, Londres, Canadá e Estados Unidos.

Agora, tocando na questão que quase todo mundo deve querer, já deixo bem claro que não quero, de jeito nenhum, casar-me, pois não preciso, nem quero homem na minha vida – só servem para dar trabalho – já tenho meus amigos e minha família e isso basta pra mim, só serei infeliz no dia em que não puder tê-los ao meu lado.

O que farei daqui pra frente já está decidido e sei que só depende da minha força de vontade, então focarei bastante na minha carreira profissional, porque no final, é só isso que vale. Espero conseguir realizar tudo que quero.”

– O que eu queria mesmo é ver a cara da professora ao ler tudo que você escreveu, Cassy. – esse é o Paulo, faz parte do grupinho. Que adolescente eu seria se eu não andasse numa panelinha em pleno 2° ano do ensino médio? Bom, contando comigo, éramos seis. Ele, a Duda, a Lívia, o Miguel e o João. O Matheus era um amigo meu também, mas não andava conosco.

– Já disse que não está ruim, eu não tenho namorado como a Lív e a Duda, então não fantasio em casar e ter filhos, eu gosto de certeza e um relacionamento não me traria isso. Namorar não vai me trazer diploma da UFRJ em medicina, meus amores. — Virei os olhos após explicar.

– Me pergunto como consegue ser tão gelinho.  — retrucou Paulo.

– A culpa não é dela. É do sol em aquário e Vênus em capricórnio. – Miguel, assim como todos nós, tinha mania de sempre culpar o signo, era engraçado.

***

– E ai, já sabe o que vai fazer nas férias? Porque tipo, nós estamos nas últimas semanas de aula e acho que vou ficar em casa o verão todo. Isso é tão deprimente.

– Não fique triste, Paulo, você não estará sozinho. As únicas viagens que farei são as da sala pra cozinha e da cozinha pro meu quarto, minha vida vai se resumir em netflix. – sorri.

– Ótimo! Podemos marcar de sair então, poderemos ir a qualquer lugar, como: praia, piscina, shopping... É só pedir, que minha mãe nos leva e busca de carro.

– Tudo bem. – Costumávamos ficar até tarde na escola conversando e tirando fotos, no meu celular só dava snaps nossos, éramos inseparáveis. É que tipo, por mais que você ande com um grupo de pessoas, sempre vai ter aquela cujo você vai ter maior nível de conversas, no meu caso, era ele, todavia em geral, todos eram unidos.

Falando em união, acabei de lembrar que não cheguei a contar que o João veio de outro estado, ele praticamente foi jogado em nossa sala bem no final do terceiro bimestre, só que mesmo assim, em pouco tempo já se tornou especial e completamente indispensável. O ruim é saber que ele teve que voltar pro lugar de onde veio e eu não fui à escola me despedir dele, me arrependo muito disso, porque quando eu precisei, mesmo de longe, ele me apoiou, eu o amava como um irmão, porém hoje em dia, infelizmente, não nos falamos mais.

Fora da sala também tínhamos amigos e não eram poucos, mas embora todos fossem mais íntimos do Paulo do que meus, costumávamos passar o intervalo juntos.

E com base nessa informação, quero pedir para que nunca se esqueçam de um nome em especial: Bruna, pois ele será fundamental durante um bom tempo. Ela era nossa amiga de outra série, já que estávamos no segundo e ela no nono.

Eu queria ressaltar que sempre fui a mais nova de todos que conheci na escola, porém, quando ela apareceu, meu posto de caçula foi passado adiante, já que nossa diferença de idade é de um ano e alguns meses.

Lembram de quando eu disse sobre as panelinhas do colégio? Então, eu sei que 99,9% dos adolescentes, uma vez na vida, pelo menos, vão passar pelo que eu passei, que é o fato de às vezes, algumas pessoas simplesmente não irem com a sua cara. No meu caso, eu não sabia o porquê, mas esse “ódio” acabou aumentando significativamente quando descobriram que eu era amiga da Bruna, pois ela era a atual do ex da Melanie, que era uma das meninas que fazia parte desse bolinho que me odiava e pra piorar, ela era da minha sala.

Se bem que de vez em quando, dava pra rir da cara deles tentando arrumar briga e eu adorava isso, pois sou daquele tipo que se sabe que incomoda, vai fazer de tudo pra incomodar ainda mais, afinal, não sou oceano pra ser pacífica, né não? Só que só pra constar, eu não sou de fazer barraco, acho isso feio.

Voltando ao assunto, acho melhor eu explicar a história da Bruna com o namorado dela, o Ethan, é o seguinte:

Ele namorava a Melanie, mas conheceu a Bru no refeitório da escola e eles começaram a se falar, daí, isso acarretou em confusão de sentimentos que fez com que ele terminasse com a Mel e ficasse com Bruna. Mas ai, ele acabou terminando com ela também e voltando pra ex porque achava que ainda tinha sentimentos por ela, só que o que acontece é que ele não tinha e então, ele mais uma vez, terminou o relacionamento e foi pedir desculpa pra Bru, ela por gostar dele, aceitou e eles voltaram. Resultado: as duas viraram “inimigas” e como eu era amiga de uma, acabei entrando junto no barco, sem querer.

Nota sobre isso: Eu sempre achei que Ethan e Melanie não combinavam, pois eles mal se falavam na escola, era completamente estranho e quando eu descobri que ele não tava mais com ela, não foi surpresa pra mim e eu super apoiei ele com a Bruna, pois achava que eles combinavam muito.

Agora que expliquei, vou pedir para que não se esqueçam disso também, pois no futuro servirá para que entendam muita coisa.

Enfim, quando me transferi para essa escola que estudo até hoje, eu acreditava que poderia escrever um livro e até comecei, já tinha o fim dele cravado na mente, que seria uma frase de efeito do tipo “e no final, acabei descobrindo que o amor da minha vida não é um garoto em si, mas sim, aqueles que sempre ficaram comigo quando eu mais precisei, ou seja, meus amigos”, porém isso não ocorreu.

Ps: estou falando do livro e dos amigos também.

Perdão pelo spoiler que darei agora, mas de todos esses que citei até então, poucos realmente ficam.

 


Notas Finais


Próximo capítulo sai na próxima segunda, pois embora eu já tenha alguns prontos, se eu postar muito rápido eles acabarão e aí demorarei mais para atualizar, mas não se preocupem, todas às 2° e 4°, atualizarei a história, se isso não acontecer, é por causa da internet que caiu no dia. Vocês têm a minha palavra. Um beijo, um queijo e tchauzinho.


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