História Meus Maiores Heróis - Capítulo 27


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Categorias Originais
Tags Clichê, Colegial, Comedia, Drama, Ficção, Romance, Sobrenatural, Super Poder
Visualizações 6
Palavras 1.736
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 27 - 24: Rompendo o Impossível


De certa forma é difícil explicar.

Parecia mais do que óbvio que algo estava errado com ele, mas ela não pareceu perceber.
Por mais que ele quisesse a dizer, sempre alguma coisa acontecia, o impedindo, e mesmo assim ela não conseguiu ver problema. Não conseguia ver a aflição no olhar dele por estar o cobrindo com os seus.

Talvez só não se importasse o bastante, ou estivesse tentando fingir que não percebia.

Um dia eu disse a alguém: " Pessoas não mudam, principalmente se for por outra pessoa. Se alguém mudar por outra pessoa então é somente uma farsa. Amor de verdade não muda as pessoas, somente trás a tona o que deixavam escondido".

Então seguindo essa linha talvez ela tivesse mudado. Talvez ela tenha mudado, não conseguindo ver a mudança dele. Isso em sí deveria ser inadmissível, mas dane-se. Passou. Ela não viu, eu vi, e você só soube porque eu disse, porque provavelmente também não notaria, e não adianta ser hipócrita dizendo que sim, porque ela era a namorada dele e não notou.
Tá bem, talvez você notaria, afinal você está prestando atenção, e ela não. Tanto que quando escutou de Macki:

"Ele vai embora. Vai morar com a mãe".

"Quando?! "

"Amanhã. Ele não te contou? ".

A maior notícia que poderia receber sendo dita pelo seu arqui-inimigo. A pessoa que quase ajudou a acabar com seu relacionamento, e que fingia não ver as indiretas que ela mandava.

Mas já era tarde. Num tique-taque incessante, o tempo se acabava.

Tique- taque.

Tique... Taqui.

Como se fosse uma piada de mau gosto, ou deveria chamar do começo do fim?
Katerin encontrou Yan no laboratório, arrumando com felicidade os objetos da sala.
Terminando aonde começou.

Ele perguntaria o que ela estava fazendo ali, mas sua aparência já demonstrava isso.

- Então você soube — Ele suspirou.

O tempo tinha acabado.

- Por... Por quê? — Ela deixou essa pergunta deslizar com certa dificuldade.

- Eu tentei te dizer no dia do encontro, mas você estava feliz demais para eu estragar algo que foi importante daquele jeito. Depois eu...Simplesmente não achei a hora certa.

"Hora certa?! Só deveria ter me dito. Gritado para chamar minha atenção, e me segurado pelos ombros, me sacudindo, se eu desviasse o olhar". Pensou, mas não disse. Ao invés disso começou a chorar.

- Por que não me perguntou sobre isso? Deveria ter feito.

- Você estava com o Philippe. Eu aceitei naquele dia, mesmo que não soubesse sobre ele. 
Ela... Tinha me proposto, e sinceramente eu pensava em te perguntar sobre isso, mas não deu. Eu aceitei e não posso mais negar.

Eles não queriam se despedir. Ele principalmente achava que tinha feito uma escolha errada, mas não queria voltar atrás.
Via a garota a sua frente, e desde o início soube que poderia a fazer chorar, e não se achava nesse direito. Ele desceu as escadas, e se aproximou dela, colocando suas mãos em seu rosto.

- Me promete, que vai ter uma história de amor bonita, e que vai me contar se algum dia eu voltar.

Para Yan era impossível continuar de longe. Sabia que ela era irresistível demais, e se preocuparia constantemente se outro Philippe não teria aparecido.
Ele queria que ela fosse feliz, mesmo que sem ele.

- Não posso. — Ela segurou a mão dele.

- Seja feliz, faça o que quiser, namore com quem quiser — Disse ele rindo — Eu preciso ir Katerin. Isso é um adeus.

