História MFC2: Marcados Pelo Sangue - remake - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Doença, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 31
Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi pessoal.

Mais uma vez, perdão a demora... é que tenho tantas historias em desenvolvimento que não posso deixar ninguém desamparado. rs


Espero que gostem desse capítulo. Amanhã eu JURO que posto mais um.

Capítulo 5 - 04. Curiosidade Gay


Fanfic / Fanfiction MFC2: Marcados Pelo Sangue - remake - Capítulo 5 - 04. Curiosidade Gay

04. Curiosidade Gay

 

Naquela noite nós bem que tentamos assistir um filme, jogar baralho e rir à toa, mas éramos três adolescentes rodeados de bebidas: resultado: fomos beber.

Como já passava de uma hora da madrugada, Bruno pegou no freezer algumas bebidas que haviam sobrado da festa e levou pra varanda do segundo andar.

Sentei encostado na parede, Bruno ficou de frente pra mim e Bruna ficou do meu lado, toda hora me cutucando como se quisesse que eu me atirasse em cima do garoto.

- Então, me fala mais sobre você Bruno… o que faz… o que come, onde vive… – dizia Bruna com uma voz toda maliciosa tentando descobrir mais sobre ele por mim. Como se eu quisesse.

- Eu não tenho muito o que contar não. Tipo… sou muito na minha. Moro em Braga com os meus pais… e… ham… acho que não tem nada de especial em mim não.

- Ai, qual é! Não faz a egípcia com a gente. Eu e o Caio queremos saber. Conta pra gente… o que você faz no seu dia a dia?

Percebi que ele tinha ficado todo sem jeito com aquela pergunta nada discreta da Bruna e então puxei o copo da mão dela e bebi.

- CAIO! TÁ MALUCO? VOCÊ SABE QUE NÃO PODE BEBER NÉ? ACABOU DE SAIR DO HOSPITAL! – berrou ela bem alto tentando pegar o copo de volta.

Tampei a boca dela com a mão na mesma hora.

- Tá ficando doida? Quer que alguém escute esse escândalo? Para de gritar sua maluca!

- Mas você saiu um dia desses do hospital! Não pode ficar bebendo!

- Eu sei! Só queria provar um pouquinho! – falei percebendo pelo canto do olho que Bruno me olhava doido pra perguntar o que eu fazia no hospital.

- Porque você foi pro hospital? – perguntou ele.

- Porque o pessoal da sala descobriu que ele é gay! – disse Bruna sem nenhuma vergonha na cara. Minha vontade era jogar ela dali de cima naquele momento, mas me contive dando apenas um empurrãozinho nela.

- Não é bem assim! – falei constrangido – é que meu pai e eu sofremos um acidente de carro!

- Nossa! E ele tá bem?

- Quem me dera estivesse! Ele tá lá no hospital – falei me sentindo triste – mal posso esperar pra ele receber alta e eu sair desse inferno. Vocês não sabem como é terrível conviver com a mocreia daquela mulher que se diz minha mãe!

- Mas ela é tão ruim assim?

- Ruim sou eu! Ela é péssima! Só pensa em dinheiro. Só pensa em se promover à custa dos outros!

- Nossa! – disse Bruno perplexo – ela parece a versão feminina do meu pai. Ele não é nada fácil de lidar.

- Pois é! Ela é uma cobra em forma de gente. Cuidado com ela. – falei baixando o tom de voz.

- É pra ter cuidado mesmo… não sei porque, mas ela adora ficar me alisando! – disse Bruna com uma cara que não pude discernir – imagina só como deve ser ter um relacionamento com uma mulher mais velha… ainda mais sendo mãe do meu melhor amigo! – disse Bruna entre risos. Olhei fixamente para ela, sem achar graça naquilo, afinal de contas, era estranho demais ouvir de Bruna dizer aquelas palavras – tá olhando o quê? Eu só fiz um comentário! Leso! – disse ela toda sem graça. – Com licença que vou pegar mais gelo!

Bruna se levantou rapidamente e desapareceu num salto.

 

Bruno ficou bebendo e olhando pra mim, com um sorriso meio sugestivo, mas eu fingi que nem tinha percebido, talvez fosse só minha imaginação fértil, além do mais, ele mesmo fez questão de dizer que pertencia a outra pessoa.

Depois de estar completamente sem graça com aqueles olhares, criei coragem pra perguntar:

- Porque tá me olhando desse jeito?

- Porque você é bonito! – disse com um semi sorriso.

- Ai! Para!

- É sério. Eu gosto de pessoas bonitas!

- Isso tá parecendo até a cena de um daqueles filmes melosos, para com isso, por favor.

- Tudo bem então. Vou te chamar de feio!

