História Minha história. - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Nao sinto a mesma coisa


Oito

Acordei com a cabeça doendo, estava deitado em uma cama.

—Nao fique se mexendo. —soou uma voz ao meu lado, bem familiar.

Virei minha cabeça pro lado e era Rafael sentado em uma poltrona.

—Onde é que eu tô? —perguntei

—No hospital. —disse ele. —Nao lembra de nada?

—Lembro de algumas coisas. —respondi.

A única coisa que lembrava era de ter ido até Vitória.

—Seu carro capotou.

Minha memória foi clareando.

—Agora tô me lembrando. —disse a ele. —Dormi por quantas horas?

—Horas? Você tá aqui a três dias.

—O que?! Tenho que sair daqui! —disse a ele me levantando. —Tenho que agilizar as coisas pro restaurante!

—Relaxa, seu chefe ligou, eu expliquei pra ele a situação e ele disse pra você repousar e depois continuar.

Tentei levantar mas não consegui, meu corpo estava dolorido.

—Voce vai poder ir pra casa hoje. —disse ele. —Teve sorte de não machucar nada.

—Sou de ferro. —brinquei.

—Vai brincando! —disse ele. —Agora que acordou, tem algumas pessoas que querem ver você. Vou chama-los.

Rafael saiu, e depois de alguns minutos PH e Bernardo entraram.

—Isso tudo era por que não queria me ver? —brincou Bernardo estendendo a mão até mim.

—É claro, por que vou querer te ver. —disse a ele retribuindo o aperto de mão.

PH tambem estendeu a mao e eu a apertei.

Ficamos conversando por um tempo.

—Nao sei se era pra eu te falar. —disse Bernardo. —Mas, a Vitória esteve aqui esses três dias.

Apenas virei pro lado, no momento não queria saber muito disso.

—Fred. —disse Rafael na porta. —Tem alguém aqui querendo te ver.

Bernardo e Ph se despediram e sairam. Depois de alguns minutos, Vitória entrou.

—Oi. —disse ela entrando.

—Ah, oi. —respondi sentando na cama.

—Como está se sentindo? —perguntou.

—Eu tô bem, e voce, como está?

—Voce é maluco?! —perguntou ela, não respondendo minha pergunta. —O que estava pensando?!

—Estava pensando que a pessoa por quem eu sou completamente apaixonado vai se casar com outra pessoa.

—Olha, você é um dos melhores caras que já conheci, e sei que vai encontrar outra pessoa.

—Nao quero outra pessoa. —disse puxando seu rosto até o meu a ponto de sentir a respiração dela em minha boca. —Eu quero você! Sempre quis você!

Vitória ficou calada, sua respiração ficou ofegante, comecei a aproximar mais.

—Nao posso Fred! —disse ela se afastando. —Espero que encontre alguém, pois eu não posso fazer isso, amo meu noivo demais!

Vitória saiu correndo do quarto, deitei e fiquei pensando. Algumas horas depois Rafael entrou.

—Vamos. —disse ele. —Voce tá liberado.

Levantei, vesti minha roupa e saímos. Rafael chamou um táxi e fomos pra casa.

Ao chegar, achei estranho a casa está toda apagada, Rafael abriu o portão e entramos. Quando ascendeu a luz, me assustei.

—Surpresa! —gritaram todos.

—Mas. —disse não entendendo.

Kathleen veio e me deu um abraço bem forte.

—Se fizer algo assim de novo, eu te mato! —disse ela me apertando.

—Vou tentar. —respondi rindo e retribuindo o abraço.

Cumprimentei a todos que estavam sentados, e me sentei ao lado de Kathleen. Todos ficaram me perguntando o que tinha acontecido, é apenas disse que me distrai. Apenas Rafael e Bernardo sabiam sobre a Vitória.

Ficamos conversando por um tempo, até que todos foram padifrente da casa, na área da churrasqueira, iamos fazer uma pequena festa. Me levantei junto com Kathleen para irmos, mas vi Andressa num canto da sala, quase não dava para nota-la.

