História Mine (Version Camren) - Capítulo 8


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Palavras 3.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Falei que iria voltar ontem se não me desse preguiça né, mas deu e voltei hoje, capítulo ponte para o próximo que promete... Ou não, rsrs.

Capítulo 8 - Duas Aranhas, Duas Aranhas


Point Of View Lauren

– Lauren. – paralisei. – Onde você estava até uma hora dessas?

– Boa noite, papai amado. – ele estava me esperando, esperando. Cara, eu tô fodida.

– Boa noite, Lauren. Vou repetir a pergunta: onde você estava até uma hora dessas?

– Eu estava... No shopping, no cinema.

– Com o Liam? – engoli sem seco antes de responder.

– É. – virei pra subir antes que ele notasse minha “cara de quem estava mentindo”.

– Mentira.

– O que? – nem virei.

– Olhe pra mim. – tive de obedecer, engoli seco seu semblante sério – Com quem você estava?

– Com a Camila, minha amiga do colégio.

– Hm. Por que eu não conheço essa menina?

– A mãe conhece, por que ela não falou com o senhor que eu saí com ela?

– Esqueça sua mãe na situação. Você sabe que precisa da minha permissão pra sair.

– Pai, eu tenho 16 anos.

– Exatamente, uma menina ainda, precisa da minha orientação. – ele olhou rapidamente para a própria mão e voltou a me olhar – Você está de castigo.

– Sério isso? Que saco.

– Com quem você está aprendendo esses palavreados de vagabundo?

– Pai, é só uma gíria, nada demais. Não vai sujar minha redação do vestibular. – falei, irritada.

– Baixe o tom, eu sou seu pai e você me deve respeito. E eu sei que começa desse jeito, daqui a pouco você já vai querer piercing, alargador, tatuagem...

– Quer a verdade? Sou louca pra furar o nariz. – cruzei os braços. Fui ousada, mas não queria só isso, eu furaria também a cartilagem da orelha, e o mamilo. É gente, eu colocaria um piercing no mamilo se tivesse chance.

Aquilo era um absurdo, e me dava tanta raiva, que às vezes eu queria me encher de tatuagens só pra sacanear. Mas não dá, porque aí ele arrancaria minha pele. Eu teria que viver sem pele. Então é claro que eu não vou fazer isso. Ele é um grosso e só pra vocês terem uma ideia, rolou mó briga aqui em casa quando eu simplesmente comecei a fazer e pintar as minhas unhas.

– Você nunca mais vai repetir uma insanidade dessas na minha casa! Suba já para o seu quarto!

– Ok, boa noite. – quando eu estava na metade da escada, ele me chamou novamente. – Sim senhor.

– Ligue para o pivete do seu namorado que ele está perturbando meu juízo desde cedo atrás de você. E eu permiti que vocês fossem a tal festa.

– Festa? – eu não estava sabendo de festa, o Liam pediu permissão ao meu pai antes de saber se eu gostaria de ir? Odeio isso.

– Sim.

– E o senhor deixou? Eu não estou de castigo?

– Deixei, por ora. Mas faça por merecer ir, e ai de você se chegar bêbada ou se suas notas vierem baixas no final do trimestre. Estou confiando em você, não me decepcione. Se algum dia você deixar de me orgulhar eu não sei o que vai ser de mim, princesinha.

Bipolaridade, não? Meu pai é assim, mas no fundo eu sei que é um pai coruja que ama sua filha. Sufoca, enche o saco e tal, mas ama.

– Vem aqui dar um abraço no seu pai. – fui e sentei no colo dele de lado, ele me abraçou.

Ouvi passos na escada, era minha mãe.

– Já pararam a discussão? Que bom, agora também quero um pouquinho de carinho, vocês brigam, se amam e se esquecem de mim. – fui lá abraçar minha mãe também.

– Soldado, tenho uma missão. – falei ao soltar a minha mãe. Ele é General de Brigada, mas mesmo assim, eu sempre vou chama-lo de soldado.

– Sou todo ouvidos.

– Dê carinho a essa moça que te ama, eu vou tomar um banho porque estou suja e cansada, é uma ordem. E missão dada...

– É missão cumprida, sargento.

