História Minha "Doce" Vizinha - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbico, Romance
Visualizações 182
Palavras 1.829
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Capítulo 13


Foi duro e cruel o que Diego fez, mas se eu soubesse o que iria acontecer depois, até agradeceria a ele.

— E aí pessoal, o amor está no ar. – O cantor fala no microfone, enquanto Diego volta para a mesa e as pessoas aplaudem. — Eu tenho um pedido especial essa noite. É o seguinte, tem uma garota que está apaixonada por uma mulher e elas duas estão aí na platéia agora. Vamos dar uma forcinha hein galera. Então lá vai, essa música é da Melissa Castro para a Fernanda Castiel. – Se não bastasse, Diego ainda deu nossos sobrenomes. O Cantou começou a cantar, sendo acompanhado pelos instrumentos.

O Nome da música era “Química de João Bosco e Vinícius”. Bom, eu não prestei muita atenção na música só no refrão, dizia assim:

Fui feito pra você
Você nasceu pra mim
É o coração que diz assim
Amor não tem mais jeito
Te tatuei no peito
Pra sempre tá grudado em mim

 

— Porque fez isso? – Eu pergunto para Diego que está achando a maior graça. Eu nem arriscava olhar para a mesa da Nanda.

— Isso vai te ajudar. – Diego responde. — Ela não tira os olhos daqui; eu diria até que se olhar matasse você já estaria morta porque a secretária dela está com uma cara de poucos amigos.

Um pouco depois a Nanda foi ao banheiro e a música que Diego pediu ainda estava tocando. Me levantei e fui atrás dela. Ela estava se arrumando em frente ao espelho.

– Oi. – Eu falo totalmente insegura. Nanda me olha pelo espelho.

— Você tem alguma coisa a ver com aquilo? – Ela pergunta.

— Foi o Diego. Eu nem sabia que ele ia fazer isso. – Cheguei mais perto dela. — Desculpa. – Fernanda me olha e sorri.

— Quem sabe assim você cria coragem para falar o que sente por mim. – Ela diz, ainda sorrindo.

— Você... – Tento falar mas sou interrompida por ela.

— Eu já sabia Mel. – Agora é ela que chega mais perto de mim, seus seios roçando nos meus. E meu coração estava como? É isso aí, estava batendo que nem louco. Nos olhávamos nos olhos mas logo seu olhar desceu para minha boca. Coloquei minha mão em sua nuca e puxei-a para mim, no começo foi só um leve roçar dos lábios mas logo ela aprofundou o beijo, minhas pernas já estavam tremendo.

O que dizer do beijo dela? É perfeito, assim como ela. Minha mão que estava em sua nuca passou para o cabelo, lembram como eu queria tanto passar a mão em seu cabelo? Era sedoso, macio e cheiroso, na verdade ela era cheirosa demais, aquele cheiro maravilhoso de rosas e morango.

Fernanda já estava com seus braços ao redor do meu pescoço. Interrompo o beijo e sorrio.

— Eu esperei tanto por isso. – Falo olhando em seus olhos, aquela imensidão azul. Nanda sorri e volta a me beijar.

Escutamos barulho e ela se afasta de mim virando novamente para se olhar no espelho. Quem entra no banheiro? A Nat e outra mulher, elas estavam rindo de alguma coisa.

— Oi Mel. – Nat me dá um abraço depois que me vê. — Achei muito fofo o que você fez lá, a música. Se fosse para mim eu iria amar. – Ela diz e dá uma piscadinha. Dou um sorriso amarelo.

— Depois conversamos Mel. – Nanda me diz. Eu confirmo e saio do banheiro.

            Chego na mesa flutuando, ainda estava no céu por causa daquele beijo.

— A Carla foi embora. – Ricardo diz.

— Porque? –  Eu pergunto sem entender.

— Ela foi até o banheiro e flagrou você beijando a Fernanda.

