História Midnight - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias D.Gray-man
Personagens Allen Walker, Cross Marian, Lavi, Lenalee Lee, Road Kamelot, Tyki Mikk, Yu Kanda
Tags Mistério, Romance, Vampiros, Yullen
Exibições 76
Palavras 3.283
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, bem com vocês? Espero que sim ^^
Vamos lá. Quase me esqueci de vir aqui postar (como sempre, eu sendo lesada -q)
Mas, ainda estou no prazo, certo? XD
Bom, sem mais rodeios, espero que aproveitem a leitura.
Até as notas finais.

"Cuidado com quem você convida para entrar em sua casa...".

Capítulo 2 - Sweet seduction


-Ai... Minha cabeça...

Abri os olhos lentamente, sentindo uma leve pontada na nuca, então, percebi que estava caído perto da pia do banheiro.

O que aconteceu, afinal?

Levantei-me com muita dificuldade, apoiando-me na pia e sentindo minha cabeça girar. Quando vi meu reflexo no espelho, meus olhos se arregalaram ao notar as várias marcas arroxeadas por todo o pescoço. Passei a mão levemente por cima, tentando recordar o que poderia ter acontecido noite passada.

Depois da festa eu segui direto para casa, não passei em nenhum lugar pelo que me lembro. Se bem que olhando esses roxos, parece até que havia ido para mais uma daquelas noitadas na casa noturna da senhorita Anita.

Como um garoto como eu frequentaria um lugar assim, vocês devem se perguntar. Bem, com o tutor que tenho estranho seria se nunca tivesse ido a um lugar desses. E também o cabelo branco ajuda, até me verem de mais perto. Mas até que é “agradável” de certa forma, já que lá eu posso me divertir jogando pôquer e fazer aquilo em que sou mestre: trapacear. E as garotas são sempre muito gentis. Aliás, gentis até demais.

-Argh! – uma dor forte na nuca me fez voltar (ou tentar) a traçar uma linha de raciocínio mais clara. – Como foi que vim parar aqui?

Mirei o espelho, notando também que em meu lábio inferior havia um pequeno corte. Uma sensação estranha percorreu por todo meu corpo nesse minuto. Algo estava muito errado nisso. Será que estava tão bêbado assim? Mas eu mal bebi na festa. Por que não consigo lembrar nada depois da saída da mansão do Conde?

Quanto mais me forçava a lembrar do que poderia ter ocorrido na noite anterior, mais minha cabeça doía. Devo ter batido na pia ou algo assim. Bem, depois vejo isso com o Cross, já que provavelmente ele estava junto.

Mas, espera um pouco... Cross ficou na jogatina junto com o Conde e os demais na mansão. Então... Como diabos eu fui parar lá?

Desisti de tentar entender o que aconteceu, peguei a escova de dente para fazer a higiene bucal, para logo em seguida me banhar. Acho que isso ajudaria com a suposta “ressaca”.

Depois de um demorado banho e me arrumar apropriadamente, pois nas condições em que me encontrava, não podia arriscar deixar que meu “querido” tutor visse aquelas marcas em meu pescoço. E também agora sou um homem comprometido, então minhas visitas à casa da senhorita Anita devem se encerrar de uma vez por todas.

Ajeitando bem a gola da camisa, com o cuidado de deixar mais alta o possível e a gravata borboleta, desci quase me arrastando para a sala onde Cross se encontrava sentado a cabeceira da mesa degustando seu café matinal enquanto fumava um charuto e lia as notícias do jornal.

-Bom dia. – disse num tom nada animado arrastando a cadeira ao lado dele e sentando. Estava mais indisposto que o normal nesta manhã.

-Nossa, quanta disposição. Andou aprontando de novo? – Sorriu de forma pervertida, me encarando. Cross, mais do que ninguém, me conhecia muito bem para saber se eu havia aprontado algo só de olhar. Afinal, ele é o responsável por eu ter ficado tão viciado nisso. – Que ferida é essa? – Perguntou de repente apontando para meu rosto.

-Ah! Bem... Eu não sei ao certo como aconteceu... – levei a mão ao rosto, sentindo as maçãs arderem com esse comentário. – Acho que machuquei quando cai no banheiro.

-Aham, sei... Com certeza deve ser obra da Elliade. Aquela loirinha fogosa e seus hábitos masoquistas. – Um sorriso perverso surgiu em seu rosto neste momento. Parece que lembranças bem pervertidas vieram dizer “oi” ao titio.

Sinceramente nem sei como consigo conversar sobre estes tipos de assuntos com ele. Talvez a convivência? Bem, quem sabe. Peguei minha xícara de café, bebendo uma boa quantidade. Pelo menos ajudaria a fazer minha cabeça doer menos.

