História Minha amada professora - Capítulo 48


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Novela, Romance
Visualizações 183
Palavras 2.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 48 - Capítulo 48


Lauren me beijou por alguns segundos, insanamente descontrolada por me ver nua, mas logo deu um jeito de livrar seus lábios dos meus pra resolver um assunto importantíssimo: abrir a embalagem do preservativo que ela tinha tirado da bolsa. Enquanto eu agarrava a maior quantidade possível de cabelo dela, suspeitando até de que tinha arrancado alguns fios, e beijava seu pescoço cheiroso sem a menor vergonha, ela colocou a camisinha, provavelmente acostumada a fazer isso com garotas penduradas nela. Mas eu não me importava de estar sendo só mais uma entre as várias alunas que ela já havia pegado, seria a primeira e última vez mesmo. Era apenas uma irresistível e momentânea atração física, e jamais passaria disso.

Precauções tomadas, ela voltou a me beijar, faminta graças aos meus talentos para lidar com pescoços perfumados, e eu acariciei firmemente seus quadris, dedilhando suas “entradas” deliciosas. Escorreguei minhas mãos um pouco mais para baixo e para a parte de trás, e me surpreendi com o relevo que encontrei. Eu me lembrava de ter observado aquela bunda (sem querer!) antes, mas não imaginei que no quesito tato ela pudesse ser tão melhor.

Lauren apertou minha cintura com firmeza, e sem nem me dar tempo de assimilar o que pretendia, ela me invadiu, me fazendo pensar por um momento que me rasgaria por dentro. A força com a qual ela investiu, somada ao efeito único que seu corpo tinha no meu e ao nítido tesão em sua expressão fechada, me causaram uma sensação que eu jamais tive com nenhuma outro pessoa. A maneira como ela continuava investindo, incessantemente firme, enquanto soltava ruidosamente o ar em meu ouvido, me faziam retorcer os dedinhos dos pés e agarrar seus ombros como se eu dependesse daquela força pra viver. Meu corpo todo estava tenso, sobrecarregado de prazer, e ainda assim ansioso por mais.

Elela dava leves selinhos na curva entre meu pescoço e meu ombro de vez em quando, provocando choques elétricos a cada vez que seus lábios tocavam minha pele. Qualquer contato entre nossos corpos provocava essa sensação, e agora eu podia afirmar que a eletricidade entre nós poderia abastecer uma cidade inteira. Nunca na minha vida eu pensei que fosse gostar tanto daquela maneira rude, quase dolorosa, mas agora eu podia entender por que algumas pessoas não conseguiam viver sem aquilo. Era sem dúvida a sensação mais viciante do mundo.

Após alguns minutos me adaptando à coisa mais prazerosa que eu já tinha experimentado na vida, recuperei meus movimentos, e logo voltei a perder o controle sobre eles. Meus lábios grudaram em seu pescoço úmido de suor como se eu fosse uma sanguessuga, dando chupões que provavelmente deixariam marcas, e minhas mãos trêmulas contornavam seus ombros tensos e maravilhosos, isso quando não estavam percorrendo o resto de pele alcançável dela. É normal uma mulher suar morango com champanhe ou seria uma alucinação da minha cabeça?

Quando já tinha perdido a conta de quantos orgasmos ela já tinha me causado, o cansaço começou a me dominar. Lutando contra a exaustão que teimava em querer interromper aquela sensação incrível que o corpo dela provocava em mim, joguei a cabeça pra trás, segurando seus cabelos entre meus dedos enquanto ela beijava intensamente meu pescoço e colo. Sem sucesso algum em me manter firme, voltei a deixar minha cabeça na posição normal após algum tempo, procurando os lábios dela na tentativa de afastar aquele cansaço mais do que inconveniente. Lauren conseguiu me reanimar com seu beijo provocante, até soltar um gemido rouco rente aos meus lábios e finalmente gozar, também esgotada.

Abracei seu pescoço devagar, me sentindo um pouco tonta, e apoiei minha testa em seu ombro. Respirei por alguns segundos, de olhos fechados, tentando colocar um pouco de ar em meus pulmões, mas meus músculos ainda pareciam contraídos demais pra permitir isso. Senti as mãos de Lauren acariciarem minha cintura e minhas costas lentamente, e ela de leve depositou um selinho demorado e gostoso em meu pescoço.

