História Minha "Doce" Vizinha - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbico, Romance
Exibições 102
Palavras 2.208
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Capítulo 15


Acordo na manhã do sábado sozinha na minha cama, Carla deve ter saído assim que eu dormi. Levanto e vou tomar um belo banho. Graças a Deus não voltei a ter pesadelo durante o meu sono.

Assim que abro a porta do meu quarto Carla me dá um abraço de urso.

— Até que enfim você saiu daí. – Ela diz, ainda abraçada a mim. Só depois que ela me soltou é que eu vejo suas coisas no chão.

— O que aconteceu? – Eu pergunto preocupada. — O Rodrigo fez alguma coisa com você? – Carla sorri.

— É tão fofo ver você se preocupando comigo. – Ela olha agora descaradamente para minha boca. — E não, ele não me fez nada. Eu terminei com ele.

— Porque? – Eu pergunto e me abaixo para pegar suas coisas e colocar no meu quarto.

— Lembra do que conversamos ontem? – Eu confirmo. — Eu pensei direito e vi que não vale arriscar uma amizade para ficar com uma pessoa que eu não amo, eu não posso fazer isso com o Rodrigo, ele é um cara bacana mas eu não sou a mulher certa para ele. – Isso estava virando comum, daqui a pouco ia virar uma epidemia de corações partidos, porque com certeza ele devia estar arrasado. Sem contar que acho que foi o namoro mais rápido que eu já vi, uma semana.

— Então voltamos a ser amigas? – Eu pergunto.

— Nunca deixamos de ser amigas. – Carla sorri. — Posso fazer uma coisa que eu estava morrendo de vontade? – Ela pergunta, sem jeito.

— Pode. O que é? – Carla vem e me beija. Confesso que eu estava sentindo falta do beijo dela. Carla põe seus braços ao redor do meu pescoço e eu por hábito, coloco as mãos em sua cintura. Ela interrompe o beijo e sorri. — Eu sei que mais uma vez eu estou arriscando e sei que você não me ama mas eu não quero me afastar nunca mais de você.

Podia ser tudo tão fácil né? Eu poderia gostar da Carla e ela de mim, ponto final e acabou a história mas não é assim que a banda toca.

— Eu adoraria poder te fazer feliz Carla mas... – Carla me silencia com um beijo.

— Eu sei, eu também adoraria mas infelizmente seu coração pertence a outra mulher. – Carla ainda está com seus braços ao redor do meu pescoço. Quem vê até pensa que somos um casal. — Vamos esquecer o que aconteceu e começar de novo. Eu prometo que não vou agir de forma possessiva, serei só a amiga de sempre.

— Tá bom. – Eu sorrio e aperto sua cintura de leve.

— É claro que... – Carla faz uma pausa. — não vai ser nada mal uns beijinhos de vez em quando. – Eu rio do seu comentário.

— É, não vai ser nada mal mesmo. – Falo e dou mais um beijo nela bem caprichado. Carla suga a minha língua e dá um daqueles gemidos que me deixa arrepiada.

— Vamos descer que eu to morrendo de fome. – Eu falo com a respiração acelerada me afastando de Carla.

— Eu também estou morrendo de fome só que a minha fome é outra. – Ela diz, belisca o meu bumbum e sai do meu quarto sorrindo.

Depois do café da manhã eu liguei para o Diego.

— O trio está de volta? – Ele berra ao telefone me fazendo rir.

— Sim, vem para cá. Vamos ver o que faremos a tarde. – Ele estava radiante.

— Já estou saindo daqui. – A felicidade era tanta que nem me deu tchau, desligou na minha cara.

Depois que Diego chegou, ficamos conversando no meu quarto. Por incrível que pareça Carla e eu estávamos mais grudadas. Quero dizer, ficávamos fazendo carinho uma na outra, ou ela sempre dava um beijinho na minha bochecha ou em outro lugar, ficava me abraçando, etc. Ficar longe dela durante uma semana deu um resultado até que bom. E eu nem estava reclamando da atenção dela comigo, era bom porque assim eu não lembrava do fora que a Fernanda tinha me dado.

Eu estava deitada com a cabeça nas pernas de Carla, ela fazia carinho em meus cabelos e me olhava de uma forma apaixonada como se quisesse congelar esse momento para sempre.

— Porque vocês duas não namoram? – Diego pergunta, nos fazendo olhá-lo. — Vocês podem tentar né? O que pode dar errado? – Eu tinha contado para os dois sobre ontem, da Nanda e da Nat.

Nenhuma de nós duas respondeu. Talvez seria bom deixar do jeito que estava. Ele vendo que não respondemos, mudou de assunto.

— E essa Natália, o que você vai fazer a respeito disso? – Ele pergunta.

