História Minha "Doce" Vizinha - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbico, Romance
Exibições 143
Palavras 1.666
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Capítulo 7


No dia seguinte, assim que eu cheguei na faculdade, fui logo procurar a Carla. Tínhamos muito o que conversar.

Encontrei Diego na porta da sala.

— Cadê a Carla? – Eu pergunto.

— Não sei, já era para ela ter chegado. É sempre a segunda a chegar. – Ele diz. – O que aconteceu ontem? Não vai me dizer que você broxou?

— Não. Eu beijei a Carla mas ela saiu lá de casa toda estranha e sem me dar tchau e muito menos me olhar. – Eu falo, me sentindo péssima. — Ela disse que tinha lembrado de uma coisa que o pai dela pediu para fazer e foi embora.

— Vai ver ela lembrou mesmo. – Diego diz, pensativo. Acho que ele era o único que talvez sabia o que estava acontecendo com ela e não queria me contar.

— Você sabe o que está acontecendo não sabe? – Eu pergunto, encarando ele.

— É claro que não. – Diego mentia muito mal.

Eu não tinha muito o que fazer a não ser esperar ela aparecer. O que não aconteceu. Saímos da aula e Carla nem deu as caras. Liguei a tarde toda para ela e nada, sempre a mesma coisa, caixa postal. Talvez ela tenha ficado doente.

Sexta feira não foi diferente, Carla também não apareceu. Saindo da aula, fui até a casa dela. Carla provavelmente estaria sozinha. Toquei a campainha e esperei uma eternidade até que ela abriu a porta, não esperava me ver ali.

— O que está fazendo aqui? – Ela me pergunta, assustada.

— Vim conversar com você. – Digo, passando por ela e sentando no sofá.

— Eu estou ocupada. – Ela diz, ainda com a porta aberta.

— Porque você está agindo assim? Saiu lá de casa sem nem olhar para mim, não apareceu na faculdade ontem e hoje... Foi o beijo? – Digo, sentada no sofá olhando para Carla ainda segurando a porta. Ela dá um suspiro, fecha a porta e se senta ao meu lado.

— Não. – Ela diz, sem me olhar.

— E então? – Falo, levantando seu rosto delicadamente para me olhar.

— Não é nada Mel. Eu não estava com vontade de ir a aula, só isso. – Ela diz, sorrindo para mim. Sei que tinha algo que ela não estava me contando mas não ia insistir.

— Sabe que sou sua amiga, pode contar comigo.– Ela acena com a cabeça.

— Não é nada amiga. E você, o que achou do seu primeiro beijo? – Ela me pergunta, sorrindo mas ao mesmo tempo me analisando. Fiquei vermelha.

— Ah, sei lá. Foi bom. Quer dizer, foi incrível. – Falo com vergonha, passando a mão no cabelo. Carla sorri.

— É claro, com a professora que você teve, obvio que ia achar bom. Carla fala, orgulhosa. Caímos na gargalhada.

— Convencida você. – Digo.

— Só um pouquinho. – Carla levanta, parece estar sem jeito perto de mim. — Vamos a boate amanhã?

— Vamos. – Digo, levantando também. — Acho que já vou para casa. – Me encaminho para a porta sendo seguida por Carla.

— Eu te ligo para combinar. – Aceno.

— Tchau. – Falo, dando um abraço nela e indo embora em seguida.

Carla estava meio distante, sem jeito, perto de mim. Como se quisesse se manter afastada.

Assisti série a tarde toda. Sou louca por séries e livros, quando não assisto série, leio livros e vice e versa.

Na hora da janta eu estava pensativa, mais que o normal. Mal cheguei a tocar na comida. Pensava em tudo, Carla e seu beijo, a Nanda... tudo.

— O que foi filha? – Mamãe me pergunta.

— Nada não. – Sorrio para ela.

— Tem certeza? – Ela pergunta, me analisando.  Acho que nunca conseguimos esconder nada das mães né? Elas sempre descobrem.

— São só umas coisinhas na faculdade, nada sério. – Ela acena.

Depois do jantar, vou até o quarto de Ricardo. Precisava desabafar com alguém e ele era o melhor candidato para isso.

— Oi. – Digo entrando pela porta.

— Oi princesa. – Ele diz, me dando um beijo na cabeça. — O que manda?

— Nada. Só queria ver como você está. – Tento aparentar naturalidade.

— Aham, sei. Mamãe pode ter caído nessa historinha sua mas eu não. Desembucha. – Ele diz, me encarando.

— Tá bom. Para começar, sei muito bem que você transou com o Diego. – Ele sorri do que eu falo.

— Pois é, aconteceu  sabe? E foi bem onde você está sentada. – Ele cai na gargalhada quando levanto.

— Eca. – Digo fazendo cara de nojo. Ele ri ainda mais. — Você gosta dele? – Pergunto quando ele para de rir.

— Não sei. Acho que só sinto atração por ele. – Ele diz e vê que não entendo o que quer dizer então completa. — Atração sexual.

— Ah. – Digo, entendendo agora.

— Para esclarecer melhor, eu não estou apaixonado por ele. – Balanço a cabeça, entendendo. — Bom, já que esse passo está esclarecido, pode ir contando, porque eu sei que tem mais. – Ele diz, fazendo um gesto com a mão para eu continuar.

— Eu beijei a Carla. –  Falo, sem olhar para ele.

— Porque? – Ricardo pergunta.

— Ela me ensinou a beijar, simples assim. – Falo, sem graça. — Só que agora ela está agindo de forma estranha.

