História Minha "Doce" Vizinha - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbico, Romance
Exibições 146
Palavras 2.114
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 6


— Posso saber aonde a senhorita foi? – Minha mãe pergunta quando me vê, entrando pela porta. Logo dou passagem para a Fernanda entrar. — Deixa para lá o que eu perguntei. – Mamãe diz, levantando e indo falar com a Nanda. Estava com um sorriso enorme.

— A Mel foi almoçar comigo, espero que não tenha nenhum problema. – Nanda diz, sorrindo para minha mãe.

— Problema nenhum. – Mamãe diz, piscando para mim. — Mas podia ter avisado que ia sair. – Ela diz me repreendendo. Logo depois mamãe percebe a rosa que a Nanda tem na mão. — Que linda essa rosa.

— Melissa quem me deu. – Fernanda diz, sorrindo para minha mãe.

— Eu nunca ganhei uma rosa sua Mel, ainda mais vermelha. – Diego diz. — Agora fiquei magoado. – Ele diz arrancando risadas de todos, inclusive meus irmãos.

— Deixa de ser besta Diego, rosa vermelha é só para quem está apaixonado. — Ricardo diz, entrando na pilha. Eu estava um pimentão agora. Fernanda por outro lado, parecia nem se importar com as brincadeiras.

— Eu... eu... é…– Tentei dizer.

— Está vendo amiga, quando nos apaixonamos, dizem que ficamos dementes, a gagueira toma conta. – Carla diz, fazendo todos chorarem de rir. Mamãe chega ao meu lado e sussurra no meu ouvido:

— Vai lá trocar de roupa, daqui a pouco eles esquecem isso. – Sorrio para ela e subo. Escuto ela pedindo para Fernanda se acomodar e ficar a vontade.

Depois de trocar de roupa, desço e vejo todos sentados e o filme pausado. Estavam só me esperando.

— Bom, já que vocês duas formam um casal tão fofinho, podem sentar juntas naquele sofá de dois lugares. – Diego diz, olhando para mim e Fernanda. A Fernanda já estava sentada lá, então não tive escolha. — Como vamos fazer uma sessão cinema, então eu tomei a liberdade de colocar esses edredons para cada casal. – Estávamos separados por duplas, Fernanda e eu, Carla e Rodrigo e Diego e Ricardo. Estava meio nublado, o que era um clima ótimo para assistir filmes, deitada com uma pessoa gata ao seu lado.

— Se você me agarrar eu te bato. – Carla diz, olhando feio para Rodrigo.

Sentamos nos sofás. Entre o terceiro filme e o quarto, todos já estavam deitados e cobertos. Minha vontade era de passar a mão no cabelo da Nanda, mas me segurei.

Criei coragem e comecei a fazer carinho em suas costas, no começo de leve, um simples roçar dos dedos. Ela me olhou e sorriu, ganhando um sorriso meu. Eu estava por baixo e ela com a cabeça deitada no meu ombro, ambas assistindo o filme. Senti sua mão se mecher e ir em direção a minha barriga, também me fazendo carinho. Meu coração parecia que ia saltar pela boca.

Quando já era uma da manhã, o último filme acabou. Arrumamos a bagunça e eu levei a Nanda até o portão da sua casa. É, ela morava bem do lado, mas eu queria ficar mais um tempinho com ela. Ela olhou para mim e sorriu.

— Vou confessar, eu detesto filme de terror. – Ela diz, ainda sorrindo.

— Eu bem que imaginei, na votação você foi bem enfática. – Comentei, sorrindo também.

— Está tarde, eu vou entrar. – Ela fala, me olhando.

— É, eu também. – Digo. Ela se inclina, me beija no rosto e entra.

Vou para casa, tranco tudo e subo. As camas da Carla e do Diego já estão arrumadas.

— A boate miou né? – Entro no quarto falando.

— Pois é amiga, os filmes estavam tão bons que eu mesma nem lembrei de boate. – Carla diz, deitada. — Fica para o final de semana que vem.

— Sei, os filmes que estavam bons ou quem estava agarradinho em você? – Diego zomba.

— Não vem não tá, você estava se aproveitando do coitadinho do Ricardo. – Carla diz.

— Eu não. Você não tem como provar. – Diego fala, olhando para Carla. Esta por outro lado, abre um sorriso malicioso.

— Eu vi o cobertor de vocês subindo e descendo, ou eu diria que estavam baten... – Carla é interrompida.

— Tá, tá, eu admito. Eu me aproveitei do Ricardo. – Diego diz, me olhando culpado. — O que que eu posso fazer se seu irmão é gostoso?

— Eu não precisava saber disso. – Digo.

— E ele é gay sabia? – Ele me pergunta.

