História Minha aluna, malcriada - Capítulo 4


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Categorias A Aposta
Tags Aluna, Dark, Impossível, Professor, Romance
Exibições 10
Palavras 1.423
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Abandono


Fanfic / Fanfiction Minha aluna, malcriada - Capítulo 4 - Abandono

Na casa de Aydê, todos já tinham almoçado e agora conversavam na cozinha, enquanto Sophia lavava os pratos e copos e entregava para sua mãe que os secava e guardava no armário, Alexandre as observava com um sorriso satisfatório no rosto, como ele sentirá falta dessa união, como ele adorava estar em família:

_O que foi Alex, porque você ficou tão calado de-repente? _Por nada. Só estou observando como vocês ficaram amigas. Ainda me lembro do quanto vocês implicavam uma com a outra, quando o papai era vivo. _Isso acontecia porque nós duas disputavamos a atenção dele! Agora que ele se foi, nós duas nos dedicamos em dar toda nossa atenção a Bela e é claro a você, agora que você voltou! Não é mãezinha?

Sophia terminando de lavar o último copo enxuga suas mãos e beija o rosto de sua mãe:

_É sim! _E o Willian, Sophi. Como está? _Bem, trabalhando como sempre, só que cada dia mais distante. _Distante porque? Você parece chateada com ele? _Sim e não ao mesmo tempo.

Sophia responde com uma carinha triste, sentando-se a mesa, ao lado de seu irmão, quando Aydê a repreende:

_Não minta para seu irmão Sophia, seja sincera, algum dia ele vai ter de saber! _Saber do que? Eu não estou entendendo. _Saber que o Willian está pressionando sua irmã, ele quer que ela dê um filho a ele. _Eu não vejo nenhum problema nisso, vocês são casados há algum tempo é natural que ele queira um bebê, e você adora crianças. _Sim é natural quando o casal pode ter um bebê e acontece que eu simplismente não consigo. Eu não sei o que acontece comigo, já parei de tomar anticoncepcional a algum tempo mais não engravidei. A mamãe acha que eu devo ir ao médico para ver se o problema é comigo. _E porque você não vai? _Porque... Tenho medo da resposta! _Sabe o que eu acho, deveria ir vocês dois, hoje em dia existem vários métodos fertilizantes se caso vocês precisarem. Eu te dou total apoio. _Serio? _É claro que sim. _E eu também. _Ai, obrigada mano, obrigada mãe. Vocês são os melhores!

Sophia beija a mão dos dois, aliviada por ter o apoio de sua família para o que der e vier.

_Papai? Você está aqui de verdade, pensei que eu estava sonhando!

Logo após despertar, Isabela vai correndo para a cozinha é ao ver seu pai, corre para o colo dele com um sorriso de orelha a orelha:

_Eu estou aqui sim meu amor. E prometo que não vou mais embora! _Que bom. Eu te amo, papai.

A garotinha abraça seu pai, comovendo intimamente Alexandre que sente seus olhos marejarem, ao se dar conta de todo o carinho que perdeu estando fora há um ano. E outra vez a voz doce de Isabela os surpreende com uma nova pergunta:

_E a mamãe, não veio com você? _Ah... Não a mamãe não veio comigo meu anjo.

Alexandre responde com a voz embargada, Sophia e Aydê percebem o quanto falar de Monique ainda era difícil para ele, por isso tentam mudar de assunto:

_Bela, amorzinho da vovó, porque você não vai brincar com suas bonecas hein, o papai está cansado da viagem! _Não, eu não quero brincar, quero saber onde está minha mãe e porque ela não voltou com você papai? A tia Sophi disse que ela voltaria com você. _Sophia?

Alexandre olha de sua filha para sua irmã incrédulo, por Sophia ter mentido para a garotinha e alimentado a esperança de que um dia Monique voltaria para a casa com ele:

_Me desculpe Alex, eu achei que vocês iriam reatar. Na verdade nós nunca acreditamos que você tivesse ido para Montevidéu estudar. Pensamos que você tivesse ido para Milão procurar por ela! _Nãooo. Eu não fui procura-la, nunca faria isso, ela decidiu ir embora, foi ela quem nos abandonou!

Depois de cuspir rápidamente todas aquelas palavras ressentidas, Alexandre levanta-se da mesa e segue para o jardim, deixando Isabela sentada na cadeira em que ele estava:

_Alex, Alex.

No momento em que Sophia se levanta para correr atrás de seu irmão, Aydê segura em seu braço a impedindo:

_Não filha, agora não, ele precisa ficar sozinho por um tempo. _Você acha mesmo? _Acho. Ter voltado para São Paulo foi um baque grande para ele.

