História Minha amiga virtual - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Tags Romance, Sans X Toriel, Soriel, Toriel X Sans
Exibições 38
Palavras 1.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


"ai frauei, que cap demorado, você já não tava escrevendo?"

Pois é, troslei vcs. Não tava escrevendo merda nenhuma, e só escrevi esse cap quando me toquei o quanto o especial tava demorando. Desculpem ;-; tenho 3 longs e tô tentando att tudo hj

"ain frauei, cadê o especial?!"

Por falta de comentários e votos no aviso, não vou fazer o especial. Quando alcançar 30 fav, talvez eu faça outra tentativa. Por hoje, sem P.O.V do papyrus, sorry.

Capítulo 9 - Não é o especial


─ Sabe de uma coisa? ─ Falava com Undyne pelo telefone. Por algum motivo, não conseguia imaginá-la sem o distintivo de policial e a farda azul escuro. ─ Eu acho que ela ainda gosta de você.
─ Sem essa... ─ Undyne soltou uma risada seca, e demorou alguns segundos para prosseguir com sua resposta. ─ Cara, ela tem um astro na cama todas as noites, nem eu trocaria esse luxo por um peixe fora d’água...
─ Ah, desse jeito eu vou chorar... ─ Brinquei com ela, e ela soltou uma gargalhada ─ no estilo Undyne, claro. Um “Fuhuhuhu” bem sonoro que seria irritante em outra ocasião, mas agora me parecia cheiroso e agradável ─ muito embora ligações não tivessem cheiro.
─ Não faço questão nem de tentar. ─ Undyne completou sua fala.
─ Bem... Você sabe o que fazer da sua vida... Não vou interferir. ─ Dei de ombros, mesmo sabendo que Undyne não poderia vê-los.
Enrolei um pouco mais no telefone com Undyne até que a mulher-peixe me alertou que iria desliga-lo. Soltei um “tchau” rápido e coloquei o telefone no gancho, enquanto tomava mais um gole de meu suco de laranja. Olhava direto para a janela e parecia que minha mente estava limpa e minha consciência havia me dado um pequeno cessar-fogo. O suco estava levemente ácido, o que me fazia soltar uma pequena careta involuntária a cada gole que tomava.
Estava em um pequeno transe enquanto olhava as folhas caindo levemente sobre os tijolos de paralelepípedo da casa ao lado. Atrás via duas crianças brincando de algo difícil de identificar, com mais camadas de agasalho que uma cebola e risadas agudas demais até para crianças ─ ou talvez apenas eu que sempre tive a voz grossa. Algumas músicas aleatórias vinham á minha cabeça, coisa que me fazia mexê-la para lá e para cá como um brinquedo de corda e madeira.
Meu transe foi interrompido pelo telefone que vibrava em meu bolso de trás, assim que o peguei e o desbloqueei com a minha senha aleatória e com único propósito de segurança ─ “confessaqueeusoulindo” ─ ví uma mensagem de “boa tarde” de Toriel, que foi rapidamente respondida.

_|Sanskeleton|_ diz: Heya, Goat mama ;D

_GoatMom_69_ diz: Fazendo algo legal?

_|Sanskeleton|_ diz: Poisé.

_|Sanskeleton|_ diz: Sabe como tá o dia de hoje? Tá uma porra.

Dei uma pequena risadinha com o comentário, e imaginei que Toriel deve ter feito o mesmo.

_GoatMom_69_ diz: Um pá-e-bola rápido?

_|Sanskeleton|_ diz: Pode ser.

Adorava os mini interrogatórios de Toriel. Além de tirarem o tédio e divertirem a nós dois, Toriel sabia escolher as perguntas. Ás vezes contava coisas que nem queria, mas ela sabe muito bem não mexer em uma ferida que você não pode ver.

_GoatMom_69_ diz: Um jogo?

_|Sasnkeleton|_ diz: Dropsy.

