História Mine - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Demi Lovato, Justin Bieber, One Direction, Selena Gomez
Personagens Ariana Grande, Demi Lovato, Harry Styles, Justin Bieber, Liam Payne, Louis Tomlinson, Selena Gomez
Tags Ariana, Ariana Grande, Drama, Hariana, Harry, Harry Styles, Homicidio, Hot, Mistério, Psicopata, Psicopatia, Romance, Sexo, Sociopata, Sociopatia, Suspense, Violencia
Exibições 88
Palavras 3.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


...

Capítulo 34 - Thirty-four


Fanfic / Fanfiction Mine - Capítulo 34 - Thirty-four


London (UK) - 2013, 19th June 一 2:03am
P.O.V. Catherine Valentine 

Meu corpo queima de dor em lugares que eu nem imaginava, Harry devia estar me batendo de novo, eu não tenho mais forças para chorar, então só continuei imóvel, desejando que isso acabe logo para eu voltar a dormir. Mas eu o sentia abrindo minha pele, como se estivesse cortando como uma faca. Também nem tive coragem de abrir os olhos para ver o que estava acontecendo.

一 Hey 一 ele me chama, então acordo com um pouco de dificuldade.

Tudo está embaçado, mas pelo menos está claro, uma luz laranja está se movendo na minha frente. Espero até as coisas fazerem sentido. Vejo o fogo de um candelabro iluminar o ambiente e refletir na água, estou em uma banheira.

Sinto sua mão passar alguma esponja descendo minha coxa, é por isso que arde tanto. Volto a fechar os olhos e controlo a respiração para suportar a dor, pelo menos a água quente me deixa aquecida, eu nem lembrava mais o que era isso. E os seus dedos massageiam meus cabelos, os molhando em seguida... ele está me dando banho.
E a dor aguda da picada da seringa me deixa atordoada, eu não faço ideia do que é isso que ele está me dando, mas também não faz diferença eu perguntar e ele responder. Nada vai mudar mesmo.

Abro os olhos ao perceber uma movimentação diferente, mas agora o ambiente está escuro, eu logo penso estar de volta aquela sala suja, mas estou coberta num colchão limpo e confortável. Aquecida. Como se abraçada por nuvens ao por do sol numa tarde morna. Eu acho que é a melhor sensação da minha vida. E Harry faz parte dela indiretamente com o seu perfume, também é muito melhor do que o mofo e a poeira que eu já tinha me acostumado, me custa a admitir. Havia tanta coisa no perfume dele que me fez companhia todos os dias presa naquele lugar, é como se ele estivesse se tornando parte de mim, ou eu estivesse me tornando parte dele... Eu já era dele. Não tenho mais condições de negar isso.

Ele me envolve pela cintura, colando nossos corpos e eu me arrepio com uma sensação ainda pior de medo por estar perto dele. Não sabia quando ele simplesmente levantaria e me bateria de novo. Não aguento mais apanhar.
Inspiro seu perfume ainda mais forte, me deixando atordoada. Ele me pressiona contra seu corpo as minhas costas, eu não ouso tentar me afastar, assim como não ouso fazer mais nada que ele não queira, mas eu sentia raiva. Raiva pelo que ele estava fazendo comigo. Agora ele não está machucando meu corpo... está machucando meu coração.

E caía no mesmo sonho do bosque, eu passei horas ali sentada, apenas observando o brinquedo de um garoto voar no céu azul. Era tão bonito, eu não consigo tirar meus olhos dele. Até que algo toca meu braço, eu me viro para ver, mas tudo está embaçado, o céu se tornou negro de repente, o canto dos pássaros fora substituído por estralos de algo queimando e minha cabeça doía.

Demoro um pouco para aceitar o mundo real com minha pele dolorida e a voz de Harry me acordando, mas eu não queria acordar, pelo menos dormindo eu fugia um pouco da dor que já não aguentava mais. Mas Harry insistiu me chamando, então abro os olhos com receio para saber o que ele queria agora. Não tenho certeza de estar olhando para o mesmo Harry que estava fazendo tudo isso comigo, seus olhos tinham um brilho diferente, mais verde que o normal, como se conversassem com os meus em silêncio.

一 Levante, você precisa comer 一 ele diz.

Eu obedeço, mas com dificuldade para sustentar meu próprio peso. Esse único movimento de me levantar já me deixou cansada, me encosto na cabeceira da cama ofegante.

