História Midnight - Markson - Capítulo 43


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens Jackson, Jinyoung, Mark
Tags Got7, Jackson, Mark, Markson, Texting
Visualizações 335
Palavras 2.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vou deixar um gostinho, o primeiro capitulo aqui, ainda não postei oficialmente, espero que gostem.

Capítulo 43 - Fanfic Nova Jikook, Talassofobia


Fanfic / Fanfiction Midnight - Markson - Capítulo 43 - Fanfic Nova Jikook, Talassofobia

  Essa é uma ótima hora para pensar em trocar de parceiro de trabalho. Não demorou muito para que ele fizesse mais uma das suas, era suposto que fossemos para a delegacia assim que saíssemos do aeroporto, mas ele estava com fome. Uma dica se quer trabalhar com o seu melhor amigo, não faça isso. Ele vai fazer chantagem com você quando quiser e mais, ele vai querer dividir um apartamento com você, se ele conseguir você vai ter que suportar ele vinte quatro horas por dia. 

  Me encosto no carro para esperar ele, já faz dez minutos que ele foi comprar esse lanche que tanto queria. Não me lembro de ter visto fila para comprar, ainda são sete da manhã de uma terça, não deve ter tanta gente assim. Sinto que o motorista do táxi já esta ficando irritado com tanta demora, a cada um minuto ele bufa e passa as costas da mão na testa, está igualmente encostado no carro como eu. Ele não parece ser japonês, na verdade, não parece ser asiático, tem olhos azuis muito claros, cabelos loiros ralos, pele clara, parece ter mais de cinquenta, com a camiseta de uma companhia de rádio táxis vermelha. Não me meto com ele, ele também não se importa comigo, é uma sintonia boa até aí. Droga, cadê você Taehyung? Pego o celular para liga-lo, mas o vejo sair correndo pelas portas do aeroporto com uma sacola e oque tiver dentro abraçada contra o seu peito, ele atravessa a rua e para ao meu lado, noto o taxista desencostar do carro na esperança que seja ele quem estamos esperando. Taehyung sorri para mim e aponta o pacote.

  -Também comprei um pra você. -disse abrindo a porta do carro, ele entra antes de mim e grita lá de dentro para que eu entre. Reviro os olhos pela ousadia dele de estar me apressando, me viro pra falar com o taxista mas ele já está contornando o carro. Então também entro. 

 

***

 

  Taehyung nos comprou hambúrgueres, não estou sendo mal agradecido, só acho que com um homicídio a se resolver não é  apropriado parar para lanchinhos. Dentro do táxi, o nosso motorista francês -segundo a bandeirinha presa entre a passagem do ar-condicionado, nos mostra ter um grande apreço aos perfumes do seu país, assim que entrei no carro meus pulmões foram invadidos por uma onda concentrada de um perfume forte, por não estar acostumado com aquele cheiro, sinto minhas narinas ardendo, e no rádio toca uma música conhecida em francês, ele a cantarola enquanto tamborila os dedos no volante. Agora, ele está nos levando para a Baía de Osaka, especificamente para o Aquário próximo ao Osakako Station, me pergunto como ainda não levou uma multa com sua forma de dirigir brusca, a cada lombada sinto que estou andando a cavalo. Só estive aqui em Osaka uma vez, e foi para férias, uns dois anos atrás, agora estávamos lá para ajudar numa investigação, é estranho como os mesmos cenários podem aparecer em situações diferentes. 

  Enquanto comemos, Taehyung tira do bolso o celular para ler as instruções que o nosso chefe mandou enquanto estávamos em voo. Ainda estou cansado da pressa que tivemos em fazer nossas malas tão rápido, em poucas horas tínhamos que estar no avião para em poucas horas já estarmos aqui, foi corrido e cansativo, mas chegamos a tempo. O vejo se distrair com algumas outras mensagens de um alguém que ele me nega a dizer quem é, mas que vive a o mandar mensagens, até que então entra na conversa do nosso chefe, limpa a garganta e começa a ler.

