História Minha "Doce" Vizinha - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Lésbico, Romance
Exibições 124
Palavras 1.787
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capítulo 9


Acordo uma da tarde com Carla ainda dormindo ao meu lado. Ela estava deitada de barriga para baixo, e me presenteando com a bela visão de seu bumbum, o edredon estava todo no chão.

Levanto, pego minhas roupas espalhadas pelo chão e as que eu tirei da boate e vou tomar banho, fazendo o mínimo de barulho possível para não acordar Carla. Depois que me arrumo, colocando as roupas da boate, pego um remédio para dor de cabeça no armário do banheiro porque sei que Carla vai precisar e desço as escadas em direção à cozinha. Ligo para um restaurante e peço nosso almoço.

Depois de trinta minutos a comida chega e arrumo a mesa. Estou morrendo de fome e começo a comer.

— Nem me esperou né? – Carla fala, encostada no batente da porta. Estava com os cabelos molhados, a mesma blusa que lhe dei ontem e dessa vez um short. Fiquei um bom tempo olhando o short dela imaginando se ela estaria com a peça de baixo ou não. — Sua tarada, eu estou de calcinha tá. – Ela diz, sorrindo.

Fico morrendo de vergonha. O que deu em mim? Cobiçar as amigas não é do meu feitio.

— Desculpa, eu estava com fome. – Eu falo, ignorando o comentário dela sobre a calcinha. — Toma, você deve estar com dor de cabeça né? – Dou o comprimido a ela.

— Você acertou em cheio. Eu estrapolei na bebida ontem. – Carla toma o remédio e se senta à mesa, passando a comer. Comemos em silêncio, um silêncio perturbador. Nenhuma das duas queria quebrar aquele silêncio constrangedor. Terminei de comer e lavei meu prato, estava guardando o garfo quando a campainha toca.

     Olho para Carla e ela acena me permitindo ver quem é. Vou até lá e descubro que é Diego.

— Ué, o que você está fazendo aqui mona? – Ele me pergunta, surpreso.

— Boa tarde primeiramente. – Falo, deixando ele entrar.

— Boa tarde, agora me responde. – Diego me analisa atentamente e depois solta uma gargalhada. — Minha Nossa Senhora dos gays e agora das lésbicas. Vocês transaram. – Não foi uma pergunta, ele afirmou. Fico sem jeito, passando a mão no cabelo. — Eu sabia que esse beijo ia despertar o desejo nas duas.

— Como você sabe? – Pergunto.

— Você já se olhou no espelho? – Nego com a cabeça — Pois deveria. Você tentou se matar enforcada com uma corda? Senão tiver sido isso, então você esteve muito ocupada essa madrugada.

— Corda? – Passo a mão no pescoço.

— É, quando é morte por enforcamento, fica roxo. – Ele diz, olhando para meu pescoço e rindo novamente.

— Você quer parar de rir? – Digo, já aborrecida.

— E cadê a dona causadora disso aí? – Diego aponta meu pescoço

— Aqui. – Carla diz, encostada mais atrás, nem percebi ela ali, poderia ter escutado toda a conversa. Diego a olha e se levanta para abraçá-la.

— Hum, quer dizer que vocês duas... ontem? – Ele pergunta, apontando para Carla e depois para mim. Carla afirma. — Quero os detalhes.

— Não, nada de detalhe. – Eu falo, desesperada.

— Tá bom, a Carla me conta depois. – Diego diz, com um sorriso malicioso e piscando para Carla.

— Que horas você saiu da boate ontem? – Pergunto, tentando mudar o assunto.

— O Ricardo e eu fomos embora lá pelas três da manhã, pegamos um táxi e deixei o Ricardo na sua casa e eu fui para a minha. – Diego fala isso e depois começa a rir.

— Onde está a graça? – Pergunto.

— É porque eu não cheguei na melhor parte. – Ele começa a rir de novo. — Só de lembrar me dá crise de riso. Era para eu ter apanhado muito ontem.

