História Minha aluna, malcriada - Capítulo 3


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Categorias A Aposta
Tags Aluna, Dark, Impossível, Professor, Romance
Exibições 10
Palavras 1.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - De volta pra casa


A distância do aeroporto para a casa de Aydê nunca fora tão longa, a saudade de sua mãe era enorme e apertava no peito de Alexandre a cada minuto que passava. O que lhe confortava era sentir o calor de sua filha em seus braços, mesmo sabendo que era contra a lei, o pai todo atencioso, não hesitou em aconchegar Isabela em seu colo logo após ela ter adormecido na cadeirinha a caminho de casa, ele já tinha passado muito tempo longe das pessoas que amava e queria recuperar todo o tempo perdido.

Solteiro, logo após ter tido uma separação litigiosa e nada amigável com sua ex mulher, Alexandre se viu perdido.

Sua ex, Monique era uma aspirante a modelo na época e depois de ter recebido uma proposta de trabalho em Milão - Itália, o surpreendeu com um pedido de divórcio, atitude que partiu o coração do professor em pedaços o deixando desesperado e quando ela cedeu a tutela de Isabela a ele, afirmando não estar apita para educar uma garotinha de 4 anos o levou ao fundo da amargura e foi então que Alexandre perdeu a fé no amor, e

mudando-se para Montevidéu o professor de "ética social" de 35 anos, iniciou uma saga de cursos extracurriculares, passava a maior parte dos seus dias com os olhos sobre os livros, não saia mais de casa, não conversava mais com os amigos, telefonava pouco para sua família e quando ligava só pedia para falar com sua filha que conforme combinado com o juiz, tinha ficado no pátrio poder de Sophia, sua irmã mais nova, sua desculpa de que estava ocupado com os estudos sustentou seu sofrimento por meses, aos poucos Alexandre foi se definhando, se alimentava mal e dormia pouquíssimas horas por dia, com a ajuda de remédios com efeito calmantes. Foi quando ele chegou ao fundo do poço, sozinho naquela cidade, sem perspectiva de vida o professor teve um sonho e nele sua filha chorava e gritava, dizendo que queria morrer porque seus pais tinham a abandonado. Foi aí então que ele percebeu que estava cometendo o mesmo erro da mulher que mais amou em sua vida e que agora só sentia um mister de raiva e ressentimento. E quando acordou desse terrível pesadelo, que Alexandre decidiu voltar para sua família, para perto de quem o amava.

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Sophia estaciona seu carro na garagem da casa de Aydê e dando a volta no automóvel, abre a porta do passageiro para que Alexandre que estava com Isabela em seu colo pudece descer.

Quando de-repente ao avistar a churrasqueira e a piscina, Alexandre relembra os velhos tempos, de quando seus pais lhe permitia fazer festas para seus amigos de faculdade, recorda também seus natais e aniversários em família. E espontaneamente um sorriso leve aparece no canto dos lábios do rapaz, que se torna mais intenso ao ver a imagem de sua mãe o esperando sorridente, na porta de entrada da casa:

_Alex, meu filho lindo... Que saudades de você!

Mãe e filho abraçam-se e Aydê tateia o rosto de Alexandre com as mãos:

_Eu também estava com muitas saudades mãe. Estou muito feliz em te ver. _E eu ficarei mais feliz se você me disser que agora veio para ficar? _Sim mãe, eu vim para ficar! _Mais que ótima notícia, vamos, entre, vai colocar nossa bebê para dormir que eu vou colocar a lasanha no forno. _Lasanha mãe? Que delícia estou faminta.

Sophia abraça Aydê e logo depois elas entram na casa, juntamente com Alexandre:

_Mãe, onde eu posso colocar a Bela para dormir? _Em seu antigo quarto, filho, assim que eu fiquei sabendo que você viria, eu mesma limpei seu quarto e deixei ele prontinho a sua espera! _Você sabe que não precisava mãe. _Precisava sim, agora vá lá e coloque-a em sua cama, enquanto eu e a Sophia preparamos o almoço, você me ajuda a por a mesa filha? _Mais é claro, mãe...

As duas seguem conversando para a cozinha, enquando Alexandre segue o corredor que o levaria até seu antigo quarto de solteiro...

Vera Lúcia julgava o silêncio de sua sobrinha Fernanda, totalmente compreensível, durante todo o trajeto para a casa, era natural a garota ter ficado chateada com a mãe por ela não ter ido busca-la no aeroporto. O que a adolescente não sabia é que sua mãe talvez não estivesse tão preparada assim, para voltar a vê-la, desde o último telefonema que Liliana tinha recebido de sua filha, onde Fernanda avisará que estava voltando para o Brasil, ela já havia tido crise de choro duas vezes... Cozinhar foi a primeira coisa que veio a mente de Liliana no dia de hoje, ela queria agradar a filha e como não tinha idéia de por onde começar, optou por cozinhar o prato preferido da garota, lasanha à bolonhesa, pelo menos era o seu prato preferido quando criança.

Ao descer do carro e subir as escadas da casa, Vera Lúcia não pode notar mais Fernanda pensou em desistir várias vezes, essa era a primeira vez que a garota sentia sua pulsação acelerada em dois anos e devido ao nervosismo Nanda nota ao abrir a porta da frente, que suas mãos estavam trêmulas também.

_Liliana, chegamos!

Vera Lúcia avisa sua irmã com a voz mais alta que pode. Enquanto aguardavam por Liliana, Fernanda deu uma rápida olhadela ao redor da casa toda, nada tinha mudado, tudo estava em seu devido lugar, os vasos de flores, os três quadros de desenhistas famosos, dentre eles uma réplica perfeita do quadro de Picasso. E a escada, escada na qual a garota vira seus pais discutir pela última vez antes de se divorciarem. De-repente o dejavú que a garota estava tendo é interrompido por sua mãe que tirando o avental vem em sua direção, com um sorriso singelo pronta para cumprimenta-la:

_Oi mãe!

Fernanda surpreendendo a sí mesma, abraça sua mãe, antes mesmo que alguma palavra pudesse sair da boca de Liliana:

_Filha, minha filha. Minha menina. Como você está mudada, como você cresceu.

Lágrimas molham o rosto pálido de Liliana, sem que ela se importe em limpa-las, sua filha estava ali e por mais que lhe doesse vê-la, sua presença lhe fazia feliz também.

_Como você mudou, Fernanda, está mais madura. _Você também mudou muito mãe, está mais magra, pra falar a verdade, está acabada!

A observação de Fernanda, deixa Liliana um pouco incomodada, porém ela releva e muda de assunto:

_Você está com fome? _Eu preparei seu prato preferido, bom espero que lasanha à bolonhesa ainda seja seu prato favorito. _Na verdade não é mais o meu preferido, mais esta entre eles... Eu só vou deixar minhas malas no quarto e já volto. _Não, não vá. Deixa aí nos pés da escada, depois nós levamos, vamos almoçar, sua prima Cecília está na cozinha preparando a mesa. _Ta, ok.

Liliana passa as mãos pela cintura da filha que se afasta propositalmente, pois não estava acostumada a receber esse tipo afeto...



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