História Minha "Doce" Vizinha - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbico, Romance
Exibições 108
Palavras 1.983
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo 14


            Eu estava dando graças a Deus por ser sexta. Fiz a última prova na faculdade, almocei e fui para o estágio.

            Depois do que a Nat me disse ontem, antes de eu ir embora, eu não sabia como agir na frente dela. Era tão estranho isso, uma mulher casada dando em cima de mim. Agora eu pensava comigo mesma “Quando foi que eu passei a atrair tanta atenção assim das mulheres?”. E por conta disso eu acabei perdendo a minha melhor amiga.

— Boa tarde Mel. – Nat diz, assim que eu chego.

— Boa tarde. – Eu falo, sem jeito.

— A Dona Fernanda pediu que quando você chegasse, era para ir na sala dela. – Nat diz, fazendo uma careta.

— Ela não foi almoçar não? – Eu pergunto.

— Ainda não. Acho que está esperando para falar com você. – Nat diz e sai carregando uns papéis.

            Bato na porta e escuto a Nanda pedindo para entrar.

— Boa tarde. – Eu falo, sorrindo. Era só vê-la que meu sorriso aparecia e junto o meu nervosismo, perto dela eu era tão desastrada.

— Boa tarde Mel, já almoçou? – Fernanda me pergunta com um sorriso lindo.

— Já sim. – Eu falo sem conseguir desviar meus olhos dos dela. Não tinha um dia sequer que ela não estivesse linda.

— Certo. – Ela diz ainda sorrindo. — Temos que conversar algumas coisinhas.

— Está bem. – Eu falo, já ficando nervosa.

— Antes de mais nada, eu quero falar sobre o beijo lá no barzinho. – Ela fala e depois faz uma pausa me deixando mais nervosa ainda. — Eu sei que você gosta de mim mas eu não quero te dar esperanças, pode ser que aconteça novamente outro beijo ou nem isso. – Bem direta ela. — Mas eu não posso me relacionar com você, quer dizer, eu não sinto a mesma coisa que você sente por mim, entendeu?

            É, isso foi um belo tapa na cara. A Fernanda parecia aquelas mulheres que não se prendem a ninguém ou até aquelas que fazem a pessoa se apaixonar e depois acaba com seu coração e com todas as suas chances de pensar em ser feliz com ela.

            Eu não podia fazer nada em relação a isso, então na hora eu concordei.

— Desculpa, eu sei como é escutar isso. Eu não quero fazer você sofrer, eu não sou a mulher certa para você. Eu tenho casos ali e aqui mas nada sério, não sou de me prender a ninguém. – Fernanda fala, com um olhar triste.

— Eu entendo. – Eu falo triste.

— Certo. Agora que está esclarecido, quero falar com você sobre a Natália. – Isso era novidade. — Toma cuidado com ela. Ela é capaz de fazer tudo para conseguir o que quer. E ela me passou uma pequena impressão de estar com um leve interesse em você. – Fernanda dizia isso muito séria. — Eu falo isso porque a conheço de longa data e ela já fez coisas que até me preocupam, então todo cuidado é pouco.

— Se ela é assim, porque você a mantém aqui? – Eu pergunto.

— Porque ela é uma ótima profissional. – Ela fala tranquilamente. — Amanhã eu vou viajar para Nova York e só volto daqui duas semanas, vocês duas vão ficar aí e cuidar de tudo. – Concordo com a cabeça. — Bom, isso é tudo.

            Me levanto e quando já estou na porta ela me chama.

— Eu sinto muito mesmo Mel, por não corresponder os seus sentimentos. Você ainda vai encontrar a mulher da sua vida e que vai te fazer muito feliz. – Ela fala isso e sorri.

            Saio da sua sala, meu estado era péssimo, minha vontade era de chorar ali mesmo. Minha vida estava de cabeça para baixo e tudo começou quando conheci a Fernanda. Agora eu sabia que ela não queria nada comigo, talvez só uns beijinhos e nada mais. Sem contar que agora tinha outro problema chamado Natália. O que essa mulher era capaz de fazer? Bom, terminar com o marido para ficar comigo era uma das coisas que ela era capaz. Por trás daquela bela ruiva, poderia se esconder uma mulher perigosa. Eu teria que abrir meus olhos.