Harry coloca uma bandeja em cima da cama ao meu lado, que eu sinto um cheiro maravilhoso de comida que chega a doer meu estômago. Era tudo o que eu estava tentando alcançar todos os dias naquela sala suja e que agora ele estava me dando. Ele estava simplesmente me dando um prato de comida? Era difícil acreditar e aceitar. Fico o olhando, esperando alguma ação, ele levando a bandeja de volta e me deixando com ainda mais fome, rindo. Mas ele está parado, sentado aos pés da cama, me olhando.

一 Coma 一 ele manda, mas eu não consigo levar a mão até o prato 一 Você quer que eu saia? 一 também não consigo responder. Não sei o que ele queria ouvir, mas para ser sincera, assinto, ele sorri sem achar graça 一 Não vou sair, é o meu quarto.
Olho em volta então surpresa. As paredes verde desgastado, a tapeçaria vermelha da sala, os anjos... Mas por que ele me trouxe aqui? Eu tenho medo da resposta...

一 Coma, Cat 一 ele repete firme.

Não entendo porque ele começou a me chamar assim, mas confesso que prefiro Cat a Catherine, é fofo.

Pego a colher e mergulho no prato de sopa, ainda esperando ele fazer alguma coisa. Mas ele ficou ali parado me observando quando levei o líquido morno até a boca, e era tão bom. Acho que era a melhor comida que eu experimentara na vida. Mas não consegui comer muito, ainda na metade eu parei e tomei o suco em um gole, nem eu sabia que sentia tanta sede.

Depois que terminei, esperei Harry falar ou fazer alguma coisa, já que eu não era capaz de fazer nada, mas eu não conseguia olhá-lo. Ele se levantou e pegou a bandeja, saindo em seguida. Eu acho que posso voltar a dormir... Ele vai me deixar dormindo da sua cama?
Eu estou quase caindo em sono confusa pelo seu perfume quando o sinto me abraçar por trás, e sinto vontade de chorar. O que ele está fazendo comigo?

"Shhh" 一 ele sussurra e beija meus cabelos e me aperta contra o seu corpo. Ele não percebe que me machuca mais quando me abraça do que quando me bate?

Ou talvez ele saiba, e esse ainda seja o meu castigo.

Mas por que ele é tão cruel assim?

 

No meio das minhas lágrimas, caí num sono confortável, no qual não tive nenhum sonho e pude descansar dentro da minha própria mente por algumas horas. E que quando fui acordada, parecia que eu tinha dormido há dias.

一 Você tem dormido demais, consegue se levantar? 一 Harry está a minha altura, agachado ao lado da cama. Não era bem uma pergunta, ele estava mesmo querendo dizer "se levante" numa ordem.

Foi uma tarefa meio exausta, se já era difícil me apoiar para levantar, quando coloquei o pé no chão eu percebi que não tinha forças para me sustentar, me apoiei na base da cama então, e o choque do esforço das minhas pernas fracas quase me levou ao chão.
Olho para Harry vendo algo em cima de uma mesa ao lado do sofá, esperando ele dizer mais alguma coisa.

一 Pode descer para ir comer, Carmit vai gostar de ver você 一 ele me olha brevemente.
Penso no caminho até a cozinha e me sinto desanimada em ter que andar tudo aquilo. Mas também não era uma opção que ele me dava.

Faço meus passos para sair do quarto de Harry com uma sensação estranha e vou para a cozinha lentamente. Vou olhando para os painéis de madeira escura que moldavam o corredor até chegar na grande escada e o hall de entrada, onde foi minha última memória totalmente sã antes de Harry me jogar naquela sala e me torturar.
Olho para a grande porta de entrada com uma tristeza de que eu nunca vou sair por ela para ir embora, e que eu vou morar aqui para sempre.

Continuo o caminho até a cozinha, onde encontro Carmit cozinhando, com seu avental branco de sempre e pano de prato sobre o ombro. Eu me aproximo dela que mexia uma panela no fogão e dá um pulo de susto ao se virar e me ver.

一 Ah, Catherine 一 ela leva a mão ao coração, depois me abraça com força. Eu gemi de dor 一 Me desculpe 一 ela me solta e me olha 一 Como você está? 一 dessa vez sua voz sai mais baixa.

Fecho os olhos por um momento, essa pergunta me machucou por dentro, não havia uma resposta menos péssima para dar. E também me magoa que ela saiba exatamente o que aconteceu e mesmo assim nunca fez nada para me ajudar.

一 Me desculpe 一 ela abaixa a cabeça e se vira para o fogão, mexendo a panela muito rápido 一 Me desculpe 一 ela repete essas palavras inúmeras vezes com os olhos fixos na panela por vários minutos.

