História Mi dulce Sol - Capítulo 4


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Categorias A Feia Mais Bela, Angélica Vale, Jaime Camil
Personagens Personagens Originais
Tags A Feia Mais Bela, Angélica Vale, Ferlety, Jaime Camil, Novela, Novelas Mexicanas, Romance, Valecamil
Visualizações 37
Palavras 2.643
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, boa tarde, boa noite! Sejam bem-vindos a mais um capitulo. E pra quem era fria que nem gelo, adotar uma criança, e ainda mais de rua, foi uma atitude muito nobre, não acham?

Boa leitura. 📖 - Olhos Marrons.

Capítulo 4 - Maria Helena.


Fanfic / Fanfiction Mi dulce Sol - Capítulo 4 - Maria Helena.

 Entrei no quarto e lá estava ela: triste, ferida e abandonada. Meu deu uma pena... Nunca tinha sentido isso por alguém. Aproximei-me dela.

- Oi. – falei. – Como se sente?

- Péssima. Tomei um monte de injeção, meu corpo inteiro dói.

- Só essa noite; amanhã veremos como tudo irá ficar.

- Mas...

- Shiii! Não pode fazer muito esforço, falar agora não. – sorri.

- E seu braço?

- Está melhor, obrigada. Agora eu preciso que você descanse.

- Mas, senhora...

- Shiii! Já falei, não faça esforço! Amanhã eu resolvo tudo. Passarei a noite com você aqui e depois vejo o que faço com você. Por enquanto vou te levar comigo.

- Com a senhora? – perguntou assustada.

- Sim. Achou que eu te deixaria na rua de novo?

- Bom... Sim.

- Não, eu não sou tão ruim assim. Mas deite-se e acomode-se, pois você precisa de repouso. Essa noite será longa; e não se preocupe, estarei á noite toda aqui com você.

- Não sei por que faz isso, mas de todo o jeito, obrigada. – sorriu fraco.

- Não me agradeça. – sorri de volta. – Agora durma.

Sol foi para cantina do hospital, precisava de um café para se acalmar. Enquanto estava bebendo, viu Carol correndo em sua direção, feito louca. Ela suspirou, já sabendo que ouviria...

- Mas o que eu te disse? Não era pra sair essa ho...

- Primeiramente me diga, como me achou?

- Sei lá. Impulso, talvez. Explique-me direitinho essa história.

Sol revirou os olhos.

- São tantos, tantos problemas... Ah! – suspirou. – Senta aí. Vamos dar inicio a história.

(...)

- Que horror!

- Pois é. – disse sem muito ânimo. – Ela está dormindo, deve estar super assustada.

- E não é pra menos, Sol! Pobrezinha... Estou orgulhosa de você, irmã.

- Ah já sou irmã agora? -  a olhou com os olhos semicerrados.

- Sempre foi. Só é meio cabecinha dura, mas... Eu te amo, e você sabe.

- Eu também te amo. Perdoe-me se às vezes ajo como uma idiota.

- Normal. – sorriu.

Na manhã seguinte, eu estava bem... Digamos que dolorida. Uma poltrona de hospital parece mais confortável quando estamos sentados nela, não deitados. A menina demorou um pouco pra se levantar e tomar um banho, mas foi com a ajuda da enfermeira. Ela ficou algumas horas no soro durante a madrugada, e logo já estava com um aspecto melhor. Eu estou morrendo de vontade de comprar umas roupas, umas sandálias... Estou me sentindo bem estranha, mas sei lá... Queria vê-la com um semblante feliz.

- Bom dia. – falei sorrindo. – Conseguiu dormir bem?

- Sim, senhora.

- Como se sente? – falei, sentando-me na cama.

- Melhor. Muito melhor. – sorriu.

- Qual o seu nome? Desculpa não ter perguntado antes.

- Ah, não tem problema. Eu me chamo Maria Helena. – sorriu.

- Nossa! – exclamei. – É um nome lindo.

De fato era lindo mesmo.

- Obrigada. – sorriu tímida.

- O meu é Sol.

- Bem criativa, a sua mãe. – sorriu.

- É, ela é. Maria Helena, quantos anos você tem?

- Faço quinze no mês que vem.

- Você é bem novinha. Há quanto tempo mora na rua?

- Há um ano só.

- Se importa em me contar sobre você?

- Não, mas... O que exatamente a senhora que saber?

- Tudo.