  -"Me desculpem por manda-los assim tão apressadamente, mas infelizmente o caso é um pouco urgente." -ele revira os olhos, claro que é urgente. -"Encontraram um corpo nos mares perto ao Aquário Kaiyukan, acharam no bolso com a carteira molhada, um documento que o identificava como coreano, por isso nosso departamento foi chamado para ir investigar. Im HyunSu era sócio de uma das maiores escolas de natação de Osaka, que treinava jovens para competições maiores.  Quem o encontrou foi um funcionário do Aquário que estava indo checar os barcos de exposição que sempre ficam fora, o Sr. Im estava boiando em encontro a lateral do barco. Quero que vocês visitem o Aquário e falem com o funcionário primeiro, depois vão para onde levaram o corpo do Sr. Im. Boa sorte." -Taehyung parou de ler com um suspiro, ele sabe que eu normalmente relutaria a ir numa visita dessas, principalmente por ter água envolvida nisso, mas desde semana passada minha psicóloga pôs na minha cabeça que eu tenho que enfrentar meus medos. Meu coração acelera quando ele fala a palavra Aquário e boiando, começo e ter imagens na minha mente que eu queria muito não ter. Taehyung me olha preocupado, guarda o celular novamente e pega o meio hambúrguer que deixou. Estou quase no fim do meu, algumas mordidas e ele está acabado, mas já perdi a fome com a notícia. -Se quiser, eu fico na visita do Aquário e você pode ir direto para o a central de polícia. 

  -Não, vamos juntos. -Aquelas palavras custam a sair da garganta, doi dizê-las com confiança porque sei que futuramente minhas pernas estarão como gelatina assim que vir a primeira piscina. Medo idiota.

  Quando continuo a comer o hambúrguer ele parece estranho para mim, pesado demais para engolir, como tentar comer assistindo um filme de terror. Enrolei o pouco que tinha e o deixei dentro da caixa em que havia vindo. Olho para fora do táxi, as casinhas passando pela janela, com pessoas despreocupadas por ainda não saberem do homicídio que aconteceu tão próximo a casa deles, vejo um homem sair de casa com uma criança, talvez tenha sete anos, a esta hora deveria estar o levando para a escola, vejo-o com a mochila nas costas. Não sinto saudade da escola, creio que Taehyung também não sinta pois nós éramos alvos naquele tempo, piadinhas, apelidos, pegadinhas, isso porque éramos amigos e às vezes a maldade na cabeça das pessoas fazem elas verem coisas que não existem. Antes ao nos chamarem de homossexuais nos sentíamos ofendidos, e Taehyung muitas vezes se metia em brigas por causa disso, agora me arrependo de ter me sentido ofendido, aliás eles estavam dizendo a verdade. 

  Olho para a placa branca na esquina da rua que estamos virando, meu japonês está enferrujado, mas sei que está dizendo que o Aquário se aproxima. Minhas mãos começam a suar, passo-as nas calças tentando controlar o nervosismo. Viramos outra esquina, e continuamos em frente, já consigo ouvir o rugido do mar mais à frente, posso imagina-lo quebrando suas ondas contra os barcos fazendo-os tremular como se fossem cair de lado. Pare. 

   -Certeza? Minho Hyung vai está lá para ajudar, eu posso fazer as perguntas. -insiste Taehyung, quando volto o rosto para ele, ele está me olhando como se eu fosse uma criança em pânico, sinto que ele está segurando o instinto de pegar minha mão. Dou uma risada, eu tenho que fazer aquilo, ordens médicas. 

  -Tenho Tae, não precisa ficar preocupado. Não é como se eu fosse desmaiar. -ele mexe a cabeça concordando e volta a se endireitar no banco. 

  Estamos cada vez mais próximos do Aquário, já posso ver a construção mais à frente, os andares escondendo animais presos, uma coisa horrível que fazemos e que infelizmente não percebemos como é cruel. O taxista cantarola a última parte da música e para olhando as placas no caminho, talvez esteja procurando onde parar, estamos já na entrada do Aquário, Taehyung então finalmente usou a frase que tanto decorou durante a ida do avião.

  -Quanto foi? 

