História MFC: Diferente Como Sou - Parte I (remake) - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 84
Palavras 2.205
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi pessoal.
Demorei né? Mas aqui estou eu com mais desse remake maravilhoso.

Espero que gostem.

Capítulo 11 - 11. O homofóbico


Fanfic / Fanfiction MFC: Diferente Como Sou - Parte I (remake) - Capítulo 11 - 11. O homofóbico

11. O homofóbico

 

 

Depois de muito chorar, saí do meu quarto e fui procurar alguma para comer na cozinha.

Já era noite e eu estava destruído e cheio de olheiras, não por ter dormido mal, mas por ter chorado.

Quando desci a escada, a sala estava vazia. Ou meu pai tinha saído ou ainda não tinha voltado do trabalho. Enquanto eu comia um lanche que eu mesmo havia feito com alguns frios, pão de forma e requeijão, o telefone toca.

- Alô? – atendi apreensivo.

- Reconhece minha voz? – uma voz mansa do outro lado da linha parecia ter reconhecido a minha voz, mas eu não reconhecia a da outra pessoa, aparentemente homem.

- Não, quem é? – fiquei intrigado em saber quem era e meu maior palpite seria Nando, mas eu não tinha lhe dado o telefone de casa, apenas o número de meu celular.

- Parece que a luz da lua te deu amnésia né? – Depois da dica, ficou fácil “matar” quem era ao telefone.

- KAUÊ?!?! Como você conseguiu o meu telefone? – disse espantado.

- Digamos que foi uma amiga...

Na minha cabeça só vinha a Amanda.

Continuei:

- Me diz quem foi se não eu desligo agora! – ordenei.

- Calma Caio. Posso falar? Juro que não tomo nem cinco minutos seus.

Fiquei em silêncio.

Ele continuou:

- Eu queria ter falado contigo depois da aula mas você saiu correndo.

- É claro que eu saí correndo! Você queria o quê? Que eu ficasse ali assistindo você dando em cima do Francesco?

- Do que você tá falando? – perguntou o Kauê, desta vez se mostrando confuso.

- Você sabe muito bem do que eu tô falando! Não preciso ficar repetindo nada! E outra você fica de segredinho com o Beto… quero saber o que você anda falando com ele! – eu estava ficando irritado. Ao invés de tentar resolver a situação, ele partiu para tirar um barato com a minha cara.

- Ai que bonitinho, ele tá com ciúmes! – disse num misto de risadas e falas fofinhas.

- VAI SE FODER CARA! – disse gritando e batendo o telefone no gancho. Nesse momento o meu pai entra.

- Mas o que tá acontecendo aqui? – disse com uma cara de quem não tava gostando e que estava desconfiado.

- O quê? – disse totalmente descontrolado e sem perceber que ele acompanhara o final da conversa.

- Quem você estava xingando? Não adianta querer negar que eu ouvi. – disse meu pai, dessa vez com uma cara curiosa.

- Ahhh... – eu percebi nessa hora que tinha falado demais. Então tentei contornar a situação. – era telemarketing! Oferecendo um monte de merda, aí ele ficou insistindo e mandei ele se foder! – disse fazendo a cara mais lavada do mundo.

- Sei... – disse meu pai desconfiado. - … e o mocinho já comeu?

- Acabei de fazer um lanche aqui. – disse apontando para a prova do crime e alguns ingredientes ainda fora da geladeira.

- Lanche não alimenta ninguém e voc...

- “Você sabe o que o médico disse… blá, blá, blá, blá, blá!” – disse imitando comicamente a voz do meu pai.

- Mais tarde te dou a janta e vai ter que comer hein garoto! – disse, usando voz alta. Eu pegava o lanche e ia em direção ao meu quarto. Lá liguei meu PC e fui direto pro MSN.

Quando loguei, de cara apareceu um convite:

 

“Kauê deseja te adicionar como amigo”

 

Bom, parecia mesmo que o Kauê estava entrando na minha vida para ficar. Afinal não conseguia escapar dele por nenhum dos lados. Eu aceitei a solicitação de amizade e logo depois percebi que já havia uma chamada do Beto:

- Ei, tá ai? – perguntava ele.

- To sim. Tava lendo meus e-mails.

- Você vai pro clube sábado?

- Claro que vou, você acha que eu perderia um futebolzinho mano? Só se eu estiver louco ou de coma no hospital

- Ficou sabendo da nova? – eu sabia que me arrependeria se perguntasse, mas resolvi ver o que era.

- Não. O que foi dessa vez?

- Então. Parece que querem convidar oficialmente o Kauê para jogar com a gente. Disseram que o cara joga muito e seria um desperdício deixá-lo de fora do nosso time.

