História Mileena o amor louco - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mortal Kombat
Personagens Mileena
Exibições 13
Palavras 1.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente minha primeira fic espero que gostem. ♡

Capítulo 1 - O rompimento


Na solidão do palácio, o silêncio é rompido apenas pelos gemidos de Mileena. E, a medida que rompe a resistência do peito, o pranto sentido atravessa as paredes da câmara íntima, inundando as demais dependências com vagas de dor e frustração. 

Bem que a velha ama gostaria de poder ajudá-la, mas sabe que desta vez será impossível. Não há sob os céus uma única maneira de tornar menores o sofrimento e a vergonha de Mileena. Por isso, quem sabe, ela entrara na câmara de forma sorrateira, permanecendo calada diante dos panos coloridos que cercam o leito onde veio se aninhar a desgraça.

Se pudesse parar a marcha do tempo, voltar atrás, desfazer tudo, se pudesse vislumbrar o destino reservado para Mileena... Ainda assim, talvez, sua senhora seguisse sem hesitar, preferindo a perdição. Acaso não testemunhara, ato após ato, a paixão louca que devotara ao marido?

Ah! Se fosse possível re-escrever a história dessa vida e mudar seu enredo estúpido!... Hanzo não subiria a bordo, não conheceria jamais as terras da Exoterra. Raiden enviaria Hanzo para países diversos, em vez de exigir-lhe o velocino de ouro. E a doce Mileena de então, livre da volúpia, não se perderia de paixão pelo herói. 

O povo de Edenia fora testemunha da felicidade passageira, quando Mileena e Hanzo dividiam o leito de amor, dando vida aos filhos da paixão. Agora, tudo se tornara passado. Virando as costas ao amor da mulher, Hanzo enamorou-se da filha de Jerrod.

-Os deuses são testemunha... Ofereci tanto amor e Hanzo me pagou com a traição.

No lado oposto das cortinas, que o vento balançava levemente, a ama molhava o rosto enrugado, fazendo coro as lágrimas da senhora. E ouvia a custo as palavras com que a infeliz se lamentava sem dar tréguas:

-Onde está a mão que ele me ofereceu um dia? Onde andam os deuses que ignoram semelhante ultraje?

Abandonada em seu leito, Mileena não consegue ver nem sentir nada que não seja sua própria dor. Esfregando seguidamente o rosto ainda jovem contra os travesseiros, ela se castiga por ter depositado tanta confiança no homem que a abondonaria  sem nenhuma hesitação.

A ama pressentiu um movimento vago as suas costas. Sem ruído, girou o tronco, e, percebendo a presença do velho escravo, deixou a câmara, acompanhando-o até o pátio interno, ao ar livre, onde as crianças examinavam o que fora a vivenda de um enorme caramujo.

-Como esta a senhora? - indagou o escravo, ancioso.

-Como poderia estar? - respondeu a ama, de forma dúbia. E explicou:

-Ela não se conforma. Não entende como o marido pôdê deixá-lá. 

-Ela saiu da cama?

A velha respondeu com um muro o que significava não e acrescentou: 

-Desde que soube da notícia. Está se consumindo em lágrimas. 

-Como se adiantasse... Até quando ela vai chorar?

-Não sei. Ela está se sentindo muito ofendida.

-Nem podia ser diferente. Ela abandonou a família para seguir Hanzo e depois acontece uma coisa dessas.

-Pois é... Imagine quanto dói deixar sua cidade, seu povo, seu pai, a casa onde nasceu, para seguir um homem, e depois... Depois se ver abandonada com os filhos. Você consegue imaginar? 

O homem pensou um tanto e propôs:

-Na sua cidade, na casa de seu pai, talvez a dor doesse menos.

De pé, um diante do outro, o casal de velhos calou-se por um instante,  enquanto observavam os filhos daquela infeliz união, entretidos com o caramujo marinho.

-O que será dessas crianças? - indagou o escravo, rompendo o incômodo silêncio da ama. - É difícil o destino de quem se cria sem pai.

