História Minha Irmã Gêmea - Capítulo 18


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Categorias Originais, Robbie Kay
Personagens Personagens Originais, Robbie Kay
Tags Deidara Graham, Incest, Incesto, Once Upon A Time, Ouat, Peter Pan, Robbie Kay, Self-inserction
Exibições 102
Palavras 1.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Incesto, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi amores, demorei um pouco mais dessa vez porque tô refazendo/reescrevendo o final.
Boa leitura a todos ;*

Capítulo 18 - Resgatando Charlotte


Fanfic / Fanfiction Minha Irmã Gêmea - Capítulo 18 - Resgatando Charlotte

 

 

Dirigia para a Pousada dos Kays decidido a "resgatar" Charlotte, mesmo após ela me mandar ir embora.

Na metade do caminho meu celular tocou. Estava jogado sobre a poltrona de passageiro. Com as mãos no volante, olhei para ele pensando se deveria atender. Se fosse Charlotte, eu certamente a xingaria e não sabia se me encontrava em condições de falar. Era como se estivesse com um amontoado de choro travado na garganta. Apenas pretendia agir, se parasse para uma reflexão, estaria fadado ao pranto. Mas a chamada insistia.

Bufando com certo ódio, estiquei o braço e peguei o aparelho, o atendendo e colocando no ouvido. Veio a voz dela estremecida e fraca junto do fôlego cortado.

– Robbie…?

– O que você quer?

– Eu… - começou a dizer, mas não terminou a frase. Estava com a respiração pesada, como se estivesse sem ar.

– Qual o problema? - perguntei meio secamente.

– Eu coloquei fogo na pousada. - explicou, com uma breve risada no final.

– Você… você o quê?!

– Coloquei fogo na pousada.

Eu permaneci incrédulo olhando para a estrada escura à minha frente. Os faróis iluminavam parcialmente as fileiras de árvores que orlavam a trilha estreita de terra batida e úmida. Talvez devido ao dia exaustivo, cansativo e emocionalmente horrível, tudo parecia um estranho pesadelo. Um medíocre sonho. Por um instante entendi Charlotte dizer que incendiou a pousada.

– Você tá tirando um sarro da minha cara, Charlotte?

Nesse momento fui surpreendido por um caminhão de bombeiro que passou pelo meu carro a toda velocidade, quase me fazendo ir contra o barranco do acostamento. Estava tão distraído com a notícia de Charlotte e com a sensação de utopia que só me dei conta do veículo gigantesco seguindo a diante depois de ele quase atropelar o meu automóvel, jogando suas luzes vermelhas e amarelas pela estrada. Na confusão, segurei o volante com urgência e o virei, e com isso o meu celular escapou de minha mão, voando para algum canto.

– Merda! - exclamei, assustado. Brequei o carro para apanhar o aparelho e colocá-lo de volta a orelha. Porém, a ligação havia caído. Tentei rediscar o mesmo número, mas ele nem mesmo chegava a chamar. Novamente tornei a ligar e dessa vez ela atendeu.

– O que raios você fez, Charlotte?… - perguntei.

– Estão todos queimando agora, Rob. Consegue ouvi-los?

Eu apenas ouvia por detrás do ar cansado que Charlotte inspirava e expirava, alguns ecos de gritos distantes. Uma sensação de medo desconhecida e incômoda me infectava,  me perturbando a medida que os gritos tornavam-se mais altos, junto com as tosses sequentes da minha gêmea.

– Robbie… - ela ofegou. - Você está aí? Sabe o que papai disse, Rob? "Charlotte, você deve falar pro seu irmão ir embora pro Texas. Ele ainda está aqui. Você… diga a ele pra  ir embora, e diga que não quer mais ficar com ele, o convença a ir embora, ou nunca mais olharemos pra ele, nunca mais." -  parou de falar. Parecia chorar com a voz mole, quase delirante. - "É pecado, Charlotte", é pecado amar o próprio irmão assim… Não se pode deitar com o próprio irmão, é pecado…

– Charlotte… você está no meio do fogo?!

– O que é pecado, afinal, Robbie!? -  indagou com súplica, entre soluços de exaltação. - Eles não vão nos separar, eu prometo… Você não foi embora, foi?

