História Minha Falsa Namorada - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Palavras 3.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Talvez eu tenha demorado? Talvez. Foi mal, eu estava me emocionando com certo alguém e perdi o horário. Eu sei, a vida tem dessas as vezes, não podemos evitar.

Eu não posso prometer capítulos novos todos os dias, mas eu quero finalizar o que eu comecei sim. Senão, nem sei o que vai me acontecer se deixá-los esperando tanto. Enfim, nada a declarar, bem-vindos ao capítulo.

Capítulo 21 - Preciso de Você.


Fanfic / Fanfiction Minha Falsa Namorada - Capítulo 21 - Preciso de Você.

[...]

Erika’s P.o.V

 

A noite não só foi ruim, mas péssima. Para variar. Não consegui dormir um instante e provavelmente tem olheiras enormes debaixo dos meus olhos – as quais eu não tive nenhuma vontade de esconder.

 

Eu estava apoiando meu queixo com a mão, enquanto tentava a todo custo, fazer anotações úteis e prestar atenção na aula de Biologia. Tudo ia normal, até perceber que alguém me encarava, e que eu saiba, a “Queen Bee” megera ainda não tinha se transferido para minha turma.

 

Com os cantos dos olhos, retornei o meu olhar e descobri que quem eu menos notava, parecia me notar mais do que qualquer coisa. Assim que Melody percebeu que eu também a olhava, a mesma bufou e girou a nuca de volta para sua frente.

 

Além de tudo, ainda tenho que passar por essa também?

 

[...]

 

No final da aula de Biologia, eu iria me encontrar com o Armin, para irmos ao intervalo juntos. Isso já havia se tornado minha mania preferida com o tempo. Ultimamente, ele está mais confiante e sociável, o que é algo bom, em minha opinião.

 

- Erika! – Alguém me chamou quando eu estava prestes a sair. Me virei e dei-me de cara com Melody. – Eu quero conversar com você.

 

Eu suspirei, assentindo com a nuca. A morena estava com uma cara de poucos amigos. Logo a sala já estava vazia e então fechamos a porta para conversarmos. Eu me censurei a sentar em qualquer lugar, esperando que aquilo durasse menos de dois minutos.

- Você não tem vergonha? – Melody trazia indignação em sua voz.

- Como? – Franzi o cenho, incerta do que eu pude ter feito para ela.

 

A morena deu um passo para frente antes de esbravejar.

- Como pode se fazer de sonsa em um momento como esse?! – Depois disso continuou de forma glacial. – Eu percebi o que você anda fazendo. Eu só não consigo entender como o resto das pessoas não consegue ver. Estão tão cegas por sua simpatia e seu sorriso, não é?

- Se for apenas para tentar me rebaixar a alguma coisa, saiba que essa conversa não precisava nem ter começado, Melody. Eu tenho outras coisas pra f-! – Fui interrompida.

- Sério? Com seu namorado? – Indagou cínica. – E o Nathaniel? Onde ele se encaixa na sua agenda? Finais de semana no parque, á noite na lanchonete quando ninguém que você conhece pode acabar encontrando vocês ou até mesmo na casa dele?

 

A encarei por alguns segundos depois de suas frases demonstrando total falta do que fazer, aparentemente. Eu rebati:

- Quer me humilhar ou o quê? Veio até aqui me jogar contra a parede para descrever o tamanho do seu ciúmes somado com a violação da minha privacidade? Acho que você se atolou demais por hoje. Posso ir?

 

Pedi, já dando passos em direção à porta. Mas Melody me bloqueou, de novo.

- Não, “querida”. – Ela entonou a voz. – Você que já se atolou demais, todo esse tempo. O que pretende? Qual o seu plano mesmo? Porque eu quero o melhor pro Nathaniel, e o melhor seria a felicidade carregada nele, e não noites chorando por alguém que não vale a pena.

- Palavras difíceis me fascinam. Continue. – Cutuquei parte de seu discurso comovente. – Quem seria você pra dizer o que é melhor pros outros assim?