  Ele sinalizou com os dedos, mas eu não pude ver quantos, o banco empatava minha visão, mal tive tempo de questionar quanto havia sido para dividirmos e Taehyung já o entregava o dinheiro. Não vou reclamar também, ele está muito bonzinho hoje, é melhor não elogiar. Quando saímos o carro, respiro fundo para aliviar meus pulmões de tanto perfume francês, mas sinto outra coisa, a corrente de ar que trazia o cheiro da maré. Controlo minha vontade de entrar no táxi e ir para longe dali, e decido ocupar minha mente em ajudar a tirar as malas do carro. Acompanho Taehyung até a parte de trás do carro, dou duas pancadinhas na porta da mala e o taxista se toca de que tem que abrir lá de dentro. Não demora muito e com um click a porta se abre, a levantamos e puxamos nossas malas para fora, a minha não estava tão pesada, mas a do Tae desce para o chão com um baque que deve te desestruturado as rodas de plástico. Não sei oque ele leva tanto. Fecho novamente a porta e o carro não demora a roncar e sair com mais uma curva violenta para longe do Aquário. Olho para a entrada, um arco ao redor da porta com o nome em grandes letras azuis, um homem está postado em frente à porta de vidro, vestido com um terno escuro assim como o meu, ele nos olha nervoso, torcendo uma mão na outra e vem até nós com passos ligeirinhos. Estende a mão para mim antes mesmo de estarmos a uma distância em que eu possa lhe segurar a mão.

  -Olá, eu sou Asano Akinori -diz no nosso idioma para que possamos compreendê-lo, o sotaque japonês ainda é forte, como se assim como nós ele viesse decorando frases. -Eh... eu sou o gerente do Aquário Kaiyukan, eh... -ele passa as mãos nervosamente pelo rosto, aparentemente não sabe oque fazer. Então uma voz conhecida de alguns anos nos chama a atenção para a porta, Minho Hyung está saindo de lá, ele trabalhou conosco por um tempo, mas foi transferido e estava de férias aqui, justamente quando precisamos dele. As vezes a sorte fica do nosso lado, afinal ele sabe falar japonês. 

  -Akinori, -ele diz um monte de coisas que não entendo, olho para Taehyung para ver se ele está tão confuso quanto eu, mas ele está olhando com um sorriso idiota para o nosso ex-colega de trabalho, como se eu não soubesse as intenções dele com Minho Hyung mesmo que esse tivesse deixado claro que não tinha as mesmas intenções dele. 

  O gerente sai dizendo alguma coisa a Minho Hyung, algo sussurrado que não pude ouvir e mesmo assim eu não entenderia, vai para o Aquário e some pela porta.  Nos aproximamos arrastando as malas, Minho sorri para nós e depois desfaz o sorriso, talvez tivesse esquecido rapidamente a situação em que estávamos. 

  -Queria ter encontrado vocês numa situação mais relaxada. -ele apoia as mãos nos quadris e suspira. -Acho que é a única forma mesmo. Venham, não dar para se tirar nada do local do crime já que... bem, a água encoberta qualquer pista. -sinto um nó na garganta enquanto o seguimos para dentro do Aquário, Taehyung na minha frente óbvio. Passamos pelas portas de vidro da entrada e entramos na recepção, o local está tão vazio que meus passos ecoam, o piso azul imita uma estrela do mar que vinha desde o centro do salão, onde se encontrava a bancada e ao redor dela algumas pessoas se acumulavam, incluindo dois policiais que nos seguiram com o olhar desde que entramos. Minho Hyung nos para antes de chegarmos perto da bancada e diz baixo.  

  -Trouxemos todos que falaram com o Sr. Im nas últimas vinte e quatro horas para cá, alguns falam coreano e outros são japoneses, vamos divi-los...

  -Então você vem comigo para fazer as perguntas, e Jungkook cuida dos coreanos. -disse Taehyung o cortando, claro que ele iria querer daquela forma. -Pode ser dessa forma? 

  -Eu não faço questão. -digo levantando as mãos, Minho Hyung ri e assente, voltamos a segui-lo até perto do grupo na bancada. A medida que vamos chegando perto vamos chamando atenção, rostos vão virando para nos ver, uns inchados de choro como o das duas mulheres apoiadas uma na outra, três meninos pálidos de medo e muito jovens estavam apoiados na bancada, e arregalaram os olhos quando nos aproximamos. Eu e Taehyung não passávamos uma imagem perigosa, nem mesmo amedrontadora, já tentamos a ideia de "policial ruim" antes, mas percebemos que quanto mais calmos ficam conosco, mais rápido conseguimos oque queremos. Então só paramos ao lado do Minho Hyung enquanto ele dizia várias coisas em japonês que eu supus ser dizendo quem éramos e oque iriamos fazer, todos concordavam e quando ele nos apontou eles foram com os olhos de Taehyung para mim e vice-versa. Ele então apontou para a direita do salão e dois dos garotos passaram para lá onde estavam as senhoras, e um senhor de bigode escuro que eu não tinha visto saiu de perto de uma das pilastras, com uma garota que parecia ser a secretaria do Aquário, digo pelo uniforme, e se juntou ao garoto restante. 