– Isso aí. – continências e eu saí marchando até o meu quarto pra tomar um banho.

Só queria isso e cama, mas após meu banho, e após me jogar na cama, precisava ligar para o Liam.

Disquei seu número, ele demorou de atender. Mas atendeu.

Oi amor, finalmente hein? Tava com saudade.

– Hey Liam.

Onde você tava?

– Fui ao cinema.

Com quem? – ih, começou o ciúme.

– Com uma amiga. – dessa vez ciúme com razão, mas deixa quieto.

Que amiga?

– A Camila.

A morena?

– Aham. – ele não tem ideia que a Camz é lésbica. – Por que toda essa insistência em falar comigo hoje?

Não posso sentir saudades da minha namorada?

– Isso nunca aconteceu, e a gente saiu sábado, hoje é segunda.

Ok, você me conhece, não é mô? – ri pelo nariz, bobão – Vai ter uma festa à fantasia sexta, a gente vai.

– Quem disse?

Por favor, amor. Tô fazendo beicinho.

– Eu não tô vendo, óbvio que não vai funcionar. Onde eu vou arranjar fantasia? Nem tenho nada em mente.

Vamos de Fred e Wilma?

– Flintstones?

É, o que acha?

– Acho que não devíamos combinar, amor. Principalmente com esse casal tosco.

Brincadeira, eu já tenho o lugar das fantasias. Mas nós vamos combinar sim, eu quero, Superman e Mulher Maravilha ou Batman e Mulher Gato?

– Quero te ver vestido de Superman, Liam.

Hm, te dá tesão? – af, a voz dele é sexy, ai ele sussurrando assim, que arrepio.

– Dá. – ele riu.

É tipo Clark Kent, uma camisa social e por dentro uma com o símbolo do Superman. Arranjei óculos também.

– Ok, eu vestirei uma fantasia de Mulher Maravilha, apesar de ser lógico que eu me vestisse de Lois Lane, já que você é o Clark Kent. - ouvi sua comemoração do outro lado e ri – Espera, o Clark tem cabelo liso, seu cabelo é cacheado.

Não é cosplay.

– Você vai dar chapinha.

Lauren!

– Sou louca pra saber como você ficaria de chapinha.

Por favor, eu gosto do meu cabelo assim.

– Você vai vir aqui e eu mesma farei sua chapinha. – ele bufou – Vamos, você vai gostar, amor.

Tá, ok. Mas quero você bem gostosa, em sua fantasia. E vai ter que me dar muitos beijinhos pra compensar.

– Quanto aos beijos, ok, darei quantos você quiser. E, bom, só espero não estar parecendo uma vadia. Você me acha gostosa?

Mas é claro.

– Então eu estarei gostosa, fim.

Tomara. – ri pela besteira dele. – Meu dia foi um saco, o seu foi melhor?

– Começou uma merda, terminou até bem legal.

Claro, você saiu com sua amiga, né.

– Aham. Liam, posso te perguntar um negócio?

Pode, ué.

– O que você pensa dos gays? – ele deu um muxoxo – Nunca te perguntei isso.

Sei lá, não sou muito fã não, mas respeito. Sinceramente, não consigo ver a parte boa em dar a bunda pra outro cara. Não vejo o tesão em ser invadido.

– Idiota – revirei os olhos.

Cada um com suas preferências, né.

– E as mulheres? – comecei a mordiscar os lábios em um leve nervosismo.

O que? Lésbicas? – murmurei “aham” – Lésbicas são foda, eu sei que elas pegam as meninas que deveriam ser dos caras, mas não tem como tirar a parte erótica de duas mulheres que se pegam, é sexy demais.

– Você acha mesmo?

Claro, a maioria dos caras é fissurado em lésbicas, principalmente no pornô. – taí uma coisa que eu não sabia. – Lauren, por acaso você está pensando em botar a aranha pra brigar?

– O que é isso? – ele se acabou de rir do outro lado. Oxe.

Pelo jeito não, ainda bem, primeiro você precisa ter a experiência normal, comigo, é claro.

– Mas que experiência, Liam?

Deixa pra lá, tá? – ele bocejou. – Tô com mó sono, vou dormir. Beijo amor, dorme bem, te amo.