一 Es... 一 minha voz falha, limpo a garganta 一 Está se desculpando pelo que?

Ela larga a panela de repente e se vira assustada para mim, como se acabasse de acordar de um pesadelo. Noto que seus olhos estão avermelhados e cheios de lágrimas, ela enxuga com a ponta do avental e vai até o armário pegar algo.

一 Me desculpe 一 repete baixinho mexendo nos temperos. Ela vai para outro armário, pegando caixinhas, colheres, pacotinhos e volta para o fogão. Totalmente absorta e presa nessas palavras.

Eu estava triste por ela não me ajudar, mas também não é sua culpa que Harry seja tão mau comigo.

De tempos em tempos a vejo enxugar o rosto com a ponta do avental enquanto cozinhava. Depois ela se vira para mim, dessa vez sou eu que me assusto.

一 Pode se sentar, eu já estou quase terminando 一 puxa uma banqueta para mim, eu me sento devagar pela dor na minha bunda, me perguntando o que ela estava fazendo, e por quê estava desse jeito.
Depois de alguns minutos, ela voltou e colocou um prato de sopa de legumes na minha frente, tinha um cheiro maravilhoso que imediatamente me deu água na boca.

Tomei um copo de suco de laranja ao terminar a sopa, ainda sem saber porquê Carmit estava tão eufórica andando de um lado para o outro, resmungando sozinha, eu nunca tinha a visto assim.
Agradeci pela refeição e fui me levantar, mas ela me impediu.

一 Espera! Eu fiz a sua torta 一 ela traz a torta de morango que eu adorava, mas eu não conseguiria comer agora.

一 Eu como depois 一 digo, ela parece decepcionada, mas concorda e leva a torta de volta.

Ao sair da cozinha, fico confusa sobre voltar para o quarto de Harry ou ir para o meu. Noto pela primeira vez a camisola cinza e azul com desenhos de ovelhas que eu vestia e lembro que Harry me deu banho, e consequentemente me vestiu e me colocou para dormir na sua cama. Justo na sua cama, onde ele nunca fez questão de me deixar aproximar.

Eu volto para o quarto dele então, para evitar qualquer motivo dele ficar bravo. Mas o quarto está vazio, me deixando sem saber o que fazer. Então me sento em um dos sofás e espero. Harry aparece depois de um longo tempo.

一 Ah, aí está você 一 ele diz 一 Tudo bem, pode sair do quarto quando quiser, mas quero que durma aqui por enquanto.

"Por enquanto"... Evito a mim mesma de me perguntar sobre isso. Apenas assinto e me levanto, indo para o meu quarto. A última lembrança de estar nele parecia que tinha sido há muitos anos atrás. Todas as minhas roupas arrumadas no mesmo lugar de sempre e o relógio do criado mudo ainda parado do mesmo jeito. Chego perto dele e dou umas batidinhas, os ponteiros voltam a se mexer, mas com a hora completamente errada. Ele sempre está errado.

Vou para o banheiro, também sempre arrumado, com as toalhas brancas dobradas ao lado da banheira, tiro minha roupa e me coloco embaixo da ducha de água, que me cai suavemente nos ombros, me fazendo uma massagem. A maior parte do tempo do meu banho foi apenas admirando aquela sensação, eu nunca tinha percebido o quanto um simples banho numa água morna era bom. Tive um cuidado maior ao passar a esponja nas minhas pernas, tinham marcas horríveis de dores da mesma intensidade que as cicatrizes. Me enxugo em seguida com o mesmo cuidado e visto outras roupas, da mesma que eu estava; só uma calcinha e camisola. Já era noite e eu pretendia já voltar a dormir.

Enquanto escovo os dentes algo no meu reflexo no espelho me assusta. Não só a minha aparência horrível, meus olhos inchados, olheiras, mas também o corte no canto da minha testa com uma cicatriz enorme. Mas principalmente a região do meu pescoço, tinha uma marca roxa perfeita da corrente que eu estava presa. 
Mas curiosamente não estava tão dolorido quanto parecia estar. Eu só espero que todas essas marcas sumam logo do meu corpo, uma vez que já estavam para sempre na minha memória.

Calço uma sandália de pano e volto para o quarto de Harry, que novamente estava vazio, dessa vez a cama estava arrumada com lençóis trocados, ainda vermelhos, e inúmeras almofadas bem colocadas que a deixavam luxuosa.