Conversamos sobre diversos assuntos. Coisas banais como andam os negócios da família, meu casamento, minha apresentação, etc. Mas meus pensamentos só conseguiam focar em uma coisa: A lembrança daquele misterioso homem que conheci ontem na festa de noivado. Por algum motivo, as lembranças da noite anterior começaram a preencher minha mente. Lembrei-me de seus olhos negros como a noite e seu olhar profundo e intenso me encarando. O jeito como dançava com Road e a forma graciosa como seus longos cabelos escuros se movimentavam no ar e, principalmente, como sua mão apertou a minha quando nos despedimos. Meu rosto começou a arder com esta última lembrança.

Kanda de fato é um homem bonito e bastante atraente. Certamente deve ter qualquer mulher que desejar aos seus pés. Sua beleza chega a ser surreal.

À medida que pensava nos detalhes de seu rosto, minhas bochechas esquentavam cada vez mais enquanto meu coração disparava.

-Tendo boas lembranças de ontem? – perguntou Cross com seu habitual sorriso pervertido.

-N-Não é nada disso! – disse levando a xícara a boca. Minhas mãos estavam trêmulas?

-Não? Então explique o porquê desse rosto corado e mãos tão trêmulas. – colocou um cotovelo na mesa apoiando a mão no queixo.

-Não é da sua conta, imbecil. – retruquei. O nervosismo bem claro no tom de voz.

-Está certo, mas, só tenho uma coisa a dizer sobre isso: Seja mais cauteloso. Não quero você evolvido em nenhum escândalo, já que agora você é oficialmente noivo da neta do senador. – disse dando uma tragada em seu charuto – Deveria diminuir suas visitas àquela casa.

-J-Já disse que não é nada disso que está pensando, velho pervertido. – esbravejei, levantando da cadeira, indo direto para a porta. – Ah, sim, tenho um convidado na terça-feira à tarde, então, queira fazer a gentileza de não importunar.

-Hmm... Mal casou e já tem uma amante? – alargou ainda mais o sorriso malicioso. – Só tenha cuidado, ouviu bem? Não vejo problema algum em você possuir outras mulheres, desde que não se envolva em escândalos. Isso seria muito ruim para a nossa reputação.

-Você é idiota ou algo assim? Eu disse convidado, ou seja, é um homem.  

-E quem seria este convidado?

-Não é da sua conta.

-Tudo que diz respeito a você é da minha conta sim, já que sou seu tutor e responsável legal.

Droga! Maldita hora que Mana resolveu colocá-lo como meu responsável.

-Eu o conheci ontem na festa e só quis fazer uma gentileza. – falei dando de ombros.

-Você não deveria simplesmente convidar qualquer pessoa para vir em nossa casa e sabe disso. Sabe os riscos que corre por sua alta posição na sociedade.

-Ele é uma pessoa de alto nível social, então, não vejo problemas nisso.

-Certo. Como ele se chama?

-Yu Kanda.

-Hmm... Este nome parece familiar. – disse num tom pensativo enquanto dava uma longa tragada no charuto. – Enfim, depois você me apresenta essa pessoa. – levantou-se, pegando o casaco no cabideiro próximo a porta principal. – Preciso resolver alguns assuntos e não tenho hora para voltar, então, não precisa esperar para o jantar.

-Até mais.

Cross acenou abrindo a porta e saindo em seguida. Quando ele sai para resolver os tais assuntos eu nem me preocupo em esperar, já que o velho pervertido costuma ficar sumido por dias às vezes. Menos mal, assim fico com a casa livre sem ninguém para incomodar.

-Bom, hora de ensaiar um pouco.

A data da apresentação estava cada vez mais próxima e eu não posso relaxar demais. Caminhei a passos lentos demais até a sala do piano. Não sabia o porquê de tanta indisposição e tampouco conseguia lembrar o que ocorreu na noite anterior antes de chegar em casa. Aproximando-me do piano de cauda, deslizei lentamente a mão sobre ele, sentando-me depois e abrindo a proteção do teclado. Posicionei os pés sobre os pedais, começando com um dó menor na tecla branca. Naturalmente o som foi fluindo, e a melodia que Mana e eu compusemos há alguns anos atrás preencheu todo o ambiente. Tantas recordações boas esta música traz. Fechando os olhos, continuei tocando por algum tempo a bela canção. E assim o ensaio se estendeu até tarde.

A&Y

Terça-feira, 17 de agosto.

