História Meus Maiores Heróis - Capítulo 33


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Categorias Originais
Tags Clichê, Colegial, Comedia, Drama, Ficção, Romance, Sobrenatural, Super Poder
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Palavras 2.196
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 33 - 29: O Que Tem Lá?


Fanfic / Fanfiction Meus Maiores Heróis - Capítulo 33 - 29: O Que Tem Lá?

Faltam 56 dias 

 

Assim que a porta de baixo se abriu Macki foi ver quem era, vendo Jane entrar, com August fechando a porta. 

Ela subiu os degraus, o dando um beijo. 

August fingiu não notar, olhando os quadros nas paredes. Fingia estar interessado, quando não dava a mínima pra isso. 

 

Eles subiram, com ele ficando sozinho. 

 

Não era difícil manter aquela mentira, mas estava se saindo cansativo. Deveria ter pensado algumas vezes antes de dizer aquilo. Tinha coisas pra fazer, ao invés de andar de um lado pro outro. 

Mas andar de um lado pro outro foi o que fez, desvendando e abrindo portas do andar de baixo. Todas normais; algumas iam pra cozinha, outra pra dispensa. Mas, como seu faro era aguçado deixou a debaixo da escada por último. Como bom desvendados de mistérios sabia que aquilo poderia ser um porão. Mas não era. 

Era algo como um quarto. Um colchão encostado na parede com ençóis brancos, e algumas plantas que pareciam ainda estarem bem cuidadas em cima de prateleiras. Diria que Macki escondia alguém ali, se não sentisse que a pessoa que morava ali não tinha voltado a muito tempo. 

As paredes estavam um pouco descascadas, não havia estrutura para formar a cama, sendo somente um colchão encima de alguns caixotes para dar altura. Era um pouco estranho, mas poderia sentir um certo sentimento bom vindo de lá. 

Ao fechar a porta e se sentar na cama viu as paredes brilharem. Pelo quarto todo pequenos pontos brilhavam como se fossem estrelas, com no teto mostrando todo o seu poder, formando constelações que ele conhecia, e que poderia facilmente reconhecer no meio de outras. Era lindo. Se deitasse na cama poderia se imaginar no espaço, longe de tudo. 

Aquele quarto embaixo da escada o lembrava de Harry Potter, e embora gostasse dele tinha que admitir que com um pouco de imaginação seu quarto poderia ser uma casa pra vida inteira. 

 

Relutante se levantou, vendo de relance um papel no canto da cama. Não pegaria, se não fosse um desbravador de mistérios, e curioso demais para admitir. 

O papel era uma carta, que parecia estar endereçada a pessoa que morava ali.

Quando iria começar a abrir a porta se abriu, com Macki o olhando enquanto tinha os braços cruzados. O sorriso em seu rosto era por August estar escondendo o que tinha atrás das costas, achando que funcionaria. 

 

- Não te escutei descer — August disse. 

 

- Não dá pra escutar — Ele deu dois toques no teto do quarto, com ele ecoando um som abafado — Aqui era o quarto da Mimi, então meu pai fez de forma para que não ecoasse. 

 

Antes que pudesse perguntar quem era Mimi, viu uma gata rodear Macki, exigindo atenção.

A gata não parecia gostar de August, e ele sabia disso. Antes todos gostavam, mas agora eles não o viam mais, e sim ao outro lado. Nunca mais pegaria em nenhum animal. 

Era triste, porque ele adorava animais, e seria veterinário antes de tudo acontecer.

 

- O que está escondendo? — Macki perguntava, dividindo sua atenção da gata em seu colo que se esticava, como se mostrasse os lugares que queria carinho, a August. 

 

Não adiantaria mentir. Nem tinha esse direito. 

 

- Eu vi de relance, mas parece algo como uma carta, e uma translação bancária. 

 

Macki se sentou ao seu lado, começando a ler, deixando a gata na cama. 

Ela ainda exigia atenção. 

 

August queria tocar nela. Era branquinha, e parecia dócil, mas sabia que se tentasse seria arranhado. 

Seu braço não doía a dias, e tinha deixado de ir em aventuras para revirar seu quarto. Nessa hora se arrependia de nunca ter jogado nada fora. 

Fora seu quarto ainda tinha que procurar no porão, e não sentia vontade de ir lá. Ninguém nunca vai em porões; isso é quase suicídio. 

 

Macki fazia uma cara de assustado enquanto lia os papéis, e a gata continuava a tentar chamar sua atenção, até que depois de quase rasgar o papel teve Macki gritando para que parasse. Triste, ela se deitou na cama. Olhou para o quarto por alguns segundos até ver o olhar de August. 

Ele sorria, e parecia interessado demais. 

Ela mostrou os dentes, e ele sorriu. Humm, interessante. 

 

Deu alguns passos pra frente, sendo arisca, com ele não ligando. 

