História Minha amada professora - Capítulo 81


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Novela, Romance
Visualizações 204
Palavras 2.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 81 - Capítulo 81


Fanfic / Fanfiction Minha amada professora - Capítulo 81 - Capítulo 81

Lauren: Você que pensa – ela ergueu uma sobrancelha, com um sorriso divertido.

Lauren: Meu autocontrole fica um pouco frágil com a sua boca perto do meu ouvido, você sabe disso. 

Camila: Que tal você parar de usar esse tom de voz e me beijar de uma vez? – pedi, com a visão um pouco turva apenas por ouvir suas palavras e o timbre sedutora com o qual ela as pronunciava.

Camila: A não ser que você esteja disposta a me segurar caso eu desmaie. 

Lauren: Você inconsciente de novo não, por favor – ela riu, e eu logo me lembrei de quando apaguei em seu carro após a festa de Selena.

Lauren: Me lembrar daquela noite é torturante demais. 

Camila: Bom, eu não me lembro daquela noite, e prefiro não pensar nisso – balancei negativamente a cabeça, erguendo as sobrancelhas temerosamente.

Camila: Ficar desacordada não é algo que me agrade, ainda mais com você por perto. 

Lauren: Eu não fiz nada naquela noite, a não ser ficar preocupada com você – ela resmungou, com um tom muito séria e manhosa ao mesmo tempo. Aquele assunto parecia ferir sua moral, e não era difícil compreender por quê. 

Camila: Eu sei, eu sei – sorri, apertando suas bochechas e vendo-a fechar a cara.

Camila: Mas da próxima vez é pra fazer! 

Rodrigo jogou a cabeça pra trás, rindo de meu pedido absurdo, e ri junto, até que ela, ainda sorrindo, uniu seus lábios aos meus, iniciando um beijo carinhoso e intenso. Ri baixinho quando ela apertou meus glúteos e me puxou para mais perto de si, e dei uma mordidinha em seu lábio inferior, ouvindo sua respiração tornar-se gradativamente pesada conforme o beijo e as carícias se aprofundavam. 

Até que uma batida na porta trancada do laboratório nos interrompeu. 

Ambos arregalamos os olhos ao ouvir o som, e levamos alguns segundos para conseguir pensar no que fazer. Quem era o idiota que estava querendo entrar no laboratório vinte minutos após o término das aulas da manhã? Ninguém nunca ia até ali àquele horário.

Lauren: Se esconde – li seus lábios pedirem, e pus-me de pé num segundo, sentindo meu corpo inteiro tremer de medo. Corri até a bancada mais distante da porta e me escondi atrás dela, sentada no chão e abraçada às minhas pernas. Meu coração estava a mil dentro do peito, e eu tentava normalizar minha respiração ofegante à medida que ouvia os passos de Lauren distanciarem-se até chegarem à porta. Se alguém me visse ali, nós duas estaríamos muito ferradas. Como explicar minha presença no laboratório, trancada com Lauren? 

Lauren: Shawn? – ouvi a voz de Lauren dizer, um tanto trêmula, e foi então que meu coração parou. 

Shawn. 

Minha pressão baixou instantaneamente assim que ouvi Lauren pronunciar seu nome, e foi ainda mais difícil não desmaiar ao ouvir sua voz ecoar pelas paredes. 

Shawn: Lauren, ainda bem que você não foi embora! – ele suspirou, com desespero e alívio na voz, e pude ouvir seus passos adentrando o laboratório.

Shawn: Eu preciso muito da sua ajuda. 

Lauren: O que aconteceu? – ela perguntou, já com um pouco mais de firmeza. Diferentemente de mim, que mal conseguia respirar, tamanho era o meu nervosismo. 

Shawn: Eu estou numa encrenca enorme – ele disse, e eu apenas me mantive imóvel, ouvindo-o com toda a minha atenção.

Shawn: A Ashley quer vir morar comigo! 

Deixei meus olhos fixos no pé de um dos bancos próximos a mim, sentindo uma pontada forte em meu peito. 