– Beijo, sonha com os anjos, te amo também.

Vou sonhar contigo. Você me fez pensar em você colando velcro, mas que porra de pensamento sexy.

– Colando velcro? Pelamor Liam, o que é isso?

Falei besteira, esquece. Vou tomar um banho e depois dormir, beijão.

– Hm, eu sei que você vai se masturbar. – ele arfou surpreso, eu ri.

Eu...

– Pensa em mim e não deixa sujeira, beijo amorzão, me liga amanhã. – desliguei.

Sinto coisas na barriga quando sei que ele está de pau duro ou quando baixo a ousada e digo essas coisas. É estranho, mas é tão comum de acontecer que acho que é normal. Senti isso no selinho que dei na Camila. Ainda descobrirei o que é. Parece um frio na barriga, mas um pouco diferente.

Falando em descobrir o que é...

– Google... “Botar a aranha pra brigar”. – digitei.

Não sei quantos resultados, cliquei no primeiro, uma música do Raul Seixas. Li a letra e entendi, ok.

E colar velcro? Google...

Ok, entendi, é a mesma coisa.

Pera aí, então o Liam ficou excitado ao pensar em mim col... Fazendo essas coisas com outras meninas? Socorro!

– Eu nem pensava em beijar meninas, imagina em... – daí a minha mente me traiu mostrando-me o selinho na Camila.

É, deixa isso quieto, melhor.

Point Of View Camila

– Mas que porra, será que dá pra parar? A gente só matou uma aula, a última! Devia ter vindo sozinha. Tá no início do ano, a gente só vai com mais calma ver nossas fantasias, deixa de mimimi. Isso tudo é porque vai ficar longe da Lauren? Desapega, viada. – me faz matar aula e ainda quer ter razão, por favor né Normani.

A gente estava discutindo enquanto andava pelo shopping, lugar onde eu estava ontem com a Lo. Que luxo ir ao shopping todo dia, né.

– Vá se foder, vadia.

– Se você parar de encher meus ouvidos... Você não vai ficar burra pra sempre porque matou essa aula, e antes você nem reclamava, vinha comigo sem pensar duas vezes. Por que você tá assim agora?

– Talvez eu tenha começado a gostar de estudar, qual o problema?

– O problema é que o que te fez gostar de estudar, tem nome, sobrenome e namorado!

– Eu vou seguir em frente com ela, ok?

– Depois de quase gozar me contando que vocês deram um selinho? – dei uma tapa nela, afinal, estávamos em público.

– Eu só estava empolgada e confusa.

– É, essa atitude dela realmente fodeu.

– Mas eu vou seguir meu plano, não já te falei? – ela murmurou um “aham” descrente – Só pra te provar, vou pegar mais que você sexta. – ela parou de andar na hora. Tive que parar também.

– Uh, uma aposta? Camila Segunda está me desafiando?

– Com certeza, Kordei. Vai arregar?

– Eu não arrego. – falou de forma convencida.

– Então aceita?

– Mas é claro. – estendi a mão pra ela, que apertou – Você vai ser destruída.

– Veremos.

E assim entramos na loja de fantasias. Uma gatinha com luzes loiras no cabelo e um decote de parar o trânsito veio nos atender.

– Boa tarde, procuram por algo específico? – sorri normalmente pra ela, a Normani maliciosamente, o que não me surpreende.

– Boa. E não, o que você sugere? – perguntei.

– Boa tarde, qual o seu nome, linda? Ai! – discretamente eu belisquei a Normani por isso.

Porra, tem que cantar todas as mulheres. A menina arqueou a sobrancelha.

– Vamos fazer o que viemos fazer, por favor. – falei.

– Meu nome é Sarah. – ô menina, pra que dar corda pra ela?

– Gosto desse nome, é lindo. Combina com você, também é linda.

– Obrigada, mas acho que sua namorada não está gostando nada dessa sua atitude. – ela disse, se referindo a mim. Mani riu.

– Eu? Namorando essa tralha? Eca. – fiz questão de falar, o que fez a menina rir.

– Essa aí me ama, é minha melhor amiga, sabe Sarah.

