História Minha história. - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Seja feliz


Dez

Tive o dia todo para pensar se iria encontra-la depois de tudo o que aconteceu, mas a única coisa que eu pensava era em ir e vê-la novamente, nem que fosse uma ultima vez. Desci para ver os meninos e perguntar o que deveria fazer, mas eles tinham saído. Chamei um táxi, queria saber a opinião de outra pessoa então fui ate a casa de Igor e Bia.

Quando cheguei, o carro de Daniel e Viviany estavam estacionados em frente a casa. Toquei a campainha e Igor me atendeu.

—Fred?! —disse ele surpreso.

—Posso pedir um conselho a vocês?

—Claro que pode, entra aí.

Quando entrei, Viviany e Daniel estavam na sala junto com Bia, sentei ao lado deles, e Igor pediu para que eu explicasse o que estava acontecendo, e contei a eles minha história com ela e o que tinha acontecido recentemente, ate contei o que tinha acontecido comigo e Andressa mais cedo.

—Gosta da Vitória? —perguntou Bia.

—Gosto!

—Então deve ir.

—Mas ela vai se casar, não quero me magoar de novo.

—Eu sei maninho, mas tem que dar um fim nessa história para que não tenha arrependimentos. —disse ela. —Se você não for, pode se arrepender de não ter dito nada.

—Odeio quando vocês tem razão. —disse a ela sorrindo.

—O que vai fazer então? —perguntou Daniel.

—Vou conversar com ela. —respondi pegando o celular.

*Por que quer me encontrar?

Enviei uma mensagem para ela, não estava na esperança dela responder, mas logo que enviei eu recebi outra.

*Quero apenas conversar com você, sinto que não estou sendo honesta contigo e nem comigo.

*E se eu não quiser?

*Eu vou entender, mas peço que pense com carinho.

*Onde quer me encontrar?

*Pode ser em algum restaurante?

*Pode ser, te busco as 20.

*Tudo bem, ate lá então.

Guardei o celular.

—E ai? —perguntou Igor.

—Vou busca-la as oito.

—E está pronto? —perguntou Viviany.

—Não deve ser algo tão ruim.

—E a Andressa? —perguntou Bia.

—Não temos nada, e não vou ficar com a Vitória, ou vocês esqueceram-se da parte que ela vai se casar. —respondi. —A Andressa vai pensar, e se ela quiser, vamos ficar juntos.

Ficamos mais um pouco conversando, almoçamos juntos, e quando deram Cinco da tarde eu fui para casa me arrumar para encontrar a Vitória.

Quando cheguei, meu carro estava na garagem, não o carro alugado que eu estava, mas sim meu carro que estava na Itália.

Entrei e fui pra perto dele para ver se realmente era o mesmo, e Rafael se aproximou de mim.

—Entrega pra você. —disse ele.

—Como?

—Seu chefe mandou, disse que não pode ficar sem carro.

—Até que enfim! —disse a ele.

—Lá você só usava carro Top assim? —perguntou ele.

—Tem que ver o Carlos. —respondi rindo.

—Foi pra onde? —perguntou ele entrando.

—Fui visitar a Bia e o Igor. —respondi entrando também. —Vou me encontrar com a Vitória daqui a pouco.

—Ah cara, serio?

—Sim, ela me chamou.

—Ela? —perguntou ele surpreso.

—Sim, e quero falar algumas coisas para ela, pra não me arrepender mais tarde.

—Tudo bem, só não estraga essa maquina também.

—Pode deixar. —respondi rindo. —Cadê Nardo?

—Foi pegar as coisas dele, e daqui a pouco vamos pra resenha, tem certeza de que não quer ir?

—Qualquer coisa eu apareço por lá.

Subi ate meu quarto para tomar um banho bem demorado e me arrumar para sair. Não sabia se o que estava fazendo era certo ou não, sabia que quando algo se tratava dela, eu ficava cego para todo o resto, parecia que apenas ela era o certo, e tudo o que eu fizesse não tinha mais importância. Demorei um pouco no banho, pois queria estar bem apresentável para ela. Quando sai do banho, escolhi uma das melhores roupas que tinha, o melhor relógio, e o melhor perfume, estava realmente tentando impressiona-la.

Eram Sete da noite, desci para poder ir, os meninos também estavam arrumados na sala.

—Que menino lindo gente! —brincou Bernardo.

—Vocês também não estão mal. —retribui a brincadeira

—Boa sorte mano! Espero que consiga a garota. —disse Rafael.

—Boa sorte pra vocês também, espero que consigam garotas.

Rafael e Bernardo riram e saímos, eles no carro do Bernardo e eu no meu.

Fui em direção a casa dela, ainda não sabia em qual restaurante leva-la, por isso estava indo um pouco antes, para que pudéssemos decidir juntos.

Quando cheguei, mandei uma mensagem para ela dizendo que estava ali, não demorou muito e ela apareceu, saí do carro e fui em direção a porta do carona para abrir a porta para ela entrar. Assim que ela entrou fui para meu lado.

—Obrigado. —disse ela.

—Onde quer ir?

—Não sei, achei que você conhecesse algum lugar legal para irmos.

—Não, vou deixar por sua conta.

Fui dirigindo, ate que ela viu um restaurante na beira da praia. Nos sentamos e não dissemos uma palavra um para o outro. Pedimos, e um pouco antes dos pedidos chegarem, eu ia falar.

—Olha Vitória..

—Não, me deixa falar primeiro. —interrompeu.

—Tudo bem.

—Eu gosto de você Fred, bastante. —disse ela. —Mas você ficou cinco anos fora, como quer que eu largue uma vida pra ficar com você? Acha que é justo comigo?

—Acha justo a cinco anos atrás você me dar um fora, e agora me culpar por eu ter ido embora?

Vitória se calou. Os pedidos chegaram e apenas comemos sem trocar nenhuma palavra, o jantar durou apenas meia hora, ate que Vitória falou de novo.

—Me desculpa. —disse ela.

—Não, eu que peço desculpas. —disse ela. —Você tem razão, não posso chegar depois de tanto tempo e achar que vai ser assim, você vai ser minha.

—Eu largo.

—Ahn?

—Eu quero ficar com você. —disse ela. —Eu o largo pra ficar com você.

—Não!

—Como assim?

—Não vou deixar você abandonar alguém que ficou com você nos cinco anos que eu não estava. —respondi. —Não quero que ninguém se magoe por minha causa.

—Então esta me dizendo que não quer mais ficar comigo?!

—É o que eu mais quero Vi, mas não vou magoar ninguém pra poder fazer isso. —respondi. —Sei que esse cara, seja lá quem for, gosta muito de você, e sei que ele te fará feliz como eu queria fazer.

Peguei a mão dela.

—E daqui a Dez, Vinte, Cinquenta anos, eu ainda vou ser apaixonado pela pessoa que você é.

Ela ficou quieta. Enquanto eu pedia a conta ao garçom.

—Vamos. —disse a ela.

—Pra onde?

—Vou te levar pra casa, pro seu futuro marido.

Por mais que eu gostasse dela, não queria magoar um cara que poderia ser como eu, apenas procurando um amor. Não quero magoar ninguém, muito menos o cara que a faria feliz pelo resto da vida.

A deixando em casa, ela me deu um envelope.

—Se quiser. —disse ela. —Até mais Fred.

—Até Vi.

Imaginei que aquele envelope fosse o convite para o casamento dela. Apenas o joguei no porta-luvas por mais que eu quisesse vê-la feliz, aquilo já era demais. Estava feliz, mesmo não tendo ficado com ela, eu estava por ter feito alguém feliz, mesmo que não fosse eu.



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