- Então ta. Eu... Eu fui abandonada quando tinha dias de nascida, o que me contaram. Passei a minha vida morando num convento de freiras, lá eu tinha comida, abrigo... Tudo o que precisava. Eu não tinha amigas lá dentro, a única que eu considerava uma mãe de verdade era a madre Sofia. – sorriu emocionada. – Ela era uma mulher... – suspirou. - Só ela me entendia. Com o tempo, eu fui crescendo, e vendo que a vida não era bem aquela coisa colorida que imaginava que fosse. Entrou um padre novo e... – abaixou o olhar. – Ele tinha outras intenções e... Eu acabei fugindo, pois eu não aguentaria tudo aquilo por muito tempo.

- Um padre?

- Sim, ele... Ele era um monstro. As freiras tinham medo dele. Eu vi que aquela vida não era pra mim. Eu não queria ser freira, não queria aquela vida; tomei coragem e fugi daquele lugar, mas, antes não tivesse fugido.

- De qualquer maneira, você iria sofrer, Maria... – falei consolando-a.

- Eu sei.

- E seus pais, sabe alguma coisa deles?

- Na verdade não. Eu ouvia rumores de que minha mãe não tinha condições de cuidar de mim, por isso me abandonou; outras pessoas diziam meu pai a obrigou a me deixar lá... Mas na realidade não sei bem como as coisas aconteceram. Mas... – parou o que dizia.

- O que foi?

- Eu não sei se ouvi errado, ou se foi sonho, ou... Eu realmente não faço ideia. Mas uma vez, ouvi alguém, também não lembro quem, disse que minha avó se chamava Helena. – sorri. – Talvez seja coisa da minha cabeça.

- Não acho que é. Faz sentido o que disse.

- Não sei. Talvez seja sonho, faz anos que eu ouvi isso.

- Talvez seja verdade. Eu já presenciei coisas na minha infância pensando que era sonho, mas depois me contaram que realmente tinha acontecido. Isso é impressão da nossa cabeça.

(...)

- Estou realmente surpresa com sua história, Maria Helena. – disse a olhando com espanto.

- Não fique, senhora. Minha vida é... Meio confusa. O que eu fico com mais medo é pensar que eu a qualquer hora eu vou voltar pra rua de novo.

Antes que Sol pudesse dizer algo, o médico entrou no quarto.

- Que bom que estão aí. Tenho boas notícias. As duas já podem voltar para casa. – falou sorrindo.

- Que bom! Podemos ir agora?

- Claro! Só passe na recepção, senhorita, precisa ver alguns...

- Já sei, já sei. Vou acertar os papéis. – disse. – Já, já nós vamos embora, ok?

Ela apenas assentiu com a cabeça, e eu saí do quarto.

(...)

Já estávamos no carro; Carolina estava com a gente, e Maria Helena dormia.

- Tadinha... – a olhei. – Ela sofreu muito, Carol. – dei partida.

- Imagino. Ela tem um sono bem pesado, nem se mexe.

- Também, né Carol?! Ela deve estar super cansada.

- Claro. Mas me conta. – olhou para o banco de trás, certificando-se de que ela estava realmente dormindo. – O que vai fazer com ela? – disse um pouco mais baixo.

- Não sei, Carol. Não posso deixá-la sozinha, não quero jogar ela na rua de novo, e nem mandá-la para um orfanato.

- Mas você não pode criar uma criança.

- Eu sei, Carol! Mas o que eu vou fazer? Essa menina já sofreu muito, não posso deixá-la sozinha agora.

- E o que pensa em fazer?

- Não sei, não sei! Não me pergunta o que não vou poder responder. – falei irritada. – Só o que eu sei é que não abandonar ela.

- Você quem sabe.

[...]

Na Mendiola’s estava tudo correndo bem. Omar, Júnior e Fernando estavam conversando calmamente, até que Patrícia entra na presidência super desajeitada e deixando cair papéis pelo chão.

- Tudo bem aí, Patrícia? – Fernando a olhou prendendo o riso.

- Senhor! Preciso que veja isso urgente! – correu até a mesa de Fernando e colocou a papelada em cima da mesma. – Olhe isso! É o documento original que a Ischia queria mostrar; esse jornal confirma que ela estava mentindo, e esse...

- Calma! – ele disse. – Como seguiu?

- Eu consegui. – Omar falou.

- O quê? – Júnior perguntou. – Como assim, Omar?

- Tenho meus... Informantes. – sorriu convencido.

- E como o senhor fez isso? – Patrícia perguntou.

- Segredo, Paty. – sorriu e piscou para a mesma.

- Está bem, com licença. – o olhou desconfiada e saiu.

