História Minha história. - Capítulo 12


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Conhecendo melhor


Doze

Faltava um dia para o grande casamento, estávamos prontos, a família dos noivos chegaram a tempo de ensaiar para o dia. Eu e Andressa estávamos nos vendo todos os dias com o ensaio da banda para o casamento, estávamos bem próximos, nos conhecendo.

Estávamos na igreja, terminando de arrumar as coisas.

—Fred? —disse Andressa se aproximando de mim.

—Oi Andy. —respondi.

—Não serei eu a cantar na banda do casamento.

—Como assim? —perguntei surpreso. —Por que não?

—Escolheram outra pessoa pra fazer isso.

—Não pode, eu queria que você cantasse, sua voz é linda!

—Obrigado anjo. —respondeu ela sorrindo. —Mas é melhor assim, não queria cantar na banda pra sempre.

—E agora?

—A menina que entrou também canta bem, pode ficar tranquilo.

—Não é isso, eu ia te chamar pra dançar no casamento.

Ela deu um sorriso sem graça.

—Teremos outra oportunidade. —disse ela.

Eu olhei para Igor que estava sentado com Walter em uma dos bancos da igreja.

—Igor! —gritei. —Vem cá!

Igor se aproximou de nós. Eu já tinha o apresentado para Andressa já que ele precisava aprovar a banda.

—Andressa não vai mais ser a vocalista da banda do seu casamento.

—Ah meu Deus! —disse ele desesperado. —E agora?!

—Calma cara. Ela disse que a menina que entrou no lugar dela é boa também.

—Ufa!

—Não era isso que eu queria te falar. —disse a ele. —Quero saber se ela pode ser minha acompanhante no casamento.

—Claro que pode! —disse ele sorrindo. —Esta Cem por cento convidada!

—Valeu mano!

—Que nada. —disse ele. —Divirtam-se.

Igor foi se afastando.

—Pronto. —disse a ela. —Resolvido.

—Pra que isso tudo? —perguntou ela rindo.

—Ah, vai ser legal ter você comigo aqui.

—Obrigado. —disse ela. —Nunca fui a um casamento, acho que devo ir me preparar.

—Vem, vou te levar em casa. —disse segundo sua mão.

Entramos no carro.

—Onde mora?

—Moro no mesmo lugar que me deixou aquela vez.

Fui em direção a casa dela.

—Quer entrar? —perguntou.

—Sei lá. —respondi. —Não vai te dar problemas?

—Não, meus pais não vão ligar.

—Então tudo bem.

Entramos, os pais dela estavam na cozinha.

—Mãe, Pai. —disse ela os chamando. —Esse é o Fred.

—Muito prazer. —disse estendendo a mão para o pai dela.

Ele retribuiu o aperto.

—Muito Prazer. —disse a mãe dela. —Ouvi muito à seu respeito.

—Mãe! —disse Andressa.

—Ops, não era pra falar isso né? —disse a mãe dela rindo.

Eu apenas sorri para ela. O pai ficava me olhando, e eu comecei a ficar nervoso.

—Vem. —disse ela. —Vamos estar na varanda.

Ela me levou até a varanda do quarto dela, no segundo andar.

—Uau. —disse a ela olhando a vista. —Aqui em cima é lindo.

—É. —respondeu ela. —Vi que estava meio sem graça lá em baixo.

—É. —respondi rindo. —Tem fobia a conhecer pais, mesmo que eles sejam pai de amigos.

—Como assim? —perguntou ela rindo.

—Sei que é estranho, mas tenho problema com qualquer tipo de pais.

Ela começou a rir.

—Tem que se acostumar com isso. —disse ela. —E quando for conhecer o pai de uma futura namorada.

—Espero que já tenha conhecido. —disse a ela a olhando nos olhos.

Ela ficou em silencio, e entrou para o quarto.

—Vem cá. —disse ela. —Quero que me ajude numa coisa.

Entrei e fui até ela. Ela abriu a porta de seu Guarda-roupa e pegou dois vestidos que estavam no cabide. Um era vermelho ate o joelho, e o outro me chamou completamente atenção, era um vestido perfeito, longo, e Roxo.

—Qual escolho? —perguntou ela.

Eu fiquei na duvida sobre qual dizer, tinha gostado mais do longo, mas aquilo poderia estar sendo um teste.

—Qualquer um. —respondi. —Vai ficar linda em qualquer um.

—Sabe como agradar uma garota. —disse ela rindo.

Apenas sorri. Ela se sentou na cama, e me puxou para sentar ao lado dela.

—O que houve a cinco anos? —perguntou ela. —Você sumiu.

—Eu fui pra Itália. —respondi.

—Sério? —perguntou.

—Sim, fui trabalhar lá.

Eu deveria falar o motivo real de ter ido, mas não queria estragar tudo antes mesmo de começar.

—Que legal! —disse ela. —E quando voltou?

—Vai fazer Três meses.

—Que legal.

Ficamos sem saber o que falar, estávamos nos encontrando ia fazer uma semana e toda vez ficávamos sem assunto.

—Mas então.. —disse tentando puxar assunto.

—Sempre chegamos nesse momento né? —perguntou ela.

—É, acho que precisamos de mais assunto. —respondi.

