História Minha fortaleza ruindo - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley, Severo Snape
Tags Hermione, Snamione, Snape
Exibições 63
Palavras 2.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Snape descobre as ameaças direcionadas aos pais de Hermione é algo mais quando está em sua presença. Será que ele vai ajudá-lá? Será que ela vai permitir?

Capítulo 9 - A Ala dos segredos.


Fanfic / Fanfiction Minha fortaleza ruindo - Capítulo 9 - A Ala dos segredos.

Snape

Ela estava pálida, com um pequeno corte na têmpora esquerda e um galo no mesmo lugar. Ela abriu os olhos estavam desfocados possivelmente causado pela vertigem que deveria estar sentindo. Aquela batida foi forte eu a assustei e... que lugar era aquele? O que ela fazia lá com todas aquelas coisas? Por que estava chorando? Por que a assustei tanto? Eu tinha muitas perguntas e muita vontade de entender aquilo mas ela precisava descansar.

Ela olhou pra mim e algumas linhas do seu rosto se retesaram.

- Srta. está tudo bem agora. Você está na ala hospitalar sua pancada foi forte se recorda? - ela meneou levemente a cabeça na expressão do que seria um sim. - Isso é bom, se lembrar. Agora descanse srta.

Ela me observou por alguns segundos e fechou os olhos novamente. Sua respiração era regular sua pulsação também, pude notar. Com um movimento da minha varinha analisei os danos em sua cabeça. Transpareceu visivelmente sua anatomia craniana. Estava tudo ali, tudo em seu devido lugar.

- Apenas um inchaço...

- Sim prof. como tinha dito quando chegou com ela aqui. - Madame Pomfrey irrompeu de sua sala para o leito de Granger. - Não preciso de ninguém para avaliar meu trabalho sei bem como fazê-lo.

- Isso é óbvio senão não estaria aqui. - aquilo foi ríspido mas não pretendia ser pego analisando a garota.

- Chamei o prof. Dumbledore como pediu. Ele deverá estar aqui em instantes. - ela recolhia frascos de poções para dor e desinchar a cabeça. Fez as mesmas observações dos sinais vitais dela e retornou à sua sala.

Me aproximei do leito mais uma vez fiquei ali tentando concluir o que aconteceu aquela manhã então retornei à caixa. Estava na mesa de canto ao lado do leito dela. Tomei-a puxei uma cadeira e a abri.

*********

Hermione

Eu acordei um pouco tonta com um zumbido nos ouvidos não vendo muito bem o que estava a minha volta. Uma claridade vinha de um dos janelões daquela sala tudo muito claro e um cheiro de limpeza excessiva, havia camas... ah sim. A ala hospitalar, o tombo, oh não Snape. Me levantei tão rápido que o mundo girou envolta de mim.

- Calma menina. Ainda não. Pronto encoste. Isso vai ajudar. - era uma voz doce feminina e um bandeja de café pousou no meu colo. Era Mandame Pomfrey. - Agora precisa se alimentar foi uma noite longa certo?

- Sim... - foi apenas o que consegui dizer.

- Fique tranquila criança. Agora coma. Você tomou muitas poções ontem a noite. Falei para o prof. Snape que não era necessário tudo aquilo mas ele ministrou assim mesmo. Mas... mal não fará se você se alimentar direito. Rum... Ele esqueceu a capa aqui....

- Ele ficou aqui? - perguntei de boca cheia.

- Sim até o prof. Dumbledore chegar. - disse avaliando meus sinais reflexivos através dos olhos com a varinha.

- Por que prof. Dumbledore veio aqui? - cadê a caixa?! Pensei.

- Veio vê-la srta.! - disse com um ar de que aquilo fosse óbvio.

- Hum... Eles ficaram por muito tempo? - o suco de abóbora estava fabuloso.

- Não sei ao certo, pois, não fiquei presente o tempo todo mas como prof. Snape passou a noite aqui... disse que precisava observa-la devido aos efeitos da poção pra desinchar sua cabeça. Ela tem reações de fato e como tinha um compromisso ontem ele se ofereceu a ficar...

- Ham... entendo. A sra. sabe onde estam minhas coisas? - olhei em torno da minha cama e não havia nada.

- Está guardado no armário... aquele ali. - ela me apontou um armário cor de gelo no fundo da ala próximo ao grande vitral de frente para o corredor. Eles não viram nada, então por que vieram aqui?

- Muito bem moça. Termine seu café. Se permanecer bem até a noite a darei alta para que volte as suas atividades amanhã mesmo. - Ela tomou o caminho de volta a sua sala fechando a porta. Terminei meu café apoiando a bandeja na mesinha ao lado de mim. Precisava ver aquela caixa de novo tinha que chegar a um plano.

