História Minha "Doce" Vizinha - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbico, Romance
Exibições 127
Palavras 1.994
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Capítulo 10


Acordo na segunda e vejo que estou sozinha na cama, Ricardo saiu depois que dormi. Minha vontade é ficar deitada sem ir a aula e... levanto assustada e preocupada, acabei de lembrar que tinha prova hoje e nem estudei, que droga.

            Depois de arrumada, desço até a cozinha. Mamãe ainda está lá, arrumando a mesa para o café da manhã.

— Bom dia. – Eu digo, encostada na porta vendo-a arrumar a mesa. Ela não fala comigo. — Até quando a senhora vai ficar sem falar comigo? – Nada, ela não diz nenhuma palavra.

            Me sento e faço nescau para tomar e passo manteiga em um biscoito. Mamãe sai da cozinha sem falar comigo. Não sei até onde ela vai mas se eu não fizer nada, esse silêncio vai durar para sempre. Ela é um pouco orgulhosa, pedir desculpa é como o fim do mundo, mas ela é uma mulher maravilhosa, então já vi que eu vou ter que tomar a iniciativa.

            Depois de tomar café, vou até o quarto da mamãe entro sem bater e espero ela sair do banho.

— AHHH. – Mamãe me assusta com seu grito. — Que susto Melissa.

— Agora você fala né? – Digo, fazendo uma careta.

— Eu preciso trocar de roupa. – Ela diz.

— Antes a senhora vai me escutar. – Eu falo, indo trancar a porta. — Desculpa por não ter ligado e avisado que ia dormir na casa da Carla. Eu saí da boate e fui levar ela em casa e fiquei preocupada dela passar mal e acabei ficando lá. – Falo, encarando-a. — Acabou que rolou um clima e nós... – Tento explicar, desviando meus olhos para o chão por ficar vermelha. Olho novamente para minha mãe e vejo que ela está se segurando para não rir. — Pode rir.

            Minha mãe começa a rir me fazendo ficar com raiva. E a ceninha toda de ontem? Vai entender.

— Porque a senhora está rindo? – Pergunto, cruzando os braços e fazendo cara de brava.

— Não é nada. Eu fiquei preocupada. Você sai e só volta no dia seguinte, e eu comecei a pensar que tinha acontecido alguma coisa com você. – Mamãe suspira, abre os braços e eu vou abraçá-la. — Me desculpa por ter gritado com você, filha.

— Está desculpada. – Falo, sorrindo, ainda abraçada a ela.

— Eu acabei ficando com raiva porque percebi que você perdeu sua virgindade com a Carla e não com a Fernanda. – Ela diz, com a cara mais deslavada do mundo.

— MÃE! – Ela me dá um beijo.

— O que? Uma mãe não pode sonhar com quem a filha vai perder a virgindade? – Ela fala, me deixando com vergonha. — Quando eu vi como você ficou quando conheceu a Fernanda, achei que era com ela que você ia ter a primeira relação sexual. – Mães... sempre nos deixando com vergonha.

— Ah, então você é do Time Fernanda? – Pergunto sorrindo.

— Sim, nada contra a Carla, mas a Fernanda daria uma ótima nora. – Eu dou uma risada. — Depois quero saber dos detalhes de como foi hein?

— Isso é particular. – Digo, dando um beijo nela e saindo do quarto.

            Olho no relógio e vejo que estou super atrasada. Saio correndo de casa feito uma louca. Esse professor que vai dar prova é muito chato, ele só deixar entrar até cinco minutos depois dele, se passar, ninguém mais entra.

            Entro correndo na faculdade indo para a sala. O professor já está lá e quando apareço na porta ele olha para o relógio e me deixa entrar.

— Quase hein senhorita, só faltava mais um minuto. – O professor diz. Me sento perto de Carla e Diego dando bom dia a eles dois. Diego me olha com um sorriso malicioso, pelo visto Carla e ele tiveram muito assunto antes de eu chegar. Nem quero imaginar sobre o que eles conversaram.

O professor entrega as provas e se senta novamente. Droga, duas vezes droga. Me deu um branco agora, mesmo não tendo estudado eu sabia aquela matéria.