— E quando foi isso?

— Na quarta, depois que fizemos o trabalho da faculdade. Eu pedi para o Diego sair porque não ia conseguir com ele lá, então ficamos só eu e Carla e aconteceu. – Eu falo, encostada na janela, já que ele me expulsou da cama.

— Eu já sabia. – Ele diz, tentando esconder o sorriso. — Diego me contou. Assim que ele saiu do seu quarto, ele veio até aqui e acabamos ficando de novo.

— E o que você acha disso? – Pergunto.

— Que já estava na hora de você aprender a beijar. – Jogo o travesseiro nele rindo.

— Eu quis dizer, o que você acha desse comportamento da Carla?

— Bom, ou ela se sentiu atraída por você ou não sei. – Ele diz.

— Mas ela é minha amiga, isso nem deveria ter acontecido. – Digo, soltando um suspiro.

— Isso não quer dizer nada. – Ricardo levanta da cadeira do computador em que estava e fica ao meu lado na janela, olhando para fora.

— Mas ela disse que não sentia atração por mulheres. – Digo, me virando também para encarar a rua vazia.

— Vai ver você fez ela mudar de lado com o seu super beijo. – Bato nele.

— Eu convidei ela para ir a boate amanhã. Vamos ver se amanhã ela estará melhor. – Digo com pesar.

— É, vamos ver. –  Ele diz.

— Tem mais uma coisa... – Digo, passando a mão pelo meu cabelo.

— Manda.

— Eu acho que estou gostando da Fernanda. – Falo sem olhá-lo.

— Isso não é novidade. – Ricardo fala sorrindo. Ele parecia saber de tudo, credo. — Percebi no primeiro dia em que ela esteve aqui, no jantar. Você não sabe disfarçar. – Ele cai na gargalhada.

— Tem alguma coisa que você não saiba? – Pergunto, sorrindo.

— Eu sei de tudo. Sou um ótimo observador. – Ricardo pisca para mim, indo se sentar na cadeira novamente. — E você vai falar com a Fernanda quando?

— Vou deixar rolar. Não quero ser apressada. – Digo, me lembrando do que Carla me falou.

— Entendo.

— Bom, eu vou para o meu quarto. – Dou um beijo nele e saio.

Antes de ir para o meu quarto, passo no quarto da minha mãe.

— Posso entrar? – Pergunto, batendo na porta.

— Claro filha. Vem cá, deita aqui comigo um pouco. – Deito e coloco a cabeça em seu colo, minha mãe passa a fazer cafuné em mim. Lágrimas saem de meus olhos. — Sei que tem algo acontecendo, não precisa ter medo de me contar. Sempre vou estar ao seu lado.

— Até seu eu matasse alguém? – Pergunto, olhando para ela. Sinto seu nervosismo.

— Você... – Ela não termina a frase.

— Não, claro que não né mãe. – Digo balando a cabeça. Ela solta o ar que estava prendendo.

— Já que você não matou ninguém, tenho certeza que é sobre a Fernanda né? – Ela pergunta, com aquele mesmo sorriso que vinha sendo bastante normal agora.

— Você já sabe? – Pergunto, enxugando as lágrimas.

— Eu já sei o que? Que a minha filha está apaixonada pela vizinha? Não, não sei. – Mamãe fala, brincando.

— Está tão na cara assim? – Ela sorri mais ainda. — Eu estava com medo da sua reação.

— Eu quero que você seja feliz. Com um homem ou com uma mulher não importa, desde que te faça a mulher mais feliz do mundo eu vou estar tranquila. – Ela beija meus cabelos.

— Eu te amo. – Digo, sorrindo para ela.

— Também te amo, meu anjinho. – Ficamos assim por muito tempo, ela fazendo carinho em mim e eu deitada em seu colo. Não tem nada melhor do que colo de mãe. Todos os problemas somem.

Acordo na manhã de sábado ainda deitada na cama da minha mãe, nem vi quando eu dormi. Não sei quantas horas mas parece que dormi bastante. Vou até meu quarto, tomo banho e depois desço.

— Cadê todo mundo? – Pergunto para minha mãe na cozinha.

— Ricardo saiu com a Milena, foram no mercado. Rodrigo está no quarto dele como sempre. E você, dormiu bem filha? – Mamãe me pergunta, sorrindo.

— Dormi. Poderia ter me acordado, acho que você que não dormiu direito né? – Pergunto, me sentindo culpada.

— Dormi muito bem, a tempos não dormia com algum filho meu. Até a Milena parou de dormir comigo depois que não fez mais xixi na cama. As vezes sinto falta. – Ela diz, me fazendo sorrir. As vezes eu me pergunto se não seria melhor mamãe arranjar um namorado mas ela fala que homem só traz problemas e que ela está muito bem sozinha.

— O que vai fazer hoje? – Ela me pergunta, servindo suco para mim.

— Não sei, pensei em ver se a Fernanda quer sair comigo a tarde e a noite vou para a boate com a Carla e o Diego. – Digo. Eu estava torcendo para a Carla já ter voltado ao normal.

Infelizmente a Fernanda tinha viajado à trabalho, só ia voltar na terça feira. Poxa, eu tinha visto ela no final de semana passado, quando assistimos filme aqui em casa. Estava doida para vê-la novamente.

Como não tinha nada para fazer, fui assistir minhas séries acumuladas. Diego me ligou de tarde para confirmar a boate, Carla já tinha confirmado com ele que ia. Diego ia passar aqui para ir comigo e lá encontraríamos com ela.



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