História Minha felicidade - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Thomas Sangster
Tags Ficção Geral, Romance, Thomas Sangster
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Palavras 1.244
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Cinco


- Então - começou Luke, quando já havíamos chegado ao restaurante e o garçom do lugar já nos entregara os cardápios, anotando nossos pedidos logo em seguida e deixando a mesa. - Além de atuar, você é especializada em alguma outra área? 

- Estou cursando robótica - respondi com um sorriso. Eu e Luke conversávamos como se nos conhecêssemos há anos, quando na verdade, se não fosse pelo café que o homem dos cabelos castanhos havia derramado em minhas vestes, provavelmente não estaríamos sequer almoçando juntos. Me fascinava a sua aura acadêmica, seu jeito sofisticado de dizer as palavras e seu sotaque que, apesar de suas aclamadas tentativas, ainda deixava transparecer partes de sua terra natal que não haviam o deixado.

Luke era impressionante em todos os sentidos, sem contar que era de uma beleza particularmente descomunal. Ele me dissera que lecionava ciências humanas em uma faculdade aqui na Califórnia, motivo este que o trouxe aos Estados Unidos. Tinha vinte e oito anos, sendo assim quatro anos mais velho do que eu. Ele tinha um ótimo papo e gostava das mesmas coisas que eu, com exceção de "Star Wars" e os quadrinhos da Marvel. E em pouquíssimo tempo de conversa, pude perceber um defeito quase que explícito em Luke, que seria o fato de ele sempre querer ser mais esperto que qualquer um. Não o culpo, afinal eu também tinha meus momentos e muitas vezes percebia que ele tinha conhecimento desse seu defeito e tentava ocultá-lo, mesmo que em grande parte do tempo não conseguisse.

O tempo passou demasiado rápido e quando me dei por mim, já haviam se passado duas horas e eu tinha de ir à casa de Ali, que muito provavelmente estaria esfumando de raiva de minha pessoa. Luke pareceu notar isso, pois pediu a conta à um garçom que por ali passava. E em poucos segundos, a soma de nossos gastos em forma de nota fiscal estava na mesa. Luke retirou a armação preta de óculos do bolso interno de seu blazer e os colocou, assumindo assim uma postura mais séria, porém adorável. 

- Foi um ótimo almoço - falei - Muito obrigada, Luke.

Ele levantou o rosto com um sorriso e nossos olhares se cruzaram, os olhos azuis do rapaz cravados nos meus.

- Concordo. Talvez possamos fazê-lo novamente - respondeu Luke, sem mexer um sequer músculo para quebrar nosso contato visual. Abaixei a cabeça, já sentindo minhas bochechas arderem.

- Eu adoraria - murmurei. - Mas então, quanto ficou minha parte?

- Acha mesmo que eu vou deixá-la pagar? - respondeu o homem dos olhos azuis, um sorriso provocante tomando conta de seus lábios. 

- Ah, por favor! 

- E você esperava o quê? Você é francesa, tenho que tentar estar à altura dos homens super românticos de lá.

- Eu não sou francesa! Meus pais que são - falei, já não podendo conter o riso - Na verdade, sou americana.

- Mas é como se fosse francesa! - riu-se Luke.

Apesar de meus protestos, ele não permitiu que eu pagasse minha parte, o que me chateou um pouco, de fato. Mas, antes de deixarmos o restaurante, Luke me entregou caneta e uma pequenina folha avulsa de papel e me pediu para anotar meu número de telefone, o que fiz sem qualquer hesitação. Ele me acompanhou, então, até a casa de Alisson e durante o percurso, nenhuma palavra foi dita até enfim chegarmos ao nosso destino.

- Muito obrigada por me acompanhar - falei, quando Luke se pôs à minha frente.

- Não há de quê. E, aliás, eu que agradeço pela sua companhia.