— O que você aprontou? – Carla pergunta, sorrindo.

— Ontem depois que eu fui de táxi deixar o Ricardo em casa, fui para a minha casa de táxi também, só que assim que eu deixei o Ricardo é que eu lembrei que estava sem dinheiro. – Ele ri novamente, me fazendo rir. Eu já imaginava a cena. — Eu pedi para o taxista parar uma quadra antes da minha casa e desci do carro falando que ia pegar o dinheiro do lado de fora porque sentado não dava. Assim que eu desci, comecei a correr e o taxista percebeu e veio correndo atrás de mim. Então naquela hora eu pensando rápido, parei e esperei ele chegar perto e comecei a gritar: Socorro, Socorro, ele quer me roubar, Socorro.

Diego conta as histórias e você não sabe se ri mais dele ou da própria história. É uma comédia. Infelizmente para ele se meter em uma confusão, basta estar sozinho.

— E depois, o que aconteceu? – Eu pergunto, enxugando as lágrimas de tanto rir. Carla também estava chorando de rir.

— Algumas casas começaram a acender as luzes e um cara apareceu na janela da casa atrás de mim, disse que ia chamar a polícia e o taxista foi falar com ele se esquecendo de mim, eu aproveitei e corri para a minha casa. – Diego diz, orgulhoso.

Conversamos mais um pouco e decido ir embora, sendo impedida por Carla.

— Você está me devendo uma conversa. – Ela fala do sofá em que está sentada. Droga, eu esqueci.

— Bom, eu é que vou embora. Vou deixar as aranhas brigarem. – Ele fala, e logo é acertado na cara por uma almofada jogada por Carla.

— É melhor você ir logo senão vou fazer você assistir tudinho. – Carla diz, maldosa.

— To fora mona, meu negócio é outro.

— É, você gosta de descabelar o palhaço né? – Eu digo, caindo na gargalhada sendo acompanhada por Carla.

— Haha, isso é tão brega. – Diego fala. — Eu gosto de um enor...

— Não queremos saber dos detalhes. – Carla o interrompe. Diego dá de ombros.

— Tá bom amores. Eu vou indo. – Eu abraço Diego e Carla lhe dá um beijo no rosto. — ECA! Onde você estava com essa boca? – Carla dá um tapa no braço dele.

— Nem queira saber. – Carla diz, sorrindo.

— Você não pode se meter no meio das pernas de alguna chiquita e vir me beijar. – Diego fala, fazendo careta.

Depois dele ir embora, resta aquele silêncio mortal entre Carla e eu.

— Eu vou ser bem direta, eu transei com você essa madrugada, foi perfeito e eu não me arrependo de nada. Fui clara? – Carla pergunta, rompendo o silêncio.

— Cristalina. – Digo, indo me sentar no sofá ao lado dela. — Eu também gostei. – Passo a mão no cabelo. — Só que eu sinto uma atração por você, só isso. Você sabe que eu gosto da Fernanda.

— Eu sei mas agora podemos ser amigas com benefícios. – Carla diz.

— E o que isso quer dizer? – Eu pergunto e Carla sorri.

— Podemos ficar sem compromisso. – Carla continua sorrindo.

— Só ficar ou...? – Desvio meus olhos dos dela. Carla dá uma risadinha.

— Ficar, sexo... Tudo. – Carla se aproxima e me dá um selinho.

— Eu preciso ir, nos vemos na faculdade amanhã? – Eu pergunto, levantando. Carla também se levanta e me acompanha até a porta.

— Nos vemos amanhã. – Carla me puxa para um beijo. Deixo nossas línguas bailarem por um longo tempo. Escuto Carla gemer entre o beijo. Preciso me controlar e ir logo embora senão a única coisa que irei fazer é jogá-la no sofá e tirar toda a sua roupa.

Depois de nos separarmos, vou para casa enfrentar a minha mãe.

