História MFC2: Marcados Pelo Sangue - remake - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Doença, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 34
Palavras 1.712
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente. Perdão pela demora, mas voltei.

Boa leitura.

Capítulo 4 - 03. Novas Amizades


Fanfic / Fanfiction MFC2: Marcados Pelo Sangue - remake - Capítulo 4 - 03. Novas Amizades

03. Novas Amizades

 

Algum tempo depois de jogar muita conversa fora com Bruno, voltamos para a festa na hora dos parabéns. Nisso eu dou de cara com a minha mãe que provavelmente tinha acabado de chegar.

Ela abraçava e alisava a Bruna de forma que deixava a garota toda desconfortável.

- Oi filhotinho. Tô vendo que você fez nova amizade. – disse ela com seu velho sorriso falso para Bruno – eu tava aqui fazendo companhia pra sua amiga que estava sozinha e triste aqui no canto.

- Ai, não exagera, por favor. Vamos! – falei puxando Bruna pra perto de mim.

- Opa, opa! Pra onde vocês vão? Os parabéns vão já começar!

- Vamos só pegar um ar lá fora! Que coisa!

- Negativo. Aqui dentro também tem ar, então se comporte! – disse com uma voz autoritária enquanto segurava meu braço.

No final das contas acabei ficando pra cantar os parabéns mais demorados de toda a minha vida.

 

- Ela é sua mãe? – perguntou Bruno baixinho.

- É sim! Fazer o quê né? – falei revirando os olhos.

- O pior de tudo não é nem isso. Pior é ter que ficar sendo alisada por ela o tempo todo. – disse Bruna com uma careta.

- Vai ver ela tem uma queda por você! – disse Bruno.

- Ai! Que horror! Credo! Será? – disse ela com uma cara de quem estava em dúvida.

- Porque não? Essas coisas acontecem. – disse ele com normalidade – gente… eu tive uma ideia… o que acham de irmos a uma festa?

- Festa? Aonde uma hora dessas? Além do mais, o Caio saiu um dia desses do hospital. Não pode ficar se cansando. – disse Bruna cortando o barato dele.

- Então vamos fazer uma festinha do pijama. Assistir uns filmes de terror, comer porcaria e dormir tarde. Minha tia avó não se importaria.

- Pode até ser, mas vou ter que ligar pro meu pai antes. – disse Bruna pegando o celular.

O mais engraçado de tudo aquilo era Bruno falava como se fossemos velhos amigos e eu sentia essa empatia com ele, sei lá… ele aparentava ser uma pessoa muito legal.

- O papai deixou, mas disse pra eu voltar cedo pra casa porque temos aula amanhã. Você já decidiu se vai amanhã pra escola Caio? – dizia Bruna.

- Eu não sei. – a verdade é que eu sentia medo de ter que olhar na cara de todos aqueles falsos fingindo que nada tinha acontecido. Com certeza alguns ainda ficariam cochichando pelas minhas costas.

 

Depois dos parabéns, todos se dispersaram e continuaram a conversar, mas nós voltamos para beira da piscina, longe toda aquela agitação e das falsidades da minha mãe.

Ficamos conversando algumas bobagens, até que Bruno sugeriu que nadássemos.

- Mas nadar como? Eu não tenho roupa de banho! – disse Bruna dando alguns passos para trás – além do mais, a água tá gelada.

- Deixa de ser fresca. Tem um monte de roupa da minha prima aí, talvez uma delas sirva em você. Quer ir lá experimentar?

- Talvez… talvez. – disse animada.

 

Entramos pela porta dos fundos dessa vez pra evitar que minha mãe ou qualquer outra pessoa nos parasse no meio do caminho.

As luzes estavam apagadas, e pra não chamar muita atenção, mantivemos assim.

Subimos a escada e fomos para um dos quartos.

Bruno abriu o guarda-roupa e separou algumas peças pra Bruna experimentar.

- Tem certeza que sua prima não vai se importar?

- Não. Minha prima está morta. – disse ele para o nosso espanto.

- Morta? Como?

- Bom eu não quero falar sobre isso. – disse ele – o banheiro fica ali. Pode experimentar lá.

Ela foi para o banheiro experimentar as roupas e nós ficamos ali, esperando.

Bruno passava o dedo sobre um espelho empoeirado e a sensação que eu tinha era de que ele estava prestes a chorar a qualquer momento.

- Sua vida é tão triste assim? – perguntei.

- Faz algum tempo que eu não sei o que é viver. – respondeu.

- E então, como eu estou? – disse Bruna aparecendo com um short curto que deveria ter um palmo apenas e uma blusa que nem aquelas de deputado que minha avó costumava usar.

- Tá parecendo uma piriguete!

- Ai! Cala a boca! Eu não tenho culpa se a morta se vestia assim. – disse se arrependendo no mesmo momento de ter falado isso, já que se tratava das roupas da prima do Bruno, que nem se importou muito com o comentário, só deu uma risada meio forçada.

- Você quer uma bermuda minha emprestada também Caio?

- Pode ser. – falei tímido.

Vamos lá no quarto de hóspedes onde guardei minhas coisas.

- Meninos, podem ir lá… eu vou me aquecendo pra entrar na piscina. Sinto câimbra com facilidade e por isso vou me alongar enquanto isso.

Olhei pra ela e vi que aquilo era conversa fiada. O que ela tava pensando?

Ri enquanto ela voltava para fora.