— Aham, eu já sabia. – Falo.

— Como assim você já sabia? E eu aqui louco querendo um boy. – Ele diz, irritado.

— Só que mais ninguém sabe disso. – Falo, dando um aviso a ele.

— Minha boca é um túmulo.

— Mas mudando de assunto, e você e a Fernanda hein? – Carla pergunta.

— Eu e ela nada. Não tem nada rolando. – Eu falo, louca para o assunto mudar. Carla levanta e senta na minha cama me olhando.

— Fala a verdade Melissa? Você gosta dela. Não precisa fugir disso, acontece. – Ela diz, me olhando com uma seriedade que eu nunca tinha visto. — Você tem que viver esse amor. Diz a ela o que você sente. – Sinto lágrimas deixarem meus olhos.

— E se ela não sentir nada por mim? – Pergunto com a voz embargada.

— Você só saberá a resposta quando tentar, amiga. – Ela diz, sorrindo para mim.

— Obrigada. – Digo. – Por não me virarem as costas. Ainda estou tão confusa.

— Eu imagino. – Carla diz, me abraçando.

— A primeira coisa que você tem que fazer é agarrar a Fernanda e dar um belo beijo de língua nela. – Diego diz, arrancando risos de Carla e de mim.

— Não escuta ele não, Mel. – Carla diz. — Se fosse comigo, eu preferia que você fosse com calma. Mulheres gostam de romantismo, mesmo que seja difícil ver isso hoje em dia.

— Acho que vocês vão ter que me ensinar muita coisa. – Falo meio triste, me recompondo do choro.

— Eu te ensino a parte sexual. – Diego fala. Carla revira os olhos.

— Já está tarde e temos aula amanhã. – Digo, deitando.

            De manhã quando acordamos, Diego não estava na cama dele. Assim que Carla e eu saímos do meu quarto, Diego estava saindo do quarto do Ricardo.

— O que você estava fazendo aí? – Eu pergunto, achando estranho.

— Ai amiga, você tem que prestar mais atenção nas coisas. – Carla diz, achando graça.

— Do que você está falando? – Pergunto.

— Digamos que se você tivesse acordado lá pelas três da manhã, você teria escutado certos…ahn… –  Carla estava enrolando para falar.

— Eu transei com o Ricardo, satisfeita? – Diego solta aquela bomba, e desce para tomar café.

            Depois da bomba que Diego soltou, que transou com Ricardo, nós conversamos na faculdade e acabou ficando tudo bem. O que eu poderia fazer? Até que eles fazem um casal fofo. Poderia rolar um namoro.

            Segunda e terça passaram num piscar de olhos. Agora que Diego e Carla sabiam o que eu sentia pela Fernanda, estava me sentindo mais tranquila. Na verdade, me sentindo tranquila em parte, ainda teria que contar para minha mãe. Ela entenderia, com certeza.

            Na quarta feira, um dos nossos professores passou trabalho para entregar na próxima aula dele, o que seria na sexta feira. Era em dupla, só que Diego encheu tanto o saco dele que acabou ficando o trio. Resolvemos fazer lá em casa.

            Chegamos, almoçamos e começamos o trabalho em meio a brincadeiras e risadas. Mais brincávamos do que fazíamos o trabalho. Quando terminamos o trabalho, já era noite, umas sete horas.

— Até que enfim, já não aguentava mais. – Diego diz, deitando na minha cama.

— Você foi o que menos fez. – Carla diz, revirando os olhos.

— Tá, tá. O que eu quero saber é se você Mel, está treinando seu beijo? – Diego me pergunta, sorrindo.

— Porque? – Eu pergunto. — Eu deveria treinar?

— É claro que deveria. Na hora em que for beijar sua amada, já estará craque. – Diego diz.

— Você só pode estar de brincadeira né? – Eu falo, rindo.

— Não. Algumas pessoas não gostam de beijar pessoas que não saibam beijar. – Diego diz, fazendo cara de nojo. — Eu sou um, por exemplo. Se você tiver um ótimo professor, pode surpreender a Fernanda.

— Ah é, e quem seria esse professor? Você? – Eu pergunto, cruzando os braços.

— Na verdade, eu diria que seria uma professora. – Ele diz, olhando para Carla com um sorriso malicioso.

— Nem vem viado. Me tira dessa. – Carla fala, indo até a janela. A Nanda só chegava bem mais tarde, por isso sua janela estava fechada e a casa toda escura. — Já disse que eu nunca fiquei com mulher, ainda mais se tratando de uma amiga. Isso não vai dar certo.