— Não sei. Acho que vou continuar no estágio, vamos ver até onde ela vai. – Eu falo, curtindo o carinho no cabelo.

Mamãe nos chamou para almoçar e depois voltamos novamente para o meu quarto, iríamos no shopping mais tarde, só que íamos de metrô, para variar um pouco.

A tarde, mamãe saiu com a Milena e fez o Rodrigo de motorista, Ricardo estava trancado em seu quarto fazendo um trabalho da faculdade e Diego, Carla e eu ficamos no meu quarto batendo papo e brincando.

Quando foi umas quatro horas da tarde, escutamos a campainha tocar e eu vou atender.

— Oi Mel. – Natália está lá parada.

— O que você está fazendo aqui? – Eu lembrei de ontem dentro do carro dela e meu nervosismo e medo vieram com tudo.

— Só queria te ver. Posso entrar? – Ela diz com um sorriso malicioso.

— E... Eu estou com uns amigos aqui em casa então não vai dar. Sinto muito. – Minha vontade era de fechar a porta e trancar.

— Sei. E onde eles estão? – Ela pergunta reparando que a sala estava vazia.

— Lá em cima. – Nat ainda está com o sorriso.

Carla desce me salvando daquela louca da Nat.

— Mel, está tudo bem? – Carla pergunta analisando a Natália.

— Está sim amor. – Eu falo para Carla que está bem ao meu lado. — Carla essa é a Natália, trabalha comigo. Nat essa é a Carla, minha namorada. – O nervosismo fez isso, Carla me olha e logo entra no jogo.

— É um prazer conhecê-la. – Carla aperta a mão da Nat.

— Eu não sabia que você estava namorando Mel. – Nat agora fuzilava Carla com os olhos.

— Nós já namoramos a um mês. – Eu falo entrelaçando meus dedos nos de Carla.

— Sei. Bom, eu já vou indo. – Nat olha para nossas mãos juntas. — Foi um prazer te conhecer. – Fala para Carla com um sorriso e uma voz falsa.

Nat sai e eu logo fecho e tranco a porta.

— Acho que ela não acreditou muito não. – Carla diz me olhando. — Mas quer saber, por um momento eu fui a mulher mais feliz do mundo só de escutar você me chamando de amor. – Eu sorrio e a abraço.

— Obrigada por fazer esse joguinho. – Eu falo.

— Foi um prazer ser sua namorada por uns dez minutos. – Carla diz e me puxa para o meu quarto.

— Você tem que tomar cuidado com ela. – Diego diz depois que eu conto o que rolou lá embaixo.

— Eu sei. – Eu falo. Eu estava agora sentada no meio das pernas de Carla e ela abraçada em mim por trás, as vezes me dava um beijinho ou outro no pescoço me fazendo arrepiar.

Conversamos mais um pouco e nos arrumamos para ir ao shopping. A estação do metrô era pertinho.

O metrô estava cheio então fomos em pé, Carla e eu estávamos segurando no cano mas Diego insistiu que conseguia se equilibrar, várias vezes tivemos que segurá-lo para não cair. Só que o pior não foi isso, teve uma hora que Carla estava falando comigo e eu nem prestei atenção em Diego para segurá-lo. O metrô freiou e Diego conseguiu se segurar na blusa de uma mulher que estava perto de nós mas o problema não foi esse, a mulher estava com uma blusa tomara que caia e sem sutiã e quando Diego se segurou a blusa desceu.

— AI TARADO, TARADO, ESTÁ TIRANDO A MINHA ROUPA, SEU TARADO. – Depois que a mulher conseguiu colocar a blusa no lugar, já que quase todos viram seus seios, ela começou a bater com a bolsa em Diego.

— Ai moça, foi sem querer. – Diego falava enquanto tentava não ser acertado pela bolsa da mulher.

Por sorte o metrô parou e tivemos que sair correndo porque tinha uns caras querendo segurar o Diego lá. Não era nem a nossa estação ainda então resolvemos ir andando até o shopping.

Acho que esses micos só aconteciam quando eu estava com eles dois.

— Está vendo o que você fez Diego? – Carla estava um pouco brava por ter que andar mais que o necessário. Eu não conseguia parar de rir e Diego toda hora olhava para trás para ver se vinha alguém.

— Da para parar de rir? – Ele diz me dando um empurrãozinho.

— Foi hilário. Você precisava ver a sua cara na hora. – Falei e veio outra crise de riso.

Quando chegamos no shopping, nós três estávamos nos acabando de tanto rir.

Pegamos um cinema, assistimos aquele filme de desenho ''Pets'' e depois fomos lanchar, ocorreu tudo bem, nenhum outro mico. Voltamos para a minha casa um pouco tarde já.