 _GoatMom_69_ diz: Um carro?

_|Sanskeleton|_ diz: ...pula.

_GoatMom_69_ diz: Uma lanchonete de comida rápida?

_|Sanskeleton|_ diz: Subway.

_GoatMom_69_ diz: Tem um animal de estimação?

_|Sanskeleton|_ diz: Não.

_GoatMom_69_ diz: Já beijou um humano?

_|Sanskeleton|_ diz: O maior erro da minha vida.

_GoatMom_69_ diz: Já brigou com um amigo?

_|Sanskeleton|_ diz: Grillby.

_GoatMom_69_ diz: Já fizeram as pazes?

_|Sanskeleton|_ diz: Não.

Coloquei a ponta da minha língua para fora pensando nessa questão. Droga, Toriel, por que isso agora?! Meus pensamentos, porém, foram interrompidos pelas últimas mensagens de GoatMom.

_GoatMom_69_ diz: Por quê?

Refleti, parando meus olhos nessa pergunta, sem rolar para baixo e ver as novas mensagens. Por quê?! Por que meu ego era grande demais para ir lá e pedir desculpas? Por que eu não me importo? Por quê?!
A curiosidade guardou esses pensamentos para depois que eu lesse o resto das mensagens, que apenas confirmaram a minha suspeita de que Toriel era um anjo caído que resolvia os problemas dos outros através de muita filha-da-putagem.

_GoatMom_69_ diz: Reflita sobre isso, dois bjos.

_GoatMom_69_ saiu.

Uma risada fraca e forçada era proliferada de minha boca enquanto guardava meu celular, passando minha outra mão do topo da minha cabeça até minha nuca, onde cocei algumas vezes para, em seguida, guardar novamente as mãos no bolso. Toriel estava mais impulsiva, mais zoeira e, principalmente, menos Toriel. A cabra humanoide conversava com ele como se me visse regularmente e soubesse de todos os meus segredos. Aquilo era intrigante, era fascinante, era medonho!

...Mas era verdade.

Querendo ou não, a minha briga com Grillby já havia durado mais tempo do que o planejado. Sentia falta do ketchup dele, do bar dele e, além de tudo isso, sentia falta dele próprio. Ele sabia como me divertir, como me agradar, e o mais importante: como guardar segredo. Tinha coisas que eu contava para ele que nem eu mesmo me lembrava até ele tocar no assunto. Grillby sabia de tudo da minha vida e da dos outros. Ele conseguia opinar disfarçando que poderia estar se baseando na opinião de terceiros e quartos que talvez já falassem do mesmo assunto com ele. Nossas conversas, nossas risadas e as vezes que ele me levava para casa quando bebia demais. Grillby é o tipo de amizade que não desmancha fácil, mas parece que eu estou provocando isso. Fui até o cabide e peguei meu casaco enquanto olhava para o nada pensando no que Toriel disse. Como ela consegue achar uma solução simples para todos os meus problemas que anteriormente eu julgava complicados?! Realmente, ela é um anjo caído que resolve os problemas alheios através de muita filha-da-putagem.