Ele se aproximou de meu rosto e depositou um molhado beijo em minha bochecha. Nos despedimos e eu entrei na casa de minha amiga estando nas nuvens, quase saltitando de alegria. Dei duas batidas na porta e fui recebida por uma garota dos cabelos negros e sardas que havia recebido o nome de Alisson. Ela, por sua vez, me olhava impaciente, como se me esperasse havia horas, o que de fato parecia ter acontecido.

- Nossa, que demora, A! - falou a garota, dizendo meu apelido, A, com uma voz irritante. - Eu disse que tudo bem você não vir almoçar aqui, mas duas horas de atraso já é um pouco intolerante.

- Desculpa, Ali! Demorou mais do que eu pensava - respondi, adentrando o lugar e jogando minha bolsa em uma das pontronas da sala de estar da casa dela.

- Mas e aí, como foi o encontro com o cara? Aliás, ele é bonito? - perguntou ela.

- Foi ótimo! Ainda estou nas nuvens.

- O que sabemos sobre ele? 

- O nome dele é Luke, é um professor graduado de ciências humanas que veio do Brasil para lecionar por aqui. 

- Um professor? Sério, A? - respondeu Alisson, com um ar tedioso.

Sempre foi impossível impressionar alguém como ela, que era uma rebelde sem qualquer causa. Era filha de um casal de magnatas que comandavam juntos uma das maiores empresas do estado. Sendo assim, Ali era rica, porém odiava mais do que tudo fazer compras. Nos tornamos próximas durante nossa época de escola em Rhode Island, depois de ela me defender de umas garotas que estavam caçoando de mim por terem me visto ler um livro de contos de fadas. Assim que concluímos a escola, viajamos juntas para a Califórnia.

- Ele é um amor, fora que é só quatro anos mais velho que eu! - retruquei, completamente na defensiva.

- Ainda assim, é muito estranho. Mas tudo bem, eu vou aceitar.

Então, o toque de meu celular soou, anunciando que alguém me ligava. Levantei-me às pressas do sofá em que estávamos sentadas e corri em direção à poltrona onde estava minha bolsa, imaginando que talvez Luke estivesse me ligando. No entanto, ao olhar o ecrã do aparelho, deparei-me com o nome de minha empresária, Carla, avisando que era ela quem me ligava. Atendi a ligação no segundo toque.

"Alô?" falei.

"Audrey, meu amor, preciso saber se tem planos para amanhã de manhã." respondeu Carla, do seu jeito esbaforido de sempre.

"Não, ainda não tenho." disse, olhando para Alisson no sofá, que apenas assentiu com um sorriso.

"Perfeito! Amanhã de manhã, exatamente às 9:56, você tem uma reunião com a revista Purebreak. É que ele estão querendo uma entrevista e uma seção de fotos com você e mais algum outro ator ou atriz."

"E quem seria esse ator ou atriz?"

"Ainda não sei direito. Eles ainda estão selecionando. Mas enfim, você irá comparecer à reunião?" indagou Carla.

"Sim, eu vou."

"Ótimo. Até amanhã, então, Audrey!"

"Até amanhã, Carla."

Desliguei e suspirando, voltei para o sofá com o celular em mãos. 

- É, parece que não vamos ficar juntas amanhã e fazer aquela maratona de "Harry Potter" que eu estou te devendo - exclamei.

- Não faz mal. É o seu trabalho, eu entendo - Ali respondeu.

Aproveitamos o pouco da tarde que nos sobrara e, como havia aquela reunião na manhã seguinte, tive de adormer cedo. Mas, durante todo o tempo, eu pensava em Luke e me perguntava se ele fazia o mesmo. Eu gostava dele, não estava apaixonada, mas era estranho não poder esquecê-lo. Desde que percebi que o mundo não era o reino encantado de contos de fadas que eu imaginava, eu não me permiti apaixonar-me por ninguém. No entanto, Luke adentrou meu coração sem sequer pedir permissão, e eu não sabia se estava feliz ou não com isso. 



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