História Minha Carta De Adeus - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Nove Anos Atrás


- Chupa! Anda logo! Engole tudo! - Exigiu.

Mecho-me freneticamente tentando escapar da cordas que prendiam meus punhos e tornozelos.
Eu não conseguia gritar ou implorar por socorro.
Lágrimas escorriam rapidamente pelo meu rosto.
Esfregava desesperadamente seu pênis em meu rosto, fazendo-me criar cada vez mais repulsa e nojo dele.
Fecho os olhos e mantenho minha boca fechada.
Ouço risadas... Pessoas se divertindo ao me ver naquele estado. Pessoas não. Monstros.

- Isso não está certo, James, ela é só uma criança - Disse enfim, alguém. - Tem somente cinco anos.

Abro meus olhos e observo o tal homem. Ainda estava chorando.
Por um segundo só conseguia ouvir meu choro naquele lugar que se tornou tão silencioso. Todos o observavam, ele mantinha a cabeça baixa, parecia que não estava gostando como todos os outros crápulas que aqui permaneciam.

- Nicholas, não se meta. Agora saia daqui. - Disse o homem que continuava a me abusar.

- Sim, senhor.

Ele aparentava ser um bom rapaz. Mas por que seguiu as ordens desse homem repulsivo?
Por um momento olho em seus olhos, e em seus lábios posso decifrar uma única palavra: "Desculpe-me".

- Agora vamos. - O homem que atendia por nome James veio em direção ao meu ouvido.

Meu corpo estremece, mecho meus punhos e tornozelos na esperança de conseguir liberdade, mas infelizmente não consigo me soltar das cordas.

- Escute bem. - Segurou firme meus cabelos. - Caso não satisfaça minhas vontades, eu irei matar cada um de seus familiares fazendo você assistir esse show ao vivo. - Puxou meu cabelo mais forte e chegou mais perto do meu rosto. - E se contar pra outras pessoas, farei pior.

Suas palavras me fizeram gelar. Fiquei com muito medo, e fiz que "sim" com a cabeça.

- Soltem-a. - Ordenou aos seus capangas. - Agora vá. Sua vovózinha completamente embriagada deve estar sentindo sua falta. - Ele sorriu. - Ou não.

Me jogaram para fora da sala após me desamarrarem.
Meus punhos ainda doem, estou em completo desespero... Querendo ou não, eu tenho consciência suficiente de toda esta situação e tudo ali estava em minhas mãos. Eu não poderia deixar ele matar toda a minha família. Por mais que eu os odiasse, são tudo o que tenho no momento.
E esta mulher, mesmo se embriagando todos os dias possíveis, ela faz o possível e o impossível para me criar, enquanto minha mãe está sendo feliz com outra família e meu pai nunca deu a mínima pra mim.
Ou seja, se tratando de pai e mãe eu não tenho muita escolha...
Eu tenho que ser forte e encarar isso.
Volto ao bar e a vejo sentada completamente embriagada. Meu corpo dói. Tenho ânsia de vômito ao pensar que um pênis tão imundo passou pela minha boca.
As lágrimas chegam as bordas de meus olhos, porém não posso deixá-las cair. Respiro fundo. Tenho que voltar para casa.

Não aguento meu próprio peso. Estou incapaz de andar, no momento. Meu "Tio" me leva para casa, não consigo abrir os olhos.
Meu estômago revira só de imaginar toda aquela cena; revira só de pensar nas risadas sem piedade de homens que se satisfazem em ver uma criança sendo amarrada; maltratada; abusada daquela forma;
São covardes.

Mas também não paro de pensar no garoto Nicholas. Não entendi o porque de tudo aquilo. Mas ainda ei de encontrá-lo.

Meu corpo todo está dolorido.

Não consigo mais conter as lágrimas.
Me deito.
Meus olhos pesam de uma forma completamente inexplicável e então adormeço.



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