- Wooh! Parece que Viviana foi desmascarada. Por que será? – Omar riu.

- Omar... – Fernando balançou a cabeça negativamente e rindo. – Você não presta, disso eu posso ter certeza.

- Eu sei. Mas Viviana presta menos que eu.

- Deixa eu ler isso. – Júnior disse.

(...)

- Se deu muito mal! A assinatura não se assemelha em nada com a de Sol. Esse contrato é falso, eu já sabia! – Omar disse com convicção.

- Eu não sei como você consegue ser tão sábio! – Fernando disse rindo.

- Mas sou! – disse rindo. – Essa mulher... – abaixou o olhar. – Conheço a raça dela de longe. E fico feliz por ela ter sido desmascarada, ela merece, óbvio.

[...]

- Preciso comprar umas roupas pra ela. – disse enrolando-se em uma toalha. – O que acha?

- Sol, olha bem a responsabilidade que você está tomando para si mesma.

- Tá, Carol. – revirou os olhos. – O que você me sugere? Vai, diz! Pois aposto que você deve ter ótimas opções para me dar, não é?

- Sim, tenho. Você não pode cuidar dela agora, simplesmente não pode! Você está em meio a um problemão com a mídia, comprometendo a empresa, e ainda mais um problema, Sol?

- Maria Helena não é um problema! – falei irritada.

- Faça o que quiser. Não posso com essas suas ideias loucas! – bateu a porta da sala.

- A cada dia que passa me sinto mais sozinha. – respirei fundo, tentando me acalmar.

Talvez fosse uma ideia muito louca eu ficar com a menina pra mim, mas e daí? Que saco! A vida é minha, e o que me impede de cuidar dela? Quer saber? Eu não tive minha mãe nos momentos bons, tampouco nos difíceis, e não quero que ela passe o mesmo. Ana Maria me ajudou muito, eu quero se pra Maria Helena o que a minha Ana Maria foi pra mim. Eu quero fazer o bem pra essa menina, quero ser... Como uma mãe pra ela. Não posso simplesmente deixar ela sozinha. Talvez se fosse outra pessoa, mas ela é diferente, ela mexeu comigo. Eu vou cuidar dela sim! E ninguém, nem a Carol vão me impedir!

Fui até o meu quarto e ela já havia acordado. Estava sentada, olhando para um ponto fixo, mas rapidamente me olhou quando a chamei.

- Maria Helena?

- Ah oi. – desvencilhou-se de seus pensamentos.

- Pensava em alguma coisa?

- Não, só... Estava olhando. Esse apartamento é muito grande, cabe muita gente aqui.

Ri com seu comentário.

- Realmente. Se sente bem?

- Sim, estou com um pouco de fome, mas...

- Fome? Quer que eu faça o que pra você comer?

- Não precisa, senho... – a interrompi.

- Maria... – a olhei séria.

- Que vergonha... – colocou as mãos no rosto.

- Não precisa ter vergonha. – sorri. – Eu vou preparar alguma coisa bem leve pra você, tudo bem?

- Sim. – sorriu. – De verdade, muito obrigada.

- Não tem que agradecer. – sorri.

(...)

- Estava muito bom. – sorriu. – Obrigada.

- Maria Helena, preciso conversar uma coisa muito séria com você. – a olhei com um semblante sério.

- É algo ruim?

- Creio que não. Eu... – olhei para o lado. – Bom, queria saber se... – suspirei. – Como eu posso dizer isso?

- Está me assustando, senhora. A senhora vai me levar pra rua de novo, é isso? Se for, não tem problema, pois eu já estou acostu... – a interrompi novamente.

- Não. – fiz gesto com as mãos. – Não é isso. – passei alguns fios de cabelo que estavam em meu rosto para trás. – Eu... Quero que fique comigo. – respirei fundo. – Quero que, ai... Você se importaria se eu... Importaria em morar comigo? – finalmente pude dizer.

Ela ficou sem reação, o que me deixou mais tensa.

- Senhora, eu... Nem sei o que dizer! Morar com a senhora... Significa ser... Adotada?

- Bom, tecnicamente.

- Mas... A senhora?

- Sim, eu. Você não quer?

- É claro que quero, senhora, mas...

- Mas? – sorri. – Isso é ótimo!

- Não quero causar problemas.

- Você não é um problema. Eu quero ser... Maria Helena, minha mãe nunca me tratou bem, ela sempre se preocupou mais com a minha irmã e nunca se importou comigo. A única que me amou como filha de verdade foi a empregada da minha casa. Pra você ver como o dinheiro não significa nada. Eu quero ser pra você o que ela foi pra mim. – sorri terna.