Lauren: Quando eu apenas imaginava como seria te ter, você já era meu vício – ela sussurrou, arrepiando meus cabelos da nuca com seu hálito quente.

Lauren: Agora que eu realmente te tenho… Não vou conseguir te tirar da cabeça.

Abri os olhos com cuidado, e agradeci por não estar mais tonta. O oxigênio já fluía mais tranquilamente por minhas vias respiratórias, e meu corpo parecia mais relaxado. Ergui minha cabeça sem pressa até conseguir olhar pra ela, e sua expressão demonstrava um deslumbre retraído, intrigado. Era como se eu fosse algo ainda a ser desvendado, algo que ela não conseguia compreender. Apesar de meu rosto só demonstrar cansaço, Lauren também tinha um significado incompreensível pra mim, ainda mais depois de tudo aquilo. 

Fechei meus olhos novamente, sem aguentar encarar aquele brilho ofuscante no olhar dela por muito tempo. Meu coração precisaria de algum tempo pra se recuperar, e olhá-la tão de perto nos olhos era suicídio. Respirei fundo, e quando estava prestes a abrir os olhos novamente, senti os lábios dela nos meus, daquele jeito que não me dava outra escolha a não ser corresponder. Não porque ela não me dava chance de escapar, mas porque meu corpo a correspondia sozinho, sem nem pedir autorização. Uma de suas mãos envolveu um lado de meu rosto, e a outra me abraçou pela cintura de um jeito reconfortante. 

Alguns segundos perdida naquele beijo e um turbilhão de memórias passaram pela minha cabeça.

Shawn.

Por Deus, o que eu estava fazendo ali outra vez? 

Camila: Pára, Lauren – soprei, afastando-a com esforço pelos seios com a expressão vagamente alarmada.

Camila: Eu tenho que ir.

Lauren me encarou por pouco tempo, indo da confusão à resignação em poucos segundos. Me deixou levantar, dando as costas para mim enquanto caçava suas roupas, e eu não ousei olhá-la outra vez, por mais que meus olhos teimosos estivessem diante do fato de que ela sem roupa era ainda mais atraente do que quando estava vestida. Fiz o mesmo que ela, me vestindo rapidamente e ainda cambaleando algumas vezes. Quando terminei, me virei em sua direção, mas ainda sem coragem de olhar diretamente em seus olhos. 

Lauren já estava com sua blusa grafite, sua calça jeans escura e seus tênis perfeitamente brancos. Com menos roupas pra vestir do que eu, ela já tinha tido tempo pra arrumar o cabelo, despreocupadamente bagunçado do jeito de sempre, enquanto eu ainda procurava um elástico nos bolsos de minha calça pra prender o meu. Com o calor que eu ainda sentia, quanto menos coisas me abafando, melhor.

Quando meu cabelo já estava decentemente preso num rabo de cavalo alto, eu a encarei, mordendo meu lábio inferior um pouco dormente. Lauren estava com as mãos nos bolsos a poucos passos de mim, e seus olhos me instigavam a falar alguma coisa, mesmo que ela não tivesse emitido um som sequer. 

Camila: Isso… Isso foi… Isso foi extremamente… Errado – gaguejei, abrindo e fechando a boca sem dizer nada por várias vezes entre as palavras.

Camila: E não vai acontecer de novo. Definitivamente não. 

Ela continuou me encarando, sem expressão a não ser pela intensidade de seu olhar, e alguns segundos depois, um sorriso se formou em seus lábios avermelhados. Um sorriso convencido, nem um pouco preocupada com o ponto final taxativo que eu havia dado naquela situação. 

Lauren: Que progresso – ela murmurou, erguendo as sobrancelhas por um momento em tom de surpresa.

Lauren: Hoje você preferiu falar alguma coisa a sair correndo com cara de horror. Isso aumenta bastante minhas esperanças. 

Meu olhar estremeceu rapidamente quando ouvi sua voz carregada de prepotência. Por algum motivo, ela tinha certeza de que aquilo aconteceria novamente. E de alguma forma, eu não me sentia totalmente firme para contrariá-la. Minhas pernas ainda não tinham parado de tremer, e as sensações que ela tinha me provocado estavam bem frescas em minha memória. 