– Sinto que vocês tem algo a mais.

– Não temos. – falei, já andando pela loja em busca de uma fantasia legal.

– Estou livre e desimpedida.

– Ótimo. – Sarah piscou.

– E tenho algo específico em mente, quero ir vestida de policial. – ela disse.

– Tenho duas pra você, siga-me, moça bonita que eu ainda não sei o nome.

– Normani, prazer.

– O prazer é todo meu, aqui, pode experimentar. – ela entregou dois cabides à Normani que entrou no provador.

E eu ali, sem achar nada interessante. Considerando ir vestida de deusa grega, é só botar uma toga por que deusa eu já sou, né.

– Nós temos fantasia de deusa grega, sim. – e a Sarah ali do meu lado.

– Hã?

– Você estava pensando alto.

– E você ouve os pensamentos alheios, mesmo altos?

– Eu sou uma vendedora, preciso tentar agradar ao cliente, não é? Foi só uma informação. Você tem uma carinha de que se daria bem com uma fantasia de princesa.

– Mesmo? Meu perfil não é esse.

– Bom, sua aparência é.

– Vou levar como um elogio, Sarah. – pisquei.

– Foi um elogio. Você se encaixa mais no perfil de Maria Machadão, dona de cabaré.

– Hahahaha, dá essa pra Normani, ela é a entendida nisso de cabaré.

– Cala a boca, Karla! – Mani gritou do provador, só falei porque sabia que ela tava ouvindo.

Eu ri e Sarah também.

– Bom, e se eu quiser ir vestida de mágica?

– Ficaria foda, mas aqui só rola a fantasia masculina.

– Eu sou masculina, por acaso? Passa ela pra cá, no meu corpo fica feminina, onde já se viu. – ela riu e pediu que eu a seguisse, me entregando uma fantasia de mágica, com direito a cartola.

A fantasia era um terno vermelho, quase vinho. Agora me diga: não é meio gay? É sim, pois é, e ficou bem legal.

“Af Camila, você é sapata até o último suspiro”. Eu falei que ficou legal, não que iria levar, tá?

Vesti minha calça jeans e saí do provador de sutiã porque ali só tinha a gente, nem as mulheres do caixa e nem as pessoas que passassem na frente poderiam me ver. Sarah encarou meus seios no sutiã preto por um bom tempinho. O que eu poderia fazer, né? [N.A: antes de começarem as piadinhas com os peitos da Camila, na minha visão, seios pequenos são muito lindos, ok? Eu acho mais atraente do que aqueles enormes igual da Kim ou Nicki].

– Acho que quero ir de pirata. Com chapéu de três pontas, por favor. – ela riu e murmurou “vou buscar".

– Mila.

– Oi Mani, parece que morreu aí dentro. Já vesti um terno e tirei aqui, desisti, vou de pirata.

– Eu tava me resolvendo com essa fantasia que ficou gigante, agora resolvi vestir a outra e se prepara, tô uma delícia.

– Então sai, pra eu te ver.

– Pera, falta o cap. Cadê seu Ray Ban? – essa pergunta me fez mexer entre os meus seios, lugar onde eu sempre coloco meus óculos quando não estão no meu rosto. Revirei os olhos por não lembrar que estava sem blusa.

– Nas minhas coisas.

– Pega e me dá. – o fiz, ela não me deixou abrir a porta do provador, foi por cima. – Agora eu vou sair, não baba. – ela destrancou a porta.

– Ok. – revirei os olhos, e quando voltei a olhar pra frente... – Puta merda!

– Tô dizendo... – a fantasia era uma calça coladinha preta que parecia de couro, e uma camisa de botões azul, só que os botões terminavam num local que deixava um decote, e que decote, misericórdia... Os seios de Normani são de outro mundo, não é possível, vontade de esfregar minha cara ali... Não, pera... Enfim, foco aqui... O cabelo dela, o cap e os óculos escuros completavam a aura de durona, e ela ainda fazia a maior pose de policial, com uma mão na ponta do chapéu.– Você está presa e tem o direito de ficar caladinha.

Alguém aí tem fetiche com policial?

– Gostosa. Porra, que sexy essa fantasia.