 Hoje é o dia em que Kanda virá e eu estou muito ansioso. Na verdade, estive ansioso durante  este fim  de semana inteiro. Não consegui parar de pensar nele desde sexta à noite. Até mesmo em meus sonhos ele estava presente, apesar de não me lembrar com exatidão que tipo de sonho era. Estranhamente, só de pensar nele, meu corpo inteiro estremecia. Nunca havia sentido algo assim. Kanda é realmente muito atraente e este pensamento me deixava imensamente constrangido, afinal trata-se de um homem.

-Argh! Por que eu tenho que ficar pensando nestas coisas? – resmunguei, terminando de ajeitar a gravata (as marcas não desapareceram completamente) e sai do quarto indo para a escadaria que dá acesso a sala.

Como combinado, Kanda havia chegado pontualmente às 16h. Meu coração disparou quando Charles, o mordomo, anunciou sua chegada. Uma onda de nervosismo me tomou por completo. Estava quase beirando ao desespero.

Por que estou tão nervoso?

Respirei bem fundo tentando me acalmar, para depois adentrar a varanda onde Charles havia direcionado Kanda para se acomodar e onde o chá da tarde seria servido.

Porém, minha tentativa foi totalmente frustrada ao vê-lo sentando na confortável cadeira com as pernas cruzadas e as mãos apoiadas sobre os joelhos, trajando um belo terno preto e luvas brancas. Os longos cabelos escuros estavam soltos, com alguns fios esvoaçando suavemente ao sabor da brisa refrescante desta tarde, enquanto olhava a paisagem do grande jardim à frente. Seu rosto era de uma beleza inigualável. Parecia ter sido esculpido pelas mãos do melhor artista plástico. Engoli seco quando seus orbes negros e misteriosos encontraram os meus.

-Boa tarde, Walker. – disse cordialmente com um breve sorriso de canto, levantando-se e pegando minha mão, apertando-a levemente.

Meu coração parecia que ia saltar a qualquer momento para fora. Minha agitação era cada vez mais eminente.

Vamos, diga alguma coisa imbecil.

-B-Boa tarde, senhor Kanda.

-Ora vamos, não precisa de tanta formalidade. Só Kanda está bom, sim?

-S-Sim. – droga, não consigo sequer disfarçar o tremor em minha voz.

-Melhor assim. – dizendo isto, pôs sua outra mão sobre a minha gentilmente. Meu rosto certamente deveria estar como um pimentão maduro agora.

Acomodamo-nos na pequena mesa redonda, ficando de frente um para o outro. Kanda continuava com seu olha fixo no meu.

-Senhor. – Charles se aproximou, colocando as xícaras sobre a mesa previamente arrumada e serviu o chá se retirando logo depois.

-Espero que esteja do seu agrado. – falei provando um pouco. Definitivamente, Charles sabia fazer o melhor chá da tarde de toda Londres.

-Certamente, já que Londres é bem conhecida por ter o melhor chá da tarde do mundo. – disse com um pequeno sorriso de canto, provando o líquido em sua xícara.

Ele me encarava diretamente e isto estava me deixando cada vez mais inquieto. Preciso puxar algum assunto antes que esta situação se torne mais constrangedora do que já está.

-Está em Londres a passeio? Negócios?

-Só passando uma longa temporada. – respondeu de forma fria e bem direta. 

-Oh, isto é ótimo! Londres é uma cidade encantadora e você irá gostar muito daqui.

-Sim, é verdade, conheço Londres perfeitamente bem... – ainda com o olhar fixo no meu, levou a xícara a boca. Incrivelmente, cada movimento de Kanda era sedutor ao extremo. Nem parece ser real.

O silêncio novamente se instalou entre nós. Ele parece ser o tipo de pessoa de poucas palavras. Só que isso me deixa mais impaciente ainda, já que eu era o único que perguntava as coisas aqui.

-Ah, sim, você comparecerá a minha apresentação no teatro de Londres mês que vem? – depois de longos minutos em silêncio, finalmente consegui formular algo para começar um novo assunto.

-Certamente estarei lá... Walker... -  disse praticamente sussurrando meu nome no final, num timbre arrastado e suave. Sua mão se pôs gentilmente sobre a  minha, acariciando-a.

Meu coração parecia que ia pular para fora do peito de tão acelerado que estava. Minha mão estremeceu e a xícara que eu segurava caiu no chão, estilhaçando-se em vários cacos. 

-Ah, perdoe-me, como sou desastrado. – abaixei-me para recolher os cacos maiores e acabei conseguindo um pequeno corte no dedo médio direito. O sangue começou a brotar dali, seguido de uma leve ardência.

-Machucou-se? – Kanda já estava na minha frente, encarando-me.

