História Meus Maiores Heróis - Capítulo 29


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Categorias Originais
Tags Clichê, Colegial, Comedia, Drama, Ficção, Romance, Sobrenatural, Super Poder
Visualizações 6
Palavras 1.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - 26: Virando As Cartas


Fanfic / Fanfiction Meus Maiores Heróis - Capítulo 29 - 26: Virando As Cartas

Ele arrumava sua gravata, tendo algumas dificuldades para dar o nó. 

Geralmente não era ele quem fazia algo assim. Na verdade ele nunca fez. Sempre contava com a ajuda de Sofi para isso, até quando eles já não estavam mais namorando. 

 

"Ei Jack, deixa que eu faço isso".

 

Era como se pudesse escutar sua voz. Alto e bom som, rinso da mesma maneira, arrumando sua gravata enquanto ficava na ponta dos pés. 

Suas mãos delicadas fazendo o trabalho, com muito cuidado. O calor de sua respiração, e os seus olhos grandes marrons, olhando para ele como sempre olharam. Como sempre eram. 

 

Nada existia mais. Agora ele estava indo ver sua namorada, que tinha finalmente acordado, e não adiantava pensar sobre algo que não existiria. 

 

Seu olhar encontrou o buquê em cima da cama, o pegando, e voltando rapidamente para o espelho do banheiro. Nada. 

 

Macki iria o buscar de carro para que pudessem ir, e mesmo que a maioria duvidasse da capacidade dele de direção, ninguém ali era maior de idade ou tinha um carro que coubesse todos. 

Jane acabou indo com eles, mas August se negou a ir. 

Já se faziam dias que o garoto estava trancado em casa, e da última vez que ela foi ao quarto dele, todas as coisas estavam espalhadas, com ele parecendo procurar algo que nem doido.

Jane não sabia o que estava acontecendo, mas se sentia culpada por pensar que talvez ela tenha feito August ficar estranho. 

 

Jack bateu a porta do carro, de sentando ao lado de Lilan. León não iria, e ela agradecia a sensatez do atual namorado, que diferente de Frank tinha muito remorso, e não suportava o fato de ele sorrir como se fossem amigos. Parecia como uma provocação, e Lilan conhecia o ex-namorado o suficiente para saber que era uma provocação. Algo indesefo, sem rancor por trás. 

Kateryn iria de táxi com Arly, o que reduzia os lugares. 

 

Por mais aflitos que estivessem o trajeto até o hospital foi tranquilo. Jane foi na frente, ajudando com as direções, já que conhecia aquela cidade como a palma de sua mão. Um hospital de grande porte seria mais do que fácil. 

Assim que cruzaram a esquina puderam ver o hospital, que assim como todos era branco, com muitas salas, e é uma recepção muito grande, que quase faria eles se perderem se o balcão não estivesse muito visível. 

 

O corredor era amarelo claro, e uma enfermeira ia a frente. Plancheta na mão, e um vestido um pouco curto, o que Lilan olhar diretamente para Frank, apenas para ver sua reação. Nada. Ele apenas olhava para os quartos, talvez pensando que poderia pintar as paredes de graças; seria melhor do que aquele amarelo fraco, combinando com o azul bebê da porta. Muito brega, ele pensou. 

 

Assim que chegaram ao quarto 136 a enfermeira abriu a porta. 

 

- Eles estão aqui. — Disse, com um tom fraco. Logo em seguida saindo, fechando a porta para que ficassem mais a vontade. 

 

Rene não respirava mais por aparelhos, e agora as janelas estavam completamente abertas, o que deixava o quarto mais quente. 

Seu olhar foi até oa amigos, com um sorriso nascendo de seus lábios, com os braços se esticando para pegar as flores de Jack. 

 

- Senti sua falta. — Ele disse em sussuro, perto de seus lábios. 

 

- Eu também. 

 

- Então, vão se pegar? Se for a gente vai embora. 

 

Rene riu, e todos olharam feio para Frank. 

 

- É bom ver você Frank, ainda mais com o seu humor ainda sendo o mesmo. 

 

- O mesmk não, agora é pior — Jane disse, parecendo reclamar — Agora ninguém segura ele. 

 

Rene olhou para Lilan. 

 

- Nós termina... Ele terminou comigo. Eu voltei com o León. 

 

Ela abriu a boca por alguns segundos, a fechabdo parecendo claramente abalada. 

 

- É, você sabe como eu me sinto — Macki disse. 

 

- Algo mais que eu perdi? 

 

- Tudo — Frank se sentou no sofá que ficava embaixo da janela — A Sofi morreu, o Yan foi pra Inglaterra morar com a mãe, e também arrumou uma namorada; eles ainda estão juntos mes...— Ela o cortou.