            A Natália já tinha voltado de sei lá da onde e estava sentada em sua cadeira, ela me analisava.

— Ela te deu um fora né? – Ela perguntou com um sorriso. Aquele sorriso me deu medo.

— Ela estava falando da viagem que vai fazer para Nova York. – Eu falo. Obvio que eu não iria falar com a Nat sobre o que a Nanda me disse.

— Vamos ficar aqui sozinhas por duas semanas, coisa boa hein? – Nat fala, sorrindo. Sorrio também sem animação nenhuma.

            Várias vezes durante o dia eu surpreendi a Natália me olhando ou melhor, me comendo com os olhos. Aquila já estava me deixando nervosa.

            Depois que saí do trabalho, fui para a parada de ônibus. Pouco tempo depois encostou um carro na parada e abaixou os vidros revelando uma Nat sorridente.

— Vem eu te dou uma carona. – Ela fala, sorrindo.

— Não precisa Nat, o ônibus daqui a pouco passa. – Eu falo, percebendo algumas pessoas olhando.

— Vai me fazer essa desfeita? – Ela diz. Eu realmente não sabia o que responder. Levantei e entrei no carro.

            Fui mostrando o caminho até a minha casa.

— Chegamos. – Ela fala, quando estaciona o carro em frente a minha casa. – Então é ali que a Fernanda mora? – Nat aponta para a casa da Nanda.

— Sim, é ali mesmo que ela mora. Obrigada Nat pela carona, não precisava se incomodar. – Eu falo, tentando sair o mais rápido de dentro daquele carro. Nat segura meu braço me fazendo olhá-la.

— Porque a pressa? – Ela agora olha descaradamente para minha boca.

— Eu tenho... – Começo a falar mas sou interrompida com um beijo dela. Um beijo forçado, sinto sua língua na minha de um jeito agressivo.

— O que você está fazendo? – Eu pergunto irritada depois de afastá-la.

— Eu te quero, ainda não percebeu isso? – Ela fala se aproximando de novo.

— Você ficou louca? Você é casada. – Abro a porta do carro para sair mas ela ainda segura firme o meu braço.

— Eu já falei, eu acabo o meu casamento se for para ficar com você. – Ela diz, sorrindo. — Você não tem noção do que faz com as mulheres não é? De como você é linda? Uma menina ainda, mas tão linda.

— Me solta Natália. – Eu falo, irritada e com medo ao mesmo tempo.

— Eu faço qualquer coisa para ter você só para mim. – Seus olhos agora brilham, um brilho perigoso.

— Quero você bem longe de mim. – Eu falo me libertando do seu braço e saio do carro. Tento me manter calma andando até a porta da minha casa mas minha vontade é de sair correndo e trancar a porta assim que eu entrar.

            Assim que entro em casa, olho pela cortina da janela e vejo que a Nat ainda está lá, olhando para a minha casa.

— O que foi?

— Ahh – Dou um gritinho assustada. Entrei tão rápido que nem percebi que na sala estavam Rodrigo, Carla e Ricardo. Foi Ricardo quem perguntou me assustando. Carla me analisava.

— Você está pálida, o que foi? – Ricardo diz vindo até mim e segurando nas minhas mãos. — E está tremendo.

— Na... Nada. – Eu falo, respirando com mais calma.

            Olhei novamente pela cortina e o carro dela já havia desaparecido.

— Porque você está olhando pela janela? – Ricardo pergunta. Carla ainda me analisava.

— Não é nada. Eu vou subir. – Eu falo para ele já que Carla nem sequer falou comigo e Rodrigo parecia nem ter notado que eu cheguei. Os dois agora não se desgrudavam, na verdade ele não se desgrudava dela mas eu percebia que Carla não estava feliz com isso.

            Subi e tomei um banho demorado, até para relaxar. Hoje tinha sido um péssimo dia, recebi a notícia que a Nanda não gostava de mim da mesma forma que eu gostava dela e ainda descubro que tem uma louca que faz qualquer coisa para ficar comigo.