A ama não se moveu da sua posição. Com os olhos pregados na movimentação  das crianças, dava a impressão de não ter se quer ouvido. Quando o homem pensava em acrescentar algo, ela falou sussurrando,  como se temesse ser ouvida:

-É disso que tenho receio. Conheço a senhora desde de menina, práticamente desde que nasceu. Foi sempre caprichosa, agressiva até. Duvido muito que deixe sem resposta tamanha injúria.

-O que você está imaginando? - perguntou o homem, preocupado. - Você acha que ela... que ela...

-O que eu sei é que nem um mar de lágrimas seria suficiente para devolver-lhe a paz ou fazê-la esquecer tal ofensa.

O escravo cravou os olhos negros na figura cansada da velha mas manteve-se em silêncio, como se meditasse sobre as palavras enigmáticas ouvidas há pouco. Por fim, tornou:

-A senhora... Ela... Ela seria capaz de tirar a própria vida?

-Seria - respondeu a companheira, inabalável. E prosseguiu: -No entanto sua morte não provocaria a dor que ela deseja para o marido infiel.

-O que você quer dizer com isso?

-Ela quer vê-lo com o coração em pedaços,  vertendo lágrimas de sangue. 

-Ela se levantaria contra Hanzo?

-Seria bem capaz disso. Mas pelo que eu conheço, nem a morte do infiel lhe aplacaria o ódio que domina seu coração.

As palavras da ama tinham o poder de desmontar a lógica do ancião. Ele passará para os serviços da senhora há uns poucos anos, enquanto a ama tinha ajudado a criá-lá. Por isso, talvez, ele ouvia com reservas o que a ama dizia, embora tivesse provas do gênio explosivo da senhora.

As ondas batiam contra os rochedos da praia. Ou seria o vento na copa das árvores? Uma das crianças atirou o caramujo para o ar, aparando-o no monte de areia. O escravo prestou atenção e retomou:

- Não consigo imaginar um castigo mais violento que o assassinato.

-Eu consigo - devolveu-lhe a ama, virando-se  atenciosamente na sua direção. - Eu daria minha vida para não ver sofrer uma pessoa amada.

Atingindo em cheio,  o homem ficou sem reação.  Examinava e tornava a examinar a mulher á sua frente, como se não entendesse. E, como continuasse perplexo, ela completou:

-Eu não daria minha vida, daria duas, três,  quantas vidas me fossem possível, para que a senhora não tivesse de sofrer tanto.

O velho escravo remexeu-se sobre as pernas cansadas e balançou a cabeça, pasmado:

-Eu não consigo entender... De que ela seria capaz se nem a sua própria morte ou a do marido fariam Hanzo sofrer como ela quer?

A ama ignorou a pergunta, limitando-se a acompanhar a movimentação das crianças. Persistiam ambos no silêncio, quando o garoto, de novo, atirou para o alto o objeto de sua atenção. O caramujo veio cair bem junto aos pés do escravo. A irmã, pouco maior, correu a apanhá-lo e devolveu-o da mesma maneira, fazendo a concha girar no espaço.

Ao contrário da mãe, que se contorcia no leito, a garota era toda alegria. A ama comentou, sem alterar o tom de voz:

- Nada causaria tanta dor a Hanzo como o mal que atingisse seus filhos.

-Eu... Eu me nego a acreditar! - retrucou o escravo, afastando-se uns poucos passos. - Você acha que Mileena seria capaz de fazer mal aos próprios filhos só para ferir o marido?

-Também são filhos de Hanzo!

-A senhora... Ela... Ela precisaria estar fora do seu juízo perfeito... Precisaria estar louca!

-Ela está louca... Louca de dor e de ódio! 

O escravo examinou  ama, de cima a baixo. Ao final, decretou:

-Eu não acredito! Se alguém está fora do seu juízo aqui e você!  Como consegue imaginar algo tão terrível?  Não,  não me diga! Não quero ouvir nem mais uma palavra!

 

CONTINUAAA.....

 


Notas Finais


Obrigado ♡♡


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