Andava pelo caminho estralando meus dedos e pensando no que falar. O que eu diria quando adentrasse o bar dele e olhasse aquele fogo-no-rabo cara-a-cara?! Talvez um “desculpe, eu fui um tremendo babaca.” Ou simplesmente “sinto muito pelo que eu fiz.” Que merda! Aonde foi parar a minha determinação e a minha coragem agora que eu resolvi tomar uma atitude? A cena era perfeita em minha cabeça. Era. Apenas era. O que pode acontecer se ele disser não? Se eu não chegar á tempo de pegar o bar aberto? Se ele tiver saído, viajado ou sei lá? Minha cabeça encontrava todo tipo de problema e era como se um solo ruim de guitarra ecoasse no meu cérebro. Eu sou tão idiota!
Antes que pudesse dar meia volta, senti meu crânio esbarrar em um abdome um tanto familiar. O impacto me fez recuar enquanto passava minha mão sobre a área atingida. Estava mais distraído do que nunca.
─ Desculpe, eu... ─ Tentava me redimir, sem ver o rosto de quem havia atingido.
─ Sans?!
Quando ouvi meu nome, proliferado com aquela voz grossa e absurdamente familiar, levantei minha cabeça com a expressão de paçoca aparente em minha face. Ví o colete listrado com gravata borboleta, as mãos no bolso da calça e os óculos com lentes retangulares em volta da cabeça flamejante. Grillby?! Que diabos ele fazia ali?! Fora do bar durante o horário de pico e indo na direção de onde Judas perdeu as botas. Minha expressão de confusão não se alterou, assim como a dele, mas não parecia estar estranhando a situação, e sim minha presença no geral.
─ Que diabos você está fazendo aqui?!
─ Eu... ─ Não entendia as palavras dele. Eu só usava aquela calçada para ir a um único lugar, o covil dele. Ele sabia disso tão bem como soletrar seu próprio nome. ─ Ia...ver...você.
─Ora, seu palerma ─ Grillby não falava isso com tom ofensivo, pelo contrário: falava dando uma pequena risada e batendo a mão direita contra a coxa como uma daquelas tias escandalosas que puxam sua bochecha ao te ver e perguntam “E as namoradinhas?!” ─  Hoje é na sua casa!
Minha expressão de confusão só aumentava. Tombei a cabeça para o lado enquanto ele me observava com uma sobrancelha levantava e o sorriso estampado no rosto. Eu havia esquecido totalmente de alguma data, e ele teria que me lembrar.
─ Que dia é hoje, Sans?! ─ Ele perguntou, tentando fazer-me forçar minha própria memória.
─ Sábado... ─ Disse, olhando ele.
Minha expressão mudou assim que me toquei o quão idiota eu fui. Hoje era sábado! Primeiro sábado do mês! Essa era a data reservada para nossa amizade ir além de noites bêbado no bar. Dormíamos nos meses pares na minha casa e nos impares na casa dele. Jogávamos, fazíamos brigadeiro até o dinheiro chegar a zero, fazíamos desafios absurdos um para o outro e, quando Papyrus participava da noite, ameaçávamos jogá-lo pela janela ─ Gaster me mataria se soubesse disso. Grillby percebeu que eu lembrei e soltou um sorriso sarcástico, apoiando sua mão em meu ombro e me fazendo dar meia-volta, me guiando para minha própria casa.
─ Mas... ─ o olhei ─ tudo bem para você? Quer dizer, depois do que eu disse e talz.
Grillby deu uma risadinha de deboche. Parecia que ele sentia que eu não me lembrava nem de meu próprio nome. Senti-me mais trouxa do que nunca quando ele olhou para mim nos olhos, enquanto falava, como se eu fosse uma tsundere e ele estivesse tentando me provocar ─ de certa forma, aquilo dava certo.
─ Eu já parei de me ofender com o que você diz porque eu sei que você cospe palavras ofensivas, mas é tudo da boca para fora. Eu adoro te ver feliz, então não vou fazer cú doce igual certa pessoa só por uma briguinha qualquer.
Dei uma risada, olhando ele, que parecia estar rodeado por uma incrível aura de satisfação, dei um soquinho de leve em seu braço, o que o fez recuar levemente, sem tirar, como eu, o sorriso estampado no rosto.

─ Vá se foder!


Notas Finais


Pois é e--e Precisava terminar a treta do Sans com o Grill e tentei fazer isso o mais rápido possível, para voltar a focar no Soriel.
Pra vocês que pensam "nossa, tá um clima de yaoi, mas eu sei que ela não vai mudar o shipp da fanfic" saibam que eu faço muitas trocas de casais e algumas são até permanentes, eu só não coloco a tag antes porque ia ser spoiler e--e

Xoxo


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