-Oh, isso não é nada. Só um pequeno corte. – levantei depressa dirigido meu olhar a um guardanapo em cima da mesa.  –Vou lavar isso. Poderia esperar por um instante? – perguntei já envolvendo o dedo com o tecido branco.

- Posso cuidar disso para você. – falou se aproximando ainda mais.

-N-Não precisa se preocupar, não é nada demais. Agora, com sua licen... – antes que pudesse terminar de falar, Kanda segurou firme em meu pulso esquerdo, encurralando-me contra a parede. -  O-O que...?!

Lentamente, ele começou a lamber sensualmente o corte encarando-me intensamente. Envergonhado tentei reagir, mas meu corpo parecia não me obedecer. Fiquei estático, sentindo o toque de seus lábios frios e sua língua limpando deliciosamente o sangue no local. Meu corpo parecia que iria entrar em ebulição a qualquer momento com aquilo. E para piorar ainda mais a situação, Kanda o coloca todo em sua boca, arrancando um gemido tímido de minha garganta.  Meu corpo estremeceu por completo, enquanto ele sugava tortuosamente meu dedo médio. Seu olhar é tão profundo. Por um momento me perdi naqueles orbes negros. Foi então que ele me tirou daquele transe momentâneo, para juntar mais nossos corpos e segurar meu rosto entre as mãos.

Fechei os olhos, na expectativa de que ele fosse me beijar, mas não foi isso que aconteceu. Ao invés disso, senti sua respiração contra meu pescoço, seu rosto estava muito próximo. Tanto que podia sentir o roçar de seus lábios em minha pele. Começou a fazer uma leve carícia com a ponta do nariz, inspirando meu cheiro, para depois passar a língua gentilmente por toda a extensão, arrancando-me um suspiro pesado. Um arrepio percorreu por todo meu corpo, como se fossem descargas elétricas passando pelo meu sistema nervoso. Continuou a carícia com beijos e mordidas leves, me deixando cada vez mais louco.

E, de repente, Kanda entrelaçou seus dedos nos meus, prendendo minhas mãos por cima da minha cabeça e atacando meus lábios num beijo cheio de desejo. Sua língua invadiu minha boca sem nenhum pudor, explorando cada parte. Assim que nossos lábios se encaixaram, nossas línguas iniciaram uma dança ousada ora dentro, ora fora de nossas bocas. Uma de suas grandes mãos desceu até minha cintura, agarrando-a e apertando-a com força, colando ainda mais nossos corpos. Não resisti deixar escapar um gemido rouco entre os lábios ainda unidos.

Tudo aquilo era inacreditavelmente exótico demais. Eu mal o conheço e já estou completamente seduzido por ele.

Uma doce sedução.

Sentido a cabeça girar pela falta de ar, afastei-me um pouco dele, desfazendo o contato entre nossos corpos. Meu rosto queimava, enquanto as batidas do coração e a respiração tentavam voltar ao normal. Mas, Kanda não satisfeito, atacou meu pescoço mais uma vez, desfazendo o nó da gravata e desabotoando os três primeiros botões de minha camisa, deixando parte de meu ombro esquerdo a mostra. Com a ponta da língua, começou a fazer o percurso até o ombro, voltando todo o caminho novamente, alternando entre beijos cálidos e mordidas leves. Estas sensações eram extremamente enlouquecedoras. Não conseguia sequer reagir. Não queria parar...

Foi então que, num movimento rápido e de forma brusca, Kanda me virou contra a parede, deslizando suas mãos para dentro da minha camisa, acariciando libidinosamente meu torso. Institivamente arqueei as costas, tombando a cabeça para trás deixando o colo totalmente exposto e empinando o traseiro aumentando ainda mais o contato entre nossos corpos. Sentindo com isso, a excitação saliente entre suas pernas. 

Agora os gemidos já não eram tão contidos. Minhas mãos tentavam se segurar em algo, sem sucesso algum. E na busca desesperada por algo em que me agarrar para não cair, abri os olhos dando de cara com nosso reflexo no vitral da grande porta que dá acesso a varanda. Com isso, pude ver seus orbes vermelhos olhando fixamente para meu rosto amparado em uma de suas mãos através da imagem refletida.

Minha cabeça começou a girar e, sentindo uma forte vertigem, apaguei completamente em seus braços.

-NÃO!

Acordei sobressaltado e com a respiração ofegante.

-Onde ele está? – olhei em volta, notando que estava em minha cama. – Mas, como eu vim parar aqui? Onde está Kanda?

Olhei para a janela, vendo que já havia escurecido, voltei o olhar para o relógio de parede. Faltavam quatro minutos para a meia-noite.