- Caramba, mas e aí como ficou? – perguntei ainda descrente do que tinha lido.

- Então! Eu disse que você tinha uma “rixa” com ele e eu também, só que os outros não têm e eles acham importante ter um time forte para o campeonato desse ano. Disseram que deveríamos ser profissionais pelo menos dessa vez.

Eu fiquei calado por alguns segundos quando o Beto disse algo que realmente me intrigou:

- Parou de conversar porquê? Vai dizer que ele te incomoda tanto assim? Eu sou muito mais eu… prefiro muito mais me incomodar com isso a ter que pensar nas possibilidade de te perder pra um carinha estranho!

- Do que você tá falando Beto? – disse desconcertado pelo que ele havia falado.

- Olha o tamanho da besteira que está me dizendo! Parece até que é a fim de mim! Tô te estranhando.

- Para com isso! Somos amigos há anos mano! Você sabe o que eu sou Caio! Qual é?!

- Beto, eu tô cansado. Acho que vou dormir um pouco, valeu? Abração!

- Tá bom então. – ele disse isso e ficou off-line na mesma hora.

 

Aquela conversa além de tudo estava estranha. Pelo o que eu estava vendo, não era apenas eu que estava enlouquecendo com toda aquela história.

Agora era rezar para que tudo se resolvesse, ou pelo menos chegasse perto disso.

 

 

A sexta-feira e a última aula de educação física era sempre um “pré-aquecimento” para o futebol do final de semana, pena que a professora de educação física era muito mala.

A “matéria” de futebol seria uma das últimas coincidindo com o campeonato da escola e as festas de encerramento do colégio. Nossa sorte era sempre a professora deixar os últimos dez minutos para poder jogar o que tanto quiséssemos, porém, a presença do Kauê naquelas aulas me deixava menos à vontade e eu frequentemente evitava jogar quando ele se dispunha a jogar.

O Beto agora me observava o tempo todo, como se quisesse me proteger, ou pelo menos eu pensava assim.

A Bruna ainda tentava falar comigo. Percebia em seus olhos que ela ainda estava afim de mim, mas ao mesmo tempo ela não me perdoava.

 

Quase uma semana havia se passado e eu ainda estava com ciúmes do Kauê com o Francesco. Era impressionante como ele conseguia me irritar olhando para aquele garoto. Parecia até mesmo que eu nunca existi pra ele.

 

Certo dia, meu pai foi na escola, porém a Coordenação Pedagógica não sabia de nada que vinha me acontecendo e não havia sido dada nenhuma queixa. Então meu pai sossegou um pouco mais.

Todas as noites agora eu conversava um pouco com o Kauê pelo MSN. Eu havia proibido ele de me telefonar ou de fazer qualquer coisa do gênero.

Eu estava desconfortável. Ainda mais sabendo que iríamos jogar no sábado e que ele estaria estreando no nosso time naquele dia. Isso realmente me irritava demais.

Bastava agora eu ter paciência e torcer para que tudo desse certo.

 

O Sábado finalmente havia chegado e eu poderia fazer uma das coisas que eu mais gostava: jogar futebol.

Como sempre eu acordava cedo para ir ao clube, o que não era nenhuma novidade pra ninguém. Porém, naquele sábado eu estava atrasado. Atrasado por que só de pensar que o Kauê, vestiria o mesmo manto sagrado do nosso time me deixava tremendo.

Quando cheguei, por sorte todos ainda estavam se trocando. O Willian era um dos mais antigos do time, assim como Beto e eu.

Quando cheguei no vestiário, parecia que rolava um assunto que eu não iria gostar muito:

- Olha quem chegou, e aí Caio! Como vai? Por que atrasou? – disse com a descontração de sempre.

- Vou bem, apenas me distraí e perdi a hora. – disse olhando para as roupas dentro de minha mochila.

- …então como eu tava falando – disse o Willian se virando para os outros garotos que estavam no vestiário – eu acho sacanagem dois homens se pegando. Olha eu acho que, com tanta mulher gostosa no mundo, como pode homem querer dar o cu cara?

O Willian tinha a minha idade, pele quase negra, bem queimada do sol. Não era malhado mas era muito marrento. Ele era um pouco mais alto que eu e o olhar era de quem vinha do gueto, o que não me incomodava nem um pouco, embora meu pai tivesse um alto status social devido ao crescimento recorrente de sua empresa.

- Pra mim, todo viado tem que morrer, é tudo bichinha mano. Só trazem o que não presta! – disse ele se achando o dono da verdade.

- Pois é… - concordava Jonas Sullyvan, outro jogador – ouvi falar de um país onde eles são tratados como merecem, dizem que são mortos em praça pública!

- Acho que se todos esses boiolas fossem mandados pra lá, o mundo seria um lugar melhor de se conviver. Agora por causa deles tem uma doença se espalhando por aí.