Camila: Você não ouviu o que eu disse? – perguntei, tentando evitar que minha voz falhasse, mas foi totalmente em vão.

Camila: Não vai acontecer de novo. Eu odeio você.

Dizer as últimas três palavras não foi tão convincente como costumava ser antes. Eu não sentia nenhum tipo de afeto por ela, mas odiar parecia não descrever exatamente o que ela representava pra mim. Era algo mais… Indescritível, talvez.

Lauren: Claro que ouvi – ela respondeu, irônica, assentindo uma vez e erguendo uma sobrancelha de um jeito que a deixava ainda mais sensual.

Lauren: Pude ler essas mesmas palavras escritas na sua testa ontem, com a mesma firmeza impressionante. E olha só que coisa, você está aqui hoje. De novo. 

Engoli em seco, com a respiração levemente ofegante. As contradições dentro de mim estavam me deixando tonta novamente, mas eu me mantive firme, mesmo quando ela deu um passo na minha direção. 

Tudo bem, quando ela deu o segundo passo, eu comecei a ter leves vertigens, e só não caí quando ela resumiu a distância entre nós a poucos centímetros porque ela me sustentava, com seus dedos fortes ao redor de meus braços. Nossos olhares estavam magnetizados, conectados invisivelmente, e só se desviaram um do outro quando ela acariciou minha bochecha com a sua e murmurou em meu ouvido, com aquela voz irresistível: 

Lauren: Vou esperar ansiosamente pela sua próxima visita. 

Lauren se afastou novamente, com um sorriso de canto nos lábios, e assim que suas mãos me soltaram, pensei que fosse desmaiar. Mas após alguns segundos reunindo forças pra me manter de pé, fiz a única coisa que me ocorreu: saí correndo do laboratório, destrancando a porta com dificuldade, e quase caindo ao descer os degraus das escadas. 

Ela estava errada. Eu não voltaria mais. Eu nunca mais me permitiria voltar àquele laboratório, mesmo que meu corpo gritasse pelo dela. Mesmo que meu corpo implorasse pra ter o que só elela conseguia me dar.

Cheguei em casa com a mesma expressão lívida com a qual deixei o laboratório. Podia sentir o suor frio em minha testa, podia sentir a palidez do meu rosto, a instabilidade de minhas pernas e mãos, o puro pânico estampado em meus olhos ainda arregalados. 

Sinu: Tá tudo bem mesmo com você, filha? – ouvi minha mãe dizer assim que entramos em casa, e por mais que ela estivesse bem ao meu lado, sua voz estava distante, como se houvesse vários metros entre nós. Assenti vagamente, assim como fiz durante todo o trajeto no carro, sem sequer tentar entender o que ela estava perguntando. Caminhei o mais rápido que pude até meu quarto, quase tropeçando nas escadas, e me tranquei com pressa. Encostei minhas costas na porta e lutei contra meus joelhos vacilantes, sem conseguir definir exatamente o que estava acontecendo dentro de mim. 

Eu me sentia em transe, numa dimensão completamente distante da realidade, alheia a qualquer sentimento. Era como se eles estivessem presos numa caixa minúscula, aprisionados, me transformando numa pessoa oca. Não conseguia sentir remorso, nem dor, nem raiva, nada. Apenas o vazio. O mesmo vazio que mantinha meus olhos arregalados e fixos no abajur de minha mesa de cabeceira, sem realmente enxergar nada. Apenas via trechos dos recentes acontecimentos passando como flashes em minha mente. Quando me dei conta do que estava fazendo, me vi em meu banheiro, tirando a roupa com agonia, como se houvessem formigas ou qualquer outra coisa indesejada nelas. Coloquei todas as peças no cesto de roupa suja de um jeito rude, na inútil ilusão de que aquilo me ajudaria em alguma coisa. Liguei o chuveiro até que um forte jato de água jorrasse dele, e entrei de cabeça debaixo daquela cachoeira gelada. Meu corpo estremeceu pelo choque térmico, mas eu me mantive imóvel, deixando a água escorrer ralo abaixo e levar consigo tudo que restava dela em mim. 

Absorver o turbilhão de loucuras que tinham acontecido em tão pouco tempo parecia impossível, mas quando a compreensão finalmente começou a aparecer e eu consegui organizar meus pensamentos, as perguntas sem resposta me engoliram como uma onda gigante. Como eu deixei isso acontecer? Por que eu deixei isso acontecer? Eu amava Shawn, podia sentir meu coração doer de culpa a cada batimento! 