— Ah que isso Carlinha, vai ser só uma bitoca. Você só vai ensinar a Mel. Vocês são amigas, não precisam ficar com vergonha. – Carla olha para Diego com olhos semicerrarrados, possivelmente pesando os prós e contras.

— Se eu aceitar, vou beijar a Mel do meu jeito. – Carla diz sem me olhar. Diego sorri para Carla diabolicamente. Os dois pareciam estar se comunicando através da mente e nem estavam me contando seja lá o que fosse,  eu simplesmente não entendia o olhar dos dois. — Você aceita Mel? – Carla pergunta, me olhando.

— Isso vai me ajudar mesmo? – Pergunto, recebendo um aceno dos dois. — Aceito com uma condição, depois desse beijo, nada vai mudar entre nós duas, continuaremos amigas certo?

— Fechado. – Carla diz.

            Eu deveria estar caducando para aceitar isso. Aprender a beijar com uma amiga? Era o fim do mundo. Eu tinha medo que nossa amizade acabasse. Mas eu deixei bem claro para Carla que ainda íamos ser amigas. Não me sentia tão segura assim, porque quando Carla dizia que não ia dar certo, bem, eu simplesmente acreditava nela. Já testemunhei várias vezes quando ela disse isso e realmente não deu certo, um exemplo foi no clube, a história do salva vidas, lembram? Pois é.

— Tudo bem, mas o Diego sai. – Digo.

— Porque? Eu quero ver também. – Ele diz, indignado.

— Eu tenho vergonha, não vou conseguir com você aqui. – Ele bufa.

— Tá, o que eu não faço por você baby? – Ele diz. — Vou para casa mas eu quero os detalhes sórdidos. – Diego fala, com uma cara de safado.

— Que detalhes sórdidos? Vai ser só um beijo. – Eu digo.

— Duas garotas sozinhas entre quatro paredes, pode acontecer de tudo. – Ele fala de um jeito maldoso. Carla vai empurrando ele até a porta.

— Tchau viado. – Ela diz, fechando e trancando a porta. Depois que ela se vira e me olha é que percebo quão nervosa estou. Carla é minha amiga, eu não deveria ficar assim.

— Pronta? – Ela me pergunta se sentando na minha cama, virada de frente para mim.

— Aham. – Digo. Carla se aproxima de mim, me olhando nos olhos. Perco a coragem e levanto.

— Podemos deixar para outro dia? – Carla me puxa, me fazendo sentar novamente.

— Não. – Ela fala. — Relaxa amiga.

— É fácil você dizer quando não é com você. – Eu falo, fazendo uma careta.

— Sei que é difícil, mas eu sou sua amiga, só quero te ajudar. – Ela fala, mexendo na minha franja.

— Tá bom. E se você não gostar? – Pergunto, insegurança transbordando de mim. Carla sorri.

— Relaxa. Fecha os olhos. – Faço o que ela pede. Meu coração acelera. A respiração dela bate em meu rosto de leve.

Sinto a boca de Carla na minha, um beijo de leve. Tento acompanhar seus movimentos e sinto o beijo ganhando forma. Sua língua pede passagem encostando-se na minha como uma carícia. Sua mão vem até meu rosto e sobe até minha nuca acariciando também meu cabelo. O beijo fica mais exigente. Carla passa a chupar minha língua. Solto um pequeno gemido. Nem sinto quando Carla me empurra de leve para deitar e fica por cima de mim.

Uau, que beijo bom. Mesmo sendo minha amiga ali eu não podia negar, era bom demais.

Uma de minhas mãos agora está em sua cintura, a outra em seu cabelo. Sinto Carla subindo minha blusa e colocando sua mão em minha barriga. Será se a minha primeira vez vai ser com Carla? Não sei, só sei que vou deixar rolar.

Carla para o beijo aos poucos e me olha com um sorriso. Vejo ela se aproximar fechando os olhos, vai me beijar de novo mas levanta depressa virando de costas para mim.

— O que foi? Eu fiz algo errado? – Pergunto, sem saber o porque dela estar assim. Ela ainda estava virada de costas  para mim com as mão na cabeça. — Você não gostou?

— Você beija bem. Não é nada, eu só lembrei que tenho que fazer um negócio que meu pai me pediu. – Ela diz, sem me olhar. Carla pega sua mochila e vai embora.

Naquela hora eu percebi o peso daquilo, de que tinha algo errado. E se nossa amizade acabasse? Ela aceitou meus termos, então talvez não fosse nada.

Da próxima quando Carla falasse que não ia dar certo, eu ia levar ao pé da letra. Tentei ligar para ela mas seu celular só dava caixa postal. Tentaria falar com ela na faculdade amanhã.

Mal dormi a noite, ainda sentia o gosto daquele beijo esplendido.



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