—Pode ir. —disse a Kathleen. —Nao demoro.

Abaixei-me enfrente Andressa, pude reparar que ela estava com uma olheira de choro, tentou esconder com a maquiagem, mas pude perceber.

—Ei, o que houve? —perguntei ao ver.

—Nada. —respondeu ela com um sorriso forçado. —Ainda bem que não se machucou.

—Vem comigo. —disse pegando a mão dela e a levando para cima.

Levei Andressa para o meu quarto.

—Senta. —disse a ela. 

—Por que me trouxe pra cá? —perguntou ela se sentando.

—Por que não quero ninguém vendo você chorar. —disse a ela. —Mas sabe que pode fazer isso comigo. Entendo o que está passando.

—Como assim? —perguntou ela.

—Antes do acidente eu encontrei uma pessoa, a pessoa por quem eu daria tudo na minha vida. —disse a ela. —Uma pessoa que é pra mim, o que o Nicolas é pra você.

—E aí? —perguntou.

—Ela vai se casar daqui a dois meses.

—Nossa. —disse ela.

—Agora me diz o que houve?

—A Nyuhinnd, é isso que houve.

—Eles voltaram? —perguntei.

—Sim.

Não falei nada, apenas me aproximei e a abracei. Andressa começou a chorar em meu ombro.

—Desculpa. —disse ela.

—Nao se desculpe, apenas chore tudo o que tiver pra chorar.

Comecei a aperta-la, e então ela retribuiu o abraço. Ficamos abraçados por algum tempo, até que ela parou de chorar.

—Obrigado. —disse ela me soltando.

Sua maquiagem estava toda borrada, seus olhos inchados por causa do choro.

—Espera aqui. —disse a ela indo em direção ao banheiro.

Voltei com um saco de algodão e sentei-me ao lado dela novamente. Puxei um algodão e comecei a tirar sua maquiagem. Não estava dando muito certo pois eu não sabia como tirar, so estava tentando ser útil.

—Desculpa, mas acho que tô piorando. —disse mostrando seu reflexo no espelho.

—Nossa. —disse ela rindo.

—Isso! —comemorei

—O que foi?

—Voce riu. —respondi. —E gosto quando faz isso.

Andressa sorriu novamente, mas dessa vez vi que ela tinha ficado sem jeito. Ela pegou o algodão da minha mão e começou a tirar. Assim que terminou, estava com seu rosto limpo. Coloquei seu cabelo atrás da orelha, e desci com os dedos pelo seu rosto.

—Voce sempre foi uma garota incrivel, e se tornou uma mulher incrível! —disse a ela. —Nao deve chorar por ninguém!

Ela segurou minha mão, enclinou seu rosto. Ficamos calados por bastante tempo. Cheguei perto e dei um beijo em sua testa.

—To aqui tá? —disse a ela. —Sempre vou estar.

—Obrigado! —disse ela me abraçando.

—Se não quiser descer tudo bem tá? —disse a ela. —Pode ficar aqui em cima, deita, dorme um pouco, trago algo pra você comer.

—Por que está sendo tao legal comigo? —perguntou. —Eu escolhi um dos seus melhores amigos ao invés de você.

—Por que você é importante pra mim. —respondi abrindo a porta. —Pode dormir se quiser.

Sorri pra ela e saí do quarto.

Desci as escadas e fui até onde todos estavam. Cheguei lá e estavam divididos em grupos que eu nunca imaginaria. Igor e Bia conversando com Rafael e Ph, Bernardo estava sentado ao lado de Kathleen, Daniel e Viviany estavam perto da piscina junto com Nicolas,  Léo e Amanda perto da churrasqueira

—Que estranho. —disse chegando perto de Rafael.

—O que foi? —perguntou.

—Voces. —respondi. —Conversando, mas com pessoas diferentes.

—Tambem achei, mas acabei os conhecendo melhor. —disse Rafael. —Seus outros amigos são legais.

