História Minha amiga está agindo de forma estranha. - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Creepy, Creepypasta, Horror, Luta, Mistério, Original, Sangue, Terror, Unknow
Exibições 27
Palavras 1.256
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Escolar, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou trabalhando em outra história, por isso demorei para postar outro cap.

Capítulo 8 - Instrumentos de tortura e minha alma.


  Passeava pela praia.  Os agentes e a dra. Linda me pediram para ficar fora da zona de trabalho para não me ter riscos de eu me ferir em missão.

  Era de noite, o vento marítimo bagunçava meu cabelo e eu tentava organizar os pensamentos e não focar na Meredith. Mas aquilo era impossível.

Eu não lembro quanto tempo eu andei, mas eu já não via nenhum dos agentes ou ouvia suas vozes, então decidi não me afastar mais e me sentei em um banco perto da estrada. Até que um carro no acostamento me chamou a atenção, era familiar, estava soltando fumaça pelo capô aberto e uma garota tentava concertar.

Me levantei para ajudar, e comecei a andar na direção do carro, um pouco de trabalho me ajudaria a limpar a cabeça. Me aproximei até poder distinguir os cabelos marrons estilo de boneca.

Travei. Ela não havia me percebido ainda. Me escondi rapidamente atrás de uma palmeira e comecei a pensar.

Certo, Meredith estava na minha frente, com o carro quebrado, o certo seria avisar os agentes e pegá-la de surpresa... Eu queria fazer isso mas meu corpo não deixava, coloquei a cabeça um pouco pra fora detrás da palmeira e observei-a.

Ela parecia tao normal quanto antes dos livros na biblioteca. O cabelo mais arrumado a pele aparentemente menos pálida. Podia ser maquiagem, mas pelo menos significava que ainda se importava em parecer saudável para sair por aí.

Minhas pernas, involuntariamente, começaram a se mover na direção dela, acho que era como um instinto de melhor amigo.

Cheguei atrás dela, respirei fundo e soltei um tímido "e aí".

Ela se virou em um salto. Reparei em seus olhos castanhos não tao fundos agora.

– Você...? – ela parecia perplexa, depois sua voz ficou dura e cortante. – disse. pra. NÃO. me. seguir.
– E-eu não estou te seguindo... Foi, hm... Só coincidência. – menti.

Ela relaxou e pareceu acreditar em minha mentira mal-feita.
– o que você quer?
– nada! Nada... Só te vi com o carro quebrado e achei que seria legal fazer o que amigos fazem, você não tem saído muito desde... – parei a frase aqui. Eu acreditava que ela não tinha conhecimento de que eu sabia das almas e tudo aquilo.

– você é de menor e a policia não ia gostar de ver você com um carro. – sorri escondendo meu nervosismo, ela parecia quase como a antiga e normal Meredith agora.

– Amigos de novo, Fiddlesticks? – abri meus braços e ela, hesitante, me abraçou.

Não sei o que me fez desviar, a loucura daquele momento, a falsa esperança abandonando meu corpo ou o reflexo de Meredith tirando algo do bolso da blusa pelo vidro do carro. Mas no último segundo eu fui para a esquerda fazendo a faca atravessar meu abdômen na região dos rins e não na do estomago.

  Eu me afastei rapidamente dela rapidamente, meu cérebro ainda não tinha processado a dor, mas meu corpo sim, consegui me afastar alguns metros até minhas pernas não responderem mais e então tentei gritar, mas ela foi mais rápida e tampou minha boca, logo a dor foi piorando cada vez mais, até eu desmaiar.

                            *********

  Acordei em um lugar escuro, minha visão ainda era turva.

Tentei mexer os braços, e senti meus pulsos presos, as pernas estavam na mesma condição, aos poucos a dor no abdômen ia voltando, e a visão ia melhorando.

Olhei para meus pulsos e vi que estavam realmente atados à uma cadeira de metal, minhas pernas também. Haviam agulhas com líquidos estranhos ligadas em mim. E então uma luz branca se ligou na cabine onde estava.

