História Mimado - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Kris Wu, Lay, Sehun
Tags 30dwc, Fanxing, Kid!exo, Kray, Krishun, Layhun, Sexing
Exibições 61
Palavras 1.782
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Porque não resisti.
Porque tinham tantos favoritos que pensei, 'por que não?'
E porque sim.

Capítulo 2 - EXTRA - Before You


Ser filho único, na visão de YiFan, era uma das maravilhas do mundo. Mesmo que não fosse do tipo de criança que tudo o que vê pede para os pais, ele sabia que sempre que quisesse ganharia afagos do pai e o colo da mãe, e sua via era muito boa desse jeito.

As férias de verão aquele ano já estavam rumo ao segundo mês quando YiFan foi chamado até a sala para conversar com os pais. A última vez que se lembrava de ter conversado seriamente com os pais, eles haviam lhe dito que em breve deixariam o Canadá e voltariam para a China, país este que o jovem Wu via somente nas férias, quando a saudade do restante da família falava alto e eles resolviam visitar a terra natal.

Quando chegou na sala, YiFan encontrou os pais conversando alegremente no sofá e ele resolveu se sentar na mesinha de centro de frente para os dois. O olhar dos mais velhos encontraram o menino, e a senhora Wu não pode evitar sorrir ao encarar a carinha enfezada que seu filho fazia. Ele estava tão crescido, mesmo que ainda tivesse pouco mais de doze anos, e ainda assim parecia o mesmo menino que ela carregara nos braços por tanto tempo. Ela tinha plena certeza que YiFan se tornaria um belo rapaz quando mais velho.

- Querido – a mulher começou, recebendo um leve aperto nos dedos vindo do marido em forma de apoio. Eles tinham receio de qual poderia ser a reação do garoto, já que a vida toda ele estava acostumado em ser filho único e ter toda a atenção dos pais só para si – mamãe está esperando um bebê.

De primeiro momento YiFan apenas ficou confuso com as palavras da mãe, mas ao ver o sorriso e os olhares em expectativa que recebia dos pais a informação não demorou a ser processada, logo deixando-o com uma expressão de surpresa. Seus olhos se abriram o suficiente para ficarem, quase completamente, redondos e de seus lábios saiu um som qualquer de entendimento.

Mesmo que no fundo não entendesse muito daquilo, e sua cabeça gritasse palavras de protesto, afinal porque tanto tempo depois eles haviam resolvido ter outro filho? Será que planejaram tudo e, por isso, haviam ido embora do Canadá? Ou ele não estava sendo um bom filho e eles resolveram ter um bebê para o substituir? Seja quais fossem as respostas, nenhuma das possibilidades agradou YiFan. Ele não queria um bebê na família, não queria ter de dividir o quarto e os brinquedos.

Não queria, principalmente, ter de dividir o colo de sua mãe. E ele sabia, afinal seus colegas da escola tinham irmãos, que ele perderia tudo aquilo para o bebê que estava vindo e teria o bônus de acordar no meio da noite com choros sofridos quando ele nascesse. YiFan não ficou nenhum pouco satisfeito com a noticia, mas ele sabia que deveria ser um bom filho e que sua resposta, dependendo de qual fosse, poderia magoar seus pais e esta era a ultima coisa que queria.

Então, mesmo totalmente contrariado, ele sorriu o mais abertamente que pode e abraçou a mãe com carinho, logo sentindo a mão do pai lhe afagando os cabelos. E, mesmo que sentisse os olhinhos se enchendo de água por saber que perderia tudo aquilo em breve, deu um beijo no rosto dos pais e disse que estava feliz com a vinda do bebê.

 

 

--

 

Alguns meses já haviam passado e, a cada semana, YiFan via a barriga da mãe ficar mais e mais redondinha. Sua mãe estava tão bonita, sempre com um sorriso no rosto e um brilho diferente no olhar, e o jovem Wu se perguntava se toda mulher quando ficava grávida ficava bonita assim ou se sua mãe só estava daquele jeito porque já era naturalmente bonita.

Há pouco mais de duas semanas, haviam descoberto que o bebê era um menino, e sua avó materna disse uma vez queas filhas dela eram boas em terem filhos homens, levando em conta que aquele seria o quarto neto que a jovem senhora teria. YiFan não havia ficado tão animado, mesmo que tivesse demonstrado o contrário aos seus pais quando estes chegaram com o ultrassom que mostrava seu irmãozinho e dizendo, “é um menino. Você terá agora sempre alguém para brincar contigo.”

Mas ele já tinha quem brincasse consigo. Ele tinha os amigos com quem jogava basquete no Canadá, e tinha LuHan ali na China, mesmo que quase não visse o primo por causa dos horários de aula dos dois. YiFan tinha até mesmo ChanYeol, ainda que este morasse na Coréia e eles se vissem somente quando eles passavam o natal ou o ano novo em família. O fato era que ele não precisava de um irmão para brincar.

LuHan disse uma vez, quando os dois estavam sentados nos balanços do jardim e suas mães conversavam empolgadas na cozinha, que ele teria de dividir tudo com o bebê. YiFan sabia que sim e disse isso para o mais velho, e comentou até mesmo que já estava se conformando com a idéia de ter de dividir, ou até mesmo dar, todas suas coisas para o irmão. LuHan percebia o tom de voz completamente contrariado do primo, e riu pela birra dele pois, mesmo que fosse filho único ele era o primo mais velho e desde que se lembrava havia aprendido que deveria dividir as coisas com os primos, inclusive a atenção da própria mãe.

