História Mil Devaneios de Georgia Nicolson - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Colegial, Comedia, Drama, Holland Roden
Exibições 38
Palavras 1.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Hey guys!

Lembram-se de mim? Sim, eu sei que faz um mês que eu postei o prólogo, mas finalmente eu estou trazendo o primeiro capítulo para vocês! YEAH ♡

Gostaria de agradecer por todos os maravilhosos comentários do capítulo interior, vocês são incríveis!

Sem mais delongas, espero que gostem do capítulo!


Capítulo 2 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Mil Devaneios de Georgia Nicolson - Capítulo 2 - Capítulo I

Algodão, demaquilante, lápis de olho marrom, tesoura, pinça e escovinha para sobrancelha. Eu já tinha todos os materiais essenciais para começar, o problema era a falta de coragem.

Fazer a sobrancelha sozinha pela primeira vez não deve ser tão difícil assim, não é?

Trago o notebook em minha direção e dou uma conferida no texto, pronta para seguir com o próximo passo.

3º etapa: Com a pinça retire os pelos que ficam entre as duas sobrancelhas (meio dos olhos) e fora da marcação final da sobrancelha. Penteie novamente a sobrancelha e corte os pelos que estão muito compridos.

OK. Não se apavore. É fácil, basta ter cuidado.

Com as mãos trêmulas, levo a pinça até a parte superior do rosto e puxo o primeiro cabelo.

Ai! Deuses, isso dói demais.

Eu não vou desistir, não mesmo. Tento outra vez, agora com mais delicadeza e paciência, sentido, apenas uma dor mínima e suportável. Repito o processo e acabo relaxando com o tempo, alegre em estar conseguindo realizar a tarefa. Jas não só contou que havia tentado fazer uma vez e que teve uma imensa dificuldade, mas também ressaltou que para se fazer certo, é preciso ter o dom.

Bom, talvez eu o tenha.

Estava quase terminando quando minha mãe gritou do andar debaixo:

— Georgia, o que está fazendo? — ouço seus passos subindo a escada. — Vai se atrasar no primeiro dia de aula!

— Estou indo! — grito de volta e volto minha atenção para o espelho em minha frente.

Deixo a pinça de lado e pego o gillete. Caso você esteja se perguntando se este material estava presente na lista de materiais que eu deveria usar, a resposta é não. Essa foi uma ideia minha, a qual eu tenho de admitir, é brilhante. Em um segundo eu começo a fazer os toques finais e quando percebo, no outro eu estava no chão. Em minha frente encontrava-se minha irmã mais nova, Libby, que sorri com uma expressão divertida enquanto aperta o ursinho de pelúcia em seus braços.

— Georgia, mamãe está chamando você!

— Libby! — levanto rapidamente e olho-a com uma expressão severa. — Precisava me empurrar desse jeito? Eu já lhe disse milhões de vezes que você não pode entrar no meu quarto sem permissão!

Ela escuta a bronca de cabeça baixa e quando a levanta, em vez de pedir desculpas, começa a gargalhar.

— O que foi? — questiono confusa

— O seu rosto! — ela aponta para o mesmo e volta a rir, curvando-se no chão. — Está engraçado!

Apalpo meu rosto, procurando por algo errado. Provavelmente Libby está fazendo uma brincadeira comigo, como sempre costuma fazer. Pego o espelho e o coloco em minha frente.

Oh, meu deus! O que foi que eu fiz?!

— Que meleca! — passo os dedos pela parte nua de minha sobrancelha, onde tinha pelos até alguns segundos atrás.

Isso mesmo. Eu raspei meia parte da minha sobrancelha. Maravilhoso, certo?

Libby sai correndo, gritando por todos os lados que eu parecia um palhaço. Desesperada, eu repenteio meu cabelo de modo que minha franja cubra meu olho direito e coloco meu uniforme. Confiro meus materiais e, finalmente, desço. Chego à cozinha e vejo a cena mais nojenta de toda a minha vida: meus pais se beijando. Deuses, eles não percebiam o quão estranho era isso? E ainda mais quando se faz tal coisa na frente de suas duas filhas? Patético!

— Desculpe interromper esse momento de afeto de vocês, mas está ficando nojento. — faço uma careta e vou em direção à geladeira enquanto os dois trocam um sorriso.

Abro a geladeira e dou um pulo trás ao ver Angus, meu gato, dentro da mesma. Libby solta uma risadinha, satisfeita com sua brincadeira. O gato solta um miado e eu gentilmente o pego no colo.

— Libby, pare de pôr Angus na geladeira! — o coloco no chão e ele sai correndo para longe de minha irmã.