A porta de vidro a minha frente ficou nítida e a paisagem atrás dela também. Olhei para a sala que já conhecia. As prateleiras com os vidros com almas estavam lotadas com potes empilhados de vários jeitos. Auras coloridas e belas flutuavam dentro de cada um.

– Bem vindo de volta... – a voz dela veio de lugar nenhum, ela então apareceu em minha frente com um jaleco branco até os joelhos.
– ...cobaia número 37.

Ela tirou um caderno do bolso, e fez anotações.
– Tive que arrumar um caderno novo depois que seu amiguinho pegou o meu original. Mas não me atrapalhou em muita coisa. – ela parou de escrever e me encarou, me olhou de cima a baixo e então sorriu doentiamente.
– Seja bonzinho, ok. Afinal... Somos amigos denovo, certo Lucy. – ela de repente ficou séria, se virou e completou: – Vamos a oque me interessa.

Ela saiu de minha frente, foi até a salinha de controle e colocou as mãos no painel. E então a Máquina ganhou vida. Sem nenhum aviso mecanismos robóticos saíram do teto e das laterais da cabine de onde estava, levei alguns segundos para reconhecer os objetos, mas depoisrosto o comecei a me debater, a suar frio e a gritar.

Eu ia morrer. E ia doer. Muito.

Os aparelhos começaram a se mover. A coisa com o bisturi se aproximou de meu rosto o bisturi lentamente se aproximou de meu olho direito, eu desviava e implorava coisas como "não, não, não, por favor PARE." mas obviamente não adiantava.

  O bisturi alcançou meu olho e eu gritava e chorava muito, sentia o sangue escorrendo pelo meu rosto e pingando ni meu corpo. Fazia de tudo para não olhar para meu globo ocular preso no bisturi.

– Ei Lucyyyyyy. – a voz saiu de uma caixa de som na cabine. – entenda a referência: quanto é mil menos sete? – ela riu quando disse isso. O aparelho com o arrancador de unhas começou a se mexer.
  – Não precisa responder, a adrenalina que estou injetando em você vai te deixar acordado.

A ponta da coisa com o próximo instrumento ficou incandescente. Ele tocou minha mao instantaneamente me queimando e eu gritei. Ela continuava a me torturar, esperando para ver quando eu morria para remover a minha alma.

Me peguei imaginando como ela seria, já não sentia mais dor, sabia que logo o fim chegaria, e só deixava ela me mutilar.
 
No meio dos meus pensamentos entorpecidos, algo nítido apareceu: a imagem da Dra. Mormont dizendo:

"se alguma coisa acontecer, se algo te ameaçar, só diga, 'a rosa desabrochará novamente'."
"Porque?" eu disse.
"Só diga isso e tudo ficará bem."
Então ela saiu do quarto e eu adormeci.

Não hesitei.

–A ROSA DESABROCHARÁ NOVAMENTE!

E então tudo explodiu pelos ares.

                         ***********

Acordei no hospital, tudo estava doendo, quase entrei em pânico quando vi os tubos e agulhas em mim. Mas logo um dos médicos me acalmou.

– Antes de tudo, queria pedir desculpas. – Linda disse atrás de mim.
– por colocar uma bomba em seu cinto e não te avisar.

– O que...? – respondi, confuso.

– Nós previmos a possibilidade disso acontecer, então colocamos uma bomba em você enquanto dormia. Afinal foi bem útil. – ela fez uma pausa me analisando. – Foi uma sorte você ter sobrevivido. Alem da casa ter desabado em cima de você, você sangrava muito... Mas afinal... Foi a maquina que te manteve vivo.

– como assim?

– Haviam tubos te dando energia vital para sobreviver enquanto ela te torturava. A coisa que ia te matar te salvou... Irônico não? – ela riu.

– hehe.... Ai. E... Ela?
– Morta.

Depois de um tempo internado, eu voltei pra casa com meus pais, nós nos mudamos para São Paulo para esquecer esse pesadelo, e digamos que o resto de minha vida foi o mai normal possível.


Notas Finais


Primeira história terminada!!!! Me falem o que vocês acharam do final por que não sou bom em acabar histórias. Bem é isso. Espero que tenham gostado. ^^


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