- Você vai acabar se acostumando com a idéia Fan, é questão de tempo.

- Sei disso. – ele disse baixinho, com a voz quebrada e os pés arrastando na grama, logo tendo sua atenção chamada pela risada do mais velho ao seu lado.

- Quem deveria ficar chateado é ChanYeol, porque ele vai perder o posto de bebê da família.

Ao pensar naquilo o mais alto, apensar de mais novo, sentiu uma cosquinha no coração, pois ele entendeu o que LuHan queria lhe dizer. Não era somente ele que sentiria o impacto da chegada do bebê na família, mas eles todos, incluindo seus primos e tios. Se ele teria de dividir os brinquedos e o quarto, todos os outros teriam de dividir seus tempos e atenções para que os outros meninos não sentissem a diferença de tratamento.

Então ele riu, acompanhando o primo e voltando a se balançar alegremente, logo sendo chamado pela mãe e pela tia para que fossem se lavar para comer o lanche da tarde. E YiFan percebeu que, talvez, a idéia de ter um irmão não fosse tão ruim.

 

--

 

 

YiFan já estava com treze anos quando o irmão nasceu.

O bebê ainda não tinha nome, porque toda sua família tinha o costume de esperar a criança nascer e ver qual melhor nome se encaixaria nela. Havia toda uma historia de ver como o bebê reagiria ao nome, indicando que ele aceitava ou não ser chamado daquela forma. O jovem Wu achava tudo aquilo uma grande bobagem, porque bebês não entendem nada, mas era uma tradição de família então ele só fazia aceitar.

Ele havia ido dormir na casa da avó quando a mãe foi para o hospital. O nascimento havia sido marcado para aquele dia, e a senhora Wu não queria que seu menino mais velho ficasse tanto tempo num hospital e pediu para a própria mãe, e a irmã do meio, cuidarem de YiFan aquele dia. O pequeno não achou de todo ruim ficar na casa da avó e, mesmo que estivesse completamente ansioso para finalmente ver o rostinho do irmão, mas ficar tanto tempo junto de LuHan o acabava ajudando a distrair e não pensar tanto no que poderia estar havendo no hospital.

No final daquele mesmo dia, seus tios haviam chego da Coréia junto com um ChanYeol agitado e falante. Parecia que toda a ansiedade que YiFan carregava em silêncio o mais novo fazia questão de mostrar a todos, misturando vezes sem conta, mandarim e coreano durante as frases e enrolando a língua em algumas palavras causando o riso nos primos mais velhos. LuHan não perdeu a oportunidade de perturbar o, até então, caçula dos três dizendo que ele sempre seria seu bebê mesmo com a chegada do priminho novo e, como recompensa, recebendo puxões de orelha da própria mãe por estar zoando ChanYeol.

A noite passou tão rápida quanto o dia e YiFan, que junto com os primos havia montado um pequeno acampamento na sala da casa da avó, foi acordado bem cedinho pela tia para receber a notícia que seu irmão havia nascido e tanto ele quanto sua mãe estavam bem. O rapazinho sorriu aliviado, mas estava com sono demais para perguntar muitas coisas, então voltou a cochilar logo sendo abraçado por um ChanYeol meio carente que, no meio da noite, havia perdido o ursinho de pelúcia com quem sempre dormia.

Quando acordou de novo, seus pais haviam acabado de chegar a casa e estavam sendo recepcionado por todos. Depois de coçar os olhos para espantar o sono que ainda queria se fazer presente, YiFan riu da imagem de seu pai todo atrapalhado carregando várias bolsas e tentando manter a por da casa aberta, enquanto sua mãe entrava carregando um rolinho de cobertas nos braços. O jovem Wu ficou surpreso ao notar como o embrulhinho que a mãe carregava, e que sabia ser seu irmão, era tão pequeno e se sentiu curioso suficiente para sair de onde estava e se aproximar da matriarca.

Depois de receber um beijo na testa do pai e um afago nos cabelos da mãe, ele ouviu qualquer coisa sobre eles não terem conseguido dar um nome para o bebê e que precisariam da ajuda dos outros membros da família para, assim, nomear o mais novo Wu. Os olhinhos de YiFan se perderam no rostinho do irmão, que ainda estava um pouco vermelho na altura do nariz e das bochechas, mas que tinha bastante cabelo e uns fiozinhos que lhe caiam na testa. Uma das mãos, tão pequenas que era quase do tamanho do dedão da sua mão, escapava por entre a manta e os olhinhos, bem puxadinhos, tentando ficar abertos.

Quando encarou os olhinhos do irmão, YiFan sorriu verdadeiramente feliz por estar vendo aquele bebê tão fofo perto de si, e se sentiu plenamente completo ao constatar que ele era seu. Seu irmãozinho para sempre. E ele prometeu para si mesmo, que faria de tudo pelo pequeno, mesmo que isto explicitasse que o mimaria. Seus dedos passaram de levinho no rosto do irmão e, com um sorriso um tanto quanto bobo, disse alto o bastante para a mãe ouvir.

- ShiXun. – e quando o bebê sorriu para si, ele soube que o pequeno havia aceitado o nome.


Notas Finais


Talvez venha outro extra. Na verdade, já tenho metade dele escrito, porque esse SeHun e esse YiFan são tão fofos que não me aguento TuuT
Espero que quem leu tenha gostado. Comentem para eu saber que devo ou não voltar UHAUAHUAH'
Vocês viram a capa? *0* um charme né?

Bem é isso o//


PS: Final ruim, eu sei -.-'


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