História MFC: Diferente Como Sou - Parte I (remake) - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 93
Palavras 1.851
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal.. S2


Aqui estamos com mais um...
Espero que gostem..

Abraço forte. Até.

Capítulo 9 - 9. Sob a luz do luar


Fanfic / Fanfiction MFC: Diferente Como Sou - Parte I (remake) - Capítulo 9 - 9. Sob a luz do luar

9. Sob a luz do luar

 

Já eram quase oito horas quando entrei no banho. Eu estava tremendo, não de frio, mas pela adrenalina do que sentia. É como se eu estivesse em estado de choque pelo que estava acontecendo. Quando terminei o banho, fui de toalha pro quarto, escolhi minha melhor roupa, a melhor cueca, o melhor tênis e fui.

 

Cheguei atrasado e quando me aproximei de onde tinha marcado com Kauê, ele já estava lá, meio ansioso e aparentemente nervoso. Sentei em silêncio ao lado dele.

Meu coração batia forte.

Ele percebeu alguns segundos depois que eu estava ali:

- Ah você chegou. – disse olhando para o seu relógio. – um pouco atrasado por sinal. – sua fala foi calma, mas ao mesmo tempo uma cobrança pelo meu atraso de quinze minutos.

- Desculpa eu… eu… – nesse momento ele me interrompeu.

- Não precisa se desculpar, sei o que deve estar passando. – disse tranquilamente – acredite, todo mundo passa por isso. Quando eu me descobri sofri muito também, mas foi bem pior.

Aquela tranquilidade em excesso estava me deixando nervoso demais. Ele continuou:

- Cheguei a pensar que não viria, mas percebo que é um homem de palavra, quer dizer, quase. – disse com um pequeno riso.

- Eu não costumo me atrasar em meus compromissos. Sério! – falei sério – mas… você sofreu ao se… descobrir? Como?

- Foi há algum tempo. – disse tranquilo – Eu sempre me vi diferente e num belo dia, simplesmente acordei e me dei conta de que eu era diferente. Sofri rejeição, claro, e sofri muito preconceito de meus amigos, mas consegui superar. Olha eu sei que você deve estar confuso. Calma cara. Tudo vai dar certo.

- Não estou nervoso só por isso. – falei.

- Não vou fazer nada, também sou um homem de palavra.

- Tá bom. – respondi respirando fudo, agora mais calmo. – Por que tudo isso tem acontecido na minha vida e justo agora que tudo tava indo tão bem?

- Não sei Caio. Também me perguntei muito sobre esses tipos de sentimentos, sempre estava sozinho, ainda mais em outro país, quando descobri meu lado homo sabe?

- Eu imagino que tenha sido uma barra ser… diferente lá no país onde você morava.

- Era. Hoffenhein não é um lugar para pessoas como nós. Lá é crime ser como eu… com direito a pena de morte.

- E como foi… se descobrir?

- Eu me apaixonei por um rapaz, mas claro, não fui correspondido.

- Sabe… você tem uma predisposição em se apaixonar e não ser correspondido, não é mesmo? – falei com um pequeno sorriso.

- Nada acontece duas vezes da mesma maneira. – disse em resposta. Fiquei sem ação com aquela resposta.

- Sabe… desde aquele beijo eu… ando tão confuso. Não sei quem eu sou. Tenho medo!

- É normal sentir medo. Eu sinto até hoje.

- Ah é? E qual o seu medo?

- Terminar sozinho.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, até que eu disse:

- Porque me beijou?

- Porque eu precisava te libertar das suas prisões… mas a liberdade tem seu preço.

- E qual é o preço?

- Você vai sofrer… vai sofrer muito, mas no final será muito feliz também.

- Será que eu consigo?

- Consegue sim. Você é mais forte do que pensa, mas se por acaso sentir que não tem mais forças, pode contar comigo. – disse ele com um sorriso e um olhar para mim.