- Sou a amiga dele. O conheço desde que me entendo por gente! Eu tenho o direito, Erika. Eu tenho o total direito de me incomodar por ver ele triste, eu tenho o direito de ajudar ele, porque é isso que pessoas com um coração fazem! Não entende? Você já não o perturbou demais? Não percebe, querida? Você é a causa da maior parte dos problemas dele. Aquele garoto mais do que ninguém enfrentou até o próprio pai por você! Sempre, sempre, sempre por você! Era sempre você!

- Não é nada! Doida! Ele me disse que não têm e muito menos não tinha problema nenhum com o pai!

- Ele diz apenas o que ele quer que você saiba! Ele prefere não te “incomodar” com fatos “desnecessários” como os problemas dos quais ele passa ou passou dentro daquela casa! Você como ninguém deveria saber o quão grave é para ele ir contra os padrões dos pais. Mas não, parece que alguém andou muito ocupada, preocupada demais com si e si... Ah é, quase esqueci, e SI própria!

- Eu nã... – Hesitei. Achei que conseguiria, mas é bem difícil falar isso em voz alta. Quando recuperei o raciocínio e tentei completar a fala, acabei por ser interrompida.

- Não o quê? Não pensou que depois de TUDO o que o Nathaniel passou por sua causa... Depois de tudo isso, ele iria se sentir feliz e tudo estaria bem quando descobrisse que você ria da cara dele pelas costas e ainda com outra pessoa?

 

Engoli em seco. Eu não queria torturar o Nathaniel de tal forma, eu não queria magoá-lo. Mas pensando em tudo, eu sou uma fútil e medíocre por iludi-lo assim e conviver com isso, como se tudo fosse perfeito. De todo o ponto de vista, eu sou a vilã mesmo, e merecia todas aquelas palavras, todo aquele ódio. Porque eu receberia muito mais e viria de todos aqueles que acreditam em mim e apesar de tudo, são meus únicos amigos e família.

 

Meu estômago revirava quanto mais eu pensava, e minha garganta contorcia, fazendo-me querer chorar. Recusei a vontade, porque por mais que eu quisesse explicar toda aquela situação, ela envolvia Armin. E eu não iria entregá-lo. Tínhamos um acordo. E eu tinha uma reputação.

 

- Você me dá nojo, Erika. Eu achei que por um minuto você deixaria essa fachada de lado e fosse honesta, não comigo, mas com o Nathaniel. – Melody virou-se bruscamente e seguiu para a porta, fechando-a com força ao sair.

 

Eu sei, eu tenho também tenho nojo de mim.

 

E então, desabei, chorando. Acalentando meus pensamentos enquanto ninguém percebia. No momento eu só queria o Armin aqui comigo. Queria vê-lo e receber aqueles abraços reconfortantes. Infelizmente, ele era a pessoa que menos queria me ver naquele dia. Depois de tanto me reprimir, só consegui pensar no quanto de louça suja eu ainda tinha que limpar para me sentir melhor.

 

[...]

Armin’s P.o.V

 

Quando eu finalmente achei que estava esquecendo as memórias do parque com uma boa dose de GTA, pude ouvir passos aproximando-se calmamente e preferi ignorá-los, prestando atenção ao meu computador. Quando parou, senti o doce aroma de seu perfume e reconheci que não eram nem do Alexy e nem mesmo da minha mãe, só poderiam ter doces pitadas de avelã uma outra única pessoa, e nesse meu momento de reflexão os braços dela envolveram meu pescoço e seu queixo descansou em cima do meu ombro.

- Comprei um presentinho pra você. – Cantarolou ela em meu ouvido, levantando, com uma de suas mãos, a capa do novo Just Dance bem na frente dos meus olhos.

- Eu já comprei um jogo ontem. – Resmunguei, tentando me concentrar em outra coisa que não fosse Erika Sparks.

 

Ela suspirou brevemente e se afastou. Indo sentar na minha cama.

- Eu sei. – Erika soou óbvia. – Eu vi.