Ela dá outra risada e me mostra a língua.

Espertinha. Eu vou achar uma maneira de dar o troco em breve, ela não perde por esperar.

— O que quer para o café, doçura? — minha mãe interrompe nossa conversa antes que eu tenha chance de iniciar meu discurso sobre a agressão contra os animais.

— Azeitona recheada? — papai oferece com uma expressão debochada.

Ah, não. Ele não fez isso.

— Só porque eu fiz papel de palhaça no mês passado vocês não têm direito, como pais, de me humilharem mais. — reclamo indignada. Eles seguram outra risada e acendem afirmamente com a cabeça, atentos à minha fala. — Hoje é o meu primeiro dia como a nova Georgia Nicolson e por isso eu não vou mais me preocupar com essas piadinhas ridículas.

— E quem ela é, minha criaturinha? — papai pergunta enquanto senta-se e pega um pedaço de bolo.

— Ela não é uma ‘‘criaturinha’’ e nem uma ‘’doçura’’. Ela é uma mulher madura e sofisticada chamada Georgia Nicolson. — dou um sorriso e estufo o peito. — Então, para comemorar meu novo eu, decidi o que fazer para minha festa de aniversário este ano. — dou uma pausa e ele me olha com olhos curiosos enquanto mamãe arqueia a sobrancelha. — Quero uma festa decente em uma boate com um DJ.

Papai revira os olhos e diz:

— Você não tem idade para frequentar boates, que dirá alugar uma.

Cruzo os braços e faço uma careta.

— Se vocês não notaram, eu sou uma mulher agora. — bebo um gole de suco. — Eu uso sutiã!

Eles se entreolham e começam a rir histericamente.

— Querem mesmo me traumatizar? — os dois não prestam atenção em mim. — Ei, ei, já chega! — bato a mão na mesa e eles vão parando aos poucos e voltando ao normal.

— Você não fará festa em boate nenhuma onde há bebidas e homens lascivos. — papai me encara sério.

— Que tipo de pais acha que somos?

— Quer mesmo que eu responda? — rebato, irônica.

— Já chega, senhorita. — papai aponta o dedo em minha direção.

— Por que nós a traumatizaríamos? — mamãe fala solidária. — Nós fizemos você! Realmente, sua atitude…

Bem vindos ao trágico universo que é minha triste vida. O porquê de ela ser assim? Vou dar cinco razões principais:

Um: meus pais são da Idade da Pedra.

— Sem nós você não existiria! — mamãe e papai apontam para si próprios. — O que você faria, então?

Dois: odeiam que eu tenha uma vida, porque a deles praticamente acabou e a minha só está começando.

— E não está satisfeita. — desabafa mamãe. — Todo ano…

Três: minha irmã caçula não bate muito bem da cabeça. Angus vai precisar de mais terapia do que eu.

— Você aceita um chá, Sr. Portman? — Libby pega um xícara de café e coloca na frente do gato. — Sim, eu aceito! — ela engrossa a voz fingindo ser Angus respondendo e aproxima a xícara do rosto do mesmo, forçando-o, logo depois, a por uma chupeta.

Quatro: meu nariz é do tamanho de Júpiter.

— Só problema!

— ... Tão ingrata!

Eu preciso urgentemente ir para uma casa de feiura.

— Georgia, o que você fez agora? — mamãe levanta meu queixo, se aproxima do meu rosto e afasta minha franja do lado do o qual estava com metade da sobrancelha arrancada. — Como você conseguiu arrancar tão rápido?

— O que aconteceu? — papai tira atenção de sua torrada e se volta para nós.

Cubro novamente meu olho com minha franja, envergonhada por estar em uma situação dessas.

— Eu não acredito, ela raspou!

Cinco: eu nunca terei um namorado.

— Por que a pressa em crescer? — papai cruza os braços. — Por que não aproveita seus 14 anos?

Ele nunca irá entender. Não adianta tentar explicar.

Lanço um olhar raivoso a ele e levanto da mesa, eu já não sentia mais fome. Pego minha mochila e saio de casa, pois, para variar, eu já estava atrasada para ir à escola. O único ponto positivo era que hoje, por alguma razão desconhecida, eu estava como um bom pressentimento. Se algo bom irá acontecer? Se alguém novo irá surgir? Eu não sei. A única coisa que sinto é que irá, com toda a certeza, mudar a minha vida.


Notas Finais


Não se esqueça de deixar o seu lindo comentário abaixo, ficarei muito feliz em respondê-lo(a)!

Um beijo e até breve!
<3


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