Yan então deu um beijo em Katerin; esse não era como os outros. Era triste.

****

Arly pegou impulso, precionando a flecha no arco. Agora a flecha negra.
A garotinha não iria brigar com ele, mesmo que agora devesse atirar. Ele sentia falta dela. Sentia falta da garota de antes, que agora parecia excessivamente reclusa, e comprimida em seu mundo.
Dizendo que não se importava, usando o fato de estar ocupada como desculpa.

Agora, ele se lembrou das outras vezes em que teve que usar a flecha nas outras pessoas que ela juntou. Ele sentiu como se ele fosse um deles.
Realmente gostava das interações que eles tinham; era imprevisível, e nunca se podia achar casais tão únicos quanto aqueles.

Na semana passada tinha separado Frank de Lilan, com o próprio garoto tomando a decisão, e mesmo que concordasse com o fato de ele estar sofrendo, não pode não se arrepender de ter feito.

Os dois estavam na mira. Apenas um puxão.
Ele iria atirar. Iria mesmo, mas começou a chover. Então, se lembrou do que havia dito no dia anterior, e com isso veio a imagem dela chorando; passando a mão pelos olhos, tentando parar, mas engatando outro enxurrada com um soluço.

Não dá, disse a sí mesmo, abaixando o arco.

Sofreria com a escolha. Ele sabia.
Maa não poderia fazer isso. Seria... Trair sua melhor amiga, mesmo que ela dissesse: "Não é como se realmente me importasse com isso".

Então ele se jogou do prédio, pousando levemente no chão, começando a correr.
Entrou pelo campo, subindo os degraus da escada, virando o corredor abruptamente, chegando a sala de química. Estava cansado, e arfava, por isso a garota se virou, o olhando um pouco confusa enquanto limpava as lágrimas.

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO!? — Ele gritou. — Você vai simplesmente deixar ele ir embora!?

- Mas...não tem nada que eu possa fazer.

- Mas é claro que tem!! Vai atrás dele e diz que não quer isso! — Arly parecia nervoso.

- Ele não vai me escutar!

-Escuta...eu passei a minha vida toda tendo que observar casais; juntando e separando, mas...de todos os que eu já vi, existiram apenas 4 que eu realmente senti prazer de obervar, e nenhum desses fui quem juntei Então...não confia o seu futuro a mim! Se quer ele vai atrás, não confia que eu vou te juntar com o vizinho da sua vida. Faça o impossível.

Ela não entendeu. Não sabia do que ele estava falando, mas não era o suficiente para ver um garoto aparentemente adolescente de cabelo rosa, vestindo branco e levando um arco, e achar que ele era um estudante.

- Vai! — Ele disse, com a garganta doendo de tanto gritar.

Ela o ultrapassou, começando a correr.

Ele não poderia fazer muitas coisa para ajudar, mas facilitou fazendo aa postes levarem até ele. Era o máximo que ele poderia fazer, e pensou que a garotinha ficaria feliz. Ela gostava de pequenos detalhes.

                             ****

Yan como um bom cara prevenido estava com um guarda-chuva.

Cada passo lento até o ponto, como se esperasse por algo. Ela não iria atrás dele, ela era esperta o suficiente para isso.

Não, não era.

Ele escurou passos na água, e quando se virou deu de cara com Katerin, que estava um pouco afobada.
Yan tirou sua blusa entregou a ela, e estendeu o guarda-chuva cobrindo os dois da chuva. Ela vestiu.

- Yan... Só me escuta!

Ela colocou sua mão sobre a dele, que segurava o guarda-chuva.

- Se for pesado demais, divida comigo, não leve tudo por sí só. Não vou pedir que fique, mas...ao menos não rejeite sem ao menos tentar.

Yan deu um suspiro, e entregou o guarda-chuva para Katerin.

- Tudo bem princesa, vou deixar tudo com você.

Katerin sorriu.