Durante alguns minutos eu fui falando tudo que sentia e ele também falou. O que me tranquilizou muito foi saber que ele era muito parecido em questões de sentimento. Eu estava me sentindo cada vez mais solto. Sabia também agora o que eu estava sentindo.

Atração.

Aos poucos o papo com o Kauê estava se tornando mais esclarecedor do que eu poderia imaginar.

Depois de longos minutos de um papo muito intenso, o assunto foi ficando escasso:

- Poxa que bom que gosta de rock, eu também gosto. – disse o Kauê.
- Pois é…

Estávamos rindo quando o assunto cessou. Por um momento não nos olhávamos. A sensação de que um beijo rolaria a qualquer instante estava na cara. Eu ficava imóvel a qualquer reação que poderia ocorrer. A lua iluminava a praia e também nos iluminava com tanta clareza que parecia que a noite tinha sido projetada para aquele momento.

Então arrisquei uma olhada para o lado. Percebi que o Kauê me olhava fixamente.

Voltei na mesma hora a olhar para a frente.

Fiquei super vermelho e com a respiração forte de repente. Depois de alguns segundos eu senti o Kauê se movimentando. E em segundos ele estava na minha frente. Acabei recuando e me apoiando apenas nos cotovelos, não tendo como sair, já que ele ia avançando.

Em questão de um piscar de olhos, o rosto dele estava perto do meu. Ele não avançava, apenas me olhava. Aos poucos o corpo dele ia encostando no meu, mostrando que o calor que eu estava sentindo era igual no corpo dele, que estava quente.

A respiração dele batia no meu rosto quente e ofegante. Não tinha como escapar. Seria naquele momento e seria agora!

- Você quer isso? – perguntou o Kauê, quase atacando meus lábios. Ele fazia questão de mostrar para mim que queria e muito aquilo, mordendo os lábios várias vezes.

Eu não respondi, apenas fiquei mais vermelho. Mas acho que a claridade da lua não permitia que ele visse isso. Então, aos poucos encostou os lábios nos meus, que não estavam muito molhados.

Aos poucos, a pressão nos lábios aumentavam e em segundos já estávamos beijando de língua.

Como aquilo poderia ser tão bom? Íamos nos roçando freneticamente durante o beijo. Eu mantinha as mãos na cintura dele. Ele passava as mãos em minha face, de forma delicada, apenas de vez em quando fazendo algumas pegadas mais fortes.

Aquele beijo já estava com pelo menos uns vinte segundos. Nem eu e nem ele conseguíamos parar.

Estava muito bom admito.

Parecia um sonho beijar daquele jeito. De repente o Kauê começou a passar a mão nos meus mamilos, e aí foi descendo e dando carinho na minha barriga. Eu comecei a ficar desconfortável, por que ainda não me sentia preparado para aquilo. Então ele desceu um pouco mais, como quem procurasse meu pau. Foi aí que eu parei de beijar.

- Desculpa. – disse parando o beijo e tirando a mão dele de mim – Não estou preparado para isso ainda.

Ele ficou meio envergonhado, deu para perceber. Ele foi meio que sem jeito para o meu lado e ali ficou, sem me olhar, como se estivesse esquivando pelo que acabara de fazer.

- Olha acho melhor eu ir embora, tá tarde já e estamos sozinhos aqui .– disse eu, querendo sair dali.

- Tudo bem, também acho. – disse o Kauê, com olhar baixo, ainda se esquivando. – pelo menos me deixa te levar até a sua casa?

O Kauê nesse ponto era muito cavalheiro, apesar de atirado demais. Pensei um pouco e logo disse:

- Eu não deveria por que você vai ficar me enchendo o saco o resto do feriado, mas como já ficou tarde, eu aceito sim!

 

E assim fomos conversando.

Ele ia perguntando se eu tinha gostado ou não. Eu logicamente admiti que foi muito bom:

- Eu nunca pensei que beijar outro homem fosse tão… tão… incrivelmente bom. – disse, ainda meio encabulado e envergonhado.