Chegando em casa, vou direto para o meu quarto, tomo outro banho e visto um pijama. Ainda dou uma olhada pela janela para ver se a Nanda chegou, nada, a casa ainda está escura. Arrumo meus materiais para a aula de amanhã e desço para a cozinha. Pego uma água bem na hora que mamãe entra na cozinha.

— Onde você se meteu? – Mamãe me pergunta, pelo visto viria uma bronca pela frente.

— Eu  dormi na casa da Carla. – Digo, tentando não encará-la.

— E essas marcas no seu pescoço? Ela tentou te enforcar ou foi outra coisa? – Ela pergunta com os braços cruzados e a cara séria. Diego tinha dito quase a mesma coisa, só que deu o exemplo da corda, hahaha, que engraçado.

— Foi... foi outra coisa. – Tento disfarçar para não rir do meu pensamento.

— Agora a minha filha sai por aí, igual a uma rebelde, sem dar satisfação e volta com o pescoço cheio de chupão. O que mais? Ta usando drogas também? – Ela diz, quase explodindo de raiva.

— Eu não uso drogas. – Eu não entendia o motivo dela estar nervosa.

— VOCÊ NUNCA FOI DE PASSAR A NOITE FORA SEM AVISAR E AINDA MAIS PARA TRANSAR COM A CARLA. – Mamãe agora está gritando comigo.

— Como... — Eu ia perguntar como ela sabia que eu tinha ido para a cama com Carla.

— SE NÃO FOI COM ELA, FOI COM QUEM? – Ela esbraveja. — FALA MELISSA?

— Foi com a Carla. – Digo, vendo Rodrigo na porta da cozinha. Quando ele me escuta falando, volta por onde veio. Meu irmão vai me odiar agora. Mamãe sai da cozinha e vai para o quarto depois do que eu falei. Fico lá sozinha, sentindo lágrimas escorrerem de meus olhos. Achei que poderia me abrir com mamãe, que ela me entenderia e não que chegasse aqui e ela me tratasse desse jeito. Vou para o meu quarto.

— Posso entrar? – Ricardo pergunta, aparecendo na porta. Deixo ele entrar. — Não chora, minha princesa. Mamãe ficou preocupada com você.

— Porque você não disse a ela onde eu estava? – Perguntei, enxugando as lágrimas.

— Porque eu não sabia. Eu estava tão bebado que nem lembrava como tinha chegado aqui em casa. O Diego que me contou que viemos de taxi. – Ele diz, se sentindo culpado. — Desculpa.

— Tudo bem. Mas a mamãe podia ter conversado comigo e não gritado daquele jeito. – Eu falo, triste.

— Tenta enteder o lado dela, você também ficaria desesperada e brava se sua filha saísse para a boate e voltasse na tarde do dia seguinte sem avisar e ainda com marcas no pescoço. – Ele sorri para mim.

— É, eu ficaria mesmo. – Ricardo agora está fazendo carinho em meus cabelos. — Amanhã eu converso com ela, vou deixar ela se acalmar.

— É, faz isso. – Ele deita ao meu lado na cama e eu coloco minha cabeça em seu ombro. Mesmo amando Ricardo e Rodrigo da mesma forma, era só com Ricardo que me abria, abraçava-o e essas coisas. Milena ainda era pequena, então eu não podia contar as coisas a ela. Já o Rodrigo, eu nem me lembrava a última vez que o abracei, ele era distante, não gostava muito de demonstrações de afeto. E agora é que ele se manteria afastado ainda mais, já que transei com Carla, a garota que ele era louco. — É verdade que você foi para a cama com a Carla? – Ricardo pergunta.

— Você escutou? – Faço uma careta.

— Todos na casa escutaram. Acho que até os vizinhos escutaram. – Ricardo diz, sorrindo.

— Foi verdade sim. Aconteceu.

— Hum, e o que você achou? Foi bom? – Ele me olha.

— Foi ótimo. – Digo, sorrindo. Me recosto nele novamente e acabo dormindo.



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