— Só por isso? – Pergunto. Carla nem deveria se incomodar já que não somos nada além de amigas.

— Você é tão lerda assim? – Diego me pergunta. — Não percebeu até agora que a Carla está apaixonada por você? – Ele diz, fazendo uma careta. Ai, que droga. Só me faltava essa agora. Querendo ou não eu não podia culpá-la, ninguém escolhe por quem nos apaixonamos.

— Vou tentar ligar para ela. – Digo e vou para fora do barzinho para tentar escutar. Ligo e toca duas vezes antes dela atender. — Carla, onde você está?

— Porque quer saber de mim, sua namoradinha está aí. – Ela diz, sua voz soando fria.

— Anda Carla, fala onde você está? Vamos conversar? – Eu falo, um pouco desesperada. E se ela fizesse alguma besteira?

— Me deixa Mel, eu preciso de um tempo longe de você, preciso pensar. – Carla diz e desliga na minha cara.

            Tentei ligar de novo mas ela tinha desligado o celular. Fui até os meninos e disse que ia embora, eles acabaram ficando. Fui para casa o mais rápido possível, talvez dava tempo de pegar Carla ainda arrumando suas coisas.

— A Carla está aqui? – Eu pergunto para mamãe que estava na sala.

— Eu não sei, eu estava na cozinha até uns trinta segundos atrás. – Ela diz. — O que houve?

— Nada não. – Digo e subo para ver lá em cima. Suas coisas ainda estão lá, então ela não tinha vindo para cá. Tento o celular dela novamente, desligado. Já estava começando a me desesperar com seu sumiço.

            Saí e fui até sua casa. Não tinha ninguém lá. Onde ela se meteu? Voltei para casa e fiquei esperando, uma hora ela tería que aparecer para pegar suas coisas.

            Diego e Ricardo voltaram uma da manhã e Carla nem tinha dado sinal de vida.

— Relaxa mona, ela deve estar esfriando a cabeça por aí. – Diego diz, tranquilo.

— Não tem como relaxar Diego, ela simplesmente sumiu. – Eu falo andando de um lado para o outro no meu quarto.

— Se até amanhã ela não voltar para pegar suas coisas, aí vamos na polícia ok? – Ele diz. Concordo com a cabeça.

            Não pude fazer mais nada além de esperar que o dia amanhecesse e ela desse as caras. Nem dormi preocupada com ela.

            Na hora do café da manhã Diego e eu descemos.

— A Carla não vai vir tomar café não? – Minha mãe pergunta. Diego e eu nos olhamos.

— Ela está com dor de cabeça. – Eu falo tentando pensar rápido.

            Qando já estávamos quase terminando, Rodrigo aparece com Carla a seu lado.

— Estamos namorando. – Rodrigo diz, mais do que feliz, fazendo todos olharem para ele. Fica um silêncio perturbador na cozinha. Tento captar no olhar de Carla se aquilo era uma brincadeira. Depois de algum tempo, mamãe quebra o silêncio dando os parabéns aos dois e indo abraçá-los.

            Carla diz algo no ouvido de Rodrigo e sai da cozinha, vou logo atrás dela. Ela entra em meu quarto para arrumar suas coisas.

— Onde você se meteu Carla? – Eu pergunto.

— Depois que eu falei com você pelo celular eu vim para cá e dormi no quarto do Rodrigo. – Ela diz, indiferente.

— E que história é essa de vocês dois?

— É simples Mel. – Carla para a arrumação e me olha com lágrimas nos olhos. — Eu vou tentar esquecer você de uma vez. – Ela pega as coisas saindo do meu quarto e vou atrás dela. Eu crente que ela ia embora mas não… ela vai para o quarto do Rodrigo.

— Não precisa sair do meu quarto. – Eu falo, antes dela entrar no quarto dele. — Carla, por favor, vamos conversar?