Até tive pena de tirá-las e desarrumar para me deitar, mas estava com sono. Antes de colocá-las ao pé da cama, observo mais pensativa, eu tinha prometido a mim mesma não pensar, mas era a cama de Harry. Ele me disse uma vez que não dormiria comigo, pois eu tinha a minha própria cama, e ele, a dele. Por que ele queria que eu dormisse aqui agora?

一 Você já vai voltar a dormir? 一 sua voz me assusta, me viro para ver de onde ela vinha, até mais perto do que eu pensava.
Não consigo olhar para ele por muito tempo, então desvio o olhar e apenas assinto.

Eu gostava quando você falava mais...

Essa frase me faz erguer o olhar até ele novamente, mas ele não me olhava de volta. 

Eu não quero mais falar com ele. Até preferia que ele não falasse mais comigo. Porque eu não consigo fazer como ele, fingir que nada tinha acontecido, quando tudo aconteceu. Ele tinha me batido, me torturado, me acorrentado e me deixado naquele lugar sujo sem comida nem água por tantos dias que eu até perdi a conta, e agora ele me abraça e me pede para não chorar. É fácil para ele dizer e mandar o tempo todo que suas vontades sejam obedecidas, assim como é fácil esquecer o que fez comigo, ele já deve ter feito com outras pessoas, ele já matou outras pessoas. E ele tem uma vida, um trabalho, namorada, amigos... Eu não tenho nada aqui. A única pessoa que eu tenho para conversar é Carmit, e ela nem sempre está disponível.

Eu gostava quando você falava...

一 O que você quer que eu fale? 一 pergunto por fim, ele me olha nos olhos, e mesmo com os metros de distância, era como se ele estivesse colado em mim. Eu me sinto sufocada pela forma com que ele toma todo o ar e o espaço ao meu redor.

一 Quero que você fale o que você quer falar, eu nunca quis que você mudasse seu jeito, só pedia que tomasse cuidado com as perguntas.

一 Eu não quero mais falar com você 一 confesso 一 Na verdade nunca quis, eu só queria saber porquê de tudo estar acontecendo comigo. Era pedir muito você me deixar saber?

Eu sinto raiva e sinto vontade de chorar. Um minuto depois eu me arrependia de ter abrido a boca, e ele está parado e murmura: "Ah Cat", me olhando com pena de me ver chorar, mas ele não sentia pena quando me ouvia chorar quando estava me batendo.

Então ele se aproxima e me abraça com força, e me faz chorar ainda mais, e não era pelo meu corpo dolorido.

Estou ficando cansada demais de tentar encontrar a mínima coerência que explicasse Harry. Mas ao mesmo tempo eu me recuso a aceitar que ele seja simplesmente mau por diversão ou passatempo. Tem vezes que ele é tão compreensível, e outras, tão intolerante. É difícil saber qual vai ser a reação dele quando perguntar sobre essa casa ou o motivo que eu vim parar aqui. De respostas a surras, eu parei perguntar.

Talvez seja melhor eu me acostumar de uma vez a ser dele.

一 Você não pode fazer isso de uma vez? 一 pergunto entre soluços contra o peito dele, molhando sua blusa.

一 Isso o que? 一 ele acaricia meus cabelos devagar.

一 O que você quer fazer... tirar minha virgindade. 

Ele pára de repente e me solta, se afastando um pouco para me olhar. 

Não é isso que ele quer? Talvez me deixe um pouco em paz então depois.

一 Eu não posso 一 diz.

一 Por que? 一 enxugo meu rosto com a manga da camisola.

一 Você não está pronta ainda.

一 E quando eu vou estar pronta?

一 Quando me disser que está.

一 Eu estou pronta então.

一 Não é bem assim 一 ele balança a cabeça com um sorriso fraco.

一 É como então?

Harry fica em silêncio, um silêncio confuso que eu nunca o vi ficar. Ele está olhando dentro dos meus olhos, como se estivesse me contando um segredo. E que os meus, meio embaçados pelas lágrimas, não conseguissem compreender.

一 Você tem que querer.

一 Eu quero 一 digo, mas ele balança a cabeça negativamente, me reprovando 一 Harry, eu quero! 一 falo desesperada.
Não aguento mais essa angústia de esperar pelo pior. O pior sempre está por vir e só ele pode decidir quando chegar.

一 Não 一 torna a balançar a cabeça lentamente 一 Assim eu não quero.

Levo as mãos escondendo o meu rosto, com as lágrimas de desespero. Eu vou morrer nessa casa, é essa a minha vida.

Sinto os braços de Harry me envolverem novamente, eu nem ao menos posso me afastar...



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