História MFC: Diferente Como Sou - Parte I (remake) - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 88
Palavras 1.566
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi pessoas.


Espero que gostem.. não esqueça de deixar seu comentário.

Abração.

Capítulo 10 - 10. Desconfortável


Fanfic / Fanfiction MFC: Diferente Como Sou - Parte I (remake) - Capítulo 10 - 10. Desconfortável

10. Desconfortável

 

 

A segunda-feira estava começando a ficar nublada naquela manhã, indício de que o outono já estava perto.

As folhas amarelas nas árvores também denunciavam isso.

 

Depois de mais dois dias sozinho na praia, minha ficha tinha caído bastante. Porém um problema começava a pairar sobre minha cabeça: como meu pai, meus amigos e todo mundo da escola, iriam reagir quando descobrissem que eu era gay?

 

Aquilo estava começando a me preocupar.

 

Outra coisa que eu tinha esquecido de perguntar ao Kauê era o que o Beto estava fazendo com ele, a Amanda e o Francesco naquele dia da sala de aula. Mas enfim, eu achava pelo menos que teria tempo, mas eu não queria me envolver e sofrer depois. Ainda estava meio confuso quanto a isso.

 

 

Indo para a escola, meu pai via que eu estava animado. A cara de emburrado tinha saído de minha face, tanto que ele até comentou:

- Nossa filho, parece que esses poucos dias na praia te fizeram muito bem hein? – disse com um sorriso imenso na cara.

Realmente. Era muito mais tranquilo começar a se entender.

Eu pensei sinceramente que seria muito mais fácil do que eu imaginava, mas só iria perceber que não era bem assim mais tarde, mas enfim.

Quando cheguei à porta do colégio, Bruna não estava lá como de costume. Dessa vez era apenas o Beto:

- E aí mano? Como foi o feriadão? – disse Beto com o seu jeito sorridente e descontraído para mim.

- Consegui descansar, me sinto bem melhor agora! – disse animado.

- Que saudades desse Caio olha! Vem cá, você não é um clone ou algum tipo de ET né? Não te raptaram nem nada?

- Apenas me encontrei mano! Vamos logo entrar! – disse já rindo.

 

Eu ainda estava meio desconfiado, por que sabia que Beto ainda tentava entender o que estava acontecendo comigo… ou talvez fosse só preocupação dele comigo.

Enfim, quando cheguei, o Kauê já estava na sala, dessa vez ficava soltando risinhos quando me via e assim o dia ia passando.

A Bruna estava lá, falava de vez em quando comigo, eu sabia que devia explicações para ela, mas naquele momento ainda não poderia falar sobre o que eu estava sentindo.

Mas o que me deixou mais puto foi ver o que eu vi no intervalo da escola: o Kauê estava sentado com o Francesco. Os dois riam demais de algumas piadas que o Kauê contava para ele. De vez em quando eles ficavam próximos e o Kauê às vezes cutucava as coxas dele. Eu estava ficando enciumado com aquilo. Que raiva!

- Caio, Caio? - disse o Beto me chamando a atenção.

- Que foi Beto? – falei perdido.

- Pra onde você tá olhando? – disse ele desconfiado.

- Pra… pra… – pra minha sorte a Bruna passava naquele instante por ali. – pra Bruna. Tenho que falar com ela ainda. Devo explicações pra ela.

- Ela ficou muito triste. Disse que tava até esperando você pedir ela em namoro e tal. – disse ele me contando algumas coisas que eu não sabia.

- Hum, eu tava precisando de um tempo pra mim. – falei tentando mudar o assunto.

- Eu sei cara, mas ela é muito legal, não entendi ainda por que não namorou ela, por que demorou pedir ela em namoro mano, muito vacilo isso! – disse o Beto indignado, colocando a mão na testa.

Eu apenas ri.

O Beto às vezes era bobo demais. Ficava impressionado como ele conseguia ser engraçado:

- Bora pra sala de aula, já vai terminar o intervalo! – disse ele dando o seu tradicional tapão nas minhas costas.

- Mano… é sério… eu acho que nunca quero te ver nervoso. Que pesada hein! – disse enquanto sentia minhas costas arderem.

O Kauê estava realmente me incomodando. Como poderia ele estar dando tanta corda para o Francesco ainda na minha frente? Aquele transferido ainda ia me fazer ficar puto com o Kauê.

 

Aquela situação do Kauê com o Francesco estava me deixando nervoso.

Eu mesmo não sabia mais o que eu deveria fazer, por que afinal aquela era uma situação nova, uma coisa que eu não dominava, como faria eu para chegar num garoto que eu achava que gostava e pedir para que ele ficasse longe de outro garoto?

Os olhares do Kauê denunciavam o desejo que ele colocava em cima do Francesco. Às vezes algumas mordidinhas de lábio deixavam isso cada vez mais evidente! O tempo todo os dois conversavam e eu não via a hora do horário terminar. Queria sair dali antes que eu fizesse alguma besteira.

