História Minha fortaleza ruindo - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Hermione, Snamione, Snape
Exibições 94
Palavras 1.505
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hermione se vê em inconstante aflição. Snape não se sente tão ausente dela como pensava.. .

Capítulo 8 - É dela que eu cuido.


Fanfic / Fanfiction Minha fortaleza ruindo - Capítulo 8 - É dela que eu cuido.

Snape

O decorrer da semana foi mais tranquilo do que imaginava, claro, com tolices de alunos idiotas mas nada que mudasse a rotina. As aulas eram cheias de alunos inúteis exceto pela Granger, longas demais exceto pelas exclamações dela, as detenções irritantes exceto pela presença dela, dei a ela a mesma tarefa que dava a todos outros nas detenções: limpeza e catalogação dos ingredientes das aulas, mas uma semana foi longa demais para apenas duas noites da organização dela. Então, permiti que colocasse seus afazeres escolares em dia... O que deu em mim? Não sei. Apenas sentia o ar mais leve quando ela estava por perto. Me detive mais vezes do que admito observando-a, acompanhando seus movimentos das mãos quando escrevia, como inclinava a cabeça quando parecia esquecer de algo, como refletia apoiada em um dos punhos abaixo do queixo com o olhar perdido procurando em algum departamento interno aquilo que estava precisando, como seus cachos caíam irregulares pelo rosto inclinado... muitas vezes esses cachos a incomodavam quando roçavam na ponta do nariz fazendo-a espirrar... achei aquilo... engraçado...

- Do que está rindo prof.? - ela me olhava com um ar irritado é curioso.

- Não estou rindo Srta. mais alguma interrupção? - Voltei a fazer qualquer coisa que me desviasse daquilo.

- O Sr. estava rindo sim. - petulante!

- Srta. sugiro que aproveite o tempo que disponibilizei para seus afazeres ou se preferir posso lhe dar algo mais penoso para fazer. - fui ríspido. Ela abaixou a cabeça depois de me fuzilar com olhar.

- Rum.. . Ta bom... - murmurou.

- O que disse Srta.??

- Nada sr.

***********

Hermione

As detenções não foram difíceis, foram surpreendentemente tranquilas. Snape parecia ausente o tempo todo mas também não me importunou ou qualquer outra coisa. Mas o fato de estar rindo de mim foi intrigante... Ele pareceu surpreendido quando notei que sorria... seus lábios de linhas finas fizeram uma leve curva nos cantos da boca... O lábio inferior apesar de carnudo ficou levemente fino no sorriso... A boca úmida...

- Santo Deus Hermione!

Era sábado, o dia estava agradável perfeito para um passeio mas teria aula ainda... de poções. Se corresse agora conseguiria aproveita um pouco do sol no pátio e...

- Srta. Granger isso é para você. - Clavey me surpreendeu. Ele carregava uma caixa pequena do tamanho de um livro talvez de papelão? Parecia velha...

- Quem mandou isso Clavey? - peguei a caixa e procurei por um remetente.

- Na verdade eu achei ela no banheiro masculino Srta. por que tinha uma caixa lá em seu nome? - ele estava mais curioso do que eu.

- No banheiro masculino da Corvinal?

- Sim. - ele estava com a cabeça tombada para o lado ainda esperando uma resposta aquilo. Mas eu não tinha.

- Tudo bem. Obrigada sim.

- Mas Srta...

- Clavey chega. Vá tomar seu café. - ele foi se sentar um pouco frustrado. Crianças!

Tentei abrir a caixa de todas as formas possíveis manualmente inutilmente. Era papelão mas não abria.

- Ei Hermione. Vc vai ter aula hoje? - Rony, Harry e Gina chegaram. Estava com roupas de sábado.

- Sim Rony como todo sábado.

- Por que não nos encontra em Hogsmead depois do almoço?

- Tudo bem.

- O que é isso Mione? - Gina me perguntou.

- Ah só um presente... acho.

- Tá bom. Vamos andando. - Harry pegou a última rosquinha e saiu correndo atrás deles.

Peguei a caixa e procurei um lugar mais tranquilo pra avaliá-la. Meu nome estava gravado na caixa pela lateral. Enquanto do outro lado havia uma espécie de símbolo... muito pequeno...

- Ai não. De novo não. - Era uma caveira com uma serpente. Deus o que era aquilo? Respirei fundo e comecei a tentar alguns feitiços. Não adiantou. Por fim quando apoiei minha mão em cima dela senti ficar mais mole. Estava aberta. - Abriu com contato... Tinha fotos dos meus pais, da minha casa... do meu quarto... jornais e mais jornais... morte em Londres, explosões em lugares pacatos e mais mortes. Minhas mãos tremiam, minha respiração estava rápida. Meu Deus! Até que a vi. Uma carta com sangue... Era sangue... Eu não conseguia ler. Minha visão estava turva, meu rosto molhado. Minha mão tremia tanto... apertei a carta em minhas mãos e forcei- me a ler.

