História Meus Maiores Heróis - Capítulo 30


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Categorias Originais
Tags Clichê, Colegial, Comedia, Drama, Ficção, Romance, Sobrenatural, Super Poder
Visualizações 8
Palavras 1.703
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 30 - 27: Santo, Eu?


- Agora eles te odeiam.

Katerin não disse nada, apenas tentou olhar para cima, mas Arly tinha o queixo apoiado em sua cabeça.

- Odiariam de qualquer jeito. É melhor assim.

- Mesmo assim — Ele colocou a mão levemente no pescoço dela — a Lilan quase fez um estrago. Sorte sua que estavam no hospital, se não ela provavelmente te mataria.

- Não. Eu faria isso antes.

— É, faria, mas não estrague a minha piada. — Ele a soltou, tirando os braços dela — Não precisava pintar o cabelo, você já é a vilã.

- Que se dane — Ela se levantou — Não precisa ficar do meu lado.

- Não preciso, mas quero. O seu lado é o lado da Psi, e se esse é o lado dela então o Henrique e o August estão.

- August? O que ele tem a ver com isso?

- Nada, mas dada as circunstâncias de ter que escolher um lado então ele ficaria nesse. Aquele garoto está ficando doido de pedra. Chega a dar medo.

- Isso é bom. Talvez devêssemos recrutá-lo — Ela brincou.

Ela terminou de tomar o café da manhã, pegando a mochila.

Macki a observou sair. Seus cabelos agora eram pretos, e as pontas vermelhas como fogo, junto com suas roupas escuras, que davam ainda maia destaque ao cabelo.
Parecia que agora ela tinha parado de fingir. Ou será que estava fingindo agora? Macki não sabia, e tinha problemas demais para dar importância a isso.
Ele depois descobriu que ela realmente tinha entrado na casa de seus pais, mas assim como disse não havia dinheiro. Tudo ficava no banco, e pela casa só estavam espalhados objetos não importantes, que não renderiam tanto dinheiro assim.

Ele não se importava. Nunca tinha realmente gostado de Rene, e não fazia a mínima diferença se ela queria dinheiro ou não. Ele já tinha visto coisas demais, dito coisas demais, e enquanto via Lilan voltar a discutir com Katerin, armando briga desnecessária, teve ainda mais certeza de que ficaria do seu próprio lado.
Exatamente por isso foi silenciosamente para a sala, se sentando em uma carteira vazia, olhando pela janela. 

- Está bem barulhento lá fora, né? — Ele olhou para o lado, vendo que Zili se sentava ao seu lado — Bem estranho isso, a Katerin some e quando volta, volta diferente e ainda com todo mundo à odiando.

- Ela só quer pagar dos vilões dos desenhos que quando são descorbertos mudam o cabelo de cor.

- Vilã? a Katerin? O que aconteceu?

- Problemas Zili, Problemas que é melhor você não saber.

- Desculpa.

-Não, desculpa digo eu; eu estou muito estressado com tudo isso, e ainda tem os horários pra tomar os remédios, e as consultas. Minha mente está um caus!

- Se acalma Macki.

-É — diz Jane se sentando na carteira acima deles — se estressar só vai fazer mal a você mesmo.

-Valeu amor.

-Amor? — Pergunta Jane surpresa.

-Desculpa — Ele disse a August que estava ao lado dela — Só estava brincando.

O garoto riu.

- Não sou tão ciumento assim. Sei quando estão brincando.

Ele a deu um beijo na testa, descendo as escadas, saindo.

Jane passou a mão pelos cabelos, parecendo estar cansada.

- Ele é um saco! — Ela disse — Ele confia demais em mim. Não fica irritado nunca, e ultimamente parece um doido!

-Depois que você namora o cara certo nenhum parece bom, nem todos são como o Macki —  Zili retrucou

- Não quero um cara igual o Macki. — Jane respondeu.

-Valeu, já estou no fundo do poço e ainda quer me mandar mais pro fundo — Macki parecia cansado

Ele se interromperam, pois Katerin entrou na sala.
Pelo fato de todos estarem a olhando, ela se viu obrigada a se sentar ao lado de Jane.

- Tá difícil? — Pergunta Jane a Katerin

- Muito! Eles não me deixam em paz! — Ela passou o cabelo pro lado.

- Depois do que fez queria o quê? Que eles estendessem a mão e dançasem com você? — Perguntou Jane sarcasticamente.

- Não tô nem ai pro que acham. Se eles continuarem vou fazer da vida deles
um inferno!

- Zili — Macki olhava para ela — Será que você poderia se sentar com a Jane e deixar a Katerin sentar aqui? Tenho que falar com ela.

- Não quero falar com você! e não vou mudar de lugar — Disse Katerin nervosa.

- Então eu vou — Macki se levantou, e esperou que Jane se levantasse para ele se sentar.

- O que foi encantado? — Pergunta Katerin ironicamente.

- Eu queria te perguntar se o que você disse era verdade.

- E você acha que eu queimaria minha reputação por nada?

- Eu não sei, mas... — Katerin o interrompeu.

- Por que eu fiz isso? Força do hábito; é isso o que eu faço. Traio as pessoas, roubo o que elas tem; aprendi tudo isso em casa, e com o tempo se tornou algo tão normal que eu posso dizer que é a minha propria identidade.