Quem era Ashley?

Lauren: A Ashley? – ela repetiu, surpresa.

Lauren: Como assim, morar com você? Ela não estava trabalhando fora? 

Shawn: Estava, mas eu fui visitá-la esse final de semana e ela disse que não aguenta mais viver sozinha naquela maldita cidade, que sente minha falta e todas essas idiotices de mulher – ele bufou, parecendo muito irritado, e surrealmente diferente do Shawn que eu conhecia.

Shawn: Ou seja, eu estou completamente ferrado, porque se ela vier morar comigo, provavelmente vou ter que casar! Quer dizer, enrolar uma mulher por três anos com um noivado à distância não é nada bom quando o pai dela é um militar aposentado que tem quase uma ogiva nuclear no quintal de casa! E se eu me casar com a Ashley, como vou fazer pra ficar com a Camila? Pior ainda, como vou esconder meu casamento dela? 

Alguns segundos de silêncio se seguiram às palavras de Shawn, porém eu não consegui mais ouvir quando a voz de Lauren surgiu. Suas palavras eram apenas sussurros, ruídos em meus tímpanos, absurdamente distantes de mim. A voz de Shawn, tão incomum à postura que ele costumava ter, ainda gritava em minha cabeça, fazendo tudo girar ao meu redor e o chão sumir sob meu corpo. 

Shawn. 

Ashley. 

Casar. 

Noivado.

De repente, eu só conhecia essas quatro palavras. Num piscar de olhos, eu só sabia pensar nessas quatro simples, e ao mesmo tempo, tão complexas palavras. Num segundo, meu vocabulário se resumiu a meras quatro palavras, que mudariam minha vida por completo. Alguns segundos de pane se passaram, sem que eu conseguisse mover um músculo ou pensar em qualquer outra coisa a não ser naquelas quatro palavras. E quando elas finalmente começaram a fazer sentido, foi como se tivessem golpeado fatalmente meu coração com uma estaca. 

Shawn tinha uma noiva. 

Shawn tinha uma noiva chamada Ashley. 

Shawn tinha uma noiva chamada Ashley e provavelmente se casaria com ela. 

Shawn tinha uma noiva chamada Ashley e provavelmente se casaria com ela sem nem ao menos me contar. 

Quem era Shawn afinal? Que tipo de monstro ele era? Ele realmente me amava como fazia parecer? 

Meu Deus do céu… A quem eu havia confiado meu coração durante todo aquele tempo? 

Lágrimas embaçaram minha visão por completo em questão de segundos quando me vi diante de todas aquelas afirmações e dúvidas. Levei as mãos à boca para abafar um grito de horror que parecia ter entalado no enorme nó de minha garganta, e sem que eu sequer notasse, meu rosto foi lavado pelo oceano salgado que escapava por meus olhos. Grossas e pesadas gotas de minha dor líquida misturavam-se silenciosamente ao fluxo de água que já corria por minhas bochechas, enquanto eu aos poucos compreendia o que havia acabado de descobrir. 

Enquanto eu o considerava minha prioridade… Para Shawn, eu sempre fui e sempre seria a outra.

Shawn: Desculpa ter aparecido assim do nada, mas é que eu realmente tô desesperado – a voz de Shawn voltou a falar, após o que me pareceram longos minutos de silêncio, mas que na verdade só haviam sido mudos em minha percepção.

Shawn: A gente se fala mais amanhã, e por favor, pensa em alguma coisa que possa me ajudar, eu imploro! 

Lauren: Pode deixar, Shawn, e vê se fica calmo – ela disse num tom convincentemente tranquila, provavelmente após uma boa desculpa para dispensar o amigo.

Lauren: Amanhã eu falo contigo. 