— Psiu. – Carla me chama bem baixinho para o professor não escutar. Tinha se passado quarenta minutos de prova. Olho para ela. Carla me atira um papelzinho dobrado tão rápido que quase não o vejo. Abro ele sem fazer movimentos suspeitos e lá contém todas as respostas da prova. Copio as questões mudando apenas uma, para não dar na cara. Carla é maravilhosa.

Entrego a prova e saio da sala, Carla e Diego estão me esperando.

— Como você sabia que eu precisava das respostas? – Pergunto, sorrindo.

— Dava para notar que você não tinha estudado. – Carla diz, piscando para mim.

— Vocês duas vão ficar aí flertando é? Beija logo ela. – Diego diz, apontando para mim. — Anda que eu quero ver.

— Que quer ver o que, deixa de ser chato. – Eu falo, dando língua.

— Cuidado com essa língua, se eu cortá-la, quem é que vai chupar a Carlinha hein? – Diego diz e sai andando pelo corredor deixando Carla e eu paradas lá. Ele as vezes fala cada besteira. Carla para na minha frente, sorri, me dá um selinho e sai saltitando atrás do Diego.

Eu me sinto estranha deixando Carla me beijar na faculdade, parece que está todo mundo me olhando. Sigo os dois até as lanchonetes, lá é uma bagunça só, você fica o intervalo inteiro na fila e quando consegue comprar já é hora de voltar para a aula.

A outra aula passa rápido, eu estava louca para sair daquela faculdade. Vou para casa, apesar de estar morrendo de fome, vou sem pressa. Passo pela casa da Nanda, nossa que saudade dela, ela só chegaria amanhã de viagem.

Depois de caçar algo para almoçar, fiz os deveres que tinha e acabei cochilando. Acordo com meu celular tocando, era um número desconhecido.

— Alô! – Digo, atendendo o telefone.

— Eu gostaria de falar com a Melissa? – A pessoa do outro lado da linha pergunta, era uma mulher pelo que eu constatei.

— É ela quem está falando, quem deseja? – Pergunto.

— Boa tarde Melissa, eu estou ligando para marcar uma entrevista de estágio, você está interessada? – A voz no telefone pergunta.

— Estou sim, pode passar o endereço? – Pego uma folha e caneta para anotar. Anoto o endereço e repito para ter certeza se anotei certo. — Eu procuro por quem lá?

— Pode procurar por Natália.

— Tá bom, obrigada.

— Obrigada você, te aguardo.

Até que enfim alguém me ligou, estou precisando de dinheiro. A entrevista vai ser amanhã às duas da tarde, dá tempo de vir aqui em casa e me arrumar.

A noite, depois que todos chegam, eu vou no quarto do Rodrigo tentar conversar com ele. Bato na porta.

— Quem é? – Ele pergunta.

— Sou eu. – Digo, esperando ele abrir a porta.

— Vai embora. Eu não quero falar com você.

— Deixa de besteira Rodrigo, abre a porta. – Nada, fico lá durante dois minutos e ele não abre.

Desço para jantar e conto sobre a ligação para mamãe, que por sinal fica bem feliz.

— É só uma entrevista mãe. – Digo fazendo uma careta. — Não é certeza de que vou ficar com a vaga.

— Vai sim, é só acreditar. – Ela diz, sorrindo.

— Agora você pode me dar a casa da barbie. – Milena diz, com os olhinhos brilhando.

— Essa casa é muito cara, iria meu salário inteiro e ainda teria que parcelar. – Falo, olhando para Milena.

— Então o avião? – Ela pergunta esperançosa.

— Posso te dar aquelas bonequinhas feias do mercado que custam dez reais. – Digo, rindo. Milena faz uma careta.

— Aquela não. Elas nem tem cabelo, são quase carecas. – Ela diz, me fazendo rir.

— Lembra aquele dia que inventamos de passar o cabelo da boneca dela com o ferro? – Ricardo me pergunta rindo. Aceno com a cabeça e começo a rir. — Grudou tudo no ferro.

— Vocês deixaram minha boneca sem cabelo. – Milena diz, com cara de brava.

— Que culpa nós temos? Antigamente as mulheres passavam o cabelo com ferro. Queríamos provar essa tese na sua boneca. – Mamãe ri do que eu falo. Rodrigo foi o único que não desceu para jantar, estava me evitando a todo custo.