- Isso é lindo, senhora. – sorriu emocionada. – Eu quero sim. Muito! Olha, obrigada mesmo.

- Obrigada você. Agradeço por ter te encontrado. Não sei, em você sinto uma energia tão boa... – sorri. – Espero que a gente se dê bem.

- Sim. – pegou minhas mãos. – A senhora é muito boa. Eu tive sorte em encontrá-la, não pelo dinheiro, e sim pelo caráter. Como a senhora existem poucos!

Senti-me um pouco desconfortável com o que ela disse, pois eu não sou esse amor todo. Se ela soubesse o quanto eu já fui ruim e... Não gosto nem de lembrar.

- Obrigada. – sorri sincera. – Você precisa de roupas, não é? Aliás, precisa de tudo.

- Sim. Ter quatorze anos não é fácil. Ainda mais quando se mora na rua.

- Morava. – a corrigi rindo. – Eu quero comprar tudo pra você! Tudo! Eu iria hoje mesmo com você, mas tenho que traba... – parei minha frase. – Já sei.

Levantei-me da cama e fui até a sala buscar meu telefone. Disquei meu telefone.

- Presidência da Vale Solís, bom dia? – Sury, minha assistente atendeu.

- Sury, sou eu, Sol.

- Ah, dona Sol! – exclamou. – Preciso contar uma coisa urgente.

- Mas eu vou contar o meu urgente primeiro. Hoje não vou poder ir à empresa, pois surgiram uns imprevistos aqui. Fique a par de tudo, por favor. Caso aconteça algo muito grave, me ligue.

- Tudo bem... – suspirou.

- Até amanhã. – desliguei rapidamente. Nem me importei com o que ela tinha pra me dizer. Estava com outras coisas em mente.

Entrei no meu quarto de volta.

- Não preciso mais. – ri. – Hoje temos o dia livre. O que acha de irmos fazer compras? Hmm... Se bem que você ainda não está em condições de sair de casa.

- Eu já estou bem. Mas... Não posso ir de camisola. – riu divertida.

- Sim, é verdade. Talvez alguma roupa antiga minha dê em você. – levantei-me indo em direção ao closet. Tirei algumas peças dali. – Vamos provar algumas... Essas aqui não dão mais em mim, talvez em você dê.

[...]

- Desgraçada! Maldita! – jogou tudo o que havia na mesa no chão. – Te odeio, Vale Solís! Te odeio! – gritou.

- Ei, Viviana! Acalme-se!

- Como eu posso me acalmar, Carlos? Como?

- Como você foi burra. O que te deu na cabeça, Viviana? O quê? O documento inválido... Meu Deus do céu!

- Eu queria desmascará-la. Aquela cínica maldita vai me pagar!

- Não entendo seu ódio. Ela não fede nem cheira.

- A entrevista que ela deu, ela me citou o tempo inteiro. As indiretinhas dela, eu percebi!

- O que pretende fazer agora?

- Matá-la não seria uma má ideia, mas tenho que recompor.

Ele a olhou balançando a cabeça negativamente.

[...]

O clima esquentou e Viviana Ischia tornou-se alvo de vários memes da noite para o dia! Viviana Ischia acusou Sol Vale Solís de ser uma farsante e uma corrupta, afirmando que a empresa da mesma era uma pura mentira, uma grande farsa. A apresentação do “suposto” documento de Ischia contra Vale foi totalmente anulada, devido á invalidação do documento, e a assinatura do mesmo não se assemelhar em nada com a da “acusada”. Nenhuma das duas se pronunciou, mas obviamente, Viviana deve estar arrancando os cabelos! Fiquem atentos a mais notícias.

- O quê? – joguei-me no sofá quase tendo uma crise de risos. – Mas... – limpei as lágrimas de risos que saíram sem querer. – Que vergonha ela passou, Deus! – gargalhei alto. – Ai Viviana... Que tola você é. Até me dá pena. Ai... Essa foi boa. – voltei a gargalhar. – Talvez devia ser isso que Sury queria me contar.

- Senhora? Estou pronta.

Olhei-a de cima em baixo.

- Você ficou até mais adulta. Tem certeza de que só tem quatorze anos?

- Sim, tenho. – olhou-me rindo.

- Então vamos?

- Vamos.


Notas Finais


Obrigada por ler! Não esquece de dar aquele comentário maroto e aquele favorito de quebradinha, beleza? Beijão.


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