Os passos de Shawn ficaram cada vez mais distantes, até que a porta se fechou e eu ouvi a chave girar na fechadura. Meus olhos encharcados ainda mantinham-se fixos no mesmo banco, arregalados e vazios, e as lágrimas ainda escorriam por eles sem controle, quando Lauren preencheu o espaço antes vazio de minha visão periférica. Mesmo sem olhá-la, pude perceber seu susto e hesitação ao me ver naquele estado de choque, e sua voz não demorou a me chamar num tom preocupada. 

Lauren: Camz? 

Levei alguns segundos para conseguir reagir, e quando finalmente o torpor parecia estar se esvaindo lentamente de meu corpo, fui capaz de desviar meu olhar estarrecido até o dela. E bastou que os olhos de Lauren entrassem em foco para que eu simplesmente desabasse. 

Lauren: Camila, o que aconteceu? – ela perguntou, assustada, chegando até mim em passos largos e agachando-se à minha frente. Ela tomou minhas mãos fracas nas suas, enquanto eu apenas deixava o choro escapar por meus olhos e os soluços que eu até então prendia fugirem por minha garganta. A dor era tão intensa e se alastrava tão rapidamente por meu corpo que este se contraiu por inteiro, tentando lutar contra aquele sentimento pavoroso que o dominava. Senti os braços de Lauren me envolverem, puxando-me para mais perto de si, porém eu não fui capaz de retribuir seu abraço; sua voz sussurrava palavras que soaram ininteligíveis aos meus ouvidos, e eu simplesmente não conseguia encontrar minha voz para respondê-la. Por um tempo que fui incapaz de calcular, permaneci inerte, sem sequer me preocupar com fatores básicos como respirar. As lágrimas continuavam a cair, mas todo o resto parecia estar retesado, imobilizado.

Lauren: Por favor, me responde – ela pediu baixinho, aflita, e afastou-se de mim para poder examinar meu rosto lavado de lágrimas. Seus olhos demonstravam todo o pânico e dor que meu estado lhe transmitia, e a tortura neles doeu em mim. 

Camila: Lauren… – murmurei apenas, agarrando seu jaleco, puxando-a para perto de mim novamente e afundando-me em seu abraço. 

Lauren: Eu estou aqui, está tudo bem – ela sussurrou, apertando-me com força contra si.

Lauren: Ele já foi embora, não desconfiou de nada… 

Um soluço dolorido escapou por entre meus lábios e meus olhos se fecharam fortemente à menção de Shawn, assim como meu corpo se encolheu subitamente. Obviamente, Lauren  percebeu minha reação, e após alguns segundos em silêncio, finalmente deduziu o motivo de meu comportamento destruído.  

Lauren: Você não sabia sobre a Ashley. 

Senti o choro intensificar-se, e balancei negativamente minha cabeça sobre seu ombro. Lauren levou alguns segundos para voltar a falar, completamente desnorteada diante de sua descoberta. 

Lauren: Meu Deus… – ela murmurou, chocada, e eu apertei ainda mais meus braços ao redor de seu pescoço, sentindo-a puxar-me para seu colo.

Lauren: Ele nunca te contou? 

Repeti meu gesto com a cabeça, deixando que minhas lágrimas inundassem o tecido de seu jaleco, e novamente ficamos em silêncio por alguns segundos, sem saber o que falar. 

Camila: Por que você nunca me contou? – perguntei baixinho, reunindo o pouco de oxigênio que existia em meus pulmões, porém sem agressividade ou mágoa. Não era obrigação dela me dizer nada a respeito do noivado de Shawn.

Lauren: Eu sempre achei que ele tivesse te contado – ela respondeu, com a voz nitidamente desorientada.

Lauren: E que você tivesse aceitado ser sua amante. 

Levei alguns segundos para me recuperar do emprego da palavra amante para me definir, e respirei fundo antes de continuar. 

Camila: Não… Ele nunca me disse nada. 

Lauren: Me desculpa, Camz – ela pediu, afastando-se novamente de mim para poder me olhar, e suas mãos seguraram gentilmente meu rosto, erguendo-o até o dela.