– Quero ver você ser mais sensual agora. Vou deixar as meninas loucas. – ouvi um barulho e quando olhei pro lado foi a Sarah que derrubou um negócio lá quando olhou pra Normani.

Logo ela me entregou a fantasia de pirata e, separadamente, o chapéu de três pontas.

– Como eu tô, Sarah? – ouvi a Normani perguntar.

– Gos... Tá linda, bonita, até sensual. – ri sozinha quando ouvi isso.

Ok Normani, vai ser páreo duro.

Minha fantasia não cobria metade das coxas, era um vestido branco com as mangas longas e os ombros nus, algo parecido com um espartilho um pouco mais longo - mas que marcava a cintura e destacava os seios - de couro que vinha por cima do vestido, uma bota cano longo que eu fiz questão de não calçar por causa do tempo, e o chapéu de três pontas.

Ela ainda incluía uma adaga de plástico, ri por isso, mas completou a vibe da roupa.

– Wow, Camila. Que peitões. Parece até que tem tudo isso. – Mani disse quando eu saí do provador.

– Engraçadinha, fique sabendo que você vai ter dificuldades, escuta o que eu tô falando, a aposta não tá ganha.

– Aperta esse espartilho aqui atrás, os peitos ficam mais... Belos ainda. – Sarah disse e me mostrou como fazia.

– Obrigada, vou ficar com essa.

– E eu a minha. – Mani falou, já vestida em suas roupas normais.

Não demorou muito e saímos dali.

Adivinha quem levou o número da Sarah?

Aff, ninguém aqui tem fé em mim, né? A Normani não levou nada, a Sarah ME deu o número dela, colocou no meu bolso da calça e ninguém viu, só fui perceber quando pus a mão no bolso.

– Olha, o número da Sarah! Tava no meu bolso, haha. “Me liga pra gente quem sabe sair, pirata Camila ;)” ela diz, que linda, nem lembro de ter dito meu nome. – provavelmente ela gravou quando ouviu a Normani dizer.

– É? – Mani enfiou a mão em todos os bolsos possíveis e nada de papelzinho. – Não tem nada nos meus.

– Sabe o que isso significa?

– Hm. – ela cruzou os braços, puro recalque.

– Que ela não gosta de putaria, ela gosta de meninas cavalheiras assim como eu.

– Você é uma vadia safada, não tem nenhum cavalheirismo aí.

– Mas eu não dei em cima dela, você deu, e em qual bolso está o número dela? No meu, então cala a boca, recalcada.

– Vou dar na sua cara se você continuar, rapariga.

– Já parei, vamos pra casa?

– Por favor, vamos comer antes, vai.

– Ok, vamos comer. Depois vou à sorveteria, pegar duas bolas de sorvete pra lembrar dos peitos da Sarah. – ela me bateu no braço. – Brincadeira, brincadeira, eu nem vou ligar.

– Esse é o espírito, nunca ligar.

– Mas vou salvar o número dela, para eventualidades, e chamar no WhatsApp pra ela ir à festa também. Isso se ela já não for, o Luís convida a cidade inteira.

– É, mas área VIP como a gente é pra poucos, querida.

– Verdade. Acho graça que ele sempre fala que vai ser a última festa, e sempre tem outra.

– É, acho que quando ele não disser isso, será a última festa.

E assim, comemos um hambúrguer com fritas e refri, depois o Túlio deixou a Mani em casa, e eu fui pra casa, também. Não deu outra: tomei banho e assim que terminei de vestir as roupas, a Lauren me ligou. Eu atendi, mas não dei muita corda nem puxei muito assunto, o que reduziu o tempo da ligação há 15 minutos. E ela não falou sobre o selinho, muito menos eu. Talvez não fosse mesmo pra ter importância. Antes de desligar com ela, apenas disse:

– Estou retomando a promessa de não te agarrar, beijo Lo, até amanhã.

Ahn, até Camz. – foi tudo o que ouvi do outro lado da linha, e desliguei.

Quer saber? Fodam-se os sentimentos, eu só quero pensar nessa festa. Ela promete.


Notas Finais


Me perturbem no twitter, eu sou legal: @SrtWilliams5H


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