"Srta. Granger,

Suspeito que não saiba quem sou ou o porquê deste lindo presente mas tenho certeza que sabe o que posso fazer com o lixo que chama de pais. Tão inúteis.

Temos seus pais e tudo que ama sob a nossa mira e para mantê-los seguros a Srta. terá apenas que fazer uma gentileza.

Quero o endereço da Ordem. Sei que sabe o que é se não Tenho certeza que irá descobrir. É inteligente não é mesmo sangue ruim?

Você terá 1 mês. Aproveite seu tempo.

Não fuja ou as consequências serão... desagradáveis não é mesmo?

Nós iremos te achar Srta. Não precisa responder.

Uma boa manhã em Hogwarts!"

A caixa escorregou do meu colo. Eu não via mais nada só o rosto dos meus pais suas vozes.

- Eu preciso pensar. Preciso pensar.

Eu não conseguia pensar um medo e dor pulsavam em meu peito. Eu não sabia o que fazer. Ouvi barulhos no final do corredor... eu precisava sair dali levar aquelas coisas para algum lugar que pudesse pensar. Meu Deus!

O Lago, sim o Lago um lugar quieto. Levantei-me e andei o mais depressa que pude. Logo estava sentindo a brisa mais forte no meu rosto. Andava rápido demais.

- Ai! - bati em alguma coisa. Minhas coisas caíram, aquela droga de caixa caiu. Quando me abaixei pra pegar notei que havia algo vermelho nas minhas mãos... comecei a tremer...

-Srta. Vai ficar... - sabia que era a voz de Snape mas não entendia o que dizia minhas mãos estavam sujas de sangue... - Srta.? - Peguei minha varinha guardando tudo de volta na caixa com um movimento rápido. - Srta Granger! - Levantei meu rosto para ele afastando meu cabelo. Ele estava me chamando a muito tempo? Então, algo mudou em seu rosto. Estava analisando algo... - Srta. Tem algo no seu rosto... seria sangue?

Levantei limpando com as costas da outra mão meu rosto ou pensando que estava limpando.

-O que significa isso? - Ele falava baixo mais ríspido o suficiente pra entender que queria uma resposta imediata.

- Sr. ...eu... É que... Eu.. . - eu não estava conseguindo pensar....

- Se olhasse pra onde vai não...

- Isso! Eu me machuquei na queda. Foi isso. Desculpe preciso ir.

- A sala é por ali...

Não fiquei segui em frente ainda mais rápido. Precisava pensar. O que era aquilo tudo? Como eu pensava o dia estava terrivelmente lindo e não indicava nada para mim. Não naquele momento. O terreno começou a ficar mais íngreme e irregular estava enfim próxima ao lago. Andei com mais dificuldade e vontade quase insana de respirar. Continuei andando, nunca me pareceu tão longe. Quando enfim cheguei a orla do lago continuei andando mas agora em direção a uma construção rochosa ao lado direito do lado escondido entre a vegetação. Ali me sentia em casa pertencente a um lugar, um lugar meu. Ninguém conhecia aquele abrigo natural.

Tomei a caixa novamente revi a carta e chorei. Permiti-me ser fraca, permiti-me cair mesmo que momentaneamente. Chorei de verdade e acuada. O que eu iria fazer?

*********

Snape

Aquilo era tolice, o que estava fazendo ali? Correndo atrás de uma aluna, uma Grifinoria, a Granger! Que merda! O que aquela garota iria fazer no Lago? A uma hora dessas quando deveria estar em sala, na minha sala... Conjurei uma carta falante para minha sala dispensando os alunos das atividades daquela manhã dando a eles uma atividade extra pra ocuparem a cabeça... merda Dumbledore!

Quando cheguei ao Lago havia perdido a garota de vista. Não estava em lugar algum. Notei algumas pegadas pela areia levavam até a extremidade a à direita pra dentro da vegetação. Isso não tinha lógica. Merda! Segui em frente pra dentro da vegetação não tinha mais nada a não ser uma construção íngreme de rocha... foi quando eu a ouvi.

Segui o som do seu choro até que pelo canto da abertura a vi toda curvada sobre o próprio corpo tremendo envolta com os braços entorno de si. Em uma das mãos havia uma foto aliás haviam papéis por todos os lados... seu choro era aflito e tremulante não sei se pelo estado em si ou se pelo vento frio apesar do dia estável.

Por um ruído não sei bem se de fora ou por meus sapatos ela se levantou tão rapidamente que seus próprios sapatos escorregaram desequilibrando-a levando a bater com a cabeça na lateral próxima. Me adiantei antes que fosse ao chão segurando sua cabeça com a mão direita e sua cintura com a esquerda. Ela apagou provocando em mim um desconforto opressor no peito.

Quando ela acordou estava na ala hospitalar fiquei ali até aquele momento.  


Notas Finais


Desculpem a demora. Sério mas não abandonarei vocês. Fiquem [email protected]! 💋


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