- Nem me fale – disse Jonas dando risadas – Cara… Eu tenho uma tia que tá querendo ir pra lá com o marido dela… pra uma tal de Hoffenhein ou alguma coisa do tipo!

- Hoff o quê? – caçoava William.

- Hoffenhein! Aquele lugar é um inferno, acredite. Tá tudo no Youtube, pode ver lá.

- E o que diabos tua tia vai fazer lá?

- Coisas do trabalho… sabe como é… - disse como se pudesse visualizar o lugar ao qual se referia.

- E você Kauê? Porque tá parado olhando pra nós? Não estamos te ofendendo não né? – disse William na zueira, eu não respondi, só dei uma risada e atirei uma toalha na cara daquele babaca preconceituoso.

Nessa hora vejo o Kauê pela primeira vez no vestiário. Ele me olhava como se quisesse sumir dali com todo aquele papo que estava rolando e que provavelmente ele estava escutando há mais tempo que eu.

Eu fiquei calado, me troquei e depois fui me aquecer no campo.

O Kauê alguns segundos depois foi também e logo depois de dois minutos, todos nós já estávamos no campo.

 

No jogo eu não joguei bem.

Eu me sentia desconfortável de novo com aquilo que eu fazia de melhor.

 

O Kauê e o Beto me olhavam com curiosidade, pois mal correr eu corria. A única coisa que eu queria era sair dali:

- Cara você tá bem? – dizia o Beto me olhando dentro de campo enquanto uma bola era reposta pelo tiro de meta.

- Não eu acho que vou pra casa. To com um mal-estar. – disse me agachando e respirando, como se estivesse próximo de vomitar.

Fiz um sinal para um dos reservas do nosso time entrar.

Fui pro vestiário e liguei a ducha. Fiquei embaixo da água morna durante algum tempo. Pensava no que o Willian e o Jonas tinham dito e sobre tudo o que acontecia.

Quando chegou o intervalo de tempo, o Beto entrou no vestiário junto com os outros, incluindo William.

- Tá tudo bem gente. Eu vou apenas pra casa. Acho que é cansaço!

O Beto me dizia que era alguma coisa com relação ao estresse que eu havia sofrido recentemente, já William dizia que era “boiolagem”… brincadeira típica dele.

Eu estava quase pronto pra ir embora quando vi o Kauê passando por mim e me olhando.

 

Cheguei em casa mais mudo do que havia saído e logo fui desarrumar a mochila. Lá dentro achei um bilhete:

 

“Quando estiver melhor ou qualquer notícia me avise. Estou preocupado contigo.”

 

Logo abaixo da mensagem tinha: “Assinado Kauê” e mais o número de telefone celular dele.

Não sabia se deveria ligar, mas era certo que eu dormiria pra tentar desestressar.

Assim que deitei comecei a sonhar.

 

No sonho eu estava sentado numa sala branca infinita. Aos poucos os rostos das pessoas iam aparecendo à minha volta e falando comigo.

Primeiro foi o Beto e ele dizia: você me traiu! Me fez te defender e escondeu a verdade de mim!

Depois a Bruna aparecia: Como você pode me deixar por um homem Caio? Como?

Depois o Kauê: para de ser medroso! Nada te acontecerá. Fique comigo.

 Depois o meu pai: Filho, como você pode fazer isso com a sua família? Como pode enganar seu pai? Como pode virar gay?

E então o Willian mandava um recado: Cara se eu te pego, te quebro a cara sua bichinha do caralho!

Quando Jonas apareceu no meu sonho, atrás dele apareceu um telão.

- Lembra de Hoffenhein? Pois é… lá é o seu lugar!

 

Então eu estava rodeado de pessoas que me olhavam como se eu fosse uma abominação. E me apedrejavam. Eu tentava gritar, mas minha voz não saía.

Então um homem alto e forte pegou uma corda e a colocou no meu pescoço para me enforcar, no meio de uma praça que aparecera do nada, foi quando Nando disse:

- Não tenha medo amigo. Seu sofrimento pode acabar. Só depende de você!

Antes que me enforcassem eu recuperei o fôlego e comecei a gritar:

- SUMAM TODOS! TODOS! EU NÃO SOU NADA DISSO! NADA DISSO SUMAM! SUMAAAAM!

 

 


Notas Finais


Leia outras obras do autor:

Hoffenhein: Um Estranho Dentro de Mim https://spiritfanfics.com/historia/hoffenhein-um-estranho-dentro-de-mim-4716380


Laços de sangue, amor, prazer e pecado (remake) https://spiritfanfics.com/historia/lacos-de-sangue-amor-prazer-e-pecado-remake-5591694


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