Ri e fiquei olhando para a lua a fim de não olhar para aquele safado. Tava na cara que ele usava aquela ladainha pra todo mundo, mas eu não era todo mundo!

Quando Bruna voltou, vi que ela carregava uma caneca cheia de gelo.

Ela sentou do meu lado, cruzando o braço em volta do meu e falou:

- O que você faria se eu fosse lésbica? – perguntou ela, do nada.

- Como assim Bruna? Você que deveria saber a resposta, não é?

- É só uma pergunta! – disse meio irritada – responde!

- Eu não faria nada. A vida é sua… só não sofra um acidente com sua mãe depois que a escola descobrir, pelo amor de Deus! Chega de tragédia!

Ela ficou meio pensativa, e então se voltou para Bruno.

- Bruno, amigo, há quanto tempo você gosta de homens?

- Uau! Você não é nada discreta né?

- Pode acreditar, nem eu tô reconhecendo essa garota! – falei rindo.

- Bem, eu não sou tão experiente, mas faz algum tempo.

- E você dá a bunda com que frequência?

Nessa hora eu me entalei com o ar. Eu não sabia que Bruna era tão ousada assim. Fiquei surpreso. Minha vontade naquela hora era rir de Bruno que ficou todo vermelho, mas comecei a tossir pra ver se a vontade de rir passava.

- Responde. Fiz uma pergunta!

- Bem eu… - Bruno olhou pra mim todo envergonhado. Seu jeito todo macho não me permitia pensar que ele era capaz de fazer essas coisas, mas sabe como é né, sempre podemos nos surpreender – eu não dou a bunda!

- Tá bom. Até parece! Nunca deu?

- Algumas vezes, mas… porque tá me perguntando isso?

- Eu tô perguntando pra te conhecer melhor. Saber como é o mundo LGBT… e eu duvido que você tenha dado tão poucas vezes assim.

- Ei! Eu tô falando a verdade! – disse ele na defensiva.

- Até parece… a graça de ser gay É DAR A BUNDA! Se for pra comer cu, é melhor continuar sendo hétero! Até porque não vejo diferença entre cu de homem e de mulher!

- O quê? Mas ser gay vai além do sexo… é o toque, o cheiro… não é algo que escolhemos… simplesmente é assim. – falei tentando ajudar Bruno a não morrer de vergonha. Ele sorriu agradecido para mim.

- Mas… me conta uma coisa… você faz a famosa “chuca”?

- COMO É? QUE INDISCRETA! – Bruno começou a resmungar todo alterado, mas Bruna colocou a mão no ouvido e começou a imitar ele com uma voz grossa. Rachei de rir com esses dois.

- Sabe o que eu penso… que esse papo de EU SOU SÓ ATIVO é puro preconceito com a própria raça! TENHO CERTEZA! Acho que homens como você não gostam de se sentir submissos na cama, mas morrem de vontade de dar. Aposto que sente aquela coceirinha quando vê um pau bem grande na sua frente né?

- EU NÃO QUERO MAIS CONVERSAR! VOU DORMIR! – disse fazendo uma cara de brabo.

- Ai Bruno, deixa de onda que a gente só tá conversando! – ela resmungou com uma voz manhosa segurando ele pelo braço.

- Então vamos mudar de assunto!

- Ai! Tá bom MADRE TERESA! Vamos falar da Bíblia!

Eu tava quase mijando de tanto rir desses dois. Bruno parecia não gostar nadinha daquele jeito maluco da Bruna que eu nem sabia que existia.

- Tenho até medo de um dia você conhecer a Melissa olha.

- Melissa? Quem é essa?

- É uma amiga retardada que dá certinho com você! – disse ele entre risos.

 

E assim as horas foram passando. Quando deu umas cinco horas fomos dormir, finalmente.

 

Bruno colocou um colchão pra ele e eu dormirmos e Bruna dormiu na cama. Bêbada do jeito que ela tava, roncou mais do que porco e isso me deixou inquieto a noite toda, noite não, já que em uma hora o sol nasceria.

- Eu nunca vi a Bruna desse jeito! Quando eu a conheci ela parecia uma garota normal! – falei de repente.

- Todo mundo precisa de um pouco de loucura de vez em quando. – ele disse isso com certo pesar.

Fiquei calado depois disso, apenas ouvindo o roncar da Bruna e a minha própria respiração.

- Tá acordado? – disse ele me cutucando. Não respondi. Sei lá, fiquei com medo de ele querer me agarrar ou fazer alguma coisa e eu não conseguisse resistir.

Adormeci sem perceber.

 

Não era nem sete horas da manhã quando acordei com o choro do bebê vindo lá do outro quarto.