—Digo o mesmo. —disse Igor.

—Ei! Vem cá! —gritou Kathleen.

—Ja volto pessoal. —disse a eles indo em direção a Kathleen e Bernardo.

Quando me aproximei eles estavam rindo sobre algo que estavam conversando.

—Isso é meio estranho. —disse a eles.

Eles apenas riram.

—Por que demorou tanto? —perguntou Kathleen.

—Tava lá em cima arrumando um negócio. —falei. —Nardo, tá ficando onde?

—Numa pousada lá no costa, por que?

—Tras as coisas pra cá, fica aqui.

—Claro que nao mano! 

—Claro que sim, tem um quarto e quero que venha! —disse a ele me virando e afastando. —Nao aceito não como resposta.

Fui até Nicolas.

—E aí mano. —disse pra ele. —Vivi, Daniboy, oi.

—E ai. —responderam Viviany e Daniel.

—Posso falar contigo Nick?

—Claro mano. —respondeu ele.

Fomos para uma área mais afastada.

—Voltou com a Nyuhinnd ne?

—Voltei mano. —respondeu e. —Gosto dela, e entao voltamos.

—Sei que gosta dela mano, mas por favor, fique com ela de vez então.

—Como assim?

—Tipo assim, nao quero ver nem você e nem a Andressa. —disse a ele. —E assim como quero que seja feliz com a Nyuhinnd, quero que a Andressa achar alguém também.

—Eu entendo mano. —disse ele. —Voce gosta dela?

—Digamos que ela faz parte da família.

—Relaxa, não vou magoa-la, gosto muito dela, mas não do jeito que ela queria.

—Entendo mano. Valeu por entender.

Depois de algumas horas, apenas eu, Rafael e Bernardo continuamos, todos os outros foram embora. Estávamos sentados no sofá.

—É, ate que foi divertido. —disse a eles. —E cansativo também. Tô indo dormir.

—Vou tomar mais uma e vou. —disse Rafael indo até a cozinha. —Quer Nardo?

—Claro.

—Boa noite então. —disse a eles subindo.

Entrei no quarto em silêncio para pegar umas coisas e dormir lá em baixo. Andressa estava dormindo então não queria fazer nenhum barulho, mas quando entrei no banheiro, a porta fez barulho, a acordando.

—Ahn. —disse ela levantando a cabeça. —Fred?

—Oi Andy, desculpa te acordar, só vim pegar umas coisas e já tô saindo.

—Tudo bem, cadê todo mundo?

—Foram pra casa.

—Eu tenho que ir também.

—Pode ficar aí. —disse a ela. —Dorme aí ue.

—Mas e você? —perguntou.

—Durmo no sofá.

—Claro que nao! —disse ela. —Vou pra casa, e você dorme na cama.

—Nao vou deixar você ir pra casa essa hora da noite! Larga de ser teimosa.

—Entao dorme aqui também.

—Ta, eu coloco algo no chão.

—Nao! Dorme na cama.

—Mas..

—Sem fazer nada. —disse ela, rindo. —Apenas dormir!

—Nao pensei nenhuma besteira. —respondi. —Vou só tomar um banho e volto então.

Entrei no banheiro e fui tomar um banho, estava nervoso, Andressa e eu não éramos muito próximos a cinco anos atrás, e agora iríamos dormir juntos, mesmo que sendo só amigos, era estranho. Terminando o banho, sai e ela estava vestida com uma camisa minha e um short de dormir meu. Ela já estava deitada, então me deitei ao lado dela.

—Posso te perguntar uma coisa?Disse ela.

—Claro.

—Por que está sendo tao legal com todos? Rafael, Bia e Igor, e ate comigo.

—Por que vocês são importantes pra mim.

—Por que?

—Por que Rafael é o irmão que eu gostaria de ter, Igor e Bia tem um relacionamento queeu gostaria de ter.

—E eu?

—A cinco anos atrás, antes de reencontrar a Vitória, você era  pessoa com quem eu queria ter esse relacionamento.



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