Ainda sentindo uma leve tontura, encostei-me contra a cabeceira, tentando colocar meus pensamentos em ordem. Reparei que ainda vestia as mesmas roupas que estava usando nesta tarde. Mas como eu vim parar no meu quarto? Quando ele foi embora? E tudo aquilo que aconteceu mais cedo... Seria um sonho?

Levei a mão direita à boca, passando os dedos levemente nos lábios. Lembrei-me imediatamente do corte que havia feito em meu dedo médio. Olhei para minha mão, com certa apreensão, me espantando ao notar que não havia mais ferimento algum.

-O que diabos aconteceu afinal? O que está acontecendo aqui? Por que não consigo lembrar o que ocorreu exatamente?

Ouvi leves batidas a porta.

-Estou entrando. – Cross girou a maçaneta, abrindo a porta e a fechando logo em seguida. – O que aconteceu? Ouvi você gritar. Pesadelo?

-Oh, bem... Não me lembro exatamente, mas acho que foi um pesadelo sim... – falei abaixando o olhar.

-Mana outra vez?

-Sim... – menti.

-Mesmo depois desse tempo todo você ainda continua tendo estes pesadelos. Deveria procurar um médico, sabia? – Cross não era do tipo atencioso, mas quando se tratava dos pesadelos que tinha com a morte de Mana, ele sempre vem em meu favor, tentando de alguma forma me acalmar.

-Vou superar isso. Não preciso de nenhum médico me entupindo de remédios para loucos.

-Bem, você é quem sabe... – disse dando de ombros, tragando seu charuto, enquanto analisava meu rosto. – Ei, que marcas arroxeadas são estas em seu pescoço?

-HÃ?!

Droga! Justamente a única pessoa neste mundo que eu não queria que visse isso.

-Eh... Isso... Bem...

-Hmmm... Parecem ter sido feitas recentemente... Esta tarde com certeza. E algumas não estão tão visíveis, então, devem ser do fim de semana. – Para minha infelicidade, Cross era um bom entendedor quando o assunto eram coisas promíscuas. – Foi à casa da Anita de novo?

-É lógico que não! – respondi ríspido.

-Mesmo? Então trouxe a pessoa aqui para casa? – perguntou arqueando uma sobrancelha. – Bem, quanto a isso já disse que não tenho nada contra, mas, tenha o cuidado e a descrição para não atrair maus comentários para nossa reputação. E se quer se divertir, é até melhor que seja aqui em casa mesmo. Pelo menos não será visto por ninguém.

-E-Eu já disse que não é nada disso que você está pensando.

-Então quem foi?

-Ninguém, imbecil!

-Aham, sei... Marcas roxas no pescoço realmente aparecem assim do nada. – falou em tom debochado.

-Me deixa em paz velho pervertido! – retruquei, tampando a cabeça com o lençol. Muito madura minha atitude, por sinal.

-Ok, ok. E o convidado? Vai me contar sobre a visita de hoje à tarde?

Ao me lembrar de Kanda, automaticamente meu corpo estremeceu, fazendo com que me encolhesse na cama.

-Tudo bem. Amanhã a gente conversa. – dando um suspiro pesado, levantou-se da cama indo em direção à porta. – Boa noite. – abriu a porta e saiu, fechando-a em seguida.

O que está acontecendo, afinal?

Que tipo de mistério é esse em torno de Kanda?

E por que não consigo parar de pensar nele?

Sentindo aquela forte vertigem novamente, acomodei melhor meu corpo afundando a cabeça no travesseiro macio. O sono veio sem demora me envolvendo completamente, levando-me novamente aos sonhos mais insanos.


Notas Finais


"Um vampiro não pode entrar numa casa sem ser convidado. Mas, uma vez que é convidado pelo proprietário, pode retornar quando bem entender. Dizem que por volta da meia noite, pode entrar pela janela na forma de um morcego e morder a vítima no pescoço, até que seu sangue seja totalmente sugado."

Então, meu povo, o que acharam do capítulo?
Gostaram?
Então, como disse, a fanfic vai mostrar esse lado vampiresco mais, digamos, tradicional mesmo. Nada de vampiros que brilham no sol e coisas do tipo XD Porém, Kanda tem um segredinho que será revelado mais a frente ^^
Pessoal, quero muito saber a opinião de vocês, então, venham conversar comigo, please. Adoro quando vocês vêm aqui dizer o que acharam. Me deixa super motivada e muito contente, de verdade ♥
No próximo fim de semana, vou postar o 3º capítulo da fanfic. Como disse, ela está parada por tempo indeterminado, mas, quem sabe a animação não volte logo?
Torçam por mim, babes ♥
Kissus~


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