— Não Mel, eu tive esperança que você gostasse de mim da mesma forma, mas eu me enganei. Eu não quero ter você de vez em quando. – Ela diz e entra no quarto, fechando a porta em seguida. Assim que seguro a maçaneta para girá-la, Rodrigo aparece.

— Eu não te autorizei a entrar no meu quarto. – Ele diz, irritado.

— Eu preciso falar com a Carla. – Eu falo, olhando-o. Rodrigo para bem na minha frente.

— Deixa ela em paz. Se afasta dela. – Ele diz. — Ela é minha namorada agora e não vou deixar ela ficar perto de você. – Rodrigo entra no quarto e tranca a porta.

            Droga, meu irmão era um babaca. Eu tinha que falar com Carla amanhã na aula.

            O resto do dia se passou assim, Carla trancada no quarto de Rodrigo e quando nos víamos ela fingia que eu não estava ali. Diego também não entendeu o comportamento de Carla, ele disse que depois ia conversar com ela.

A semana começou um pouco estranha mas tinha tudo para piorar, pelo menos na faculdade. No meu estágio estava as mil maravilhas por enquanto.

            Essa semana era de prova na faculdade e semana que vem era só ir buscar os resultados que já estaríamos de férias.

Carla passou a andar menos com a gente, simples assim. Parece que ela era outra pessoa, eu nem estava reconhecendo-a mais. O máximo que ela dava era um bom dia. Infelizmente eu descobri que ela estava se afastando de mim porque de Diego ela ainda continuava tratando-o da mesma forma, só que ela não falava com ele quando eu estava perto.

Carla simplesmente passou a me ignorar, não falava comigo e estava se afastando cada vez mais. Eu tinha certeza que Rodrigo estava fazendo a cabeça dela com besteiras. Parecíamos duas estranhas agora.

— Eu realmente não entendo porque ela está assim. Se ela gosta de mim tudo bem mas não precisa agir desse jeito. – Eu falo para Diego. Essa semana viramos uma dupla.

— Eu tentei falar com ela mas ela está irredutível. Disse que não quer sofrer mais. – Diego diz, olhando para Carla que estava sentada mais adiante com algumas meninas da sala.

— Eu sinto falta dela. – Eu falo triste.

— É. E eu sinto falta do nosso trio maluco. – Diego fala. — Uma hora isso ia acontecer, ou você achou que poderia namorar com a Fernanda e continuar transando com a Carla?

— Não né. – Eu falo. — Só não imaginei que a Carla estivesse apaixonada e eu só dei um beijo na Fernanda tá?

No estágio eu não cheguei a falar com a Fernanda sobre o beijo, ela sempre chegava do almoço e se trancava em sua sala, trabalhando até tarde.

A Nat estava me olhando de um jeito diferente. Todas as vezes que ela vinha falar comigo, estava munida de um sorriso safado e piscadinhas. Eu não estava entendendo qual era a dela. Lá pela quinta feira, ela me abordou antes de eu ir para casa.

— E você e a dona Fernanda? Está rolando algo? – Ela me pergunta, como quem não quer nada.

— Não, porque acha isso? – Eu pergunto, arrumando minha mochila.

— Lá no barzinho, a música, os olhares de vocês duas e tal? – Agora ela fala me olhando.

— Foi meu amigo que fez aquilo, da música. – Falo, ignorando o comentário sobre os olhares.

— Entendo. – Nat diz, balançando a cabeça positivamente.

Quando me viro para sair, Nat para na minha frente.

— Sabe Mel, você não é a pessoa certa para a dona Fernanda. – Ela me olha nos olhos. — Mas se você quiser arrumar outra pessoa, eu sou a próxima da lista ta bom? – Ela diz e pisca para mim.

— Pensei que você fosse casada. – Eu falo, tentando sair do caminho.

— E sou. Mas eu largaria meu marido para ficar com você. – Nat me dá um beijo no cantinho da boca e sai da minha frente.

Viu, eu disse que ia ter problemas com essas três mulheres.



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