Aos poucos se aproximou, deixando que ele pasasse a mão. Apesar da aura pesada suas mãos eram delicadas. Ele sabia como agradar um animal. Garoto legal esse, talvez deveria ter tentado antes de exigir atenção daquele dono malvado. Agora que namorava não tinha tempo pra mais nada. 

 

- Essa gata é diferente. Animais geralmente não gostam de mim. 

 

- Ela já viu coisas bem piores que você. 

 

- Aposto que não — Disse, ainda tendo sua atenção nela. 

 

- Acredite, já viu.

 

- Isso tem algo a ver com quem morava aqui? 

 

Macki estava concentrado lendo, e demorou algum tempo para responder.

 

- Ah sim. Pode-se dizer que na verdade ela morava aqui para me ajudar. Foram épocas difíceis, e você deve saber um pouco sobre isso. 

 

- Eu sei de tudo sobre isso. 

 

Não havia hesitação na sua resposta, e nem em seu tom. 

 

Macki não o olhou de volta, tinha chegado ao final do texto, e agora tinha basicamente entendido o resto. 

Ele se levantou, com August pegando a gata nos braços, o vendo subir as escadas correndo. 

 

Macki bateu a porta, furioso, jogando os papéis na cama para que Jane visse. 

Ele andava de um lado do outro, parecendo querer quebrar algo. 

Ela leu o que dizia. Os últimos parágrafos em especial.

 

- O que é isso? — Ela perguntou. 

 

- Eu quem quero saber! A Psi pediu dinheiro pro meu pai! Então era da minha família que ela arrumava dinheiro?!

 

- Macki, se acalma. 

 

- Me acalmar? — Isso era o que ele menos estava — Ela coloca a Kateryn na escola, culmina a maior confusão e depois foge pro Alaska pedindo dinheiro! 

 

- Não sabemos se isso é a verdade. Pode não ser pra ela. 

 

- Então é pra quem? — Jane não respondeu — Sabe de algo que eu não sei? 

 

- Eu sei muito mais coisas que você, e eu não posso te contar tudo que sei. 

 

Ele bufou.

 

- É a minha família Jane! Eu preciso saber. 

 

- Agora eles são sua família? Sua madrasta te odeia, e seu pai vai deixar tudo que tem pro seu irmão mais novo de 2 anos! 

 

- Eles ainda são a minha família. 

 

- Nunca foram, Macki! Eles...— Ele a cortou.

 

- Não pode me dizer sobre família, Jane. Seus pais nunca fizeram nada por você, ou por nós. Aliás, eles são a grande razão por termos que fazer tudo as escondidas, deixando que o coitado do August finja com a gente que não temos nada! 

 

Ela não retrucou. Ele também não disse mais nada. Os dois estavam certos, e errados ao mesmo tempo. 

 

August escutou passos, vendo Macki sair com a mochila. Estava cedo demais pra ir a aula, mas talvez nem mesmo fosse para lá. 

No andar de cima escutou Jane chingar, pedindo para que alguém atendesse. Era sempre isso. Sempre aquelas ligações que duravam muito minutos, as vezes horas. 

 

- Não vai contar a ele? — Ele perguntou, a vendo descer.

 

- Não posso. 

 

- Sabe que é direito dele saber, não sabe? 

 

Sem resposta. Isso era um sim. 

 

- Olha Jane, não vou me meter em nada. Porém quero que saiba que o meu jantar de família é semana que vem, e minha mãe espera que você venha. 

 

Ela abriu um leve sorriso, concordando. 

 

- Estarei lá. 

 

- Sei que estará, mas não vai dar o mesmo sorriso se deixar as coisas do jeito que estão. 

 

- Eu sei, mas agora só preciso que aquele imprestável atenda! — Disse, e voltou a discar. 

 

- Quem? 

 

- Winls, é claro. 

 

Winls...aonde mesmo ele tinha escutado esse nome? 

 

Aonde mesmo você escutou esse nome? 

Eu digo.

 

Winsl Richard. Cabeça dura, idiota, e meu melhor amigo. 

Winls foi o único ser humano que confiei, e contei tudo sobre mim. 

 

Era claro que ele estaria aqui. Até mesmo me sentiria mal se não o colocasse. Winls Richard pertence a essa história, mas não é o protagonista dela. Ele tem a sua própria história e eu vou contar, mas não agora.Você não está preparado para saber. Não, você simplesmente não pode saber ainda. Ainda não. 

 

Acho que... Vou comecar contando o que aconteceu naquele dia.

 

                               ****

 

- Sorte sua que sua sobrinha entrou na frente! Na próxima vai apanhar mais! — Brandiu Winls. 

 

Seus cabelos loiros quase brancos caiam sobre o rosto, com as pontas tão irregulares que somente nessas horas dava para ver que ele realmente precisava o cortar. 