            Depois do jantar, subi para meu quarto. Estava mexendo no celular, falando com Carla e Diego pelo watsapp, já eram mais de dez horas quando escuto barulho na cozinha. Desço para ver quem é e vejo Rodrigo jantando, sentado sozinho na mesa. Fico encostada no batente da porta um bom tempo até ele me notar. Ele me olha e fecha a cara, com raiva.

— Você sabe que uma hora vamos ter que conversar não é? – Eu falo, suspirando.

— Você roubou minha garota. – Ele diz.

— Eu não roubei nada, simplesmente aconteceu. – Falo, ainda de pé.

— Você sabia que eu gostava dela, aliás todo mundo sabia.

— Eu sei e eu achei que ela também gostava de você, que ela estava fazendo corpo mole. – falo, indo pegar água. — Continua tentado, talvez ela tenha tido só uma curiosidade.

— Eu não vou pegar resto seu. – Rodrigo diz, levando o prato até a pia e saindo da cozinha.

            Subo para meu quarto. Uma hora Rodrigo ia esquecer essa história, era só dar tempo ao tempo.

            A terça chegou e com ela uma incrível felicidade tomou conta de mim, a Fernanda chegava hoje de viagem e eu ia convidá-la para sair comigo, só não sabia quando ia convidá-la. Depois de arrumada e de café da manhã tomado, vou para a faculdade. Lá é normal como sempre, a única coisa que acontece de diferente é que Carla parece estar confundindo as coisas, acho que para ela essa história de amigas com benefícios é quase como um namoro, me beija na frente de todo mundo e ainda quer andar comigo de mãos dadas, antes não fazíamos isso.

            Depois que a última aula acaba, vou rápido para casa almoçar e me arrumar para a entrevista. Saio de casa, pego um ônibus e vou até o tal endereço. Chegando lá pergunto para um segurança na porta se era aquele o endereço e pergunto onde posso encontrar a tal Natália, ele me indica a último andar e vou de elevador. Era uma empresa enorme, tinha doze andares. E ah, eu detesto elevador, tenho medo de ficar presa dentro de um e ainda por cima sozinha.

            Saio quase correndo daquele elevador, se caso eu for trabalhar aqui, só entro nele com alguém ao meu lado ou subo isso tudo de escada. O andar é enorme e chique assim como os outros que eu vi quando o elevador abriu, várias pessoas andando para lá e para cá e várias salas, em cada porta tinha escrito do que se tratava a sala. Droga, a mulher no telefone nem me avisou qual porta eu deveria ir. No final do andar tem um corredor virando a direita e me encaminho para lá. Depois de virar o corredor, tinha um espaço grande e uma mulher sentada em sua mesa, era a única pessoa lá, do lado direito dela tinha mais uma porta, fechada.

— Boa tarde, a senhorita sabe onde posso encontrar a Natália? – Pergunto para a mulher que me olha com um sorriso. A mulher era bem bonita, ruiva e com olhos verdes, devia ter uns vinte e seis anos.

— Eu sou a Natália, você deve ser a Melissa certo? –  Ela me pergunta.

— Sim, sou eu. –  Digo, sorrindo.

— Vou anunciá-la, só um minuto. –  Natália diz, levantando e indo até a porta batendo de leve e abrindo, lá ela se inclina colocando a cabeça para dentro e falando com alguém que não dá para ver. Acabo descendo meus olhos para seu bumbum, ela estava com uma saia bem justinha, não curta, mas muito sexy, depois subi meu olhar para seus seios, ela estava com uma blusa social de botão. Era bem estranho aquilo, eu passei de uma garota tímida a uma garota que agora olhava com desejo para os atributos femininos, vai ver eram os hormônios, sei lá. Nem percebi que ela já tinha me anunciado e agora me olhava com uma sobrancelha erguida.

— Pode entrar Melissa. –  Ela diz, com um sorriso sapeca percebendo que meus olhos estavam em seus seios.

— Obrigada. – Digo, toda sem jeito por ter sido pega olhando para seu decote. Ela abre espaço para mim e eu entro na sala.



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