 

A última frase não continha nada além de melancolia. Estava mais calma do que como de costume, o que me fez imaginar se ela comprou o jogo como forma de perdão. Ou simplesmente uma desculpa para conversarmos. Me virei finalmente para encará-la e a mesma estava olhando fixamente para o chão enquanto tocava nas pontas de seu cabelos, ela estava tão quieta quanto seus minuciosos movimentos. A sua expressão estava dura como pedra, na verdade quase nem expressava realmente alguma coisa. Mas parecia pensar bastante em certa situação.

 

- Você não foi o primeiro. Sabe? – A mesma parou de pensar e resolveu me fitar.

- Sei. O Nathaniel. – Respondi quase que automaticamente.

 

Mas quando parei para repensar em suas palavras e lembrar-me da história sobre tudo isso, algo não fez sentido. Pelo menos, a minha reposta, creio eu, não deve ser a correta.

 

- Não. Depois dele.

 

Exato.

- Houve alguns outros quando eu parava e me dava conta de que eu corria atrás de alguém que talvez nem fosse voltar, nem que fosse só para esquecer. – A ruiva baixou os olhos para um canto específico do quarto. – Até mesmo no início do ano, alguns encontros no meio da aula, depois da escola, no meu quarto...

 

Na sua última palavra, já era visível a surpresa na minha face. E eu que a achava fria demais para esse tipo de relação.

-.... Acho que a culpa não é minha se pelo menos umas vezes na vida eu queria sentir o que nunca pude ter. Na maioria das vezes, eles sentiam algo a mais, e eu apenas fazia o que era preciso. Eu não iria continuar com aqueles encontros para depois eu também cair de amores. – Ela suspirou. – Acho que ouviu a história de maneira errada não é?

 

Erika me fitou ternamente, sorrindo com seus olhos. E de certa maneira, eles pareciam saber que eu já tinha ouvido uma história a respeito.

- Muita gente espalha de maneiras diferentes. E acabou trazendo mais rumores, foi sorte minha a versão verdadeira não ter caído à tona. – Ela complementou.

- Leila me disse que eles se revoltavam porque você não os aceitava. – Dei de ombros me lembrando de um de seus rumores.

- Também. Mas eu nunca senti nada mútuo por ninguém, de qualquer forma. Alguns dos quais se apegavam demais, ficavam bravos e prometiam acabar com a “reputação” que eles mesmos me davam, mas eu nunca pedi a eles que me dessem o mundo, eles fizeram por si só. Eles sempre fazem por si só. E eu nunca quis isso... Eu só queria uma chance, uma pequena chance e uma pequena atenção de alguém.

 

Erika baixava o tom cada vez mais. Até que a mesma cessou e permaneceu quieta. Eu esperei um minuto por alguma resposta sua, porém quando percebi que a ruiva começou a marejar os olhos. Logo que notei, não pude deixar de revirar os olhos, assim como não me contentei em apenas observá-la naquele estado e fui de encontro com a mesma, ajoelhando-me em sua frente e me prontificando a alcançar sua mão direita.

 

A ruiva levantou seus olhos para mim e pude me certificar que havia pequenas gotículas se formando em suas órbitas castanhas intensas.

- Obrigada por isso. – Ela agradeceu com um sorriso tímido, limpando rapidamente sua visão. E eu retribuo o sorriso, por vê-la tão envergonhada assim.

- Eu faço o que posso. – Dei de ombros. – Te ver chorar é pouco chato, você fica com uma cara bem inchada – Continuei, agora dedilhando os nós das mãos pálidas de Erika, calmamente. Notando que ela havia revirado os olhos enquanto dava um sorriso.  – Então quer dizer que você não é mais virgem? – Levantei uma sobrancelha mostrando-lhe um sorriso travesso.

 

Recebi como resposta um tapa na orelha, me fazendo gemer e perder o equilíbrio por uns segundos.

- Eu posso ter errado nessa vida, mas isso eu não faria! – Esbravejou ela, desviando o olhar.

 

Quando ela disse “quarto” eu tive em mente isso. Eu sinto muito, de qualquer forma, por meus pensamentos masculinos!