Todos olhavam para eles, com Macki ainda estando no chão. Talvez tivesse ido longe demais. 

Não foi sua culpa. Ele dizia a mesmo que não tinha. Macki era quem provocava, só porque estava ficando a sua ex-namorada.

Não tinha nada a ver se ele ainda gostava dela. Não era tão sangue frio ao ponto de o deixar continuar com as indiretas. 

 

Deixou que seus ombros se relaxassem, se soltando dos garotos que o seguravam, indo por conta própria para a diretoria. Sabia que os educados sempre tinham razão, e não esperaria que a própria diretora aparecesse, unindo a razão a emoção.

Macki também tinha o batido. Um soco que não tinha doído tanto assim, mas não sabia se Macki poderia dizer a mesma coisa. 

 

O corredor para a diretoria estava vazio, que assim que bateu na porta ela de abriu. Assim que fechou a porta teve uma leve surpresa. 

Uma garotinha estava sentada na cadeira da diretora, o olhando enquanto tinha as mãos entrelaçadas em cima da mesa. 

Ele se aproximou, se sentando na cadeira a frente. Tentou fingir não a ver, mas depois de um tempo aquilo se tornou torturante. Sentia seu olhar o penetrar, esperando pacientemente até que pudessem conversar. 

 

- Aonde está a diretora? — Ele soltou.

 

- Ela não está, sou eu quem vai falar com você.

 

- Não quero sermão de criança. 

 

- Eu não sou uma criança normal.

 

Ele não acreditava.

 

Winls naquela época era ateu, e na sua concepção, crianças apenas comiam meleca e choravam.

Eu normalmente trataria aquela situação de uma forma calma, mas naquele dia tinha pouco tempo, é Winls não acreditaria tão fácil.

Winls era e é o tipo de cara que não se rende fácil. Mesmo que anjos descessem do céu, ele ainda procuraria os cabos invisíveis, arrumando argumentos cabíveis para aquilo estar acontecendo. 

Só acreditava quando todas as suas desculpas estavam solucionadas, e naquele momento eu tinha no máximo 7 minutos para estar ali. Não tinha tempo de o explicar detalhadamente quem era ou o que exatamente queria com ele. 

Naquele momento só precisava que ele entendesse que eu era real. 

 

Explodi as janelas. Os barulhos dos cacos de vidros se arranhando um no outro mesmo que por uma fração de segundos fez com que o coração dele começasse a bater mais rápido.

O seu cérebro quase fritou de tanto tentar arumar desculpas para o acontecido. Ele tinha visto e escutado, mas agora as janelas estavam instactadas. Nem mesmo um único arranhão. 

Até mesmo o buraco que ele tinha tinha feito sem querer no vidro, estava consertado. E ele ainda estava ali quando entrou, e ainda estava na semana passada quando acertou um home run na janela da diretora, quase sendo expulso. 

Na verdade, já tinha sido quase expulso por muitas coisas, e não ligava para isso. 

 

- Agora podemos conversar? —

 

Ele não sabia no que acreditar. 

 

- Sim senhora. — Foi a única coisa que ele pôde dizer.

 

- Winls, eu não posso te deixar aqui; você agrediu um aluno no terreno da escola — Disse em tom sério — Porém, eu posso te dar um trabalho.

 

-Trabalho? — Ele não estava curioso.

 

- Winls eu sei que você sempre sonhou em ter um trabalho perigoso. Lidar com bandidos e viver perigosamente...— Ela foi cortada.

 

- Sim, por isso vou ser policial. 

 

- Eu posso te dar algo muito mais emocionante, se você me fizer um trabalho.

 

- Que tipo de trabalho?

 

- Isso você vai descobrir quando estiver lá.

 

- Lá aonde?

 

- Para fazer esse trabalho você precisa ir para uma base secreta minha no Alaska. Você não pode contar para ninguém.

 

- E os meus pais?

 

-Não se preocupe, para eles você está indo para uma escola interna.

 

Ele não fazia idéia do que estava acontecendo, mas a sua curiosidade estava falando mais alto.

Uma desculpa ainda era viva em sua mente, e essa era a de que estava sonhando, memso que tivesse sentido o soco de Macki, ou sentido o baque que levou ao cair da beliche de cima, com seu primo achando que ele tinha morrido, graças ao barulho. 

 

- Eu aceito. 

 

Ele não levou a proposta a sério. Ele não sabia em que tipo de coisa estava se metendo, e como todo idiota demorou  muito tempo para acreditar que tudo aquilo era real. 

 

Era pra ele que Jane estava ligando, porque ele era uma das poucas pessoas que sabia o que estava no Alaska. 

Jane, sabia, mas não fazia idéia dos meus propósitos. 


Notas Finais


Obg por ter lido~~
Por favor comentem, e continuem acompanhando a história. 😊😊
Te vejo no próximo!! ~~


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