– Eu estou indo pra pousada agora. - falei,  descrente que tudo fosse real. Impaciente e transtornado, retornei para a estrada dirigindo com pressa, com uma mão no volante e outra sem soltar o celular. Tentando não pensar muito, pisei no acelerador.

– Venha!- exclamou alucinada. -   Venha me buscar, irmãozinho … 

Meu coração pulsava adrenalina. Algo me dizia, gritante e constante na minha consciência, para não agir impulsivamente. Por outro lado, a paixão que tinha por Charlotte me instigava feito um mau espírito, me forçando a continuar, mesmo sabendo que essa não era uma boa ideia e que eu certamente poderia morrer.

– Onde você tá… na casa, exatamente, onde??

– Vamos embora, por favor! Me leve daqui, Rob… Eu vou queimar, se eu continuar aqui… estou dentro do meu quarto, estou presa… eu te amo tanto! - a voz dela sumiu e eu não ouvi mais nada além de ensurdecedores barulhos indefinidos de algo caindo ou desabando.

– Charlotte! Tá me ouvindo? Charlotte, por favor, eu imploro… me responde! - implorava, sem parar de dirigir.

Ela não respondeu. Até que, de repente, a ligação caiu. A ausência completa de ruídos me fez entrar em pânico. Seja lá o que Charlotte fizera, se eu não chegasse logo, ela iria morrer.

Chegando na pousada, estacionei o carro de qualquer forma em qualquer lugar, e corri pela trilha  que dava para o imenso jardim. Aos poucos, meus passos foram perdendo a velocidade quando me deparei com uma das visões mais atordoantes que já presenciei. O fogo alto lavrava intensamente contra o céu. As nuvens que estavam se afastando após a tempestade eram iluminadas pelo vermelho  quente que se espalhava junto com a fumaça densa, que subia para as estrelas, as ofuscando e pretejando todo o ambiente que antes era verde e limpo.

O calor chegava até mim acompanhado do barulho, exprimindo um pavor que me atingia, me estremecendo.  De olhos arregalados, assistia o horror da cena, e respirava o cheiro ardente  do fogo, que ia destruindo tudo o que alcançava.

Corri em direção daquele inferno.  Me aproximava, e o calor aumentava drasticamente. A cor intensa me cegava, mas eu prossegui. Passei pela multidão que se aglomerou ao redor. Tropecei em alguns corpos deitados sobre a grama chamuscada. Alguns tossiam, outros estavam recebendo os primeiros socorros e havia um alvoroço caótico para todo lado.

Incontáveis hospedes se desesperavam pelos que estavam sendo resgatados ou pelos que morriam. Do alto, caia uma chuva leve e intercalada em jatos. Estava apressado demais para perceber que era obra dos bombeiros. Trombando em algumas pessoas, as empurrava agressivamente e passava. Alguns que tentavam me barrar acabavam sendo derrubados. Três ou quatro vezes eu caí contra o chão, mas me erguia e continuava.

Na minha incessante tentativa de ir em direção ao fogo, fui interrompido justamente pelo meu pai. Ele parou a minha frente, ávido, com o rosto coberto de sujeira, os trajes cheios de cinzas e sangue. Não disse nada, me olhando pasmo, como se visse um fantasma. Eu o fitei de volta, parando meu caminho.

–  Vou resgatar minha irmã.

– Você…

Sem esperar pelo término da frase dele, o empurrei com o ombro e parte do braço com uma força assombrosa que não sei de onde tirara, talvez pelo rancor. Meu pai recuou enfraquecido.  Passei por ele, e corri para as chamas. Eu definitivamente não sabia o que estava fazendo.

A luz do incêndio me abraçava e me envolvia, me puxando para dentro. Minha pele recebia a alta temperatura que me acolhia e me instigava a entrar numa inércia sublime. Extinguia feito numa ilusão todos meus medos, desejos e opressões, sendo absorvido pelo sentimento de liberdade. Meus pensamentos desapareceram e eu pude com a maior satisfação do universo invadir a pousada. Independente de sair dali com vida ou não, eu sabia que encontraria minha irmã, e a abraçaria o mais forte que pudesse, e a beijaria como se nada mais existisse. E nada mais existiria, de fato. Apenas eu e ela.

 


Notas Finais


Esse foi um plot twist meio louco que logo fará sentido
comentem <3 continuo?


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