 

Erika se levantou bufando.

- Quer saber? Eu vou é embora, Armin! Se for pra estragar tudo, nem preciso mais estar aqui.

 

Chamei por ela enquanto tentava parar de rir da situação.

- Ei! Madame! Não fica assim, poxa. – Alcancei a cintura dela e abafei minhas risadas no seu ombro, abraçando-a por trás. – Calma, vem cá.

 

Continuei rindo, mas a persuadi a sentar na cama comigo. Ou pelo menos, algo parecido. Quando me sentei, puxei a ruiva e a mesma seguiu colocando suas pernas ao lado do meu quadril, o que nos deixou face a face. Erika começou a encarar meu rosto de maneira vaga – era como se ultrapassasse o mesmo, e estivesse devaneando. A ruiva brincava com os fios de cabelo da minha nuca, enquanto eu envolvia meus braços na sua cintura e a observava encarando o vácuo.

 

Quebrei o silêncio entre nós quando notei que ela não iria se pronunciar.

- E você? Gosta de mim também?

- Você já sabe a resposta. – Ela foi ríspida.

- Não, não sei.

 

Erika suspirou carregadamente. E em seu olhar soube que estava procurando palavras certas para o momento.

-... É complicado. – Disse ela, tentando cortar o assunto.

- Você acha que é. Só que no fim, é mais fácil que parece.

 

Desviei o olhar pelo lugar, lembrando-me do quão rápido eu mudei de opinião sobre Íris e todo o resto. Era alarme falso, pelo visto eu não sentia o mesmo que sentia e continuo sentindo pela Erika. Até agora, eu mesmo não consigo acreditar na segurança e liberdade que ela é capaz de me passar através de qualquer movimento, a todo segundo, sinto que posso ser quem eu realmente sou para ela, sem nenhum julgamento. É confortável saber que ela sente o mesmo sobre isso também, afinal, eu também conheço a verdadeira Erika. Ou pelo menos, tento. Ainda falta muito mais.

 

- Pra mim não é. – A ruiva forçou uma careta, que me fez soltar um riso abafado. – Mas eu preciso de você.

 

Em menos de um segundo, a ruiva me abraçou apertado, afundando seu rosto em minha clavícula. Enquanto sentia a respiração lenta dela na minha pele, não contive uma das minhas reviradas de olhos, afinal, eu achava que apenas eu tivesse complicações e distorções de ideias, mas agora sei que não sou o único.

 

- E eu preciso de você. – Completei, sentindo um leve ardor no peito.

 

É difícil explicar como certa pessoa te faz sentir. Uma hora você está apenas passando os dias como qualquer outro, e então, essa pessoa que você nem sabia que se tornaria tão especial aparece e tudo aquilo finalmente tem um sentido. Algo aquece por dentro e você não consegue se conter quando pensa nessa pessoa, só consegue sorrir e notar que de agora em diante quer ficar do lado dela, e somente dela, o tempo todo se possível.

 

Como se estivesse lendo meus pensamentos por completo, Erika começa a sussurrar no meu ouvido enquanto mexe nas pontas dos meus cabelos da nuca:

- Então é isso que a gente sente quando está tão perto de quem a gente gosta? – Sua voz suavemente pareceu ter ecoado pelo quarto inteiro, enquanto meus pensamentos estavam indo a mil.

 

A ruiva pareceu estar esperando a minha resposta, já que preferiu continuar calada diante da situação inteira. Mas só conseguia pensar se seria errado ou estranho para mim descrever aquele momento como o momento em que meu coração bateu tão rápido que achei que fosse sair do meu peito e gritar: “Trouxa indo a mil”.

 

Soou estranho. Porém, era tão bom. Aquela frase ecoando no meu ouvido foi o bastante para me sentir tão feliz.

 

- Gosta? – Indaguei, ainda me recuperando.

 

Erika só respondeu um breve “É” e continuou a me abraçar forte.