— Eu vou dormir no quarto do Ricardo. – Diego fala.

— Porque? – Eu pergunto, sem entender.

— Porque eu sei que vocês ainda têm que se acertar. – Ele diz indo para o quarto de Ricardo.

— Nos acertarmos? Mas já nos acertamos. – Eu falo olhando-o com a mão na maçaneta.

— Não na cama. – Ele diz sorrindo e entra no quarto de Ricardo fechando a porta.

Fiquei completamente sem jeito depois do que ele falou.

— Só vai acontecer se você quiser. – Carla diz, sorrindo. Sorrio para ela mas não falo nada. — Vou tomar um banho. – Ela diz, pega algumas roupas na sua bolsa e entra no banheiro.

Depois que ela sai, eu entro e tomo meu banho. Durante o banho eu penso bastante, não vou negar que Carla mexe comigo mas não é a mesma coisa com a Fernanda. Fazer sexo com a Carla é bom mas meus pensamentos sempre são da Nanda. A Nanda é a mulher que eu quero para acordar todos os dias ao meu lado, fazê-la feliz, me casar e ter filhos com ela. A Carla é e sempre vai continuar sendo a minha melhor amiga.

— Dorme comigo? – Pergunto para ela quando vou me deitar.

— Claro. – Carla está com um sorriso enorme.

Arrumamos a cama e nos deitamos. Carla logo começa a fazer carinho na minha barriga mas só isso.

Acordo na manhã de domingo muito bem por sinal, só o fato de dormir agarradinha com a Carla já era ótimo, mesmo não tendo rolado nada.

— Bom dia. – Carla diz me olhando e sorrindo.

— Bom dia. – Eu falo me espreguiçando.

— O que vamos fazer hoje? – Ela me pergunta, me olhando com aquele jeito apaixonado e passando a mão em meu cabelo. Devo admitir que quem namorar a Carla vai ser muito paparicado.

— Eu não faço idéia. – Eu falo, fechando os olhos e sentido o carinho gostoso.

— Se um dia você namorar comigo, vai ganhar carinho toda hora. – Carla diz me fazendo sorrir. Abro os olhos, dou um beijo em sua testa e levanto.

Escuto uma batidinha na porta e Diego entra com os olhos fechados.

— Estão vestidas? – Ele diz espiando por entre os dedos. Carla joga o travesseiro nele.

— Deixa de besteira viado. – Carla diz rindo.

Carla e eu tomamos banho, separadas é claro, depois nós três saimos do quarto.

— Achei que você tinha dito que não gostava de mulheres. – Rodrigo sai do quarto dele e fala para Carla, é bem na hora que saímos do meu quarto também.

— E o que você tem a ver com isso? – Carla devolve irritada.

— Agora virou sapatão? Você precisa de um homem de verdade. – Ele fala nos olhando com cara de nojo. — Agora é o trio perfeito, duas sapatão e um viado. Esse mundo tá perdido mesmo.

— Cala a boca seu idiota. – Eu falo me intrometendo. Rodrigo vem para cima de mim.

— Ei, ei, ei. Eu posso saber que confusão é essa aqui? – Mamãe entra no meio.

— Rodrigo é um preconceituoso. – Eu falo irritada. — Não aceitou perder a Carla para uma mulher, que por sinal sou eu diga-se de passagem.

— Escuta aqui sua sapatão... – Ele fala mas mamãe o interrompe.

— Vai para o seu quarto agora Rodrigo, nós vamos ter uma conversa. – Mamãe fala. Rodrigo me olha como se fosse arrancar minhas tripas e vai para seu quarto batendo a porta. — E vocês, desçam e tomem café.

— Puxa, eu não sabia que ele era assim. – Diego fala quando chegamos na cozinha.

— Que gritaria foi essa? – Ricardo pergunta, estava comendo um pedaço de bolo. Dou um beijo nele e me sento.

— O Rodrigo é um preconceituoso. – Eu respondo.

Diego acabou contando nos mínimos detalhes o que aconteceu.

— Eu não sabia que o mano era assim. – Ricardo diz triste. Possivelmente ele estava pensando que se saísse do armário de vez, Rodrigo o odiaria.

— Nem eu. — Eu falo tentando esquecer o que aconteceu. Infelizmente isso ainda acontecia, esse preconceito, e as vezes ele vem de dentro da própria casa, dos próprios familiares.

Terminamos de tomar café e nos sentamos na sala, conversando amenidades. A campainha toca e vou atender.

Quem me dera se eu pudesse ver através das coisas, nem teria aberto a porta se eu soubesse quem estava ali.

É, ela mesma, de novo. Natália. O que essa mulher queria agora?



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