- Isso eu entendi, o que eu quero saber é, e o Yan? Ele foi realmente só uma peça no seu jogo? Você nunca realmente gostou dele?

-Não. — Ela batia o bico da caneta na mesa — Ele até era um cara maneiro, mas... Depois que você traí as pessoas você passa a não confiar em ninguém.

- E por que você foi atrás dele? O Arly me contou.

- Ele nunca acreditou no que eu dizia.
Ele sabia que eu mentia, e mesmo assim não parou de me tratar como uma pessoa normal.
Só não achei justo ele ir embora achando que não era bom o bastante pra mim, quando eu que nem deveria ter tocado nele.

- De qualquer forma, ele não vai ficar sabendo de você, e isso não muda o fato de ele ainda te amar.

- Essa é apenas uma consequência.

Macki iria se levantar, mas lembrou de fazer mais uma pergunta.

- E o Anel dele, você ainda vai usar?

-Vou — Ela olhou para o anel em seu dedo — isso vai irritar eles.

Agora sim todas as peguntas estavam sanadas.

                                ****

Macki teve vontade de sumir o dia inteiro.

Depois da aula de história ter sido sossegada veio a de Geografia, com Lilan e Katerin na mesma sala.

Gritos, chingamentos, e muitos ouvintes.

Quando foi o intervalo, Macki correu para a Biblioteca para se isolar de seus amigos que não paravam de falar mal de Katerin.

Ele já não aguentava mais aquela falação toda.

Ele se sentou na mesa e apoiou sua cabeça entre suas mãos.
Algum tempo depois alguém se sentou na sua frente.

- Está sendo difícil? - A voz de Arly parecia serena.

- Muito —Macki olhou para o livro que Arly estava lendo — O amanhecer obscuro dos lobos. Então você gosta desse livro?

-Você gosta?

- Não muito.

-Macki, me diz, por que você acha que o lobinho se atirou no rio?

- Por que ele não aguentou o que viu. Ele se sentiu culpado pelo que o pai fez e se matou.

- Pense melhor.

- Pensar melhor? — Perguntou Macki confuso.

- Não olhe somente o que esta aparente, vá mais a fundo na história.

Macki parou por um tempo e analisou a história, depois de um tempo ele entendeu. Começou a entender.

                              ****

Ele tinha passado. Os remédios o deram náuseas, por isso ele foi dormir na enfermaria.
A enfermaria estava vazia, e de onde estava a luz batia em seu rosto.

A dor de cabeça vinha de forma consistente, e quando sua mente teve finalmente uma brecha para escapar, o dando uma chance de dormir, o esforçoi foi impedido por alguém que abriu a porta.
Não foi preciso abrir os olhos para saber que era Jane. Seus saltos chiques, faziam um leve barulho pela sala, e o modo de pisar reafirmava que era ela.

A cama rangeu quando ela se sentou, e uma leve brisa passou pelos cabelos de Macki quando as delicadas mãos dela tocaram em seus cabelos. As dores de cabeça ainda existiam, mas de certa forma sua atenção não estava focada nisso.
Depois de escutar o clique do celular dela, tirando uma foto, resolveu abrir os olhos, a vendo deitada do seu lado.

Garotas as vezes são confusas, e ele já tinha confusão demais.

Não que se gabasse de ser irresistível, mas sabia que Jane não gostava de August; isso era triste. O garoto era legal; podia ter seus problemas, mas ainda assim era legal.
Continuar o enganando era quase um pecado. Ele era cúmplice daquela mentira.

Enfim, voltou a fechar os olhos, vendo que ela iria se levantar. Porém demorou alguns segundos para que as verdadeiras intenções dela fossem mostrada. Sem leveza, não parecendo teemer que ele talvez acordasse.
Uma de suas mãos estava apoiado em seu peito, e a outra tinha no rosto dele, enquanto o dava um beijo.

Não que ele ainda gostasse dela, claro, mas olhamos pelo lado dele: Quase 2 anos só vivendo com loucos. Só tomando remédio todo dia, algumas vezes passando mal, e vendo coisas em grande parte do tempo.
É claro que ele devolveu.

Os olhos dela não tremeram quando ele virou o jogo, a deitando na cama, pelo contrário. Seu rosto estava corado.
As mãos dele nela faziam nisso.

- Por que terminou comigo? — Ele perguntou, perto de seu ouvido. Ela não respondeu — Se não me responder, vou ver isso como uma autorização para mecher com você.

E de novo sem resposta.

Talvez não devesse ter feito aquela proposta. Agora não poderia saber.
Talvez soubesse, se isso tivesse a ver com a vida dupla que ela levava, e que achava que ele não sabia.
Ele sabia. Talvez August sabia. Psi sabia.

Mas...e como contar para o garoto o que tinha acontecido? Como contar que não gostava dele?
Como dizer que apenas o fato de estar sendo tocada pelo ex a satisfazia, de maneiras que ele nunca poderia?

Aquilo era errado de todas as formas, mas ela estava o vendo mal, e isso a deixava mal. Queria o consolar. Fazer algo para trazer um sorriso de volta ao seu rosto.
Queria ser dele. Se sentia bem assim, mas ainda assim era errado.

Mas...até mesmo duas pessoas certinhas fazem o errado.



Notas Finais


Olá, olá, olá!!

Espero que tenham gostado!!! Vejam o próximo!


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