 

- O Yan está namorando?! 

 

- Essa também foi a minha reação — Macki ria — Mas acredite, é verdade. 

 

- Ela por acaso deveria estar aqui. — Lilan olhou para a porta. 

 

                               ***

 

30 minutos antes. 

 

Ela estava sentada em um café, pegando do livro frases de filósofos famosos para escrever um texto para a aula de Filosofia. Alguns fios de seus cabelos lhe caiam sobre o rosto, a o café agora estava morno, e não tinha sequer previsão de quando fosse o tomar. 

 

- Não vai? — Arly colocou a mão em seus ombros. 

 

- Preciso mesmo? 

 

- Não, mas... Não é melhor acabar com isso de uma vez? 

 

Agora ela estava tensa. O café foi quase todo tomado, mesmo que estivesse morno. 

Seu olhar se fixou do lado de fora por alguns instantes, como se pudesse ver a cena dela e Yan, na chuva. Um sorriso escapou, e depois veio alguns risos. 

 

- Lembrando daquele dia? 

 

- Sim — Disse, juntando os livros — Ele é muito inocente. Todos são. 

 

Com cuidado, voltou a cadeira para o lugar, andando até a porta, a abrindo com calma para poder escutar o sininho. 

Com todo o desprezo que tinha jogou os livros fora. Dane-se Friedrich Nietzsche, Aristóteles, Platão e qualquer outro que estivesse naquele livro. Ela só o comprou em um bazar para fazer o trabalho, e mesmo se pensasse em lê-lo algum dia apenas compraria um parecido. Nada que não pudesse substituir. 

 

- O que acha que vão dizer? — Ela perguntou. 

 

- Não sei o que vão dizer, mas sei o que vão querer fazer. 

 

Parecia justo. Uma resposta mais do que justa, porém se fosse Henrique ele teria a resposta certa. Ela tinha a resposta certa. 

Tudo era muito simples, e isso era o irritante. Era apenas... Fácil demais. 

 

A prova disso, foi que exatamente no segundo em que sairam um táxi passou, parando para eles. Tudo era muito fácil. 

 

Tudo é fácil se se sabe jogar. 

 

Ela sabia. 

 

Quando chegaram ao hospital foram atendido por uma simpática enfermeira, que não fez perguntas pessoais. Talvez fosse pelo fato de estar recebendo elogios, que quase nunca eram sinceros. Na verdade não, ela não estava sendo sincera, e de certa forma queria que ela cala-se a boca, mas precisava que perguntas muito aprofundadas não fossem feitas. Não tinha certeza se tinham permissão para estar lá, afinal não tinham nenhuma ligação com a garota, e nenhum dos amigos tinha autoridade suficiente para os deixar entrar. 

 

De frente pro quarto, ela pediu para que a enfermeira esperasse. Esperasse até o momento certo. 

 

Eles falaram sobre algumas bobagens, sobre o relacionamento dos dois, e outras bobagens, até chegarem ao ponto principal. 

 

"Quem exatamente é essa Kateryn? "

 

Então ela abriu a porta. A enfermeira do lado, que tinha aguentado pacientemente enquanto Arly inventava qualquer coisa aleatória sobre sua vida. 

 

Ela sentiu o ar se comprimir a medida que entrou, abrindo um meio sorriso para Rene. 

 

Um grito histérico deixou a tensão maior. Rene gritou, chorando, cobrindo a boca com a mão. 

Seus amigos queriam saber o problema, e a enfermeira começou a ficar preocupada. Ela parou de gritar, apontando para Kateryn com as mãos trêmulas. 

 

- Ela... — Sua voz parecia não sair, e para piorar a garota a olhava com um sorriso malicioso — ela tentou me matar! 

 

- Rene se acalma. — Jack disse. 

 

Ela negou, pedindo para que tirassem a mão dela. Ela estava bem. 

 

- Os pais dela são assassinos! Bandidos! Era dela que eu queria falar pra vocês. Dela!!

 

Todos olharam para Kateryn. 

 

Ela riu. As mãos dentro do casaco, e os cabelos presos para trás, com alguns fios caindo sobre seus olhos, agora psicopatas. 

Seu sorriso não negou nada, e o olhar frio com o qual ela os olhava os fazia ter medo. Não... Não parecia ser...

 

- Consegui enganar vocês? — Perguntou. O tom de voz debochado quase querendo rir, mas contendo como mais uma forma de deboche. 


Notas Finais


Eae, e eu, consegui enganar vocês?
Espero que sim. Te vejo, no próximo 🙊😊


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