Sophia ouvindo sua mãe, volta a se sentar a mesa...

O almoço em família na casa de Liliana estava sendo agradável, apesar de Fernanda se limitar em apenas responder às perguntas feitas por sua família.

Cecília sua prima, se mostrava interessada no rumo que a conversa estava tomando, apesar de Nanda falar com desdém e pouco caso de sua estadia em Londres, a garota conseguia filtrar todas as informações possíveis da cidade que diferente de sua prima, tanto queria conhecer...

Apesar de terem a mesma idade ambas as primas possuíam personalidade visivelmente diferentes. Cissa apelido carinhoso dado pelo pai de Cecília, era tímida e doce, de aparência natural e de pouca maquiagem, boa aluna em todas as matérias e uma filha de educação invejável.

_E prima, você conheceu algum gatinho por lá? Eu particularmente acho que os ingleses tem uma beleza peculiar. _Não. Não conheci ninguém que me chamasse a atenção, mais também não procurei...

Fernanda responde a pergunta de Cecília rápido demais e logo depois levanta-se da mesa, atraindo toda a atenção para ela:

_Mãe, Cissa e tia Vera, se vocês não se importam eu vou subir para o meu quarto, me deitar um pouco, a viajem foi um pouco cansativa. _Imagina sobrinha é claro que não nos importamos, vá descansar! _Com licença. _Mais tarde nos falamos, prima. _Sim, você tem meu número, manda uma mensagem.

Logo após Nanda se retirar, o semblante alegre que Liliana lutava em manter na presença da filha, se desmancha e ela desabafa:

_Nossa, como minha filha está mudada, está magra, quanto mal eu fiz a ela, meu Deus! _Hei, mana, não se culpe por isso, nós sabemos que você não estava em boas condições de se cuidar também.

Vera Lúcia se refere aos meses que Liliana havia ficado internada numa clínica de reabilitação, devido aos seus surtos de depressão e síndrome do pânico, doenças emocionais que foram desenvolvidas logo após seu divórcio com Augusto Cunha...

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Já fazia algum tempo que Alexandre estava no jardim, depois de ter se aborrecido com o episódio de sua filha perguntando pela mãe. Quando Sophia não aguentando mais a angústia de ficar o vigiando pela janela da sala, decide ir até ele, que estava sentado a beira da piscina:

_Maninho, me desculpe por hoje eu não queria ter dado esperanças para a Bela.

Chegando perto de seu irmão e agachando-se, ela abraça os ombros dele:

_Você ainda está chateado comigo?

Sophia faz bico ao sentar ao lado de Alexandre:

_Não, já passou!

Alguns segundos de silêncio incomodam Sophia, que volta a falar:

_Você ainda gosta dela não é? _Não, já amei demais, agora só sinto pena. _Só pena mesmo? _Pena, mágoa, raiva, ódio. E por mais que eu tente, não consigo entender como alguém pode ser tão fria a ponto de abandonar a família por causa de um capricho. Nós poderíamos ter ido visitar milão juntos quando a Isabela crescesse. _Ela não queria só visitar milão, queria se mudar para lá também. _Quando amamos alguém, abrimos mão de tudo, inclusive dos nossos próprios sonhos, só para sonhar junto com a pessoa que amamos, eu estava pronto para fazer isso, ela não.

Uma lágrima cai dos olhos de Alexandre e quando ele a sente rolar, enxuga na hora, não se permitindo chorar mais, se proíbindo de sofrer novamente. Quando Sophia tem uma idéia e ao abrir um sorriso animador, levanta-se e puxando seu irmão pelas mãos força-o a se levantar:

_Tive uma ótima idéia, que você não pode recusar. _Que idéia? _O que você acha se nós fôssemos ao cinema? Já faz tempo que a Isabela está me pedindo para ir e eu nunca tenho tempo para leva-la, o que me diz? Vamos ou não, fazer o gostinho da nossa criança? _Ela tem se comportado certinho? Ta merecendo passear? _Sim, ela tem comido até verduras e duas frutas ao dia. Aceita vai, não por mim, nem por ela, mais por você, se permita viver! _Eu não sei mana, acho melhor não. Amanhã eu começo a lecionar na UESP (Universidade estadual de São Paulo) e não quero me atrasar, quero causar boa impressão. _Alex, nós só vamos ao cinema, não vamos chegar tarde em casa. Não tô te convidando pra uma balada. Aceita vai, por favor, já faz tempo que você não sai. _Ta, tudo bem eu aceito. Mais com uma condição, que você me ajude a desfazer minhas malas. _Feito!

Sophia Abraça Alexandre e os dois irmão entram de mãos dadas na casa.



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