História Mileena o amor louco - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Mortal Kombat
Personagens Mileena
Exibições 8
Palavras 1.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem. ♡♡♡

Capítulo 2 - O destino de Mileena


O céu livre de nuvens pronunciava frio. Em compensação, a noite limpa deixava entrever as contelações em todo o seu esplendor, expondo miríades de estrelas de brilho e existência insuspeitáveis.

De lá fora veio o ancião, trazendo óleo para as candeias. Era tão velho que andava arrastando os pés, e outra função não lhe restara senião cuidar das lâmpadas. Ouvia pouco e enxergava nada, de modo que além de arrastar o calçado, caminhava com as mãos tateando as paredes.

Aparentemente, não lhe fazia falta a visão perdida. Caminhava com tal desenvoltura que se superava. Aos arrastos,  aos tateios, ele seria bem capaz de percorrer não só as dependências do palácio, como a cidade inteira, onde suas mãos e seus pés reconheciam cada monumento, cada pedra da pavimentação nas ruas mais distantes.

Parou dois passos diante da ama. Para ela, estava escuro; para ele, a luz não lhe fazia falta nenhuma.

-O que faz aqui sozinha diante da porta? Não devia estar na companhia da senhora?

-Gostaria muito, ancião. Não imagina o que eu daria para estar ao lado da senhora e ser capaz de consolá-lá.  Ela porém não permite. É como se cada ser vivo lhe recordar se a vileza do marido que a deixou.

-Ela continua chorando?

-Não parou um só instante, desde que recebeu a notícia. 

-Talvez não devesse... Se ao menos desconfiasse da desgraças que ainda estão por vir...

A ama aproximou-se do cego, tocando-o no ombro, e se colocando a sua frente. Então interrogou, numa espécie de cochicho, a fim de não ser ouvida:

-De que é que você está falando? O que você sabe que eu não sei?

-Talvez seja melhor manter segredo...

-De jeito nenhum! Se sabe alguma coisa em relação ao destino da senhora, vai me contar!

-Não se porque falo tanto. Às vezes, desconfio que minha língua é mais rápida que meu raciocínio.

-Diga! O que é que você sabe?

O ancião se remexeu sem sair do lugar, levantou a vista para o teto e baixou-a dirigindo ao longo do corredor, como se pudesse enxergar. Então iniciou:

-Eu estive está tarde na fonte... Você conhece, sabe onde é... A fonte sagrada... É onde os velhos se reúnem para jogar dados...

-Conheço a fonte e sei que os velhos vão lá jogar. Quero saber das desgraças de que me falou.

-Fale baixo!

O ancião censurou-a e, tomando-a pelo o braço, fazendo com que se afastasse do local. Era evidente que temia ser ouvido, em bora o leito de Mileena ficasse no interior de três câmaras concêntricas que dificultariam a audição. E, um tanto mais tranquilo segredou:

-Preferia não ter ouvido, mas ouvi...

-Diga de uma vez! Está esgotando minha paciência!

-Uns jogadores comentavam que Jerrod expulsará Mileena e seus filhos do reino.

-Também são filhos de Hanzo - retrucou a velha. -Ele não permitirá que Jerrod expulse as crianças .

O ancião balançou a cabeça e falou:

-Tenho minhas dúvidas. Essas crianças são fruto de um amor que não existe mais. Se é que existiu um dia...

-Não posso acreditar.

-Neste precioso instante, Hanzo deve está pensando nos filhos que terá com a princesa.

-Pobre senhora... Ela imagina que o mundo lhe desabou sobre a cabeça.  Não passa pela a sua idéia que o pior ainda esta por vir.

-Se é o seu destino, assim será.  De nada adiantarálbum seu pranto ou nossa solidariedade.

Não havia o que acrescentar. A ama virou as costas e refez o caminho de volta, em direção a câmara de Mileena. Estacou por um instante no local onde estivera velando até a chegada do ancião.  Em seguida, avançou para o seu interior e, penetrando na câmara íntima,  foi parar diante do cortinado de transparências coloridas.

A senhora não mudará de ânimo nem de posição. O cômodo, mal-iluminado pela a candeia que ela deixará no início da noite, dava contornos sombrios a cena central. Mileena afundava o rosto contra as almofadas que lhe abafava os gemidos. À  volta do leito, os lençóis atirados no chão e alguns panos de costinado , arracandos num momento de irá, acentuavam o tom da desgraça.

Diante do corpo inerte, a ama se condoído. Nem podia ser diferente. Sentia-Se também responsável pela a sua criação. E essa circunstância tornava a situação delicada para ela. Tantas vezes havia amparado aquela menina, diante  de conflito triviais, e agora sentia-se totalmente impotente. Nada podia fazer para minorar  o sofrimento dela.

A velha ainda cogitava sobre o infortúnio da senhora, quando o corpo girou no leito. Levantando o tronco com dificuldade, Mileena tentava proteger o rosto inchado, vermelho, com umas das mãos. E, estreitando a vista, como se quisesse distinguir o vulto atrás da cortina, interrogou:

-Quem está aí? 

-Sou eu, senhora - apresentou-se a ama.

Mileena reagiu com gesto que indicava enfado, talvez impaciência. Após um instante, tornou:

-O que faz aqui, de pé, a estas horas? Por que não está dormindo?

-Queria estae perto, se a senhora precisasse de alguma coisa.

-Você não pode me dar o que eu preciso, ama. Nem você, nem ninguém. Portanto é inútil sua vigília.

A ama hesitou entre sair e permanecer onde estava. Na dúvida, falou:

-Também fiquei para evitar que alguém pudesse entrar... atrapalhar seu repouso...

-Agora é tarde para vigilias, o infortúnio já entrou. Vá dormi,  ama. Quero ficar sozinha com minha desesperança.

De novo, a velha se segurou sobre os calcanhares, ante  intenção primeira de se afastar. Em seguida, balançou o corpo para a frente, chegou a tocar de leve nos tecidos tranaparentes. Um aroma de perfumes exóticos invadiu suas narinas. Enquanto pensava no que dizer, ouviu:

-Saia, ama! Desapareça  da minha vista! Sou sua senhora, não preciso da sua piedade.

-Está bem, senhora. Eu... eu... Eu vou ver se as crianças estão bem... Se não precisam de nada.

A voz de Mileena alcançou a mulher já a porta da câmara:

-De que crianças está falando?

-Senhora... Falava de seus filhos.

-Meus filhos? Como ousa, ama - Num repente,  aquele resto de gente derrotada se levantou, como recebesse uma injeção de energia. - Como ousa dizer que são meus os filhos de Hanzo? Eles são filho de Hanzo! De Hanzo entendeu?!


Notas Finais


Tô com so no obrigado por ler.


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