  -Jungkook, você vai com eles para aquela sala ali. -Minho Hyung aponta para uma porta à esquerda, uma cortina de seixos a escondem e sobre ela uma placa permitindo apenas funcionários. Faço sinal que entendi para ele e sigo para perto do meu grupo. A garota abalada está de rosto baixo e o senhor incha o peito e junta as sobrancelhas, ate parece que eu já estava o acusando de alguma coisa, já o menino  continua me encarando com uma mão sob o queixo. 

  -O senhor pode me acompanhar primeiro? -pergunto ao homem, ele me olha de cima a baixo e diz que sim, tirando delicadamente o braço da garota. 

  -Volto logo Yumi. -murmura para a garota que se apoia na bancada.

  Sigo para a sala com o senhor vindo logo atras de mim, ouço seus passos nervosos me seguindo. Ao chegar à frente da porta, afasto a cortina ligeiramente pesada e entro na sala, era um escritório muito organizado e iluminado, com estantes de cadernos de registros e pastas nas laterais, mas infelizmente aquários de peixes pequenos faziam a parte de trás, logo na frente dos aquários uma escrivaninha e uma cadeira, e foi lá que tive que me postar. Faço as perguntas de sempre ao senhor que tentava fazer de tudo para mostrar como inocente era, eu deveria desconfiar da sua necessidade de mostrar que era inocente e que a conversa no dia anterior com o senhor Im foi apenas para acertar seus horários de trabalho como porteiro, mas normalmente isso vinha de pessoas com medos de serem julgadas errado e acabavam assinando uma quase sentença. Não o culpo, ele estava muito nervoso. Não tiro nada de importante dele e quando ele sai da sala, com seus passos barulhentos, eu já sinto falta do perfume francês forte do táxi e da proposta de Taehyung de ter feito aquilo sozinho. Os aquários me distraem atrás de mim, minhas mãos suam segurando a caneta e tento não ficar verificando a cada minuto. Meu coração dispara olhando-os. 

  Espero alguns minutos e ouço o barulhinho dos seixos se mexendo de novo, não foi a garota quem entrou, e sim o menino que estava me encarando lá fora. Ele se senta na cadeira de frente para mim, não apoia os cotovelos como fazia lá fora, mas continuou a me encarar. 

  -Você não me parece ser velho. -diz cruzando os braços e se ajeitando na cadeira. 

  -Não sou. -digo puxando o caderno para perto de mim. -Qual o seu nome? 

  -Você gosta de ser detetive? 

  -Acho que você devia me deixar fazer o meu trabalho. -o corto, mas ele parece não se importar, ri e concorda. -Seu nome. 

  -Park Jimin. 

  -Como você conhecia o Sr. Im? 

  -Ele ia ver meus treinos de natação algumas vezes. -eu não me sentia intimado pelos olhos dele, mas não era normal estarem tão focados em mim, normalmente eu era obrigado a ficar encarando quem eu interrogava. -Era um cara legal. 

  -Então você é os dois garotos são os alunos da escola de natação que ele era sócio? 

  -Isso. -ele juntou as mãos na frente do corpo. 

  -O que você e os seus colegas conversaram com ele ontem? 

  -Como sabe que conversarmos? -franziu a testa. 

  -Não importa, só me responda. 

  -Pedimos permissão para criarmos o uniforme novo da escola, as roupas de banho da escola estão ficando sem graça. -ele joga os ombros e se recosta com um sorrisinho, mas seus olhos não saem de mim. -Estou o incomodando detetive? 

  -É o seu objetivo? 

  -Não, desculpe. Eu tenho costume de olhar para as pessoas, gosto de ver reações. -ele sorri,   Taehyung em meu lugar já estaria caidinho por ele, sorriso bonito, rosto bonito, olhos encantadores, loiro, mesmo assim algo nele era estranho. Felizmente eu não sou tão fácil de ser comprado como o meu parceiro. 

  -Jimin-ssi, eu ficaria muito grato se só me respondesse. 

  -Se isso o fizer chamar meu nome mais vezes... estou aqui. -ele sorri e puxa a cadeira mais perto, a única vez que quebrou o contato visual. -Me pergunte oque quiser.

 

***


Notas Finais


Preciso da opinião de verdade não a educação kkkkk, só então posto o 2 capitulo


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