Mas ao mesmo tempo, podia sentir os leves tremores que percorriam minha espinha a cada segundo gasto pensando em Lauren; apesar de estar debaixo do chuveiro, ainda podia sentir o cheiro dela em minha pele, o cheiro do qual eu me tornei inconscientemente dependente há algum tempo. Não era certo querer uma cafajeste daquele jeito, somente por pura atração física, enquanto eu tinha um príncipe encantado me dando todo o amor que eu precisava.

Com os olhos fortemente fechados, eu permaneci naquela posição por incontáveis minutos. Era extremamente doloroso, mas eu nem tentei me impedir de pensar em Shawn. A imagem de seu rosto sorridente, radiante, apaixonado, logo dominou minha mente, a não ser quando os olhos verdes da professora Jauregui teimavam em surgir, tão hipnotizantes que tirariam do chão até a pessoa mais insensível. Como eu fui um dia em relação a ela. 

Me abracei, sentindo as pontas de meus dedos ficarem cada vez mais frias, e abri os olhos, já que mantê-los fechados só piorava minha situação. Focalizei o vidro molhado do box à minha frente, bem aonde havia uma pequena prateleira com meu shampoo, sabonete e condicionador. Num cantinho da prateleira, estava uma esponja praticamente intocada que mamãe havia me dado há algum tempo atrás, esperando até seu próximo e raro uso. Não precisei pensar duas vezes. 

Peguei a esponja, encharcando-a e esfregando meu sabonete nela até me certificar de que a espuma era suficiente. Com o lado áspero, eu comecei a me esfregar por inteiro num movimento frenético e masoquista, começando pelos braços e seguindo pelo resto do corpo. Os vergões avermelhados que a esponja deixava em minha pele mal apareciam, escondidos sob a grossa camada de espuma que os cobriam, mas eu podia senti-los ardendo insistentemente. Desesperada, eu passei a esfregar com ainda mais força, e cada lugar que a esponja percorria me trazia uma lembrança de tudo que eu e Lauren tínhamos feito. Um nó enorme e doloroso se formou em minha garganta, mas prometi pra mim mesma que não derramaria uma lágrima. 

Não por ela. Não por Lauren.

Aquilo tinha sido só um momento de insanidade, nada mais. Nunca aconteceria de novo, isso era certeza. Shawn não precisaria saber, não houve sentimento nenhum, nunca existiu e nunca vai existir. Eu odiava Lauren, e não sabia como viveria sem Shawn. E por todos os aspetos que os tornavam duas pessoas completamente diferentes, eu guardei aquele erro dentro de mim, num canto deserto de minha memória, de onde ninguém o tiraria. Era isso… Estava acabado. 

Me deixei cair no chão do box, cansada e arfante pelo esforço com a esponja. Encostei minha cabeça na parede atrás de mim, sentindo minha pele arder ainda mais quando os respingos de água gelada me atingiam, e encarei o vazio por um tempo. Totalmente entorpecida. Eu tinha tomado minha decisão. Eu sabia que não seria capaz de encarar Shawn novamente sem me lembrar de minha mentira, mas o simples pensamento de contar a ele e ver a repulsa em seu olhar fazia meu corpo se encolher involuntariamente. Shawn não merecia ser enganado, e eu sabia que não o merecia, mas eu era egoísta demais pra dizer a verdade e vê-lo me abandonar. 

Após um longo tempo que não consegui calcular, ouvi batidas na porta de meu quarto. Ignorei-as totalmente, sem condições de falar com ninguém. Eu me sentia um pouco mais calma, mas ainda não totalmente de volta à realidade. 

Foi quando eu ouvi uma voz inesperada do outro lado da porta. 

- Larissa? 

Olhei na direção da voz, como se fazendo isso pudesse ver se ela realmente pertencia a quem eu estava pensando. Com cuidado pra não escorregar, me levantei do chão, me enxagüei rapidamente pra tirar o resto de espuma e saí do banheiro, com uma toalha enrolada no corpo e a outra no cabelo.

Continua...



Notas Finais


O que vocês acharam? Me digam pfvr, espero que tenha gostado❤


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