- Nossa Caio, você tá inquieto hoje hein! Fica quieto nessa cadeira! – Pediu Beto, aparentando estar bem irritado comigo.

Eu ficava olhando o relógio.

É como se na sala só houvessem milhares de cadeiras vazias, apenas eu, o Kauê e o Francesco e um TIC-TAC insistente na cabeça. Aquilo enlouquecia demais a qualquer um que estivesse no meu lugar.

 

TRRRRRIIIIIIMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM…

 

Finalmente o sinal havia tocado. Eu tinha guardado todo o meu material com antecedência e logo dei um salto e saí literalmente correndo.

Antes de sair da sala percebi que o Kauê me olhava como se quisesse falar comigo, mas não fiquei lá para saber o que ele queria, por que poderia acabar me entregando demais.

Enquanto andava no corredor eu já ligava para o meu pai. Os passos apressados denunciavam a minha vontade de sair dali o mais rápido possível:

- Pai já chegou?

- Filho tá tudo parado aqui perto da sua escola. – disse meu pai de forma calma, apesar de saber que minha fala estava ofegante e rápida. – Por que a pressa, filho?

- Nada! Me fala aonde você está!

Eu anotei o nome da rua. Ficava a três quadras dali, falei então para o meu pai que eu iria até ele a pé:

- O que aconteceu filho, tá tudo bem? – disse ele, agora seu tom era de preocupação.

- Tá, tá sim… apenas quero ir embora o mais rápido possível.

 

Depois de quinze minutos nas quadras longas dali, eu chegava até o carro do meu pai, que estava estacionado na rua que ele disse, onde o trânsito realmente não andava.

Assim que entrei, meu pai ligou o carro e logo que conseguiu alcançar uma rua vazia, pegou um caminho alternativo. Demoramos mais, mas chegamos em casa tranquilamente:

- Caio, senta aqui, vamos conversar. – disse meu pai se sentando no sofá. Eu largava o material sobre o balcão que separava o ambiente da cozinha para o da sala.

- Não pai, por favor agora não... – disse quase que implorando.

- CAIO, CHEGA! QUERO LOGO SABER POR QUE VOCÊ ESTA FUGINDO TANTO DE MIM E DESSA CONVERSA QUE JÁ DEVERIAMOS TER TIDO HÁ TEMPOS!

Fazia anos que eu não via meu pai tão nervoso comigo. Dessa vez eu precisaria ser muito bom para poder escapar de alguma coisa que meu pai quisesse de saber de mim. Fui em silêncio em direção ao sofá. Precisava pensar rápido sobre o que eu diria a ele.

Pensa Caio. Pensa!

 

- Então o que anda acontecendo contigo meu filho? – disse meu pai. A cara dele era de quem esperava por algo muito pior. Eu evitava fita-lo diretamente, pois sabia que com um olhar ele poderia acabar descobrindo que eu estava mentindo. Então resolvi falar apenas meia verdade:

- Pai… eu… bem… eu estou apenas me desentendendo com um garoto na escola. – disse de cabeça baixa.

- E…? – meu pai esperava que eu detalhasse a história. Eu lógico, apenas iria dar uma parte para ele, se eu falasse tudo eu já poderia me considerar morto, literalmente.

- Ah, ham… eh… a gente se desentendeu lá no clube e até agora tem rolado umas trocas de ofensas, mas já nos acertamos. – disse vagamente na esperança de que ele entendesse e não continuasse questionando o que acontecia.

- Certo. – meu pai fez uma pausa nesse momento. Sabia que alguma coisa iria acontecer, e tudo aquilo me dizia que eu estava ferrado. - …irei verificar na diretoria da escola se isso procede. – tentei começar a falar mas ele me impediu. – Não, sem mais, nem meio mais. Vai ser do meu jeito de agora em diante!

 

Depois do veredito, subi emburrado as escadas até o meu quarto. Lá chorei que nem um louco.

Primeiro pelo Kauê, que num momento é todo romântico comigo e depois está dando em cima de outro e o pior eu estava com ciúmes de algo que ainda nem havia começado… talvez nem existisse e depois pela situação a qual eu deixei tudo chegar.

Eu me odiava por mentir tanto a todos que eu gostava. Me odiava pelo que estava me tornando. Estava afastando todos de mim e isso me deixava ainda pior. Mas o que eu ia falar? “Acho que estou me descobrindo gay e preciso de ajuda?” Ou “pai, beijei outro garoto e isso despertou um novo sentimento em mim!”

Não era fácil para mim pensar nisso tudo.

Agora com certeza teria mais uma pessoa me investigando e pensando no que eu estaria fazendo. Como se não bastasse a enxerida da Amanda. O silêncio dela me deixava ainda mais nervoso. Eu conhecia Amanda muito bem e sabia que a qualquer momento ela aprontaria alguma nova.

Ainda tinha o Beto que andava desconfiado. O que eu poderia fazer? Eu estava sozinho e a única coisa que eu poderia fazer era continuar pensando e levando a situação até onde desse.

 


Notas Finais




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