- Gosto muito... – Complementou ela enquanto beijou minha bochecha. - .... Muito... – E direcionou os lábios ao outro lado do rosto. Depois fixou os olhos em mim, que apenas a observava minuciosamente com curiosidade. – .... Muito mesmo.

 

Eu contorci os lábios como forma de reprovação, assim como estreitei o olhar.

- Tá pensando que é assim é? Você me traz presentes, drama, depois carinhos e algumas palavras bonitas. Acha que vou voltar correndo igual um cachorrinho? Beleza. – Desviei o olhar sem qualquer tipo de tréguas.

- Sim! – A ruiva prontamente respondeu com o maior sorriso que já vi.

- Ok. Tudo bem. – Disse me dando por vencido outra vez, eu nunca consigo fazer drama para ela, acho que apenas minha mãe cai nessas. – Mas eu não volto se não tiver panquecas somente pra mim.

 

Ela sorriu brevemente e eu quis corresponder, mas ouvimos o som de notificação do meu computador nos tirar completamente de foco. Era o som atordoante de um toque de chamada vindo do Skype. Tão irritante quanto a pessoa que ligava. Quando nos demos por si, viramos e confirmamos na tela, o nome: “KENTIN_56 está ligando...”

 

Pensei comigo mesmo por um minuto que ele nunca tinha me ligado antes, mas acredito que não tenha sido algo importante. No máximo está treinando o aplicativo ou quer me contar outra vez como está feliz com o namoro. Me certifiquei de chegar ao computador com a intenção de parecer o mais feliz possível, o que não era o caso. Quando atendi, ele pareceu mais feliz do que de costume.

 

- Armin! Quantos anos! – Disse ele sorrindo aparecendo na tela do computador.

- Alguém está me atrapalhando... – Cantarolei abrindo um sorriso sarcástico, logo depois ele percebeu que eu não estava sozinho no quarto e pediu desculpas dizendo que iria desligar. – Ué, o que você queria?

- Nada de mais, eu instalei no meu celular e queria testar, nunca tinha feito antes.

 

Mordi o meu lábio inferior enquanto balançava a cabeça de um lado para o outro, totalmente me controlando para não rir da situação.

- Tchau Kentin. – Sorri e desliguei a chamada.

 

Virei para Erika e ela riu comentando o quanto minha cara estava engraçada e outra situação da qual nem ouvi, apenas conseguia rir comigo mesmo e admirá-la. Eu sei que já disse tanto, mas não dá de evitar, eu apenas gosto de admirar o sorriso dela. É lindo.

 

- Ok, tá. Agora precisamos dar para a audiência o que eles querem. – Interrompi ela enquanto levantava minhas mãos, percebendo o seu olhar curioso sobre mim. – Panquecas. Eu preciso de panquecas. O seu público precisa de panquecas!

 

Completei cinicamente, e ela começou a rir, revirou os olhos e me chamou para acompanha-la até a cozinha.

- Mas eu quero que me ajude, senão, sem qualquer tipo de comida.

- Com certeza, senhora.

 

Nada poderia ter me deixado mais feliz, porém a caminho da cozinha, um pensamento que me chegou, tirou toda a minha animação: “Até quando eu vou aceitar esse joguinho? ”

 

Eu não sabia se me sentia realmente feliz por vê-la falar coisas tão bonitas para mim ou por estar apenas me iludindo com essa esperança, ouvindo apenas o que eu queria ouvir e acreditar que ela não faria aquilo com qualquer outro.

 

Eu sabia que era a segunda opção. Eu via a Erika na minha frente, porém ela não era minha. Ela era uma ilusão.

 

E eu aceitava isso porque eu não quero que ela desapareça por completo. 


Notas Finais


Olá! Voltei.
Espero que tenham gostado do capítulo como sempre e espero que não tenham tido grandes expectativas, não acho que voltei dando glórias ou brilhos para a história, seria mais uma ponte para a história central continuar mas ao ponto do clímax, talvez?

Estou falando muito "talvez", mas talvez eu esteja boiando e pensando alto demais ou simplesmente enrolando para ter o que dizer por aqui, desculpas!
Muito obrigada e até logo! x


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