- As coisas que acontecem em nossa vida podem nos surpreender, como por exemplo, te conhecer…

Demorou muito tempo para eu digerir tudo aquilo e chegar à conclusão de que ele era um fofo.

 Em alguns minutos, mesmo a passos lerdos, havíamos chegado em minha casa.

- Pronto. Agora você já sabe aonde eu moro e pode me sequestrar. – disse, agora bem mais relaxado e descontraído.

- Relaxa, nem poderei mesmo fazer nada… – disse já meio cabisbaixo de novo.

- Mas por que? – disse sem entender o que ele estava falando.

- Surgiu uma emergência da nossa família e terei que voltar amanhã pra capital.

 

Eu soltei apenas um sonoro “Ah”. Nos despedimos quase com um beijo, mas acabou mesmo sendo um abraço bem apertado.

 

Depois que ele se foi, fiquei na varanda do quarto, olhando para as estrelas, pensando em tudo o que tinha acontecido.

Por um breve momento fechei os olhos para tentar reviver. Tinha sido uma das melhores sensações do mundo.

- Parece que ele te faz bem, né? – disse uma voz de repente.

Abri os olhos e vi Nando bem na minha frente com om sorriso de orelha a orelha.

- Como foi que conseguiu subir aqui sem fazer barulho?

- É uma questão de prática, mas isso não vem ao caso… – disse sentando-se ao meu lado – mas, me conta, é ele?

Eu fiquei meio avermelhado, apenas balancei a cabeça dizendo que sim.

- Ele é gatinho. – disse Nando com um olhar perverso.

- Mas pode ir tirando o olho! – falei num tom de brincadeira e depois comecei a rir de mim mesmo por meu jeito possessivo de ter me comportado momentaneamente – a propósito, o que tá fazendo por essas bandas uma hora dessas?

- Ah, eu tava ali na praia pensando na vida… no futuro… Eu te vi com teu namorado e resolvi vir aqui conversar um pouco com você. – disse ele com um olhar angelical, que combinava perfeitamente com seus cachos.

- Você parece triste. Estava chorando?

- Eu tava, mas não é nada… só que… o amor é tão lindo. – disse ele emocionado. Fiquei vermelho – sabe, eu tinha tudo pra estar bem acompanhado agora, mas sabe o que aconteceu?

- O quê?

- O Leandro preferiu voltar para o Bruno e sofrer… mas uma hora essa dor vai passar. Mas… me conta tudo o que aconteceu hoje. Quero saber de todas as novidades! Anda, fala! – Nando falava com um sorriso, todo empolgado, como se me conhecesse há anos. O pior de tudo é que eu estava adorando tê-lo por perto pra conversar. Ele era o tipo de pessoa que eu gostaria de ter comigo sempre, pois logo de cara, percebi que tínhamos tudo para sermos, de fato, bons amigos.

Me senti livre para conversar com meu novo amigo confidencial sobre tudo o que tinha acontecido desde a chegada do Kauê no colégio, e sobre meus sentimentos.

Mesmo com uma cara de inexperiente, Nando me surpreendeu ao falar sobre sua história, comentou sobre sua estadia na cidade de Braga, e sobre seus amores e decepções com Leandro, alguém por quem ele chorava.

Depois de algumas horas ele foi embora e eu fui tomar banho para dormir, na certeza de que sempre o teria para desabafar.

Eu me sentia um estranho dentro de mim, numa jornada de autodescoberta, apaixonado por outro garoto, com um novo melhor amigo gay.

Antes, meu ponto de vista sobre gays era que todos, TODOS mesmo só pensavam em sexo, orgias e em algum momento iriam querer te agarrar… eu estava enganado!

Eu chegava a uma grande conclusão naquela noite: o diferente costuma ser encantador.

 

O feriado terminou quase sem graça, mas tinha alcançado o objetivo ao qual eu tinha me proposto: eu havia me encontrado.

 

 


Notas Finais




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