Continuamos quietos, ate que ela se virou para frente, também me virei, nossas mãos estavam na cama perto uma da outra. Depois de um tempo, nossos dedos se encostaram, e eu movi minha mão mais para perto, segurando a mão dela. Pude ver um sorriso em seu rosto quando fiz isso e me virei pra ela.

—Acho que isso resolve alguma coisa. —disse a ela.

—Resolve sim.

A puxei para perto, a boca dela ficou perto da minha orelha, estávamos abraçados, ouvi sua respiração, e sentia seus batimentos, estava com o coração acelerado, mas eu também estava. Dei um beijo em seu rosto e encostei meu nariz no dela, mas antes que pudesse beija-la, a porta do quarto se abriu.

—Filha. —disse a mãe dela entrando. —Opa, desculpa.

—Mãe! —disse ela. —Sabe bater não?

—Desculpa. —disse a mãe dela sorrindo. —Volto depois.

A mãe dela saiu do quarto.

—Desculpa a minha mãe. —disse ela.

—Está tudo bem. —respondi sem graça.

Vi que ela também tinha ficado, então decidi adiar aquilo.

—Bom, acho melhor eu ir. —disse a ela me levantando.

Ela me levou ate a porta, me despedi de seus pais que estavam na sala. E fomos ate o carro.

—Nos vemos amanha? —perguntei.

—Claro!

Aproximei-me dela, e dei um beijo em seu rosto.

—Até amanha. —disse ela.

—Até. —respondi ligando o carro.

Dirigi ate em casa, não parava de pensar no que quase tinha acontecido. Me senti bem na hora, quando a abracei me senti vivo, completo, em paz.

Chegando em casa, Rafael estava na sala assistindo TV.

—Fala meu querido. —disse ele. Era um cumprimento antigo nosso.

—Fala meu querido. —respondi. —E aí, já viu uma roupa pra amanha?

Rafael se tornou amigo de Igor por minha causa, e por causa dos encontros que tiveram na minha casa, então Igor o convidou para o casamento. Bernardo ia como acompanhante de outra pessoa.

—Roupa? —perguntou ele de um modo sarcástico. —Casamento não tem que escolher roupa, é só estar de terno.

—É, tem razão. —respondi rindo. —Cadê Bernardo?

—Tá no mesmo lugar de sempre.

—Eles estão se entendendo bem então né?

—Melhor do que você esperava.

—Isso é muito bom. —disse a ele me sentando ao seu lago. —Espero que eles levem isso a diante, e se deem muito bem.

—É.

—Aí só vai faltar você mesmo. —disse para ele.

—Tô fora disso mano. —respondeu rindo. —Pera! Se vai faltar só eu, é por que você já tem alguém!

Apenas sorri pra ele.

—Quem é?! —perguntou ele empolgado.

—Surpresa, amanha você vai ver.

—Que sem graça! —disse ele.

—Calma, amanha já esta chegando.

Rafael e eu tínhamos uma ligação de irmãos, faria tudo para ajuda-lo no que fosse principalmente a arrumar alguém.

Ficamos a noite toda assistindo alguns filmes na TV. Quando foi umas Dez da noite Bernardo chegou.

—Fala moçada. —disse ele.

—Fala mano. —respondi.

—Achei que fosse dormir lá hoje. —disse Rafael.

—Não, estamos esperando um pouco pra ter certa intimidade.

—Mas e aí. Como estão? —perguntei.

—Estamos bem, nos conhecendo melhor depois de tanto tempo.

—Fico feliz por vocês. —disse a ele.

—Valeu Mano. —respondeu. —Agora só falta você Rafael.

Eu comecei a rir.

—Viu! —disse a Rafael. —Eu te disse.

—E você Fred, como esta? —perguntou Bernardo.

—Ele tá saindo com alguém! —disse Rafael.

—Sério?!

—Não estou saindo, nós apenas estamos conversando. —respondi. —Não rolou nada entro nós, ainda não nos beijamos.

—Mas já é um começo. —disse Rafael.

—Nós conhecemos? —perguntou Bernardo.

—Você a conhece, mas só de vista, e uma vez só.

—Assim fica difícil! —disse ele. —Quando vai nos apresentar?

—Amanha, no casamento. —respondi. —Mas por enquanto somos apenas amigos.

—Por enquanto? —brincou Rafael.

—Não sei. —respondi. —Não sei se vai acontecer alguma coisa entre nós, só sei que estou gostando dela, e não quero estragar nada.

—Relaxa mano. —disse Rafael. —Sei que vai fazer tudo certo.

Ficamos um tempo assistindo TV, tomamos umas cervejas e depois fomos dormir. Deitei e fiquei pensando no beijo que teria acontecido mais cedo, resolvi mandar uma mensagem pra ela.

*Andy?

Não demorou muito e ela me respondeu.

*Oi Fred.

*Te acordei?

*Não, não consigo dormir.

*Nem eu kkk

*Ansioso pra amanha? É o grande dia dos seus amigos.

*Estou sim, mas tem algo que estou mais ansioso ainda.

*O que?

*Pra ver você.

*Assim eu não sei o que falar kkk

*Desculpa, vou parar kkkk.

Ficamos conversando até as Três da madrugada, e por mais que fosse dormir pouco, a noite tinha valido a pena, tinha passado com ela.



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