História Minha aluna, malcriada - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Aposta
Tags Aluna, Dark, Impossível, Professor, Romance
Exibições 11
Palavras 1.031
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Check out


Dois anos depois...

O céu se mostrará acinzentado naquela manhã. O sol não sairá de trás das nuvens, cedendo seu lugar ao frio, mais precisamente fazia 14 graus, com sensação térmica de 10. Fernanda odiava o inverno, nunca gostou dessa estação do ano, desde que era criança pois a atrapalhava brincar no jardim de sua casa. Para ela, voltar para a cidade de São Paulo, depois de exatos dois anos fora, não era uma idéia animadora, não queria ver sua mãe e não estava certa de que sua mãe estava pronta para voltar a revê-la. Mais a garota sabia que era preciso voltar, se não quisesse continuar correndo perigo de vida.

Foram 24 meses, sem comunicação visual, não por falta de interesse de Liliana, mais por falta de boa vontade de Fernanda, que toda vez se negava a ligar a webcam.

Para ela, ouvir a voz da mãe já bastava, e tudo o que Liliana precisava saber a seu respeito é que ela estava bem e ainda sabia falar em português, depois de ter sido pressionada a aprender o inglês, já que seu pai Augusto praticamente a obrigou a ir morar em Londres com seus avós, pais de seu pai, para estudar, ou pelo menos essa foi a desculpa que Augusto deu a ela, depois que Liliana se internou em uma clínica psiquiátrica logo após ter uma depressão profunda devido a traição do ex marido.

Depois da pousada gloriosa e milimetricamente correta do piloto, as portas do avião se abrem e as escadas automaticamente descem, Nanda rápidamente junta seus pertences e jogando dentro de sua mochila jeans, da uma última olhadela para seu parceiro de poltrona que não havia tirado os olhos de seu livro patético de auto ajuda, a viajem toda e não achando necessário se despedir segue em frente seu caminho para fora do avião.

Logo após a partida da garota, Alexandre que estava sentado ao lado dela respira profundamente, tentando se livrar do cheiro adocicado do perfume que ela deixará no ar, fragrância que mechia com seu subconsciente, trazendo para sí, lembranças tristes das quais ele preferiu não pensar, não dessa vez. Talvez tenha sido por essa razão que ele não tenha sentido vontade de bater um papo com a garota, nem ao menos tinha se dado o trabalho de perguntar o nome dela e agora se culpava por isso. Ao longo de uma hora em que eles passaram sentados juntos porém distantes, apesar de roçarem seus cotovelos, ele pode perceber uma inquietude muito grande naquela jovem, uma tristeza ele julgava ser, apesar de não ter conseguido descifrar se aqueles grandes olhos azuis estavam tristes, ou assustados, já que estavam tão carregados de maquiagem preta bem esfumada...

Quando Fernanda chega ao portão de desembarque, seus olhos começam a procurar por sua mãe, acirradamente, apesar de ter se mantido distante nesses dois anos que esteve longe e não ter certeza da reação que Liliana teria quando a visse, a garota estava com saudade dos olhos maternos e calorosos que ela se lembrava, mais para seu descontentamento, o rosto que virá a sua frente, acenando para ela a sua espera, era de sua tia Vera Lúcia, seus olhos também eram verdes, iguais ao de sua irmã Liliana, porém não eram esses olhos que Nanda esperará aflita durante a viagem toda para rever:

_Oi tia. _Oi minha querida sobrinha, como foi de viagem? Nenhuma turbulência?

Vera Lúcia abraça a sobrinha, que permanece imóvel, apenas com uma dúvida martelando em sua cabeça:

_Não teve turbulência. E... Minha mãe, onde está? _Ah... Sua mãe não pode vir, então me ligou e me pediu, para que eu te apanhasse no aeroporto. _Hã, ok. Me deixa ver se entendi direito, minhã mãe e eu ficamos dois anos sem nos ver e ela pede para você vir me buscar? Eu já deveria imaginar. Não é? _Não, Nanda, não entenda mal, sua mãe ficou em casa preparando um almoço todo especial de boas vindas para você. Não fique assim, hein, meu amor?

Vera Lúcia acaricia o rosto da sobrinha para tentar acalma-la, mais Fernanda não muda sua expressão de decepção:

_Eu vou para a esteira pegar minha bagagem. _Eu te acompanho.

Vera Lúcia tenta falar, mais quando termina a frase sua sobrinha já estava mais próxima da esteira de bagagem do que dela.

_Isabela não corre por favor! _Papai, papai.

Alexandre estava de pé enfrente a esteira, atento a procura de sua mala, quando ouve a voz mais doce e reconfortante que já ouvirá em toda sua vida o chamando e em fração de segundos, sem se emportar com os passageiros que estava a sua volta, se ajoelha para abraçar sua filha que o esperava com um sorriso aberto:

_Minha filha, que saudades de você princesa. _Eu também estava com muita saudade papai. E eu queria te dizer que te amo muito!

A garota de quatro anos gagueja ao se declarar para o pai, que a tirando do chão, a segura em seu colo:

_Ela ensaiou o caminho todo de casa até aqui, para dizer o quanto te ama.

Sophia se aproximando da um forte abraço em Alexandre e um beijo longo e estalado em sua bochecha:

_Que saudades de você! _Eu também estava!

Alexandre beija carinhosamente a testa de Sophia que sorri. Enlaçando o braço na cintura dele...

Fernanda que estava logo atrás, a menos de um metro de distância pode contemplar a cena de segundos antes e não entendendo o porquê, se emociona ao ouvir a declaração daquela garotinha para seu pai. Aquela era uma família feliz, com alicerce e amor, tudo o que ela almejava e não tinha. Foi nessa hora que viu sua mala de couro vindo em sua direção e dando um passo a diante para apanha-la esbarra sem querer em Alexandre que também se inclinou para apanhar sua bagagem no mesmo instante, quando as duas malas se chocam e desequilibrando caem no chão:

_Oi. Me desculpe. _Não foi nada.

Alexandre dirige a palavra a ela enquanto se agacha para pegar a mala e quando vai entregar em sua mão seus olhares se encontram:

_Aqui está... Acho que essa é a sua! _Obrigada.

A garota agradece de pronto, com uma voz seca, clara e sem nenhum sorriso e logo depois desviando seu olhar do dele segue andando junto a sua tia para o estacionamento do aeroporto...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...