            Depois do banho, vou para a cozinha jantar. Eu estava muito pensativa. Depois do que aconteceu no carro da Nat eu estava pensando seriamente em largar aquele estágio, mesmo tendo ficado só uma semana e dois dias lá. Eu tinha ficado com medo dela. Sem contar que foi imprudente demais eu ter entrado no carro com ela depois de ter sido avisada do que ela é capaz, eu poderia não ter nem sequer chegado em casa não é?

— O que foi filha? – Mamãe me pergunta. — Está sem fome?

— Estou. – Eu realmente não estava com fome. Tantos problemas. Minha melhor amiga estava ali, sentada naquela mesa sem falar comigo, eu estava de coração partido e uma louca atrás de mim, eu estava bem na fita né? — Eu vou subir. – Falo para minha mãe que concorda. Percebo Carla ainda me analisando, ela podia não estar falando comigo mas sabia que tinha algo acontecendo. Bom, agora talvez eu saiba o que Carla está passando em relação a mim, apaixonada e sem ser correspondida.

            Vou para o meu quarto, deito e durmo. Tenho um pesadelo e acordo assustada sentindo alguém passando a mão em meu rosto com carinho, por um momento e penso que meu pesadelo se torna realidade e a Natália está ali com aquele sorriso de gelar a espinha.

— Shii, está tudo bem. – Carla fala, carinhosa. Meu coração parecia que ia sair pela boca, eu estava tremendo.

— O que... O que você está fazendo aqui? – Pergunto depois de me recompor do pesadelo.

— Eu dei uma escapadinha do quarto do Rodrigo e vim aqui. – Ela diz ainda agachada do lado da cama me fazendo carinho no rosto. — O que está acontecendo? Você não é de ter pesadelo que eu sei.

— Não é nada. – Levanto indo até a janela para pegar um ar.

— É claro que tem alguma coisa acontecendo, você está tremendo Mel. – Sinto sua voz bem pertinho de mim e sinto sua mão fazendo carinho em meu braço.

— Porque se afastou de mim, não falou comigo essa semana? – Eu pergunto ainda olhando lá fora.

— Eu tenho que te esquecer mas não estou fazendo um bom trabalho. – Ela diz suspirando. — Você ainda faz parte de todos os meus pensamentos, e o fato de você morar aqui não ajuda já que eu estou vindo aqui todos os dias para ver o Rodrigo. – Eu me viro de frente para Carla e olho em seus olhos.

— Desculpa por ter te magoado. – Eu falo triste.

— Não precisa se desculpar, isso acontece. – Ela sorri de um jeito triste.

— É, agora eu sei o que você está passando. A Fernanda me disse hoje que não sente nada por mim. – Eu falo e me viro novamente olhando para fora.

— Eu sinto muito. E foi por isso que você chegou daquele jeito e teve o pesadelo? – Ela pergunta.

— Foi outra coisa. Não precisa se preocupar. – Eu falo saindo da janela e indo para a minha cama.

— É obvio que eu me preocupo Mel. Ainda somos amigas. – Ela diz, me olhando.

— Tem certeza que ainda somos amigas? – Eu falo olhando-a.

— Eu sei que eu me afastei essa semana mas tenta me entender Mel, eu pensei que quanto mais afastada de você e menos falasse com você eu iria conseguir te esquecer mas a única certeza que eu tive foi que isso não funciona. – Carla agora está chorando. Eu a puxo pela mão e ela se senta na minha cama. Seco suas lágrimas mas outras rolam pela sua face.

— Eu senti sua falta. – Eu falo, sorrindo. Carla me abraça, um abraço tão apertado como se não nos víssemos a anos.

— Eu também senti sua falta. Toda as vezes que eu falava com o Diego eu perguntava de você. – Carla diz, ainda abraçada a mim.

— Para de chorar vai? – Digo secando mais lágrimas dela.

— Me deixa ficar um pouco com você? Estava com tanta saudade. – Eu concordo e deito puxando-a para se deitar ao meu lado. Carla se vira de frente para mim me fazendo carinho no rosto e é assim que eu durmo, vendo-a com um sorriso lindo e sentindo sua mão fazendo carinho em mim.



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