Levantei meu cobertor notando que estava com aquela camisola enorme e branca da ala. Ficava tão grande em mim que parecia uma representação de um guarda chuva. A mera menção a levantar provocou em mim uma vertigem que desfocava até mesmo o chão sobre os meus pés.

- Nossa que chão frio... – meus pés se encolheram. Um arrepio perpassou por todo o meu corpo. Tentei me apoiar na beirada da cama e outra vez na barra da outra cama e assim continuei. Meu leito ficava um pouco depois do início da ala, longe de mim, para o estado em que estava. Lentamente caminhei até o armário cada vez mais zonza e enjoada. Cheguei então, até a um corredor horizontal, no meio da ala, organizado para dar passagem, ali não havia cama e nada para me apoiar. Continuei dando um passo de cada vez, porém, quando baixei meus olhos para olhar minhas pernas as paredes a minha volta deram uma reviravolta brusca pendendo-me frouxamente para o chão. Senti minhas pernas encostarem no chão frio assim como meu braço direto, porém, por algum motivo não me senti inclinar totalmente, minha cabeça foi escorada e em minha cintura senti um aperto forte e quente. Depois que ele me apoiou em seu peito atrás de mim que eu percebi o que havia acontecido. Ele me impediu de bater a cabeça novamente. Aliás, quem?

- A srta. deveria estar na cama. – havia um pouco de impaciência em sua voz, contudo, pareceu-me estranhamente reconfortante tê-lo ali. Senti meus músculos relaxarem e meu corpo simplesmente se apoiar no dele. O calor que emanou dali me deu a sensação de alento de algo meu. Minha cama.... – Vamos. Vou leva-la de volta ao leito. – Da minha garganta saiu um ruído em concordância abafado pelo movimento de levantar-me que ele fez quando me pegou em seus braços. Apoiei instintivamente minha cabeça em seu ombro sentindo seu cheiro de um misto de cítrico e amadeirado me inebriar por completo. Quando dei por mim estava em minha cama novamente... quente e aconchegante.

- Obri.. – não me recordo se terminei o agradecimento mas instantes depois, acho eu, acordei com ele no lendo um pergaminho. – Prof. ? A quanto tempo está aqui? – esfreguei meus olhos. Tentando visualizar melhor qualquer coisa.

- A tempo suficiente para almoçar srta. Coma. – Ele pegou a bandeja da mesma mesa onde estava o café da manhã. Comi lentamente e bastante enquanto ele continuava a ler seu pergaminho. O que ele fazia ali novamente? Quando terminei apoiei novamente a bandeja na mesinha de volta.

- Obrigada sr. Ah... Posso perguntar o que o traz aqui... sr.? – Me recostei novamente aos travesseiros.

- Vim vê-la srta. não é óbvio? – Aquele jeito arrogante dele novamente.

- Por que? – perguntei

- Porque está sob efeito de algumas poções que tem resultados... expressivos no seu corpo, e como já sabia que tentaria sair de sua cama para pegar isto... – ele pegou a caixa debaixo de minha cama. Lá estava ela. Calma, respira. – E então... quer conversar srta.? – ele não foi arrogante mais percebi... preocupação na sua voz?

- Sobre o que prof.? – tentei.

- Srta. não torre minha paciência. – ele pegou sua varinha e sob algum feitiço inaudível fez a caixa ascender letras que antes não estavam ali. – Esta caixa é claramente uma relíquia de ameaças. Foi enfeitiçada para somente a srta. abri-la. Contudo, o feitiço usado é simples e avançado. Imagino para que somente a pessoa certa a encontrasse e a abrisse. Porém, posso não ser a pessoa certa mais esperta o suficiente para abri-la de qualquer forma. – assim o fez e tirou de lá a carta... – Esta é uma ameaça clara aos seus pais. – disse abrindo a carta e devolvendo-a para mim.

- Isso não é da sua conta Sr. – porque disse aquilo não fazia ideia mas precisava fazer aquilo sozinha pelo meus pais.

- Como disse?! – ele se levantou lentamente.

- O que o sr. ouviu. Esta carta nada mais é do que uma brincadeira de mal gosto de um dos seus alunos da Sonserina.

- Esta é uma acusação grave senhorita. Sugiro que meça suas palavras e sei bem quando vejo uma potencial ameaça considerando o momento no mundo bruxo srta. – ele me fuzilava com os olhos.

- E que momento é este sr.? A volta de Você Sabe Quem? E o que tenho haver com isso? O que meus pais tem haver com isso?

- Ora srta. pensei que fosse mais inteligente. O fato de andar com aquele arrogante do Potter não lhe diz alguma coisa? – Ele falava calmo mas firme.