Fomos para o quarto da frente e Bruno tirou um short pra eu vestir. Como aquele quarto não tinha banheiro, pedi que ele virasse de costas pra eu me trocar.

- Mas pra quê virar de costas? As luzes estão apagadas e não tem nada em você que eu nunca tenha visto antes. – disse com uma voz safada.

- Mesmo assim, não me olha!

-Ah, tá bom, chato!

Ele virou de costas e eu comecei a tirar minha roupa.

Comecei pelo colete e pela camisa social e por último a calça. Quando eu estava só de cueca, Bruno se atreveu a olhar pra trás e eu dei um grito de desespero como se minha vida dependesse daquilo.

- Porquê tem tanta vergonha? Deixa de boiolagem!

- Não é boiolagem! Só que eu tô feio. Magro e cheio de cicatrizes pelo corpo ainda. – falei me cobrindo com a roupa enquanto ele se aproximava.

- Tira a mão da frente deixa eu ver!

- Não!

- Mostra!

- Mas você é chato, hein…

- Mostra logo Caio. – disse em tom de súplica com aquela carinha de cachorro sem dono iluminada pela luz do luar que atravessava a janela.

- Tá. Só não vale rir!

Tirei as roupas da frente e ele se aproximou.

- Nossa!

- Que foi?

- Você é lindo!

- Para de mentir!

- Não, é sério… você é um magrinho bem bonitinho. Melhor do que eu que estou meio acima do peso. – dizia ele apontando para sua barriga meio saliente.

- Tá, mas agora vamos que a Bruna tá sozinha lá na piscina.

Vesti o calção e tentei passar pela porta, mas Bruno me segurou pelo braço com força, como se exigisse algo de mim.

- O que foi? – perguntei me fazendo de bobo.

Ele passava a mão pela minha cintura e deslizava até minha bunda, me causando certo desconforto, mas ele era tão pegável… tão lindo. Quase irresistível.

- Você não vai embora antes de me deixar fazer isso! – dizendo isso ele me beijou. Não foi AQUELE BEIJO cinematográfico, mas foi um beijinho legal.

Ele deu um passo pra trás e me ficou me pedindo desculpas, dizendo que estava traindo alguém que ele amava, que aquilo não era certo, enquanto eu ficava calado, olhando ele surtar e desejando que ele me agarrasse de novo e me jogasse naquela cama, me mordesse e me fizesse conhecer tudo aquilo que despertava curiosidade em mim.

O mais engraçado de tudo é que esse desejo tão profundo eu não consegui sentir com Kauê, o que me deixou muito pensativo mais tarde.

Bruno abriu a porta e foi na frente direto pra piscina, eu ia logo atrás pedindo pra ele esperar.

Quando a gente chega na piscina damos de cara com minha mãe sentada ao lado de Bruna.

Ela então olha pra mim e sorri.

- Não sei como essa linda garota consegue ser sua amiga… você vive deixando ela de lado. – disse olhando de mim para Bruno – porque vocês estão tão ofegantes? E cadê a tua roupa menino?

- Não enche, mãe, por favor! – falei dando um salto na piscina a fim de evitar mais perguntas.

Quando emergi vi que tinha molhado mamãe e ela me lançou um olhar furioso como se desejasse me afogar naquele momento.

- Olha aqui garoto! Quando formos pra casa vamos ter uma conversa séria, você tá me entendendo?

Não respondi, só fiquei olhando a fúria dela sendo descarregada na frente dos meus amigos. Será que ela não percebia que ela tava fazendo um papel ridículo e que eu não dava a mínima?

 

Depois que minha mãe saiu de nossa presença ficamos meio sérios por um tempo. Ela tinha conseguido estragar todo o clima de diversão. Foi quando Bruna veio no meu ouvido e perguntou.

- Me conta… por que vocês vieram tão nervosos lá de cima hein?

- Não te interessa! – falei jogando água na cara dela!

- Ai, fala logo. Eu prometo que não vou contar pro Kauê e nem pro Beto. Por favor!

Olhei pra ela segurando um riso e respondi:

- Ele me deu um beijo!

- CARALHOOOO! – berrou ela, mas antes que o escândalo fosse maior eu empurrei ela para o fundo da água. Na mesma hora Bruno veio, tentando fingir que nada tinha acontecido.

Nadamos e brincamos de pega-pega que nem três crianças. E quando nossos dedos já estavam enrugados, deitamos na beira da piscina.

- A lua tá tão linda hoje né? – disse Bruna. E realmente estava. Era lua cheia e o céu estava estrelado. As nuvens tinham ido embora e tava um clima muito agradável – o que vamos fazer depois daqui?

- Não sei. Que tal assistir um filme? Ou jogar baralho?

- Eu voto pelo filme! – falei.

- Pois é, então vamos logo que tá muito frio e tenho certeza que vocês não vão ser capazes de me aquecer à noite né? – Bruna levantou e depois disso fomos para dentro da casa e nos trocamos novamente.

Depois de nos trocarmos, comuniquei minha mãe que eu dormiria lá com meus amigos. Aproveitei pra falar perto das outras pessoas, assim ela teria que fazer a pose de boa mãe e não teria como dizer não, embora fosse sua vontade.

Dei boa noite à megera da minha mãe e voltei pra companhia de Bruno e Bruna respirando aliviado por conseguir me livrar dela pelo menos aquela noite.

 


Notas Finais


Conheça a Primeira Temporada:

MFC: Diferente Como Sou - Parte I: https://spiritfanfics.com/historia/mfc-diferente-como-sou--parte-i-remake-6607253


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