Meus olhos pesavam e minha cabeça doía demais.

Bruna ainda roncava que nem um porco e Bruno dormia feito um anjo.

Por um breve momento fiquei olhando ele dormir, admirando sua beleza. Foi só então que percebi que ele tinha dormido sem camisa e seu corpo era lindo. Na verdade, ele era lindo por inteiro.

 

Fiquei com vergonha de sair do quarto e dar de cara com alguém, então fiquei deitado suportando o roncar da Bruna que não me deixava dormir novamente.

De repente, Bruno, ainda dormindo, me puxou pra perto dele e começou a sorrir. Acho que tava sonhando.

Quase gritei quando senti o membro dele duro encostar em mim. Ele tinha um dote e tanto.

Fiquei logo excitado e me desfiz daquele abraço cuidadosamente pra que ele não acordasse.

Deus me Livre cair em tentação com Bruno, do jeito que o pau dele parecia grande, ele me partiria no meio. Eu tremia de medo só de pensar naquele negócio entrando e saindo de dentro de mim. Devia ser uma dor horrível… mas também deveria ser gostoso…

Resolvi tomar banho pra passar a ressaca e parar de pensar besteiras, mas era meio inevitável. Mesmo com a água fria do banheiro, eu ainda pensava absurdos entre Bruno e eu.

Imaginei ele me penetrando, imaginei sem pênis entrando e saindo, me socando com força e me mordendo por inteiro.

Logo Kauê veio em minha mente e perdi o tesão na hora e então me veio a culpa por tê-lo desejado.

 

Depois do banho, me olhei no espelho. Eu estava com uma cara péssima. Parecia um morto.

Pra piorar, tinha aparecido uma espinha gigante na minha testa. Parecia um terceiro olho. Fiquei desesperado, mas não tinha nada a fazer a não ser esperar que sumisse.

 

Vesti minha roupa depois de me secar e deitei de novo ao lado do Bruno.

Meu sono já tinha passado, embora eu estivesse muito cansado.

 

Os meninos resolveram acordar quase onze horas da manhã. Meu estômago já estava doendo de fome.

Descemos pra tomar café e uma mulher muito simpática segurava um bebê no colo. Era o mesmo bebê que eu tinha visto no dia anterior com Bruno.

- Isso é hora de acordar bonitinho? – disse uma senhora idosa para Bruno.

- Desculpa vovó, é que eu tava tão cansado…

- Cansado de quê? Não trabalha, não faz nada e vive cansado, imagina quando tiver velho! Deixa de preguiça e vai cuidar do Breno que a sua mãe vai precisar sair depois! – dizia ela se sentando lentamente ao lado de outra idosa que ali estava, eram, certamente sua avó e sua tia avó.

- Bom pessoal, eu já vou, ainda tenho aula hoje e… - tentei falar, mas a avó dele logo me interrompeu.

- Negativo! Aonde já se viu! Você e sua a miga são convidados do meu neto, portanto são nossos convidados também e só vão embora depois de comer alguma coisa! – disse a gentil avó do Bruno para nós. Eu nem insisti, fui logo sentando na mesa de tanta fome que eu tava e Bruna sentou delicadamente como uma dama, nem parecia a maluca de algumas horas atrás.

- E esse neném fofinho? – disse Bruna toda meiga tentando puxar assunto – qual é o nome dele?

- Esse é o Breno. Meu irmãozinho. – respondeu Bruno beijando a testa do neném.

- Ele é a sua cara Bruninho! – disse Bruna cheia de intimidade.

 

Naquela segunda-feira eu ainda pensava se iria pra escola ou não. Eu estava com medo de ter que encarar todo mundo e com aquela espinha no meio da minha testa eu ficava mais aflito ainda.

Depois do café da manhã, que foi quase um almoço, nos despedimos e Bruno fez questão de nos deixar no portão.

- Foi muito bom te conhecer Bruninho. Nunca me diverti tanto – disse Bruna com um olhar diabólico pra ele – guarde nossa conversa como nosso segredinho!

Ele riu e concordou.

- Eu também gostei de conhecer vocês. Se quiserem, podem ir lá pra minha casa em Braga passar um fim de semana. Vou adorar. – disse ele pegando nossos números de telefone. – Acho que mamãe vai querer ir embora hoje à noite por causa do chato do meu pai, então… espero ver vocês de novo.

Nos despedimos e Bruna foi pra casa da minha mãe comigo esperar o pai dela ir buscá-la.

 


Notas Finais


Conheça minha nova história narrando a história do filho do Leandro, de Olhares na Escola:


Um Grito de Liberdade: https://spiritfanfics.com/historia/um-grito-de-liberdade--hoffenhein-6031998


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