E foram felizes para sempre. Não, não foram.

Notícia boa, desastre pior.

****

August ON

Ele como sempre estava lá.

Agora estava vazio. Era estranho.

Ele andou um pouco por ali, abrindo a porta, e descendo as escadas do quarto. Seus pais deveriam estar dormindo no quarto, se encolhendo nas cobertas por causa do frio, mas ele estava lá, naquele lado.

Ele abriu a porta central da casa pro outro lado, que ele dizia ser a matrix quando era apenas a porta do banheiro. Lá estava uma bagunça.

Ahhh, ele adorava aquela bagunça.

Adorava a aflição de ter de correr pela sua vida, junto com a excitante disputa para encontrar uma porta, vendo aonde ela chegava.
Mas algo estava estranho.

Era como... Se agora uma tensão estivesse menor.

Ele olhou para os lados, vendo uma porta aberta.

Pensando ser seu amigo, ele entrou, mas ele não estava lá.

Era um quarto de hospital. As paredes brancas com lodo escorrendo, e uma luz escura entrava pela janela.
A cama, estava vazia, mas quando passou a mão, ele pode sentir que ela ainda estava quente. Os aparelhos apitavam de forma rítmica, parecendo assustados por estarem funcionando.

Algo estava errado. Muito errado.

Ele olhou pelo quarto, procurando algum detalhe. Alguma coisa, alguma... Então, encontrou algo.
Perto da mesa que ficava ao lado do sofá, embaixo da janela, estava um porta-retrato.
Passos lentos até ele, o coração palpitando de forma apressada e um leve tremor quando o pegou entre as mãos.

- Mas... — Sua voz travou na própria garganta, e nesse momento a porta se fechou.

Ele correu, girando a maçaneta, tentando sair. Não dava, alguém estava segurando.
Então um estalo foi feito atrás dele. Alguém saia do chão; os músculos se torcendo, com as mãos agarrando o chão.

O que fazer? O que fazer?

Gritar não vai resolver, enquantão que ele poderia fazer? Chutar a porta?

Não, ele pulou a janela, fechando os olhos, desejando que não caísse, e que se caísse, não fosse ali. O ser já estava quase saindo, e e um impulso, se jogou.

Ele estava caindo, caindo, cada vez chegando mais próximo do chão até o atravessar, voltando para cima, ultrapassando o prédio, com o vento batendo contra ele, até o mundo girar, e ele voltar pro seu corpo.
Seus olhos percorreram pelo quarto, e  a aflição era muita, ao ponto de faltar ar em seu pulmão.

Sua mãe se pós ao lado da cama, tendo entrado somente para devolver as roupas limpas.
Ela o mandava respirar devagar, fazendo gestos calmo, subindo e descendo a mão.

- O que foi querido? — Perguntou, assim que viu que ele se havia se acalmado.

- Eu vi...— Sua voz travou — Ela fugiu. Eu...eu acho que ela pode ter me seguido, ou...ou encontrado a saída, mas...ela não está mais lá.

- Ela quem?

- A Rene. Ela...não está mais entre os mortos. Ela voltou mãe, e...eu acabei me lembrando da primeira vez que fui até lá. Alguém...alguém queria que eu disesse algo, mas...e se for ela? Não, não acho que tenha algo que eu sei que ela quer, mas...

- Acho que está confuso, precisa se aca...— Ele a cortou.

- Não, eu preciso descobrir quem queria a minha ajuda, porque se for contra a Rene, ou por ela, agora é a minha chance.


Notas Finais


Oiii!! Pessoal, a tia aqui demorou porque está escrevendo o 2° livro (que vocês podem ler quando sair, porque é uma história diferente. No final vai fazer sentido 😂😂).
Amanhã tem dois capítulos, e depois de amanhã mais dois, beleza?
Espero que tenham gostado. Já vão pensando no que querem quando tivermos 200 visualizações. Obrigada pelo apoio 😊


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