- Meus pais não tem nada com isso. São trouxas. Se é a mim que querem que sejam sensatos. Estou aqui! – ele irrompeu numa gargalhada fria.

- A srta. é patética. – ele se aproximou ficando a centímetros do meu rosto – Você acha que os comensais ou o Lord são justos!? A srta. acredita em justiça no mundo das trevas?! – ele me encarava com uma ferocidade.

- Como sabe tão bem o que eles são prof.? – incitei-o. Ele se afastou bufando.

- Vivi em uma época antes da sua srta. Feroz, insana e cruel. Vi coisas que a srta. não suportaria e ouvi dores deste mundo que levaria qualquer um a loucura. – falou de costas para mim.

- Fez coisas das quais se arrepende prof.? – estava sendo cruel mas ele conseguia ser pior. Ele se virou pra mim com os olhos semicerrados. Aproximou-se mais uma vez.

- Fiz pessoas como seus pais trouxas que procriavam e davam a luz aberrações como a srta. sangrarem e implorarem pela morte, enquanto seus filhos assistiam e imploravam igualmente pela vida deles e a sua própria. – fiquei sem ar, via prazer em suas falas. Seus olhos brilhavam em nostalgia. Aberrações... meu Deus. Imaginei meus pais... Meu quarto... Abaixei meus olhos para a carta em minhas mãos relendo cada linha que já estavam gravadas em mim. Tentei respirar e o enjôo veio. Levei minha cabeça para o outro lado da cama vomitando ali mesmo. Meu estômago doía e minha cabeça latejava. Tentava respirar e cada golfada de ar meu estômago devolvia seu item ao chão. – Calma. – Sua mão segurou meu cabelo para trás enquanto a outra pressionava uma tolha molhada e fria sobre minha testa. Quando o acesso terminou ele me recostou de volta aos travesseiros. Com um movimento rápido da varinha recolheu os resíduos do chão e me estendeu um copo com água. Minhas mãos tremiam enquanto cada lágrima escorria pelo meu rosto... – Srta. eu...

- Saia. – respirava com dificuldade, estava triste e decepcionada com a pessoa que havia me ajudado e que estava ali agora, quão horrível ele poderia ser. Ele não se mexia. – Saia. – Virei o rosto. Após alguns instantes ouvi seus passos ao longe.

O término daquela noite não poderia ter sido pior. Madame Pomfrey em algum momento retornou trazendo meu jantar o qual recusei alegando estar enjoada, o que de fato não era mentira. Me encolhi ali e chorei, chorei até não mas me recordar de qualquer coisa na esperança de que tivesse sido tudo um sonho.

Snape

O que havia acontecido? Sentei-me no sofá dos meus aposentos sorvendo um copo de uísque de fogo. Por que disse aquilo tudo? Ela acha que tem tudo sobre controle sempre. Ela realmente achava que poderia lidar com tudo aqui sozinha? Que garota tola! Justiça no meio das trevas – Soltei uma risada forçada. – Sua inocência me perturbou. Me perturbou e me preocupou. Ela estava sozinha e sendo ameaçada, ou melhor ela não, os pais. Ela nem ao menos sabia o que era a Ordem... – Merda! – Ela andou até aquele armário como que tentando resgatar alguma coisa, inutilmente. Seus pais seriam mortos com o segredo revelado ou não... Ela era a única que parecia não ter medo de mim. Quando repousou nos meus braços... foi estranho me senti possuidor e potente. – Droga! – Joguei o copo contra a parede. Mas... e se a apresentássemos para a Ordem? Uma hora ela estaria envolvida. É amiga do Potter afinal. Isso implicaria na sua segurança também daqui pra frente mas nos daria tempo de resolver aquilo...

...

- Dumbledore! – Gritei abrindo a porta.

- Sr. Snape. O que o perturba para esse alarde todo? – Umbridge estava sentada a frente dele com aquele sorrisinho asqueroso.

- Nada importante. Apenas algo que o diretor deve saber. – Disse entre os dentes me controlando.

- Ora com certeza possa ser dito prof. – Falou de forma doce afetada.

- Apenas ao Diretor. – olhei para Dumbledore que me encarava por cima dos óculos. Em segundos vi meus pensamentos revelados. Soube ali que o mesmo já sabia do que se tratava. – Mas como disse, nada importante volto outra hora.

- Prof. – chamou o diretor. – Tenho certeza que será capaz de resolver qualquer coisa. São simples tenho certeza. – Ele inclinou a cabeça para o lado.

- Sim diretor. 


Notas Finais


Então, meu povo. Vamos começar a resolver os problemas da Mione não é mesmo!?

Estou amando o comentário de todos e o quão boa está Fic está sendo legal pra vcs.
Aproveitem, apreciem e comentem.
Bjs.


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