Lauren: Eu não sabia que ele estava te enganando desse jeito. Eu devia ter te contado, eu já devia saber que você não aceitaria uma condição dessas… Nossa, aquele filho da puta vai sofrer na minha mão, você vai ver, eu não vou deixar as coisas ficarem assim, mas não mesmo… 

Camila: Pelo amor de Deus, Lauren, você não vai fazer nada – a interrompi, assustada ao ver a fúria crescer nos olhos dela.

Camila: Não vamos nos precipitar. 

Lauren: Ele não pode sair ileso, Camz, eu não vou permitir uma coisa dessas! – ela exclamou, franzindo a testa com a expressão nitidamente enraivecida.

Lauren: Olha o que ele fez com você! Ele mentiu desde o começo! 

Camila: Eu vou terminar tudo com ele amanhã mesmo – solucei, sentindo a surpresa lentamente ceder cada vez mais lugar à dor e à revolta dentro de mim. 

Camila: Você não vai precisar sujar suas mãos por minhas causa.

Lauren: Eu não sei se tenho todo esse sangue frio – ela respirou fundo, com os olhos coléricos disfarçados sob uma fina camada de autocontrole, e logo em seguida os fechou.

Lauren: Me dá nojo só de te imaginar perto dele outra vez. 

Camila: Ninguém quer mais distância dele do que eu, acredite – falei, cobrindo meu rosto com as mãos ao sentir o choro voltar a se intensificar.

Camila: Mas eu não posso simplesmente fingir que ele não existe mais… Não sem antes desfazer nosso compromisso. 

Lauren não disse nada por alguns segundos, apertando seu abraço em minha cintura e beijando a curva de meu pescoço. Fechei meus olhos com força, tentando conter minhas lágrimas, e pude ouvi-la sussurrar determinadamente contra minha pele: 

Lauren: Ele vai ter o que merece… Pode apostar. 

Camila: Eu quero ir pra casa – foi tudo que consegui murmurar, sentindo meu choro se intensificar novamente, e precisando apenas do meu quarto e de meu recanto de paz particular. Eu já estava sofrendo o suficiente, não queria fazê-la sofrer comigo, muito menos desperdiçar seu tempo chorando em seu ombro. 

Lauren: Eu te levo – ela se prontificou, levantando-se comigo em seu colo agilmente.

Lauren: Não vou te deixar ir a pé sozinha nesse estado. 

Camila: Não… As pessoas vão nos ver – soprei, com o rosto na curva de seu pescoço, já sentindo meu peito doer de tanto chorar.

Lauren: Foda-se – ela disse tremulamente, passando por sua mesa para pegar sua mochila, e num segundo estávamos a dois passos da porta do laboratório. 

Camila: Me põe no chão pelo menos – relutei, afastando meu rosto de seu pescoço com um fungado baixo.

Camila: Eu estou bem, de verdade. 

Lauren atendeu ao meu pedido após alguns segundos de ponderação, colocando-me de pé com cuidado, porém manteve suas mãos em meus cotovelos, apoiando-me caso eu tivesse uma tontura. 

Lauren: É claro que você não está bem, tem certeza de que quer andar? – ela perguntou, escorregando uma de suas mãos até encontrar a minha, e eu assenti devagar.

Lauren: Podemos fingir que você torceu o tornozelo ou algo do tipo e eu te carrego até o carro. 

Não consegui responder, sentindo seu amparo me reconfortar minimamente; se não estivesse tão destruída por dentro, a teria agradecido, porém tudo que consegui fazer foi negar sua proposta com um leve aceno de cabeça, fazendo uma lágrima escorrer pelo canto de meu olho. Lauren me olhou com profunda preocupação, e segurou gentilmente meu rosto com uma de suas mãos, levando seus lábios até a gota salgada e enxugando-a rapidamente. Não foi preciso dizer nada; eu sabia que ela estava comigo, e seus olhos já me diziam que ela me amava de uma maneira muito mais intensa e verdadeira que palavras seriam capazes de expressar.

Continua...




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